Jaques Wagner. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Proposta de delação rejeitada pela PF e pelo MPF teria registrado pagamentos do Banco Master a empresa na qual o senador seria sócio oculto
O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em uma proposta de delação que teria realizado pagamentos mensais de R$ 3 milhões em propina a um grupo ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA). Segundo o relato, os repasses estariam relacionados a uma empresa da qual o senador seria sócio oculto.
A proposta de colaboração, que foi rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, também teria detalhado pagamentos feitos pelo Master à empresa. O conteúdo do documento coloca os repasses no contexto da articulação de Vorcaro com integrantes do PT na Bahia.
Segundo o material citado, essa articulação teria contribuído para impulsionar um cartão consignado que posteriormente foi parar no Banco Master. A relação envolvendo Vorcaro, Jaques Wagner, Rui Costa e Augusto Lima aparece como parte das negociações descritas na proposta de delação.