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Por que o dólar saltou dos R$4,90 para R$5,25 em algumas semanas?

Temor sobre variante delta, risco político no Brasil e inflação nos EUA fizeram dólar voltar para o patamar dos R$5,20
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Depois de chegar ao menor valor em um ano, no dia 24 de junho, aos R$4,90, o dólar voltou a ter alta intensa no início desta semana. Os temores do mercado financeiro envolvendo a variante delta do novo coronavírus fizeram a moeda disparar 2,63% na segunda-feira (19), cotada a R$5,25 no fim do dia — o maior valor para fechamento desde 8 de julho.

O salto do câmbio aconteceu em menos de quatro semanas. Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, explica que o momento de baixa do dólar no fim de junho veio em meio a dados positivos sobre a economia americana e também com a queda de juros no Brasil.

“Aquele momento era de euforia. O mercado se animou com uma recuperação vinda dos Estados Unidos, um aumento da taxa de juros aqui  no Brasil e também a possibilidade da vacinação ser mais rápida no Brasil”, explica ela. Em junho, o Copom elevou para 4,25% a Selic, taxa básica de juros, e indicou a intenção de nova alta de juros nas próximas reuniões.

Fernanda explica que o tom nos mercados mudou com a incerteza em relação a uma alta de juros nos Estados Unidos para conter o avanço da inflação no país. “Com o aumento da taxa de juros nos EUA, a tendência é de uma redução da liquidez nos mercados emergentes”, diz ela.

Disparada do dólar

Além da mudança no cenário externo, a alta da moeda americana no início de julho veio também na esteira do risco político. No dia 6 de julho, o cenário negativo levou o dólar a subir 2,39%, aos R$5,20. O movimento fez o câmbio recuperar a perda acumulada de 4,81% em junho, no momento em que se intensificaram as denúncias contra o governo Bolsonaro sobre a compra de vacinas.

“Especificamente nos últimos dias surgiu também a variante delta, que tem um contágio muito mais rápido e que deixou o tom de cautela nos mercados. Um novo problema em relação ao coronavírus, com uma nova variante, exige novas medidas de restrição e por tanto há uma perspectiva de recuo da atividade econômica. Houve um estado de alerta geral e por tanto as taxas de câmbio de todos os países emergentes subiram”, explica Consorte.

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