“Foram quase 15 mil entrevistas no Programa do Jô, 95% de gente interessante”

“Foram quase 15 mil entrevistas no Programa do Jô, 95% de gente interessante”

Willem Van Weerelt dirigiu Jô Soares desde o SBT, foram cerca de 30 anos, e ele diz que nos últimos dois anos sentia muita falta de estar mais próximo, de conversar mais

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  • Willem Van Weerelt, diretor dos programas de Jô Soares, afirmou que o Programa do Jô realizou quase 15 mil entrevistas, com 95 % de convidados interessantes.
  • Ele acompanhou Jô na mudança de emissora do SBT para a TV Globo e esteve ao lado do humorista em todas as reformulações de formato.
  • Van Weerelt trabalhou com a jornalista Myriam Clark por mais de duas décadas na produção do programa.
  • No Almoço do MyNews, em 5 de agosto, homenageou Jô Soares, destacando seu astral positivo mesmo nas dificuldades.

Willem Van Weerelt foi diretor dos programas do Jô Soares desde sempre. Foi com ele para o SBT e depois voltou para a TV Globo. Esteve ao seu lado em todas as mudanças de formatos dos programas. Ele esteve com as jornalistas Myriam Clark com quem trabalhou por mais de duas décadas no Programa do Jô. Eles comentaram sobre o trabalho da equipe responsável por produzir e colocar no ar o programa. Willem participou do Almoço do MyNews especial que homenageou a trajetória do humorista morto na sexta-feira,5 de agosto. “A gente não pode ficar só no lamento”, disse ele. “O Jô transmitia um astral bom mesmo nas dificuldades”, acrescentou.

Foram quase 15 mil entrevistas e 95% de gente interessante. Willem destacou o ambiente de trabalho e a seleção da equipe montada por Jô que o acompanhou por todos esses anos como mais um talento do humorista. “Ele soube escolher as pessoas e posso deixar a minha modéstia de lado”, disse. “Foi uma parceria longa de trinta anos, comecei a dirigir o Viva o Gordo, depois o Veja o Gordo, depois entrei no Onze e meia e acabei ficando”, conta.

O ambiente de trabalho era o ponto forte para tamanha longevidade de uma equipe como contou Willem.  A alegria era constante,  segundo ele. “A gente ia para as reuniões de trabalho e ele contava piada, histórias, situações inusitadas”, contou.  Foram tantos anos de convivência que ele diz que a ausência da equipe em sua rotina teve um peso. “Quando o programa acabou me fez muita falta a convivência com as pessoas”, disse.  “E também senti muita falta de estar com o Jô nos últimos dois anos”.

Willem criou um banco de dados do programa para ver quem foi convidado, quando, quanto tempo durou a entrevista, enfim, informações sobre cada uma das milhares de entrevistas. “Então temos um banco de dados que é riquíssimo”, acrescentou.

 

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