Augusto Aras é “amigo de todas as horas” de Bolsonaro, diz Rachel Sheherazade Atual procurador-Geral da República, Augusto Aras, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega (PR). Segunda Chamada

Augusto Aras é “amigo de todas as horas” de Bolsonaro, diz Rachel Sheherazade

Jornalista não acredita que PGR apresentará denúncia contra o presidente da República

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  • Rachel Sheherazade afirmou que o Procurador‑Geral da República, Augusto Aras, é “amigo de todas as horas” de Jair Bolsonaro e não deve apresentar denúncia por prevaricação.
  • O processo contra Bolsonaro, relativo ao inquérito Covaxin, foi aberto pela PGR e autorizado pela ministra do STF Rosa Weber.
  • Sheherazade relembrou declarações de Aras contra imposição de máscara, sigilo no caso Pazuello e alegação de que Bolsonaro não foi omisso na compra de vacinas.
  • Segundo a jornalista, Aras evita denunciar para preservar a indicação de Bolsonaro ao STF, vaga que ele deseja para retornar ao cargo de PGR.

O Procurador-Geral da República (PGR) Augusto Aras tem uma “biografia comprometida até o pescoço” e não deve apresentar denúncia contra o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) por prevaricação, afirma Rachel Sheherazade. No Segunda Chamada, a jornalista avaliou a abertura de processo pedida pela PGR e autorizada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Augusto Aras é aquele quem disse que o Supremo não pode obrigar Bolsonaro a usar máscara, Augusto Aras é contra o fim do sigilo no caso do Pazuello, o Augusto Aras diz que Bolsonaro não foi omisso na compra das vacinas”, afirma Sheherazade.

Também presente no Segunda Chamada, o advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho destacou que a existência em si do processo não é garantia de que a atuação de Bolsonaro no caso Covaxin, o objeto do inquérito, será de fato investigada.

“Aras está em uma situação muito difícil, está entre a cruz e espada. Porque se ele denuncia o presidente, cumprindo o seu dever de ofício, ele perde a indicação de Bolsonaro seja para o Supremo Tribunal Federal, não é segredo que ele quer essa vaga no Supremo, seja para ser reconduzido ao cargo de PGR. Agora, se ele não faz o que tem que ser feito, ele pode ir para o Conselho Superior do Ministério Público e lá, no Conselho, ele não tem maioria”, diz Sheherazade.

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