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Resgatar a aposentadoria para pagar débitos interrompe os juros compostos e gera riscos ao planejamento financeiro
Mara Luquet respondeu a uma dúvida recorrente sobre a conveniência de resgatar aportes previdenciários para liquidar pendências financeiras. Segundo a especialista, o resgate antecipado interrompe a incidência da taxa exponencial e dos juros compostos sobre o montante acumulado. Ela enfatizou a importância do tempo e da regularidade nos depósitos, afirmando que aportes constantes, mesmo em pequenos valores, garantem a expansão do patrimônio voltado para a maturidade.
Além dos fatores matemáticos, a jornalista ressaltou os desdobramentos psicológicos e comportamentais ligados ao saque da reserva de aposentadoria. O resgate integral pode gerar o chamado efeito riqueza, no qual a pessoa assume erroneamente ter abundância financeira e adquire novos débitos. Luquet comparou a prática ao uso inadequado do 13º salário, ressaltando que recursos extraordinários ou pontuais não devem custear despesas recorrentes.
A teoria tradicional das finanças orienta quitar dívidas cuja taxa de juros supere o rendimento das aplicações. No entanto, estudos recentes sobre finanças comportamentais e longevidade excluem a reserva de aposentadoria dessa regra.