Manuela d’Ávila defende “maior unidade possível da esquerda” em 2022 Manuela d’Ávila em entrevista ao MyNews. Quarta Chamada

Manuela d’Ávila defende “maior unidade possível da esquerda” em 2022

Ex-presidenciável afirma que frente ampla não necessariamente significa uma candidatura única no primeiro turno

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  • Manuela d’Ávila, ex‑deputada do PCdoB, afirmou em entrevista ao “Quarta Chamada” (MyNews) que a esquerda deve formar a maior aliança possível para impedir a reeleição de Jair Bolsonaro em 2022.
  • Ela destacou que, se não houver candidatura única no primeiro turno, o segundo turno deverá concentrar a união de candidatos como Lula, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Flávio Dino e Marina Silva.
  • d’Ávila ressaltou que a missão da aliança é reconstruir o país, afetado pela gestão de Bolsonaro e pela pandemia.
  • Jurema Werneck, diretora‑executiva da Anistia Internacional, participou do programa e apontou que o negacionismo de Bolsonaro agravou a crise sanitária, resultando em mortes evitáveis.

Para Manuela d’Ávila, o Brasil precisa de uma “grande aliança” para impedir a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em entrevista ao Quarta Chamada, programa novo do MyNews, a ex-deputada federal do PCdoB falou sobre a atual conjuntura e os planos para as próximas eleições.

“O Brasil precisa de uma grande aliança para impedir que Bolsoanro fique na presidência por mais 4 anos, em nome das nossas instituições, da nossa democracia, de tudo que nós construímos desde 1988”, afirma Manuela. “Quando a gente fala isso, o pessoal acha que isso vai se transformar, se traduzir em uma única candidatura presidencial. Eu acho que não.”

Ela ainda destaca que se uma candidatura única não for possível no primeiro turno de 2022, o segundo turno deverá ser palco, então, de uma união para barrar Bolsonaro e o bolsonarismo.

“Eu me esforçarei para Lula, Ciro [Gomes] e todos aqueles, [Guilherme] Boulos, eu, Flávio Dino, Marina Silva, para que todos nós estejamos em uma mesa comum porque nossa missão é reconstruir um país destruído por Bolsonaro e pela pandemia”, diz a política ao Quarta Chamada.

“Mortes evitáveis tem culpas atribuíveis”

A diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, também participou do Quarta Chamada e comentou o atual cenário de descontrole da pandemia de covid-19 que o Brasil enfrenta. Werneck destaca que o negacionismo de Bolsonaro é “extremamente pernicioso” e que “mortes evitáveis tem culpas atribuíveis”.

“Já passou da hora das outras autoridades, os outros poderes do Brasil, tomarem, cumprirem também o seu dever porque, se alguém falha, existem responsabilidades que são solidárias e compartilhadas”, afirma a diretora-executiva da Anistia Internacional.

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