Foto: ITT
Atividade física, estímulos cognitivos e convivência social podem melhorar a qualidade de vida e reduzir perdas funcionais durante o envelhecimento, segundo especialistas
Adotar novos hábitos depois dos 60 anos pode contribuir para um envelhecimento mais saudável e independente. Segundo especialistas, a prática de exercícios físicos, o aprendizado de novas atividades e a manutenção de vínculos sociais ajudam a preservar a capacidade funcional e a saúde mental. Mesmo quem não teve uma rotina saudável na juventude pode obter benefícios com mudanças na terceira idade.
O geriatra Leonardo Oliva, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, destaca a importância de combinar exercícios de força, atividades aeróbicas e alongamentos. Essas práticas ajudam a manter a massa muscular e a mobilidade. Já o gerontólogo Alexandre Kalache reforça que nunca é tarde para começar a cuidar da saúde. Segundo ele, mesmo que os ganhos sejam menores, as mudanças podem garantir mais independência no cotidiano.
Além dos exercícios, aprender algo novo também estimula o cérebro. Atividades como tocar instrumentos, estudar idiomas e participar de jogos de estratégia trabalham a memória, a atenção e o raciocínio. Um estudo da Universidade de São Paulo publicado em 2026 mostrou que um programa de estimulação cognitiva melhorou a memória e outras funções cerebrais de idosos saudáveis. A convivência social, por meio de atividades culturais, esportivas e comunitárias, também contribui para o bem-estar.
Os especialistas ainda recomendam acompanhar regularmente condições como hipertensão, diabetes e colesterol elevado. Parar de fumar e evitar o consumo de álcool também reduz riscos à saúde. Além disso, consultas médicas e exames preventivos devem considerar a idade e o histórico de cada pessoa. As orientações reforçam que pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença na qualidade de vida e na autonomia durante o envelhecimento. As informações são da Folha de S.Paulo.