Foto: Brasil de Fato
Discursos no Senado ressaltaram a importância da redução da jornada de trabalho, da justiça social e da modernização das relações trabalhistas, enquanto o PL sinalizou que pretende defender uma proposta alternativa baseada em horas trabalhadas
Os senadores que discursaram sobre o fim da escala 6×1 destacaram os benefícios da mudança para os trabalhadores brasileiros. Em geral, defenderam mais qualidade de vida, dignidade e justiça social. Além disso, reconheceram a mobilização popular em torno do tema.
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), primeiro a discursar, afirmou que o partido apoia o fim da escala 6×1. Segundo ele, o Senado demonstrou união em torno da proposta. Para o parlamentar, essa posição representa um gesto de reconhecimento aos brasileiros que reivindicam melhores condições de trabalho.
Já o senador Paulo Paim (PT-RS) se emocionou ao defender a proposta. Ele afirmou acreditar na aprovação da PEC em dois turnos. Além disso, destacou que o debate sobre a escala 6×1 mobilizou o país, especialmente os jovens. Para Paim, a discussão impulsionou a busca por mudanças na jornada de trabalho.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) também apoiou o fim da escala 6×1. Ele argumentou que a jornada de 44 horas semanais, prevista desde a Constituição de 1988, já não reflete a realidade do trabalho. Segundo Braga, a mudança pode melhorar o bem-estar e a qualidade de vida. No entanto, reconheceu que alguns setores precisarão de soluções específicas.
Em outra frente, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que Flávio pretende retomar, após as eleições, a chamada “PEC das horas”. A proposta permite escolher entre o regime tradicional da CLT e um modelo flexível, com remuneração e benefícios proporcionais às horas trabalhadas. Dessa forma, enquanto senadores defendem a redução da jornada, o PL pretende manter uma alternativa para reorganizar as relações de trabalho.