Força-tarefa da Lava-jato deixa de existir após 7 anos FIM

Força-tarefa da Lava-jato deixa de existir após 7 anos

Cinco procuradores continuam nas investigações, mas passam a integrar o Gaeco

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  • O Ministério Público Federal anunciou o encerramento da força‑tarefa da Lava‑Jato no Paraná em 1º de maio, após sete anos de atuação.
  • A medida segue a reestruturação determinada em dezembro de 2020 pelo procurador‑geral da República, Augusto Aras.
  • Cinco dos quinze integrantes – Alessandro Oliveira, Laura Tessler, Lucas Maron, Luciana Bogo e Roberson Pozzobon – foram alocados ao GAECO, grupo de combate ao crime organizado.
  • Os demais procuradores continuam em casos específicos até 1º de outubro, sem vínculo ao GAECO nem dedicação exclusiva.

O Ministério Público Federal informou nesta quarta-feira (03) que a força-tarefa da Lava-Jato no Paraná deixou de existir na última segunda-feira (1º).

Em dezembro de 2020, o procurador-geral da República, Augusto Aras já havia determinado as mudanças na estrutura da Lava-jato. A partir de agora, cinco dos 15 integrantes da força-tarefa passam a integrar o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). São eles: Alessandro José Fernandes de Oliveira, Laura Gonçalves Tessler, Lucas Bertinato Maron, Luciana de Miguel Cardoso Bogo e Roberson Henrique Pozzobon.

Os demais procuradores permanecem atuando em casos especifícos até 1° de outubro, mas não fazem mais parte do GAECO e sem dedicação exclusiva ao caso.

Força-tarefa da Lava-jato deixa de existir após 7 anos

Lava-jato

A operação Lava-jato começou em 2014. Desde então, foram 79 fases, 1450 mandados de busca e apreensão, 130 denúncias e 279 condenações.

Segundo o MPF, dos 15 bilhões fechados em acordos de leniência, 4,3 bilhões já foram devolvidos aos cofres públicos. Em sete anos, foram diversas ações polêmicas, muitas contestadas judicialmente.

Entre elas, a relação estabelecida entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores responsáveis pelas acusações. Além disso, atingiu e prendeu grandes empresários, que cometeram crimes de colarinho branco no país.

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