Arquivos Afeganistão - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/afeganistao/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 08 Nov 2024 18:06:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 ‘Me sentia uma criminosa’, diz rapper afegã que andava com partituras na mochila https://canalmynews.com.br/opiniao/me-sentia-uma-criminosa-diz-rapper-afega-que-andava-com-partituras-na-mochila/ Thu, 22 Aug 2024 20:41:40 +0000 https://localhost:8000/?p=46064 Sonita Alizadeh começou a fazer música quando morava no Irã, onde, assim como no Afeganistão, as mulheres são oprimidas pelo Estado e têm seus direitos ignorados

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Uma criminosa. É assim que se sentia a rapper afegã Sonita Alizadeh, que conversou com o MyNews, quando morava no Irã, país para onde fugiu com a família ainda na infância.

O motivo? Ela tinha começado a fazer música e, por isso, andava com partituras na mochila. No Irã, assim como no Afeganistão, as mulheres são oprimidas pelo Estado e têm seus direitos ignorados. Hoje, Sonita mora em Nova York, nos Estados Unidos, e faz de sua música uma forma de resistência, compondo e cantando sobre questões de gênero.

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“Todos ficaram preocupados comigo quando comecei a escrever música. Quando ia ao estúdio de gravação, com minha mochila e minhas partituras, me sentia como se fosse uma traficante de drogas, por causa das limitações impostas às mulheres e às suas vozes na música”, contou Sonita.

“Mas eu frequentemente pensava sobre quais outras opções eu tinha. Nenhuma. Era falar ou simplesmente me entregar ao casamento infantil e à sociedade que diz: ‘Seja uma boa garota, que não fala, que não faz perguntas.’ Meus sonhos eram muito maiores do que o medo de ser presa. Eu precisava me manifestar”, acrescentou.

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O rap abriu muitas possibilidades para Sonita, que, hoje, tem no currículo uma graduação em direitos humanos e música pela Bard College, em Nova York. Ela conta que, ainda no Irã, conheceu a diretora iraniana Rokhsareh Ghaemmaghami, que a acompanhou durante três anos e produziu um documentário sobre a trajetória dela.

Rokhsareh ajudou Sonita na criação da música Daughters for Sale (Filhas à Venda), que viralizou e ultrapassou a marca de 1 milhão de visualizações no YouTube. Por meio da música, a afegã recebeu uma bolsa de estudos, e foi cursar o ensino médio em uma escola em Utah, nos EUA.

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Na última quinta-feira (15), a retomada do poder pelo Talibã no Afeganistão completou três anos. Em 15 de agosto de 2021, o grupo destituiu o então presidente do país, Asharf Ghani, assumiu o controle da capital, Cabul, e voltou ao poder depois de mais de 20 anos de ocupação americana.

Desde então, o país vive à sombra de um regime fundamentalista, onde até a música é proibida, por ser considerada pecaminosa. As mulheres foram as principais afetadas, tendo sido excluídas das universidades, do mercado de trabalho e dos espaços públicos.

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Outras guerras além da Ucrânia: 6 locais que vivem conflitos sangrentos https://canalmynews.com.br/internacional/outras-guerras-alem-da-ucrania-6-locais-que-vivem-conflitos-sangrentos/ Fri, 18 Mar 2022 13:00:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26687 Apesar de ter ganhado notoriedade midiática e social, a guerra na Ucrânia não é a única que acontece no mundo. Outras guerras já causaram milhares de mortes e desabrigados.

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A guerra na Ucrânia se aproxima da quarta semana e apesar de ter ganhado grande notoriedade devido a importância do embate para o ocidente e para as maiores economias do planeta, há outras guerras no mundo e conflitos sangrentos que já duram anos. 

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Diferente do território ucraniano, esses locais não recebem tanta atenção da mídia ou de países como os Estados Unidos, que já anunciaram o envio de mais de 1 bilhão de dólares para ajudar o país invadido pela Rússia.  

Não há informações exatas sobre a quantidade de mortos no país, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 2 milhões de ucranianos já deixaram o território do país em busca de asilo em outros locais. 

Apesar de expressivo, o número é baixo em relação a outros apontados pela própria organização. No Iêmen, por exemplo, a guerra dura mais de uma década e foram confirmados mais de 233 mil mortos, além de 2,3 milhões de crianças em situação de desnutrição aguda. De acordo com a ONU, essa é a pior situação humanitária do mundo. 

Outros locais que já foram foco da mídia, como o Afeganistão e a Síria, ainda hoje vivem situações de calamidade. O Afeganistão, por exemplo de acordo com a agência da ONU para refugiados, sofre com falta de necessidades básicas como moradia, alimentação e aquecimento no inverno. 

Confira abaixo outras guerras além da Ucrânia:

1. Afeganistão, Sul da Ásia

Em agosto de 2021 o Talibã retomou o poder do país após 20 anos, gerando uma nova onda de crise econômica e social. O mês foi o mesmo em que os Estados Unidos anunciaram a retirada total de suas tropas após duas décadas de ocupação. 

As tropas americanas foram enviadas ao país após os ataques de setembro de 2001. O Taleban foi apontado pelos norte-americanos como grupo que protegeu e abrigou a Al Qaeda, rede terrorista que cometeu os atentados.

Membros do grupo fundamentalista islâmico protagonizaram cenas que circularam nas redes sociais como o corte de cabeças de manequins femininos e a retirada de qualquer imagem de mulheres que estivessem nas ruas. 

De acordo com o Relatório Acnur, agência da ONU voltada para refugiados, há cerca de 40 milhões de afegãos, metade da população, que sofrem com a falta de itens básicos. Outros 2,6 milhões são refugiados do país.

2. Síria, Oriente Médio

Outro conflito que já dura anos, a guerra na Síria teve início em 2011, quando a população deu início ao que seria a Primavera Árabe. Uma série de protestos inicialmente pacíficos pró-democracia e contra o presidente Bashar al-Assad tomaram as ruas das principais cidades sírias.

O conflito eclodiu em uma guerra civil que já deixou mais de 380 mil mortos e cerca de 200 mil pessoas desaparecidas. Estima-se, ainda, que mais de 2 milhões de pessoas sofreram algum tipo de ferimento e 11 milhões de sírios precisaram deixar suas casas. Países vizinhos como Líbano, Jordânia e Turquia foram o destino dos refugiados. 

Atualmente, o conflito está em uma fase menos sangrenda, já que o presidente Assad conseguiu dominar grande parte do território do país, no entanto ainda há espaços de resistência onde grupos rebeldes mantém suas lutas.

Campo de refugiados. Foto: Levi Meir Clancy (Pixabay)

3. Mianmar, Sudeste da Ásia

Há anos o país vive tensões étnicas e políticas, com ares de guerra civil, principalmente após o golpe militar que aconteceu em fevereiro de 2021. Militares do Tatmadaw, como é chamado o exército do país, tomaram o poder após o presidente Aung Suu Kyi ser eleito em votação popular. 

Grupos rebeldes incitam a desobediência civil e promovem protestos e greves que são duramente repreendidos. O país sofre ainda o problema das mílicias locais, que se denominam como “Forças de Defesa do Povo” e já promoveram ataques a militares e demais autoridades políticas. 

Ao todo, a agência humanitária International Rescue Committee estimou que cerca de 10 mil pessoas foram mortas durante os conflitos em 2021 e 220 mil pessoas já tiveram que deixar suas casas. Outras 14 milhões precisam de algum tipo de ajuda, como alimentação e moradia. 

4. Haiti, Caribe

Apesar de viver em situação de instabilidade há algum tempo, o ano de 2021 também foi marcado por uma forte onda de violência no Haiti, quando o presidente do país Jovenel Moise foi assassinado com 12 tiros no rosto. No ato, os assassinos ainda retiraram o olho do presidente e quebraram ossos do seu corpo. 

O primeiro-ministro Ariel Henry foi quem assumiu o comando do país, mas tem sido contestado por diversos grupos. As eleições no Haiti foram combinadas para acontecer em 2022, mas ainda não há data marcada. 

O principal problema do país são os grupos de mercenários e gangues que tem promovido cenas de violência como sequestros. Ao todo, o governo haitiano relatou que apenas em 2021 foram mais de 800 casos desse tipo de crime. 

Além dos problemas civis, o país também sofre com catástrofes climáticas, como o terremoto que aconteceu em agosto de 2021 e matou mais de 2 mil pessoas, além de deixar outras milhares sem casa e meios de alimentação.

Coletes salva-vidas usado por refugiados. Foto: Jdblack (Pixabay)

5. Iêmen, Oriente Médio

Considerado pela ONU como o pior desastre humanitário do mundo, a guerra no Iêmen já provocou 233 mil mortes, além de 4 milhões de pessoas desabrigadas, que precisaram fugir de suas casas. A agência estima, ainda, que cerca de 10 mil crianças morreram nos conflitos e mais de 70% da população precisa de alguma forma de assistência de alimentação ou moradia. 

O conflito teve início na Revolução Iemenita, ocorrida em 2011, que fez parte da Primavera Árabe e tentou instaurar estabilidade democrática no país. O presidente da época Ali Abdullah Saleh chegou a entregar o cargo ao seu vice, Abdrabbuh Mansour Hadi, mas grupos extremistas aproveitaram-se da fragilidade do novo governo para promover um movimento separatista no sul do país, incluindo ataques jihadistas.

Outros números também assustam: cerca de 5 milhões de pessoas estão em situação de quase fome e quase 50 mil já passam pela falta de alimentos. Mais de 2,3 milhões de crianças sofrem com desnutrição e quase 20 milhões de pessoas não têm acesso a procedimentos de saúde adequados. Os números são da ONU.

6. Etiópia, Leste da África

O conflito no país africano teve início em novembro de 2020 e tem como causa um conflito étnico entre diferentes partidos. O sistema político do país chama-se federalismo étnico e cada uma das dez regiões etíopes são controladas por etnias diferentes. 

Em 2020, um partido político chamado de Frente de Libertação do Povo de Tigré, formado por pessoas desse grupo, realizou eleições que foram consideradas ilegais pelo primeiro ministro do país, Abiy Ahmed. Anteriormente, Ahmed havia recebido o Prêmio Nobel da Paz por conseguir encerrar disputas territoriais no país. Sua gestão, no entanto, foi tida por outros grupos étnicos como uma tentativa de centralizar o poder.

De acordo com a ONU, mais de 900 mil pessoas estão em situação de fome e 9 milhões de etíopes precisam de ajuda alimentar. Não há negociações em andamento e não existe previsão para que o conflito chegue ao fim.

 

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Ascensão do Talibã coloca em risco pesquisas e cientistas no Afeganistão https://canalmynews.com.br/mais/ascensao-taliba-coloca-em-risco-pesquisas-cientistas-afeganistao/ Fri, 24 Sep 2021 23:57:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ascensao-taliba-coloca-em-risco-pesquisas-cientistas-afeganistao/ Pesquisas devem ser interrompidas por falta de recursos e cientistas mulheres estão ameaçadas no Afeganistão. Unicamp entregou abaixo-assinado ao governo federal para acolhimento de professoras refugiadas

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A retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão e a tomada de poder por parte do grupo Talibã coloca sob ameaça no país diversos direitos humanos e fundamentais, como os direitos das mulheres e a liberdade de expressão, e também significa uma ameaça à pesquisa científica desenvolvida no país. Segundo uma pesquisa divulgada pela revista Nature, o número de pessoas nas universidades afegãs passou de 8 mil, em 2002, para 170 mil, em 2021.

Com a situação atual, a tendência é que as pesquisas sejam interrompidas, seja por falta de recursos financeiros – pois as universidades do Afeganistão recebiam muito investimento internacional; seja porque as pessoas mais escolarizadas devem deixar o país.

Em participação no programa Quinta Chamada Ciência, a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz apontou que o panorama para a ciência no Afeganistão atualmente é como ter uma “morte anunciada”.

Quinta Chamada Ciência de 24/09
O Quinta Chamada Ciência abordou a situação das cientistas afegãs/Imagem: Reprodução da Internet/Canal MyNews

“Tenho colegas cientistas que moram no Afeganistão, colegas mulheres, e a perspectiva de futuro é péssima. Governos autoritários costumam atacar algumas áreas, como o jornalismo, a academia e a ciência. Porque são governos que não se pautam na boa informação. Se pautam na informação como uma forma de coerção e pressão política. É um cenário péssimo. O Afeganistão tem uma universidade muito importante, ela vai ser censurada, as verbas vão ser cortadas. Esse é um cenário que conhecemos não só no Oriente, mas aqui também no Brasil, onde esta situação vai se repetindo”, analisou Schwarcz.

Um dos aspectos preocupantes lembrados pela jornalista Cecília Oliveira é a negação das vacinas promovidas pelo Talibã. Segundo Oliveira, há 20 anos – quando o grupo ainda detinha o poder na região, proibiu a vacinação contra a poliomielite, o que impediu a erradicação da doença no território afegão. Agora, com uma população de 40 milhões de pessoas e apenas 2 milhões vacinadas contra o Covid-19, o que está em risco é o controle global da pandemia do novo coronavírus e a possibilidade de surgirem novas variantes do vírus.

O médico e advogado sanitarista Daniel Dourado explicou que qualquer país que não adote a vacinação em massa de sua população pode estragar a estratégia mundial de controle da pandemia, sendo um lugar para multiplicação de variantes do Covid-19. “É uma das preocupações da Organização Mundial de Saúde desde o começo da pandemia. Chamar atenção para o fato de que nós estamos diante de um agente viral e quanto mais ele circular, mais possibilidade de surgirem mutações e essas mutações podem vencer, como aconteceu com a variante Delta – que mudou completamente o cenário da pandemia”, defendeu.

Unicamp entregou abaixo-assinado ao governo federal pedindo asilo para cientistas do Afeganistão

Professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entregaram ao governo federal e à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), na última segunda (20), uma petição com mais de 30 mil assinaturas pedindo apoio ao acolhimento de professoras refugiadas afegãs em um programa acadêmico na instituição. A entrega do documento foi feita ao Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de comunicação da Unicamp, houve uma sinalização para montar um grupo de trabalho com representantes da universidade, do Judiciário e dos ministérios da Defesa e dos Direitos Humanos “para atender as demandas emergenciais que implicam a vinda e o acolhimento dos afegãos”.

Foi discutida a possibilidade de enviar um avião para um país vizinho ao Afeganistão para resgatar as cientistas e também as juízas que tentam sair do país. O acolhimento na Unicamp será através da Cátedra Sérgio Vieira de Mello – iniciativa da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (ACNUR), que promove em parceria com centros universitários brasileiros educação, pesquisa e extensão acadêmica à população em situação de refúgio.

Pelo acordo com a Capes as professoras afegãs receberão bolsas para realização de mestrado, doutorado e pós-doutorado, de acordo com vagas disponibilizadas em processo de seleção da Unicamp. A intenção também é aceitar pesquisadores homens, mas a prioridade será para as mulheres. Segundo a Unicamp, atualmente 15 alunos refugiados estudam na instituição – 14 em cursos de graduação e um no mestrado. Há estudante de Angola, Congo, Egito, Gana, Irã, Palestina, República Democrática do Congo, Serra Leoa e Síria.

Assista à íntegra do Quinta Chamada Ciência, com apresentação da jornalista Cecília Oliveira, no Canal MyNews

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Governo brasileiro autoriza visto a afegãos https://canalmynews.com.br/mais/governo-brasileiro-autoriza-visto-a-afegaos/ Sat, 04 Sep 2021 15:51:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governo-brasileiro-autoriza-visto-a-afegaos/ Ao menos 350 afegãos pediram ajuda ao Brasil. Entre eles, um grupo de 270 magistradas

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O governo brasileiro anunciou a autorização de visto humanitário aos afegãos que querem deixar o Afeganistão após o grupo extremista Talibã tomar o poder.

Os ministérios das Relações Exteriores e da Justiça e Segurança Pública assinaram uma portaria que regulamenta a concessão do visto.

Militares norte-americanos estão ajudando a retirar pessoas do Afesganistão
Militares americanos estão ajudando a retirar pessoas do Afeganistão, após ataque à bomba assumido pelo Estado Islâmico/Foto: Força Aérea dos EUA/Sargento Daryn Murphy/Fotos Públicas

O Itamaraty informou que as embaixadas brasileiras em Islamabad, Teerã, Moscou, Ancara, Doha e Abu Dhabi estarão habilitadas a processar os pedidos de visto para acolhida humanitária. O Brasil não possui embaixada ou consulado no Afeganistão. A embaixada em Islamabad, no Paquistão, é a responsável por assuntos relacionados ao Afeganistão.

O Ministério das Relações Exteriores também informou que receberão atenção especial as solicitações de mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência e que acompanha a situação de um grupo de magistradas afegãs.

Ao menos 350 afegãos entraram em contato com a representação diplomática brasileira e demostraram interesse em deixar o Afeganistão e seguir para o Brasil. Ao menos 80 pessoas de alguma forma contataram a embaixada diretamente, além do grupo 270 magistradas.

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Ao menos 350 afegãos pediram ajuda ao Brasil https://canalmynews.com.br/mais/ao-menos-350-afegaos-pediram-ajuda-ao-brasil/ Thu, 02 Sep 2021 22:15:19 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ao-menos-350-afegaos-pediram-ajuda-ao-brasil/ Cidadãos tentam fugir do Talibã, que tomou o poder após 20 anos de ocupação norte-americana. Brasileiros foram retirados e afegãos dependem de vistos do Governo do Brasil

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Cidadãos afegãos tentam deixar o país após a retirada das tropas americanas e a tomada de poder pelo grupo extremista Talibã. Ao menos 350 afegãos entraram em contato com a representação diplomática brasileira e demostraram interesse em deixar o Afeganistão e seguir para o Brasil.

A embaixada do Brasil em Islamabad é responsável por Paquistão, Afeganistão e Tajiquistão. Ao menos 80 pessoas de alguma forma contataram a embaixada diretamente, e outras 270 mulheres que atuam no Poder Judiciário do Afeganistão – juízas, promotoras e mulheres que exercem outras funções judiciárias – procuraram a Associação Internacional de Juízas, alegando perseguição.

Olyntho Vieira - embaixador do Brasil para o Afeganistão
Embaixador do Brasil para Paquistão, Afeganistão e Tajiquistão, relata a situação na região e como brasileiros conseguiram deixar o país/Imagem: Reprodução Canal MyNews

Em entrevista ao Jornal do MyNews, o embaixador do Brasil Olyntho Vieira explicou que a situação depende de um entrave burocrático. Como não são brasileiras, essas pessoas dependem de um visto do governo para chegar ao Brasil.

“Há casos de pessoas que tem parentes e gostariam de ir para o Brasil. Eu contabilizo 80 pessoas que de alguma forma teriam interesse de ir ao Brasil, mas não se encaixam nesse esquema de repatriação de cidadãos brasileiros. Na verdade, eles teriam de pedir um visto, decisão que depende de Brasília e não é uma decisão automática”, disse o embaixador.

O grupo de 270 profissionais da justiça afegã procurou a seção do Brasil da Associação Internacional de Juízas, alegando perseguição. Olyntho Vieira relatou que elas estão se movimentando pelo Afeganistão na tentativa de fugir do Talibã.

“Elas estão se movimentando por meio de organizações internacionais, organizações de juristas. Há contatos com vários países, conversei com colegas e outros embaixadores de países da OTAN, e eles entendem o problema da mesma forma. Há uma enorme simpatia por essas pessoas, por outros grupos também, como defensores de direitos humanos. Não há uma política definida. Os países da OTAN estão extremamente envolvidos na retirada das pessoas que de alguma forma tiveram participação na missão militar que durou 20 anos. Esse é um grupo especial. O assunto está sendo discutido no Brasil e há interesse das autoridades brasileiras para atender essas pessoas”, explicou.

Situação dos brasileiros no Afeganistão

O Itamaraty informou que cinco brasileiros estavam no Afeganistão. Entre eles, três fazem trabalho social e querem continuar lá mesmo depois de o Talibã tomar o poder. Os três atuam na organização internacional Médicos Sem Fronteiras. A organização informou que os três brasileiros estão bem e continuam trabalhando em diferentes locais do Afeganistão.

Os outros dois brasileiros conseguiram sair do país. No total, 13 pessoas foram retiradas: os dois brasileiros e seus familiares. Uma família conseguiu pegar um dos voos de retirada no aeroporto de Cabul. A outra saiu pela fronteira com o Paquistão, depois de não conseguir chegar ao aeroporto.

“Um deles, com seus familiares, conseguiu embarcar e partiu num voo para a Espanha. E até curioso que naquela confusão no aeroporto, eles acharam que estavam indo para a Alemanha e foram parar em Madri. Veja como a situação era caótica. Há uma segunda família que não conseguiu chegar ao aeroporto. Então, eles conseguiram se deslocar por terra até a fronteira com o Paquistão. Chegando lá, a embaixada conseguiu providenciar para que eles fossem internados no país”, contou o embaixador.

Veja a íntegra do Jornal do MyNews, de segunda a sexta, a partir das 18h40, com apresentação de Myrian Clark e Hermínio Bernardo

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EUA voltam a atacar Estado Islâmico em Cabul https://canalmynews.com.br/mais/eua-voltam-a-atacar-estado-islamico-em-cabul/ Mon, 30 Aug 2021 21:46:19 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/eua-voltam-a-atacar-estado-islamico-em-cabul/ Ataque com drone atingiu carro que levava homem-bomba para região do aeroporto. Esta é a segunda ação contra Estado Islâmico

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Os Estados Unidos realizaram neste domingo (29) um ataque contra integrantes do Estado Islâmico em Cabul, no Afeganistão. A ação foi realizada com drone e, de acordo com a inteligência americana, teve como alvo um carro que levava um homem-bomba à região do aeroporto.

Militares norte-americanos estão ajudando a retirar pessoas do Afeganistão, após ataque à bomba assumido pelo Estado Islâmico/Foto: Guarda Nacional de Minnesota pelo tenente-coronel Jake Helgestad/Fotos Públicas

Este é o segundo ataque das tropas americanas contra a facção do Estado Islâmico no Afeganistão. Neste sábado (28), militares dos Estados Unidos bombardearam o local onde um integrante do grupo estaria.

A reação americana ocorre após o ataque terrorista que deixou mais de 180 mortos na região do aeroporto de Cabul na quinta-feira. Entre as vítimas estão 13 militares americanos e combatentes do Talibã. O grupo extremista que tomou o poder no Afeganistão é rival do Estado Islâmico.

Até o momento, não há informações de que o ataque americano tenha causado vítimas entre civis. As forças americanas estão em alertas para o risco de um novo ataque do Estado Islâmico. O presidente Joe Biden declarou que um novo ataque era “muito provável”.

“A situação no local continua extremamente perigosa e a ameaça de um ataque terrorista no aeroporto continua alta”, disse o presidente em um comunicado.

Mesmo com o atentado, a retaliação e o alerta de um novo ataque, os voos de retirada de estrangeiros e de afegãos que trabalharam com os americanos continuam. O prazo de retirada das tropa é 31 de agosto, terça-feira.


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EUA pedem que cidadãos deixem área do aeroporto de Cabul https://canalmynews.com.br/mais/eua-pedem-que-cidadaos-deixem-area-do-aeroporto-de-cabul/ Sat, 28 Aug 2021 12:48:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/eua-pedem-que-cidadaos-deixem-area-do-aeroporto-de-cabul/ Pedido ocorre após americanos atacarem Estado Islâmico. Retirada das tropas continua

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Os Estados Unidos pediram aos cidadãos que deixem imediatamente a região do aeroporto de Cabul, no Afeganistão. Milhares de pessoas estão nos arredores, perto dos portões do aeroporto, única forma de sair do país.

A região foi alvo de um ataque terrorista de um braço do Estado Islâmico, deixando mais de 180 mortos. Entre as vítimas estão 13 militares americanos e combatentes do Talibã. O grupo extremista que tomou o poder no Afeganistão é rival do Estado Islâmico.

Militares norte-americanos estão ajudando a retirar pessoas do Afesganistão
Militares norte-americanos estão ajudando a retirar pessoas do Afeganistão, após ataque à bomba assumido pelo Estado Islâmico/Foto: Força Aérea dos EUA/Sargento Daryn Murphy/Fotos Públicas

As tropas americanas estão em alerta para o risco de um novo ataque. A informação foi dada pelo general Frank Mckenzie, chefe das forças americanas no Oriente Médio.

Neste sábado (28), militares dos Estados Unidos atacaram a facção do Estado Islâmico no Afeganistão. As tropas americanas bombardearam o local onde um integrante do grupo estaria.

Mesmo com o atentado, a retaliação e o alerta de um novo ataque, os voos de retirada de estrangeiros e de afegãos que trabalharam com os americanos continuam. O prazo de retirada das tropa é 31 de agosto, terça-feira.

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Passa de 180 o número de mortos em ataque a Cabul https://canalmynews.com.br/mais/passa-de-180-mortos-ataque-cabul/ Sat, 28 Aug 2021 12:44:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/passa-de-180-mortos-ataque-cabul/ Pentágono confirmou a morte de 13 militares americanos após ataque realizado pelo Estado Islâmico. Retirada das tropas americanas continua

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Subiu para 183 o número de mortos no ataque terrorista desta quinta-feira (26) em Cabul, no Afeganistão. O número foi divulgado pelas redes de TV CBN e CNN e pelo jornal The New York Times, citando autoridades de saúde do país. Entre as vítimas estão 170 afegãos e 13 militares americanos.

Militares norte-americanos estão ajudando a retirar pessoas do Afesganistão
Militares norte-americanos estão ajudando a retirar pessoas do Afeganistão, após ataque à bomba assumido pelo Estado Islâmico/Foto: Força Aérea dos EUA/Sargento Daryn Murphy/Fotos Públicas

Entre as vítimas estão combatentes do Talibã, que é rival do Estado Islâmico. O ataque foi realizado por uma facção que pertence ao Estado Islâmico e é contrária ao acordo entre o Talibã e os Estados Unidos.

O Pentágono corrigiu uma informação e disse que o ataque foi realizado por um único homem-bomba. A informação de ontem era que havia sido duas explosões.

As tropas americanas estão em alerta para o risco de um novo ataque. A informação foi dada pelo general Frank Mckenzie, chefe das forças americanas no Oriente Médio.

Mesmo com o atentado e o alerta, os voos de retirada de estrangeiros e de afegãos que trabalharam com os americanos continuam. A Casa Branca informou que mais de 12 mil pessoas foram retiradas do Afeganistão na quinta. No total, 105 mil já deixaram o país.

Uma estimativa divulgada pelo The New York Times aponta que pelo menos 250 mil afegãos que trabalharam para os Estados Unidos ainda não foram retirados. E pelo ritmo, não vai dar tempo de tirar todo mundo até o fim do prazo, que é terça-feira que vem, dia 31 de agosto.

Veja a íntegra do Jornal do MyNews, no Canal MyNews, com apresentação de Hermínio Bernardo e Myrian Clark

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Número dois do Talibã está em Cabul para formação de novo governo do Afeganistão https://canalmynews.com.br/politica/numero-dois-do-taliba-esta-em-cabul-para-formacao-de-novo-governo-do-afeganistao/ Sat, 21 Aug 2021 17:47:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/numero-dois-do-taliba-esta-em-cabul-para-formacao-de-novo-governo-do-afeganistao/ Abdul Ghani Baradar é cofundador do grupo extremista e estava no Qatar, de onde chefiou o gabinete político do movimento e conduziu as negociações com os Estados Unidos

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Abdul Ghani Baradar é cofundador do grupo extremista Talibã. Foto: redes sociais.

O cofundador e número dois do Talibã, Abdul Ghani Baradar, chegou neste sábado (21/8) em Cabul para negociações com outros membros do movimento e líderes políticos sobre a formação do novo governo do Afeganistão.

De acordo com a agência France-Presse, uma fonte oficial afirmou que Baradar irá se encontrar em Cabul com “líderes e políticos jihadistas para estabelecer um governo inclusivo”. 

O líder é cofundador do grupo extremista e estava no Qatar, onde chefiou o gabinete político do movimento e conduziu as negociações com os Estados Unidos que levaram à retirada das forças estrangeiras do Afeganistão, durante o governo Trump. Conforme noticiou o português Jornal de Notícias.

Onde nasceu o regime talibã

No regresso ao Afeganistão, Baradar fez uma parada na cidade de Kandahar (Sul), local que foi o epicentro do poder talibã quando o movimento sunita esteve no poder pela primeira vez, entre 1996 e 2001. Localizada  a cerca de 500 quilômetros a sudoeste de Cabul, Kandahar é a segunda maior cidade do Afeganistão. 

Abdul Ghani Baradar, 53 anos, é o cofundador dos talibãs juntamente com Mohammed Omar, que morreu em 2013, mas cuja morte foi escondida durante dois anos. Como muitos afegãos, a vida de Baradar foi marcada pela invasão soviética em 1979, que o transformou num ‘mujahid’ (combatente).

Em 2001, após a intervenção dos EUA e a queda do regime talibã, Ghani Baradar teria feito parte de um pequeno grupo de insurgentes prontos para um acordo com a administração de Cabul, uma iniciativa sem resultados, segundo a AFP.

Baradar era o líder militar dos talibãs quando foi preso em 2010, em Carachi, Paquistão, tendo sido libertado em 2018. O movimento talibã é liderado atualmente por Haibatullah Akhundzada.

Os talibãs assumiram o poder no Afeganistão com a conquista de Cabul, há uma semana, após uma ofensiva intensificada em maio, que coincidiu com o início da retirada das forças internacionais do país, após 20 anos.

O que significa jihad

Em árabe a palavra “jihad” significa “esforço” ou “luta””. No islã, isso pode significar a luta interna de um indivíduo contra instintos básicos, o esforço para construir uma boa sociedade muçulmana ou uma guerra pela fé contra infiéis. Os jihadistas entendem que a luta violenta é necessária para erradicar obstáculos para a restauração da lei de Deus na Terra e para defender a comunidade muçulmana.

O termo “jihadista” não é usado por muitos muçulmanos porque eles acreditam que se trata de um associação incorreta entre um conceito religioso nobre e a violência ilegítima. Em vez disso, eles usam o termo “pervertidos”, com a ideia de que muçulmanos envolvidos em atos violentos se desviaram dos ensinamentos religiosos. 

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Talibã e a luta afegã https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/taliba-e-a-luta-afega/ Fri, 20 Aug 2021 23:57:14 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/taliba-e-a-luta-afega/ Desespero do Afeganistão chama atenção do mundo

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Os afegãos tentam desesperadamente fugir do país e escapar do novo regime imposto pelo Talibã. Na semana passada, escrevi que o grupo extremista avançava e se aproximava se Cabul. A conquista de territórios foi mais rápida que a imaginada pela comunidade internacional e, principalmente, pela inteligência dos Estados Unidos.

Pessoas se seguraram no trem de pouso do avião. Mães e pais deram seus filhos para soldados por cima do arame farpado. Diversos tumultos foram registrados no entorno do aeroporto internacional de Cabul, onde as pessoas se aglomeram na tentativa de deixar o país.

Criança afegã sendo entrega a militar norte-americano em Cabul, capital do Afeganistão.
Criança afegã sendo entrega a militar norte-americano em Cabul, capital do Afeganistão. Foto: Reprodução (Rise to Peace)

Enquanto isso, manifestantes foram às ruas contra o Talibã em diferentes cidades do Afeganistão. Os atos foram duramente reprimidos pelos combatentes do Talibã. A repressão ocorre até mesmo por símbolos. A bandeira do país foi substituída em locais públicos pela bandeira do Talibã.

O grupo extremista declarou o Emirado Islâmico do Afeganistão, mesmo nome adotado quando esteve no poder em 1996. Um dos comandantes do Talibã rechaçou qualquer possibilidade de democracia e afirmou que o país seguirá a sharia, que é a lei islâmica. Um porta-voz disse que os direitos das mulheres serão respeitados, de acordo com o código religioso.

Algo precisa ser feito pela comunidade internacional para proteger e defender os direitos humanos de afegãos. Cidadãos do país já eram um dos maiores contingentes de refugiados no mundo, ao lado da Síria, o que deve aumentar ainda mais.

Depois de “O silêncio das Montanhas”, a sugestão é “A cidade do Sol” também do escritor Khaled Hosseini. O autor é um dos principais nomes da literatura afegã e narra as questões políticas do Oriente Médio em suas obras.

“A cidade do Sol” traz a história de Miriam e Laila, duas mulheres que sofrem a perseguição e a ausência de direitos na sociedade regida pela lei islâmica e expondo a violência e brutalidade do Talibã. Um livro incrível e ainda mais necessário no atual momento.

“Com o passar do tempo, foi aos poucos se cansando desse exercício. Começou a achar cada vez mais exaustivas essas tentativas de evocar, de desenterrar, de ressuscitar mais uma vez o que há muito tinha morrido. Na verdade, anos mais tarde, chegaria o dia em que Laila não choraria mais por essa perda. Ao menos, não tanto, não tão constantemente. Chegaria o dia em que os detalhes daquele rosto começariam a escapar às garras da memória.”


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Ascensão do Talibã revela fracasso de uma visão ocidental em relação ao Afeganistão https://canalmynews.com.br/mais/ascensao-taliba-fracasso-visao-ocidental-afeganistao/ Fri, 20 Aug 2021 01:08:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ascensao-taliba-fracasso-visao-ocidental-afeganistao/ A ascensão do Talibã no Afeganistão é resultado do fracasso da ocupação dos Estados Unidos e pode ser comparada à Guerra do Vietnã

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A ascensão do Talibã no Afeganistão – que culminou com a tomada do poder central do país esta semana e da saída definitiva das tropas norte-americanas do país – é resultado do fracasso da ocupação dos Estados Unidos nos últimos 20 anos e pode ser comparada à Guerra do Vietnã.

Essa é a avaliação do professor e pesquisador da área de Relações Internacionais Carlos Gustavo Poggio, em entrevista ao programa Quarta Chamada, no Canal MyNews. Ele avalia que, apesar do custo político da decisão de retirar definitivamente as tropas do Afeganistão, o presidente norte-americano Joe Biden já era esperada, mas foi tomada de maneira desastrosa neste momento.

“O que a gente está vendo não é uma derrota repentina dos Estados Unidos. É uma derrota em câmera lenta há 10 anos. Faz 10 anos que os Estados Unidos falam em se retirar do Afeganistão. É uma situação muito similar à da Guerra do Vietnã. Chegou um momento na Guerra do Vietnã que a questão era como sair do Vietnã? A campanha do Nixon para a eleição era “paz com honra”. O Joe Biden tomou a decisão política de sair, que já havia sido tomada por Obama, foi negociada por Trump e executada agora pelo Biden. O problema foi a execução dessa estratégia. Essa execução foi desastrosa”, refletiu o professor Poggio, durante participação no programa Quarta Chamada, do Canal MyNews.

Segundo Poggio, apesar de 50% dos norte-americanos apoiarem o fim da ocupação ao Afeganistão, esse percentual já foi de 70%, e a forma como foi executada já repercutiu na queda de popularidade do presidente Joe Biden.

Na avaliação do professor, o que aconteceu esta semana revela também como os norte-americanos tentaram impor uma lógica ocidental e de nação a uma sociedade que é organizada através de lealdades tribais e funciona com uma lógica diferente. Nesse cenário, países como o Paquistão e a China passam a ter maior relevância do que os Estados Unidos. “É uma situação mais complexa do que a gente pensa. O Afeganistão é uma ponte entre a Ásia e o Oriente Médio. A China tem um interesse concreto no Afeganistão.

Agricultura e pecuária são a base da economia do Afeganistão/Foto: UNAMA/Freshta Dunia (07/01/2020)

Questão humanitária se coloca como central neste momento no Afeganistão

Para o professor e advogado Davi Tangerino, a resposta mais imediata que os demais países podem dar nesse momento é de cunho humanitário, recebendo os cidadãos que estão fugindo. “Internacionalmente, o reconhecimento do governo tem um papel. A China já se colocou na frente, reconhecendo esse novo governo tem um papel. Mas já usando mais um papel de criminalista, eles não fabricam essas armas lá. Existe um abastecimento, um financiamento internacional, como sempre acontece nesses conflitos. Esse é um mapa possível: quem está possibilitando materialmente o exercício dessa violência. É um tema mais delicado e envolve interesses econômicos muito importantes”, pontuou Tangerino.

Entre os problemas enfrentados pela população que tenta sair do país está a falta de documentos e passaportes – o que as impede de imigrarem para outros países. Segundo o professor Carlos Gustavo Poggio, no campo do direito internacional elas podem ser consideradas apátridas – por não poderem comprovar sua nacionalidade.

“Quem vai sofrer esse fluxo de afegãos de fato são os países vizinhos, por exemplo o Paquistão. Em seguida, os países europeus – que estão muito preocupados com uma possível onda de imigração semelhante à da crise da Síria”, explicou, recordando a onda de imigração grande que provocou problemas políticos, econômicos e de fronteiras, numa Europa que se recuperava da crise de 2008 e que, em algum sentido, ajudou a fortalecer os movimentos de xenofobia e a ascensão da extrema direita e da direita radical populista na Europa. Poggio ressaltou ainda que o Talibã que tomou definitivamente o poder no Afeganistão esta semana não é um “Talibã moderado”, mas um grupo pragmático, preocupado com a questão de governança e não há indícios de moderação. “Se não houver moderação, a questão dos refugiados deve se agravar”, concluiu.

Tangerino lembrou que no caso da Síria, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel foi muito criticada por acolher os imigrantes sírios. Com a saída de Merkel, que não concorrerá a uma recondução ao cargo, a situação dos imigrantes afegãos fica indefinida em relação à Europa, num contexto de crescimento da xenofobia.

Carlos Gustavo Poggio complementou que do ponto de vista econômico a aceitação de imigrantes é positiva para o país – num cenário de longo prazo que deve consolidar a redução demográfica da população alemã. “Angela Merkel atuou olhando o comportamento demográfico da Alemanha, que daqui a 20 anos vai ter menos habitantes que agora. Economicamente, aceitar imigrantes é uma forma de renovar a força de trabalho. Do ponto de vista econômico é [uma iniciativa] positiva do país. Porém, existe a questão cultural, de um imigrante que tem a mesma religião, fala a minha língua; e do refugiado, que fala outra língua e tem outra religião. São questões difíceis de conciliar [nesse contexto]”, analisou.

O Quarta Chamada tem apresentação de Mariliz Pereira Jorge e participação de Mara Luquet e Juliana Braga. Todas as quartas, a partir das 20h30, no Canal MyNews

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Em tentativa de livrar crianças do Talibã, pais entregam filhos para militares dos EUA em Cabul https://canalmynews.com.br/mais/afeganistao-taliba-pais-entregam-filhos-para-militares-dos-eua/ Thu, 19 Aug 2021 21:52:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/afeganistao-taliba-pais-entregam-filhos-para-militares-dos-eua/ Após tomada de poder por grupo extremista, afegãos tentam fugir do país. Estados Unidos acusa Talibã de cercar aeroporto internacional e impedir saída dos cidadãos

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Depois que o grupo extremista Talibã cercou Cabul, capital do Afeganistão, e tomou o poder por intermédio da força paramilitar, milhares de afegãos se empenharam em tentativas de fuga, visando deixar o país a qualquer custo.

Nos últimos dias, inúmeros vídeos e fotos – recortes midiáticos de uma conjuntura envolta pelo terror – passaram a circular nas redes sociais, expondo para o mundo o desesperador esforço praticado pelos cidadãos.

Após as cenas de invasão aos aeroportos e de aviões abarrotados, novos trechos dessa dramática evasão são apresentados. Em meio a uma suplicante multidão, nos arredores do Aeroporto Internacional Hamid Karzai, na capital, mães e pais entregam seus filhos para militares estadunidenses e britânicos em uma tentativa de livrar as crianças daquela realidade.

Criança afegã sendo entrega a militar norte-americano em Cabul, capital do Afeganistão.
Criança afegã sendo entrega a militar norte-americano em Cabul, capital do Afeganistão. Foto: Reprodução (Rise to Peace)

As imagens registram pequenos afegãos sendo passados de mão em mão até chegarem ao encontro dos soldados dispostos em cima dos altos muros. Ben Wallace, secretário de Defesa da Grã-Bretanha, já havia alertado, no entanto, sobre a impossibilidade de remover menores desacompanhados dos pais.

Em entrevista à Reuters, na quinta-feira (18), Wallace afirmou que as Forças Armadas não podem “simplesmente levar um menor por conta própria. A criança foi levada porque a família também será levada. É muito, muito difícil para aqueles soldados, como mostram as filmagens, lidar com algumas pessoas desesperadas, muitas das quais estão apenas querendo deixar o país”.

Ao jornal britânico The Independent, um paraquedista do Exército do Reino Unido que preferiu não se identificar descreveu a condição das mães como angustiante. “Elas gritavam ‘salve meu bebê’ e jogaram os bebês em nós, alguns deles caíram no arame farpado. Foi horrível o que aconteceu. Ao final da noite, não havia nenhum homem entre nós que não estivesse chorando”, contou.

Pais entregam filhos a militares dos EUA em Cabul, capital do Afeganistão

Talibã cerca aeroporto

O governo dos Estados Unidos, acusou o Talibã nesta quinta-feira (19) de fixar postos de controle ao redor do aeroporto internacional de Cabul, impedindo assim a saída de afegãos que desejam deixar o país – os EUA já haviam solicitado passagem livre na área de voo.

Representantes do Talibã afirmaram à imprensa que o grupo está “cumprindo sua palavra” e “facilitando a passagem de saída segura não apenas para estrangeiros, mas também para afegãos”.

Somente dentro do perímetro correspondente ao aeroporto internacional foram registradas 12 mortes desde domingo (15), de acordo com autoridades do Talibã e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Segundo um membro do grupo extremista que preferiu não se identificar, as mortes foram causadas por tiros e durante tumultos. O Talibã pediu às pessoas que ainda estão aglomeradas em frente ao aeroporto para que retornem às suas casas caso não possuam o direito legal de viajar.

Apesar das promessas firmadas pelos insurgentes de não adotar nenhum tipo de represália, Wendy Sherman, subsecretária de Estado dos EUA, disse que “ao que parece estão [Talibã] impedindo a chegada ao aeroporto dos afegãos que desejam sair do país.” […] “Esperamos que permitam que todos os cidadãos americanos, todos os cidadãos de outros países e todos os afegãos que desejam partir o façam de forma segura e sem assédio”.

Membros do governo estadunidense, em consonância com o discurso do presidente Joe Biden, afirma que os EUA estão trabalhando para acelerar a evacuação, mas que, apesar dos esforços, não sabem informar quanto tempo a operação vai durar.

Imagens fortes: pessoas caem de avião ao tentarem fugir do Afeganistão após retomada do Talibã

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Biden defende retirada de tropas do Afeganistão https://canalmynews.com.br/mais/biden-defende-retirada-tropas-afeganistao/ Tue, 17 Aug 2021 02:57:09 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/biden-defende-retirada-tropas-afeganistao/ Presidente dos EUA, Joe Biden, diz que foi surpreendido pelo avanço do Talibã e culpou governo afegão, que não ofereceu resistência

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu a decisão de retirar os militares norte-americanos do Afeganistão. Em um pronunciamento nesta segunda (15), Biden reconheceu que o governo dos Estados Unidos foi surpreendido pelo avanço do Talibã.

O grupo extremista tomou a capital, Cabul, e retomou o poder depois de 20 anos. O presidente afegão, Ashraf Ghani, fugiu do país diante do avanço do Talibã.

Biden defendeu a saída das tropas e culpou o próprio governo afegão, que não ofereceu resistência.

Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA.
Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA. Foto: Gage Skidmore (Domínio Público).

“Eu apoio totalmente minha decisão. Depois de 20 anos, aprendi da maneira mais difícil que nunca era um bom momento para retirar as forças americanas. É por isso que ainda estamos lá. Estávamos cientes dos riscos, planejamos para cada contingência. Mas, eu sempre prometi ao povo americano que serei franco com você. A verdade é que isso se desenrolou mais rápido do que havíamos previsto”, declarou Biden.

O presidente dos Estados Unidos disse que o país não pode participar e morrer em uma guerra que o próprio Afeganistão não está disposto a lutar.

Nesta segunda-feira, centenas de pessoas invadiram a pista do Aeroporto Internacional de Cabul, na tentativa de entrar em aviões e fugir do país. Vídeos mostram pessoas tentando forçar a entrada nas aeronaves e se pendurando em um avião que estava se preparando para decolar. De acordo com agências internacionais, ao menos cinco pessoas morreram no tumulto.

O professor de Relações Internacionais do UniCuritiba e pesquisador do GEPOM (Grupo de Estudo e Pesquisa em Oriente Médio), Andrew Traumann, considera que a guerra do Afeganistão foi um fracasso.

“Foi um fracasso especialmente na questão do treinamento das forças afegãs. Apesar dos gastos, o treinamento feito não foi eficiente. O Afeganistão é um país que tem uma série de problemas estruturais, um dos mais pobres do mundo. Então, não adianta você ter as melhores armas, os melhores mísseis, se o pessoal não está capacitado para usar”, afirmou.

O professor explicou que Biden tem sido fortemente criticado pela situação e que a derrota será uma marca da gestão Biden. Ele também comparou o desfecho com a guerra do Vietnã.

Assista à íntegra do Jornal do MyNews, no Canal MyNews, com apresentação de Myrian Clark e Hermínio Bernardo

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O mundo de olho no Afeganistão https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/mundo-de-olho-no-afeganistao/ Fri, 13 Aug 2021 23:07:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mundo-de-olho-no-afeganistao/ Talibã conquista territórios e avança, enquanto tropas dos Estados Unidos deixam o Afeganistão

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O Talibã se aproxima da capital do Afeganistão, Cabul. Nesta semana, os combatentes do grupo fundamentalista islâmico tomaram Ghazni, importante cidade a 150 quilômetros de Cabul

Duas cidades consideradas essenciais têm registro de confrontos entre talibãs e força do governo, e devem ser tomadas nos próximos dias: Herat, da terceira maior cidade do país, e Kandahar, que é considerada sagrada pelos talibãs.

Talibã conquistou territórios após retirada das tropas americanas. Foto: Wkimedia commons

O Talibã já controla cerca de dois terços do território e em ganhado espaço após a decisão dos Estados Unidos de retirar as tropas do Afeganistão.

A agência Reuters afirma que serviços de inteligência dos Estados Unidos acreditam que a capital Cabul será tomada em 90 dias.

A rede Al Jazeera informou que o governo afegão fez uma proposta ao Talibã para que haja uma divisão de poder, se a violência acabar. O porta-voz do Talibã declarou que o grupo não vai dividir o poder com uma autoridade que não reconhece.

No ano passado, os talibãs fecharam um acordo com as forças americanas para um cessar-fogo e se comprometeram a discutir um acordo de paz.

A guerra do Afeganistão, considerada a mais longa dos Estados Unidos, durou quase 20 anos e teve início com os ataques terroristas de 11 de setembro. O presidente americano, Joe Biden, determinou que todas as tropas devem se retirar do país até o fim de agosto.

Para falar da literatura do Afeganistão, um destaque é o escritor Khaled Hosseini. Ele se tornou um best seller com “O caçador de pipas”, mas hoje destaco outra obra dele. Em “O silêncio das montanhas”, Hosseini traz a história dos irmãos Pari e Abdullah e narra os fatos políticos que aconteceram no país entre 1949 e 2010. O livro fala da pobreza no país, da guerra na década de 1980 e outros pontos da história recente.

“Dizem que a gente deve encontrar um propósito na vida e viver este propósito. Mas, às vezes, só depois de termos vivido reconhecemos que a vida teve um propósito, e talvez um que nunca se teve em mente.”


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Quase 20 anos depois, Biden anuncia o fim da guerra no Afeganistão https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/quase-20-anos-depois-biden-anuncia-o-fim-da-guerra-no-afeganistao/ Sat, 10 Jul 2021 18:06:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/quase-20-anos-depois-biden-anuncia-o-fim-da-guerra-no-afeganistao/ Considerada a guerra mais longa dos EUA, conflito teve início após ataques de 11 de setembro de 2001

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que vai retirar todos os soldados americanos e encerrar a guerra no Afeganistão no dia 31 de agosto.

Esta é a mais longa guerra com envolvimento dos Estados Unidos. O missão militar já dura quase 20 anos.

Biden já havia declarado que retiraria todos os militares até o dia 11 de setembro, quando se completa 20 anos do ataque terrorista contra as torres gêmeas do World Trade Center.

Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA.
Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA. Foto: Gage Skidmore (Domínio Público).

O presidente americano declarou que se trata de uma “guerra invencível”, sem solução. E, durante um pronunciamento, questionou: “Quantos mais milhares de filhos e filhas americanos vocês querem colocar em risco?”

A oposição de Biden criticam a medida e afirmam que há um temor de que o grupo terrorista Talibã volte a dominar o Afeganistão, como no período dos atentados de 2001.

A sugestão literária desta semana é “O Vulto das Torres”, de Lawrence Wright. A obra conta como Osama bin Laden organizou um grupo para cometer o ataque. O livro mostra a relação entre o saudita bin Laden e o egípcio Al-Zawahiri, o número 2 da Al-Qaeda.

O livro mostra que o governo dos Estados Unidos poderia ter ter evitado o atentado se houvesse uma cooperação entre CIA e FBI.

“Um atendia à necessidade do outro. Zawahiri precisava de dinheiro e contatos, coisas que bin Laden dispunha em abundância. Bin Laden, um idealista dedicado a causas, buscava um rumo, que Zawahiri, um propagandista tarimbado, forneceu. Não eram amigos, mas aliados. Cada um acreditava poder usar o outro, e cada um foi impelido numa direção que nunca pretendeu tomar”.

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