PF diz que Mauro Cid omitiu informações; Moraes vai avaliar delação Tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil CONTRADIÇÃO E OMISSÃO

PF diz que Mauro Cid omitiu informações; Moraes vai avaliar delação

Em 2023, Cid assinou acordo de delação premiada com a PF e se comprometeu a revelar os fatos que teve conhecimento durante o governo de Bolsonaro

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  • A Polícia Federal enviou ao ministro Alexandre de Moraes a delação premiada do tenente‑coronel do Exército Mauro Cid, ex‑ajudante de Jair Bolsonaro, feita em 19 de outubro.
  • O documento aponta omissões e contradições de Cid sobre o plano golpista que visava assassinar o presidente Lula, o vice‑presidente Alckmin e o próprio Moraes, com data‑alvo em 15 de dezembro de 2022.
  • A delação integra a Operação Contragolpe, deflagrada nesta manhã, que prendeu cinco militares acusados de arquitetar o golpe, incluindo reunião na casa do general Braga Netto em 12 de novembro de 2022.
  • Moraes avaliará a manutenção dos benefícios da colaboração premiada, como a possibilidade de Cid responder às acusações em liberdade, enquanto a defesa afirma que ele não omitiu informações.

A Polícia Federal (PF) enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes uma cópia da delação prestada nesta terça-feira (19) pelo tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

No documento, a PF cita trechos nos quais os investigadores consideram que houve omissão ou contradição nas perguntas relacionadas ao plano golpista para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e Moraes.

Os fatos são investigados na Operação Contragolpe, deflagrada nesta manhã para prender cinco militares acusados de arquitetar o plano golpista.

No ano passado, Cid assinou acordo de delação premiada com a PF e se comprometeu a revelar os fatos que teve conhecimento durante o governo de Bolsonaro.

Com base nas informações do documento de hoje, Alexandre de Moraes, que é relator do caso, vai avaliar a manutenção dos benefícios previstos no acordo de colaboração premiada, entre eles, a possibilidade de responder às acusações em liberdade.

De acordo com relatório da operação, uma das reuniões da trama golpista foi realizada na casa do general Braga Netto, em Brasília, no dia 12 de novembro de 2022, e teve a participação de Mauro Cid.

Após o depoimento, a defesa de Cid declarou que ele não tem conhecimento sobre a tentativa de golpe e não omitiu nenhuma informação durante a oitiva na PF.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de terça-feira (19):

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