Arquivos câmbio - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/cambio/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 21 Nov 2023 09:22:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Bolsa sobe quase 1% e atinge maior nível desde julho de 2021 https://canalmynews.com.br/economia/bolsa-sobe-quase-1-e-atinge-maior-nivel-desde-julho-de-2021/ Tue, 21 Nov 2023 09:22:31 +0000 https://localhost:8000/?p=41329 Após duas altas consecutivas, dólar teve forte queda e chegou ao menor valor desde o início de agosto

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Em meio ao otimismo no mercado internacional, a bolsa subiu quase 1% e atingiu o maior nível desde julho de 2021. Após duas altas consecutivas, o dólar teve forte queda e chegou ao menor valor desde o início de agosto.

O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou esta segunda-feira (20) aos 125.957 pontos, com alta de 0,95%. O indicador foi impulsionado pelo avanço das commodities (bens primários com cotação no mercado internacional), principalmente do minério de ferro e da recuperação do petróleo.

O indicador está no maior nível desde 28 de julho de 2021. O recorde da bolsa foi registrado em 7 de junho de 2021, quando o Ibovespa fechou aos 130.776 pontos.

No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pelo otimismo. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,852, com forte recuo de R$ 0,054 (-1,11%). A cotação operou com estabilidade na primeira hora de negociação, mas despencou após a abertura dos mercados norte-americanos.

A moeda norte-americana está no menor valor desde 2 de agosto, quando a cotação fechou a R$ 4,806. A divisa acumula queda de 3,75% em novembro e de 8,11% em 2023.

Por causa do feriado do Dia da Consciência Negra em vários estados, inclusive Rio de Janeiro e São Paulo, o volume de negociações foi baixo, com o mercado dominado pelo cenário externo. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do planeta, provocou o recuo do dólar em todo o mundo. As taxas dos papéis norte-americanos têm caído após a divulgação de que a inflação nos Estados Unidos caiu em outubro.

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Dólar cai para R$ 4,87 após anúncios de estímulos econômicos na China https://canalmynews.com.br/economia/dolar-cai-para-r-487-apos-anuncios-de-estimulos-economicos-na-china/ Fri, 15 Sep 2023 11:50:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39680 Bolsa sobe 1,93% e atinge maior nível desde início de agosto

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Beneficiado pelo anúncio de medidas de estímulo econômico na China, o mercado financeiro teve um dia de ganhos. O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em setembro. A bolsa de valores superou os 119 mil pontos e atingiu o maior nível desde o início de agosto.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (14) vendido a R$ 4,873, com recuo de R$ 0,036 (-0,91%). A cotação chegou a abrir estável, mas passou a despencar ainda na primeira hora de negociação. Na mínima do dia, por volta das 13h, a moeda chegou a ser vendida a R$ 4,86.

A divisa está no menor nível desde 30 de agosto, quando tinha fechado em R$ 4,869. Com o desempenho desta quinta, o dólar praticamente zerou a alta no mês, acumulando valorização de apenas 0,08% em setembro. Em 2023, a divisa cai 7,71%.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, emendou a quarta alta seguida e fechou aos 119.392 pontos, com avanço de 1,93%. A bolsa brasileira foi beneficiada por ações de petroleiras e mineradoras, que subiram após o governo chinês, grande comprador de commodities (bens primários com cotação internacional), anunciar novas medidas de estímulo. O indicador está no maior nível desde 4 de agosto.

Em desaceleração há vários meses, a economia chinesa tem enfrentado ameaças de crise no mercado imobiliário, o que tem trazido turbulência para o mercado financeiro de países emergentes, como o Brasil. No entanto, a tensão foi contida nos últimos dias, com medidas para impulsionar o consumo e reduzir os juros de hipotecas na segunda maior economia do planeta. Os juros altos no Brasil também continuam atraindo capitais estrangeiros.

A Agência Brasil está divulgando matérias sobre o fechamento do mercado financeiro apenas em ocasiões extraordinárias. A cotação do dólar e o nível da bolsa de valores não são mais informados todos os dias.

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Resposta à questão “A Culpa é Minha?” do presidente Bolsonaro https://canalmynews.com.br/voce-colunista/resposta-questao-a-culpa-e-minha-bolsonaro/ Sat, 27 Nov 2021 18:27:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/resposta-questao-a-culpa-e-minha-bolsonaro/ Os seguidos reajustes dos combustíveis no Brasil têm relação com a política de preços adotada pela Petrobras. Bolsonaro tem culpa sobre esta questão?

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Como de praxe, eu gosto de contextualizar, historicamente, todo o processo de evolução dos problemas econômicos brasileiros até chegar à crítica à atual política adotada pelo governo. Durante o governo do presidente Lula e da presidente Dilma, a política de preços vigente para os combustíveis não dependia da variação do dólar e do preço do barril do petróleo, uma vez que, desde a exploração do Pré-Sal, o Brasil passa a ser um país autossuficiente em petróleo, o que justifica a ação de independência externa tomada pelo governo Dilma.

Contudo, por conta desta medida, seu governo passa a ser acusado de “interferência política” na Petrobras, especialmente para o controle da inflação nacional. Com essa manobra, ambos os governos conseguiram manter o preço dos combustíveis abaixo do mercado, o que favorece a população, não apenas no transporte, mas, uma vez que o combustível afeta os preços dos transportes, então favorecia consequentemente todo o mercado.

Quando aplicado o golpe na ex-presidente Dilma, o então presidente Michel Temer, convida Pedro Parente para assumir a presidência da Petrobras e este declara a “independência” da empresa. Para eles, o mecanismo de ajuste passa a ser, justamente, a variação do câmbio e dos preços do barril de petróleo, que assim não haveria interferência qualquer do governo vigente, com apenas reajustes mensais nos preços.

Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833.
Preço dos combustíveis no Brasil tem a flutuação do dólar como referência, seguindo a cotação internacional do barril de petróleo/Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

Contudo, em um curto período de tempo, mais precisamente um ano depois, foi avaliado que a empresa não estava conseguindo acompanhar a volatilidade do câmbio e determinaram que os reajustes deveriam ser feitos com maior frequência. Levando então, como resultado do rápido aumento dos preços dos combustíveis em 2018, à maior greve dos caminhoneiros até o momento. Esse histórico de mudança de política nos preços é mais detalhado (recomendo a leitura) no artigo “A Cronologia da Crise do Diesel, do Controle de Preços de Dilma à Greve dos Caminhoneiros”, da jornalista Bruna Moura na BBC.

Assim, vamos entender e definir esses dois componentes da política de preços desenvolvida no governo Temer e que continua até os dias atuais. A definição de taxa de câmbio é a relação entre moedas de dois países, por exemplo e o mais usual no Brasil, quantos reais são necessários para comprar um dólar. De modo geral, os bancos centrais conseguem, por meio de política monetária, controlar essa relação, vendendo ou comprando Títulos e através da determinação da taxa de juros básica na economia (no Brasil, a Selic).

De modo geral, quando se vende os títulos, o Banco Central tem por intenção recolher parte da moeda nacional em circulação, com a intenção de valorizar a moeda nacional perante a moeda em comparação. Por meio da escassez de moeda nacional, o contrário ocorre com a compra dos títulos, que tem por intenção injetar moeda na sociedade. Outro mecanismo ocorre através da reunião do Copom (Conselho de Política Monetária), que determina a taxa básica de juros, Selic, que é considerado o principal instrumento de controle da inflação por parte do Banco Central.

No entanto, estes não são os únicos mecanismos de controle da taxa de câmbio. A escassez ou abundância de moeda estrangeira também afeta essas relações, além do poder de criação ou destruição de moedas por parte dos bancos comerciais. Contudo, vale a pergunta: a taxa de câmbio depende, então, apenas do Banco Central? A resposta é não, pois ações externas à política monetária também afetam essa taxa, tais como: alterações no cenário econômico local e internacional e acontecimentos políticos. Nessa coluna, vamos olhar esses dois últimos efeitos.

Mas antes disso, vamos agora definir como se analisa o preço do barril do petróleo. O barril de petróleo é uma commodity mundial cotada em dólar, a oscilação do seu preço obedece a lei da oferta e da demanda, ou seja, quanto mais escasso ou quanto maior a dificuldade de extração do mesmo, maior o preço desse bem. É amplamente conhecido que o Oriente Médio se destaca entre as demais regiões do mundo com relação a detenção de reservas de petróleo e, assim, quaisquer problemas, sejam políticos ou não, que ocorram naquela região, afetam drasticamente o valor do barril no mundo.

Mas não devemos, de modo algum, culpá-los pela variação do preço. A América do Sul e a África também detêm parte significativa das reservas de petróleo, especialmente o Brasil com o Pré-Sal. Assim, existem países autossuficientes dessa commodity, entre eles o Brasil, e com isso não há justificativa plausível para o país manter o preço do seu barril para uso próprio dependente da oscilação preço do barril internacional (isso apenas valeria para os casos de exportação), que junto com a oscilação do câmbio formam a atual política de preços de combustíveis no Brasil.

Essa política de preços, desde Temer, tem sido mantida até a presente data nesta coluna. Medida esta, que com todo o desastre econômico, ambiental e sanitário causado pelo atual governo, tem se mostrado cada vez mais rígida e impositiva para a desvalorização cambial, alavancando os preços dos combustíveis a níveis absurdos, que historicamente não foram verificados no Brasil.

Devemos lembrar que, um dos principais fatores que afetam as relações internacionais e com isso, o câmbio, são as boas relações diplomáticas entre os países. Contudo, o Brasil, desde 2019, ou até mesmo antes, quando o então deputado Jair Bolsonaro atacava as principais relações comerciais do Brasil, especialmente a China, tem gerado uma deterioração dessas relações.

Com isso, as relações comerciais e empresariais entre o Brasil e os demais países do mundo passaram a se desgastar, além de enfraquecer a capacidade diplomática do Brasil perante as maiores potências mundiais. Hoje, o então presidente não só ataca a China, mas com a mudança de presidente nos Estados Unidos, ataca também o presidente norte-americano Joe Biden, além dos representantes das principais potências europeias, como a Alemanha e França.

Esse isolamento social e econômico do Brasil foi, recentemente, refletido pela cúpula do G20, em Roma, quando Bolsonaro não conseguiu se incluir em nenhuma das rodas de conversas dos representantes ali presentes. Esse fardo, que hoje afeta a vida do brasileiro, tem como um de seus resultados a oscilação cambial, que afeta também o preço do barril de petróleo, aumentando assim o valor dos combustíveis na bomba.

Como desculpa, Bolsonaro tenta agredir os governadores e, falaciosamente, culpá-los através do ICMS, não sei se por má fé ou falta de conhecimento. O presidente não se atém ao fato de que essa cobrança é a mesma porcentagem desde antes do seu governo e em nada é responsável pelo brutal aumento do combustível. Ela apenas incide como uma parcela no valor do combustível.

Assim, o aumento da arrecadação através dessa tributação é devido ao aumento do preço do combustível por conta da política de preços adotada e não por alguma interferência dos governos de estados (ex.: supondo que a alíquota do estado seja de 28% e o preço inicial do combustível 1 real, temos o aumento do preço do combustível para 1,1 real, logo: 10,28=0,28 e 1,10,28=0,308).

Respondendo, então, à pergunta do presidente, a culpa é sim sua e do ex-presidente Michel Temer, que corroboram com essa política de preços atual da Petrobras. E não adianta aparecer com um discurso de que prometeu não interferir na petroleira, mas querer privatizá-la também é interferência.

A sua responsabilidade, como presidente, é se ater aos problemas da sociedade e solucioná-los. Sabendo que entre esses problemas, um dos mais graves é o combustível, então deveria ater-se a trabalhar para que essa política de preços fosse mudada, podendo assim controlar e até subsidiar valores para que a população pudesse voltar a consumir decentemente e podendo, então, buscar conter a inflação atual.

Não me venha também dizer que isso feriria o teto de gastos, pois este já foi condenado pelo senhor mesmo, tendo como principal instrumento um calote nacional que é a PEC dos Precatórios. Em especial, reavalie a posição do Sr. Paulo Guedes e Sr. Roberto Campos Neto, que apenas lucraram com a desvalorização do câmbio que causou todo esse problema que hoje vivemos.

Podemos ver, para alguns desde o início e para outros demoraram dois anos, que o lema do senhor “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” deveria ser “Brasília acima de tudo e Deus que salve a população”, pois em breve, penso eu, até Ele o senhor estará culpando pelos erros que comete.


Quem é João Gabriel de Araujo Oliveira?

João Gabriel de Araujo Oliveira é doutorando em Economia Política pela Universidade de Brasília. Mestre em Economia Regional, com ênfase na pesquisa sobre “Distribuição de Renda e Orientação Política”. Formado em Ciências Econômicas pela UEL.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Dólar pode cair mais? Entenda porque risco Brasil deve segurar queda do câmbio https://canalmynews.com.br/mynews-investe/dolar-pode-cair-mais-entenda-porque-risco-brasil-deve-segurar-cambio/ Sat, 04 Sep 2021 00:17:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/dolar-pode-cair-mais-entenda-porque-risco-brasil-deve-segurar-cambio/ Depois de atingir os R$5,80 em março deste ano, o dólar encerrou agosto aos R$5,17. Para gestor, incerteza política deve segurar baixa maior da moeda

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O cenário externo e as incertezas locais têm gerado um efeito de montanha-russa no dólar. A moeda americana, que em março deste ano encostou nos R$ 5,80, chegou meses depois, em junho, perto dos R$ 4,90. Em agosto, a volatilidade continuou. O dólar comercial – medida para as trocas econômicas – foi aos R$ 5,42. No fechamento do mês, passou a acumular queda mensal de 0,34%, valendo R$ 5,17.

Em entrevista ao MyNews Investe, Vanei Nagem, responsável pela Mesa de Câmbio da Terra Investimentos, explica que a queda recente do dólar foi influenciada principalmente por fatores externos. “Essa melhora nos países em relação a pandemia, com a vacinação e a evolução das economias, fez com que no mundo a moeda desse algum refresco”, explica ele.

Apesar da queda do dólar no mundo, Nagem explica que o movimento no Brasil de baixa poderia ter sido maior. Não foi, segundo ele, pelos riscos políticos e incertezas fiscais, que seguram o valor do câmbio. “Ele vem caindo aliado ao pacote de moedas emergentes, que é o nosso comparativo mais direto. No Brasil, só não caiu mais pelo nosso momento político, com incertezas”, acrescenta.

Para ele, a perspectiva é que o dólar continue pressionado no Brasil nos próximos meses. “Eu acho que a virada de 2021 para 2022, principalmente no decorrer do ano de 2022, vai ser um ano muito difícil para a moeda. Você tem ano de eleição com uma instabilidade muito grande do que pode acontecer, principalmente no mercado externo sobre o Brasil”, diz ele.

Nagem explica que mesmo a alta dos juros, com a taxa básica de juros no país podendo fechar o ano acima dos 7,5%, pode ser insuficiente para levar a uma desvalorização significativa do dólar.

“Quando a gente fala de juros, você fala que aumentar juros costuma diminuir um pouco a pressão no câmbio, mas não tem sido assim aqui por causa do risco do Brasil. Os investidores têm avaliado muito risco no momento, nossa inflação, um pouco de instabilidade, o governo que não tem passado para o mercado externo uma segurança muito grande e essa incerteza política de eleição”, explica.

Sobre a imagem externa do Brasil nesse momento, ele destaca que o cenário é de desconfiança. “A gente faz reuniões diárias [com investidores estrangeiros] e a pergunta que sempre fazem é se existe alguma chance disso [golpe]. Por mais que a gente tente passar uma certeza de que não vai acontecer, o investidor estrangeiro tem muita dúvida sobre o mercado brasileiro hoje”, acrescenta.


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Por que o dólar saltou dos R$4,90 para R$5,25 em algumas semanas? https://canalmynews.com.br/mynews-investe/por-que-dolar-saltou/ Tue, 20 Jul 2021 21:08:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/por-que-dolar-saltou/ Temor sobre variante delta, risco político no Brasil e inflação nos EUA fizeram dólar voltar para o patamar dos R$5,20

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Depois de chegar ao menor valor em um ano, no dia 24 de junho, aos R$4,90, o dólar voltou a ter alta intensa no início desta semana. Os temores do mercado financeiro envolvendo a variante delta do novo coronavírus fizeram a moeda disparar 2,63% na segunda-feira (19), cotada a R$5,25 no fim do dia — o maior valor para fechamento desde 8 de julho.

O salto do câmbio aconteceu em menos de quatro semanas. Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, explica que o momento de baixa do dólar no fim de junho veio em meio a dados positivos sobre a economia americana e também com a queda de juros no Brasil.

“Aquele momento era de euforia. O mercado se animou com uma recuperação vinda dos Estados Unidos, um aumento da taxa de juros aqui  no Brasil e também a possibilidade da vacinação ser mais rápida no Brasil”, explica ela. Em junho, o Copom elevou para 4,25% a Selic, taxa básica de juros, e indicou a intenção de nova alta de juros nas próximas reuniões.

Fernanda explica que o tom nos mercados mudou com a incerteza em relação a uma alta de juros nos Estados Unidos para conter o avanço da inflação no país. “Com o aumento da taxa de juros nos EUA, a tendência é de uma redução da liquidez nos mercados emergentes”, diz ela.

Disparada do dólar

Além da mudança no cenário externo, a alta da moeda americana no início de julho veio também na esteira do risco político. No dia 6 de julho, o cenário negativo levou o dólar a subir 2,39%, aos R$5,20. O movimento fez o câmbio recuperar a perda acumulada de 4,81% em junho, no momento em que se intensificaram as denúncias contra o governo Bolsonaro sobre a compra de vacinas.

“Especificamente nos últimos dias surgiu também a variante delta, que tem um contágio muito mais rápido e que deixou o tom de cautela nos mercados. Um novo problema em relação ao coronavírus, com uma nova variante, exige novas medidas de restrição e por tanto há uma perspectiva de recuo da atividade econômica. Houve um estado de alerta geral e por tanto as taxas de câmbio de todos os países emergentes subiram”, explica Consorte.

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