colunista Hermínio Bernardo
Jornalista
LITERATURA EM FATOS

Passaporte sanitário e o Brasil na contramão

O retorno de eventos e atividades econômicas está acontecendo em um momento em que apenas 40% da população está imunizada com as duas doses. Passaporte sanitário garante segurança neste momento
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O presidente Jair Bolsonaro usou a Assembleia Geral da ONU para, diante de todo o mundo, se manifestar contra o passaporte sanitário. O comprovante de vacinação tem sido exigido pela maioria dos países. Estados Unidos, União Europeia e China são alguns exemplos de governos que usam o passaporte para permitir apenas a circulação e a entrada de pessoas vacinadas contra a covid.

Presidente Jair Bolsonaro durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU de 2021.
Presidente Jair Bolsonaro durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU de 2021 se posicionou contra o passaporte sanitário. Foto: Reprodução (Canal MyNews)

Um exemplo do uso e da importância da medida é a exigência de escolas para que as crianças estejam com a carteira de vacinação em dia no momento da matrícula. Em 2019, um surto de sarampo atingiu o Brasil e o país perdeu o certificado de erradicação da doença.

O retorno de eventos e atividades econômicas está acontecendo em um momento em que apenas 40% da população está imunizada com as duas doses. Ainda falta muita gente tomar a segunda dose e há o risco de novas variantes – uma delas a delta que é extremamente mais perigosa já está em circulação no Brasil.

Com todos esses fatores, é necessário que apenas pessoas vacinadas e completamente imunizadas (14 dias após a segunda dose) possam circular.

Esse debate – que precisa levar em conta a ciência – lembra o livro “A balada de Adam Henry”. A obra conta a história de Adam, um adolescente de 17 que sofre de leucemia e precisa de uma transfusão de sangue. Por motivos religiosos, os pais do garoto não autorizam o procedimento.

O livro de Ian McEwan traz a história da perspectiva da juíza Fiona Maye, que enfrenta problemas pessoas e é quem vai julgar o caso de Adam que acaba sendo ajuizado.

“No outro lado da cidade, um adolescente confrontava a morte em razão de suas crenças ou da de seus pais. A missão dela não consistia em salvá-lo, e sim decidir o que era razoável e legal.”


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