Romeu Zema mantém pré-candidatura até o fim e admite  proximidade com PL em cenário de possíveis alianças Foto: My News

Romeu Zema mantém pré-candidatura até o fim e admite proximidade com PL em cenário de possíveis alianças

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Durante palestra na Associação Comercial de São Paulo, ele ainda propôs impeachment de dois ministros do STF

O pré-candidato à Presidência de República, Romeu Zema (Novo), afirmou que pretende levar sua pré-campanha “até o final”, destacando que tem “propostas diferentes” e que está percorrendo o país para apresentá-las ao eleitorado. Ele relembrou que, em eleições anteriores, começou com baixos índices de intenção de voto e reforçou que acredita em crescimento ao longo da campanha. Ao comentar o vídeo que fez ao lado do senador Flávio Bolsonaro, disse que se tratou apenas de “um momento de descontração, de uma brincadeira”, mas reconheceu a proximidade política entre o Partido Novo e o Partido Liberal em diferentes estados e possiblidade de alianças futuras no cenário eleitoral.

As declarações de Zema foram feitas a jornalistas após uma palestra realizada na Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista, nesta segunda (13), onde ele falou a empresários e dirigentes de entidades de classe sobre o cenário econômico e político do país. Na apresentação, ele relembrou a sua entrada na política em 2018, apresentou resultados de seu governo em Minas Gerais e reforçou propostas de austeridade, privatizações, endurecimento na segurança pública, além de combate à corrupção.

 

Intocáveis

Ao abordar o que chamou de “intocáveis de Brasília”, Romeu Zema fez duras críticas a autoridades que, segundo ele, se colocariam “acima da lei”, afirmando que esse comportamento contribui para a sensação de impunidade no país. Ele citou diretamente ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, defendendo responsabilização mais rigorosa, como impeachment. “Porque parece que o STF sempre foi o último recurso para todos nós recorrermos. E nós estamos vendo que aquele último recurso foi contaminado, ressaltou.

 

Economia

Na área econômica, o ex-governador de Minas Gerais criticou o que considera um cenário de “crescimento artificial”, sustentado por gastos elevados e juros altos, que acabariam pressionando famílias e empresas. Segundo ele, o alto custo do crédito tem ampliado o endividamento da população e desestimulado investimentos produtivos, travando a expansão da economia e a modernização das empresas. Zema afirmou ainda que “esse modelo cria um círculo vicioso e pode levar o país a uma nova crise”.

 

Segurança pública

Na área de segurança pública, Zema defendeu o endurecimento das leis e maior rigor no combate à criminalidade. Segundo ele, a sensação de impunidade tem incentivado a reincidência, já que muitos infratores são presos e rapidamente liberados, o que, em sua visão, “transforma o sistema em uma fábrica de criminosos”. Na sua palestra, ele elogiou o sistema penal de El Salvado.

 

Trabalho

Romeu Zema defendeu a criação de modelos mais flexíveis e modernos de relações de trabalho, argumentando que o Brasil precisa avançar para além das estruturas tradicionais. Ele afirmou que novas modalidades — como contratos com pagamento por hora e maior autonomia entre empregador e trabalhador — poderiam surgir gradualmente e ganhar espaço ao longo do tempo, reduzindo a dependência de regras rígidas. Zema disse que esse movimento refletiria práticas já consolidadas no setor privado e permitiria maior dinamismo econômico, ao mesmo tempo em que criticou o que considera entraves burocráticos e resistência a mudanças no país.

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