O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, durante cerimônia de lançamento do edital de pavimentação de 191,5 quilômetros da BR-030, entre Goiás e Bahia | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil - 22/11/2023
PSD escolhe governador de Goiás e pretere Eduardo Leite, que se diz “desencantado” com a política; anúncio será feito nesta segunda
Trinta e sete anos depois, Ronaldo Caiado voltará a disputar a Presidência da República. Ele foi o nome escolhido pelo PSD para ser o nome do partido a concorrer ao Palácio do Planalto neste ano. O governador de Goiás volta a disputar esse cargo depois de ser derrotado em 1989, na volta da redemocratização no país.
Naquele ano, Caiado disputou pelo mesmo PSD e amargurou o 10º lugar, com cerca de 488 mil votos apenas. O político era dirigente da UDR (União Democrática Ruralista), que representava o setor dos produtores rurais, que ganhou espaço na política e hoje tem forte influência no Congresso Nacional e em alguns estados, em especial do Centro-Oeste.
Com a desistência de Ratinho Jr, Caiado e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, travaram uma disputa, o que não vinha ocorrendo. O gestor do Paraná era o franco favorito para ser o escolhido. Leite anunciou semana passada que se não fosse o escolhido por Gilberto Kassab e seu grupo no PSD, iria seguir como governador e não tentar uma vaga no Senado. E que também não lhe interessaria ser vice na chapa de Caiado.
Eduardo Leite se manifestou nessa segunda-feira sobre a opção do partido por Caiado, disse que radicaliza ainda mais a disputa no país e que se sente “desencantado” com a política. Caiado é alinhado politicamente com a direita, bem mais que Eduardo Leite. O senador Flavio Bolsonaro, presidenciável do PL, afirmou semana passada que torcia pela escolha de Caiado.