Esquema fraudava benefícios do INSS com dublês biométricos Foto: Cuidadores BH

Esquema fraudava benefícios do INSS com dublês biométricos

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Grupo criava identidades falsas e usava rostos e impressões digitais de idosos para obter benefícios fictícios; prejuízo é estimado em R$ 86 milhões

O Ministério Público Federal denunciou 35 suspeitos de integrar um esquema que criava pessoas fictícias para fraudar o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos em situação de vulnerabilidade e pessoas com deficiência. Segundo a investigação, o grupo obtinha certidões tardias de pessoas que nunca existiram e, a partir delas, criava documentos para solicitar benefícios ao INSS.

Para driblar os sistemas de biometria, idosos eram usados como “dublês biométricos”, emprestando o rosto e as impressões digitais para se passar por diferentes beneficiários fictícios. Perícias da Polícia Federal identificaram a mesma impressão digital associada a várias identidades no sistema do INSS. Ao todo, mais de 170 laudos papiloscópicos e biométricos sustentam a denúncia. O esquema teria provocado um prejuízo de R$ 86 milhões e envolvido 457 benefícios fraudados.

Após a concessão, integrantes do grupo controlavam cartões e realizavam saques mensais, além de pedir reativações, atualizar cadastros e contratar empréstimos consignados. A Operação Leste do Espinhaço, deflagrada em agosto pela Polícia Federal e pela Previdência, interrompeu 240 benefícios que ainda eram pagos regularmente e evitou, segundo o governo, mais de R$ 35 milhões em novos prejuízos. A Justiça manteve a prisão preventiva de 19 réus, enquanto outros acusados cumprem medidas cautelares.

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