Fachin avalia assumir casos Master e INSS para conter crise no STF Foto: Gustavo Moreno/STF

Fachin avalia assumir casos Master e INSS para conter crise no STF

Presidente da Corte estuda retirar temporariamente os processos de André Mendonça e concentrá-los na presidência do Supremo em meio à disputa interna

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  • O presidente do STF, Edson Fachin, avalia assumir temporariamente os processos Master e INSS, retirando-os do ministro André Mendonça.
  • A mudança tem como objetivo conter a crise interna que envolve Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes.
  • Fachin reuniu auxiliares no domingo (6) para definir a atuação da Corte diante do conflito.
  • A decisão de Mendonça de afastar Andrei Rodrigues da Polícia Federal, tomada na terça (8), foi suspensa após Gilmar Mendes pedir vista.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, avalia assumir temporariamente os casos Master e INSS. A medida retiraria os processos das mãos do ministro André Mendonça. Segundo a Folha de S.Paulo, Fachin considera a mudança uma forma de conter a crise interna que envolve ministros da Corte.

Fachin reuniu auxiliares no domingo (6) para discutir o conflito entre Mendonça e Alexandre de Moraes. A reunião serviu para definir como o presidente do STF deve agir diante da disputa. A possibilidade de mudança nos casos já estava em análise antes de Mendonça determinar, nesta terça-feira (8), o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

A decisão de Mendonça chegou à Segunda Turma do STF e formou maioria pelo afastamento. O julgamento, porém, parou após Gilmar Mendes pedir vista. Ao mesmo tempo, integrantes do grupo ligado a Moraes defendem que Fachin retire os casos de Mendonça enquanto persistirem dúvidas sobre a condução das investigações.

Fachin busca uma solução para reduzir o confronto entre os dois lados. Nos últimos dias, o presidente do STF retirou de Moraes um pedido de investigação contra Mendonça e pediu esclarecimentos sobre um relatório da Polícia Federal. Fachin também defendeu o fim do inquérito das fake news e indicou que pretende levar os principais conflitos ao plenário da Corte.

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