colunista Hermínio Bernardo
Produtor e repórter do MyNews
LITERATURA EM FATOS

O mundo de olho no Afeganistão

Talibã conquista territórios e avança, enquanto tropas dos Estados Unidos deixam o Afeganistão
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O Talibã se aproxima da capital do Afeganistão, Cabul. Nesta semana, os combatentes do grupo fundamentalista islâmico tomaram Ghazni, importante cidade a 150 quilômetros de Cabul

Duas cidades consideradas essenciais têm registro de confrontos entre talibãs e força do governo, e devem ser tomadas nos próximos dias: Herat, da terceira maior cidade do país, e Kandahar, que é considerada sagrada pelos talibãs.

Talibã conquistou territórios após retirada das tropas americanas. Foto: Wkimedia commons

O Talibã já controla cerca de dois terços do território e em ganhado espaço após a decisão dos Estados Unidos de retirar as tropas do Afeganistão.

A agência Reuters afirma que serviços de inteligência dos Estados Unidos acreditam que a capital Cabul será tomada em 90 dias.

A rede Al Jazeera informou que o governo afegão fez uma proposta ao Talibã para que haja uma divisão de poder, se a violência acabar. O porta-voz do Talibã declarou que o grupo não vai dividir o poder com uma autoridade que não reconhece.

No ano passado, os talibãs fecharam um acordo com as forças americanas para um cessar-fogo e se comprometeram a discutir um acordo de paz.

A guerra do Afeganistão, considerada a mais longa dos Estados Unidos, durou quase 20 anos e teve início com os ataques terroristas de 11 de setembro. O presidente americano, Joe Biden, determinou que todas as tropas devem se retirar do país até o fim de agosto.

Para falar da literatura do Afeganistão, um destaque é o escritor Khaled Hosseini. Ele se tornou um best seller com “O caçador de pipas”, mas hoje destaco outra obra dele. Em “O silêncio das montanhas”, Hosseini traz a história dos irmãos Pari e Abdullah e narra os fatos políticos que aconteceram no país entre 1949 e 2010. O livro fala da pobreza no país, da guerra na década de 1980 e outros pontos da história recente.

“Dizem que a gente deve encontrar um propósito na vida e viver este propósito. Mas, às vezes, só depois de termos vivido reconhecemos que a vida teve um propósito, e talvez um que nunca se teve em mente.”


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