No Dia da Independência, comandante Farinazzo faz alerta sobre soberania brasileira Foto: Governo de Rondônia

No Dia da Independência, comandante Farinazzo faz alerta sobre soberania brasileira

Em entrevista nesta segunda-feira (7), militar destacou riscos relacionados ao controle de dados, inteligência artificial e dependência tecnológica, além de defender educação e valorização do Brasil

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  • Em entrevista nesta segunda‑feira (7), o comandante da Aeronáutica Robson Farinazzo alertou sobre a soberania digital como questão estratégica para o Brasil.
  • Ele apontou riscos como manipulação da opinião pública, controle de dados estratégicos em plataformas estrangeiras e uso de IA para distorcer a realidade.
  • Farinazzo vinculou a vulnerabilidade dos dados ao agronegócio e à falta de capacidade crítica das novas gerações diante do volume de informações.
  • Defendeu que a soberania digital seja política de Estado, com investimentos em infraestrutura tecnológica e maior vigilância sobre cooperações internacionais.

O comandante Robson Farinazzo afirmou, em entrevista nesta segunda-feira (7), que a soberania digital deve ser tratada como uma questão estratégica para o Brasil. Segundo ele, entre os principais riscos estão a possibilidade de manipulação da opinião pública, o controle de dados estratégicos armazenados em plataformas estrangeiras e o uso da inteligência artificial para influenciar a percepção da realidade. Farinazzo também demonstrou preocupação com a falta de capacidade crítica de parte das novas gerações diante do grande volume de informações disponíveis.

Durante a conversa, o comandante relacionou a soberania digital à proteção de setores estratégicos da economia brasileira, citando o agronegócio como exemplo. Na avaliação apresentada na entrevista, a concentração de dados brasileiros em estruturas de armazenamento no exterior pode gerar vulnerabilidades e permitir que outros agentes tenham acesso a informações relevantes para decisões econômicas. Farinazzo defendeu que o tema seja tratado como uma política de Estado, com investimentos em infraestrutura tecnológica e maior conscientização da sociedade sobre a importância dos dados.

Outro ponto abordado foi a influência estrangeira sobre instituições brasileiras. Farinazzo questionou a participação de agentes públicos em iniciativas de formação e cooperação internacional quando, segundo ele, não fica claro qual seria o benefício direto para o interesse nacional. Ao comentar a chamada Escola das Américas, o comandante fez uma relação histórica com o período da Guerra Fria e defendeu que o Brasil avalie criticamente acordos e treinamentos realizados com instituições de outros países, sempre considerando os interesses estratégicos brasileiros.

No encerramento da entrevista, realizada no contexto do 7 de Setembro, Farinazzo defendeu que o Brasil precisa evitar ciclos de ruptura que, em sua avaliação, fazem o país “recomeçar” periodicamente. Para ele, educação, valorização da história nacional e aproximação com os jovens são fundamentais para a construção de um projeto de longo prazo. O comandante afirmou ainda que a população precisa recuperar a confiança no país e compreender que o desenvolvimento depende de soberania, continuidade de políticas públicas e capacidade de formular um projeto próprio para o Brasil.

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