Rodrigo Pacheco cancela sessões do Senado Federal A decisão de Pacheco prejudica os interesses do Executivo. Foto: Pedro Gontijo (Senado Federal) PÓS 7 DE SETEMBRO

Rodrigo Pacheco cancela sessões do Senado Federal

Em resposta aos discursos do presidente Jair Bolsonaro e temendo pela segurança dos parlamentares, presidente do Senado comunicou sua decisão nesta terça-feira à noite

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  • Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Federal, cancelou as sessões remotas e presenciais para 8 e 9 de setembro.
  • O anúncio foi feito na noite de 7 de setembro por mensagem enviada pelo próprio presidente do Senado.
  • A decisão responde aos discursos antidemocráticos de Jair Bolsonaro nas manifestações de 7 de setembro e à preocupação com a segurança de senadores e servidores.
  • Projetos do Executivo, como mudanças no Imposto de Renda e a privatização dos Correios, ficam suspensos até nova data.

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu cancelar as sessões remotas e presenciais da Casa nesta quarta (8) e quinta-feira (9). A decisão de Pacheco é vista como uma resposta aos discursos antidemocráticos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante as manifestações de 7 de setembro. O parlamentar também estaria preocupado com a segurança dos senadores e servidores, por não ser possível prever a reação de bolsonaristas – alguns apoiadores do presidente permanecem acampados em Brasília.

A decisão de Pacheco prejudica os interesses do Executivo.
A decisão de Pacheco prejudica os interesses do Executivo. Foto: Pedro Gontijo (Senado Federal)

O comunicado do cancelamento das sessões foi feito através de uma mensagem enviada pelo próprio Rodrigo Pacheco, na noite desta terça-feira (7). “A presidência comunica a senadoras e senadores que estão canceladas as sessões deliberativas remotas e as reuniões de comissões previstas para os dias 8 e 9 de setembro”, diz o texto.

A decisão de Pacheco prejudica os interesses do Executivo. No Senado, há projetos relevantes de Bolsonaro à espera de análise, como mudanças no Imposto de Renda e a privatização dos Correios.

Na semana passada, a CPI da Pandemia já havia anunciado a suspensão das sessões nesta semana também por receio da repercussão das manifestações. Para hoje estava previsto o depoimento do ministro da Saúde Marcelo Queiroga.

Ainda nesta quarta-feira (8) o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, deve fazer um pronunciamento para rebater o aviso dado por Bolsonaro de que não cumprirá qualquer determinação proferida pelo ministro Alexandre de Moraes ou qualquer outro ministro do Supremo.

Recapitulando

Em seu discurso na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (7) que não vai aceitar que qualquer autoridade tome medidas ou assine sentenças fora das quatro linhas da Constituição. “Ou o chefe desse Poder enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, disse Bolsonaro em recado ao presidente do STF, Luiz Fux, em referência às recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes contra bolsonaristas.

À tarde, na avenida Paulista, em São Paulo, o presidente atacou diretamente Alexandre de Moraes, chamando-o de “canalha”, e disse que não irá mais obedecer às ordens do ministro. Bolsonaro pediu ainda “que todos os presos políticos sejam postos em liberdade”, e afirmou que ele nunca será preso.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta quarta-feira (8), que abordou a decisão de Pacheco e os desdobramentos das manifestações de 7 de setembro.

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