Arquivos combustível - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/combustivel/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 17 Apr 2023 14:07:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Petrobras reduz preço do gás natural em 8,1% https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-reduz-preco-do-gas-natural-em-81/ Mon, 17 Apr 2023 14:07:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37097 Novo valor passa a vigorar a partir de maio

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A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (17), uma redução média de 8,1% no preço do gás natural, em relação ao trimestre encerrado em abril. Os novos valores serão cobrados a partir de 1º de maio, segundo nota divulgada pela estatal.

De acordo com a empresa, os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais do preço do gás e vinculam os reajustes às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio.

Ainda segundo a empresa, o petróleo recuou 8,7% no período e o real teve uma valorização de 1,1% ante o dólar. Já a parcela referente ao transporte do gás é atualizada anualmente nos meses de maio e, neste ano, sofrerá reajuste de 0,2%, de acordo com a variação do IGP-M.

Com o reajuste anunciado nesta segunda-feira, o gás vendido pela Petrobras às distribuidoras acumula redução de 19% no ano, disse a Petrobras.

“A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da Companhia, mas também pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV- Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas”, informa a estatal.

Segundo a Petrobras, a atualização do preço do gás natural anunciada nesta segunda-feira não afeta o gás de cozinha (GLP), envasado em botijões ou vendido a granel.

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Economistas apontam que mudança em política da Petrobras deveria acompanhar reoneração https://canalmynews.com.br/economia/economistas-apontam-que-mudanca-em-politica-da-petrobras-deveria-acompanhar-reoneracao/ Fri, 03 Mar 2023 14:20:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36217 Retorno da taxação dos combustíveis pelos tributos federais PIS e Cofins renovará a capacidade ao estado de promover políticas públicas relacionadas à seguridade social

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O retorno da taxação dos combustíveis pelos tributos federais PIS e Cofins renovará a capacidade ao estado de promover políticas públicas relacionadas à seguridade social. A medida também corrige a distorção de subsidiar combustíveis fósseis, em meio à necessidade mundial de promover o desenvolvimento sustentável.

A avaliação é de economistas ouvidos pela Agência Brasil, que também alertam que a decisão pode gerar impacto inflacionário, atingindo as famílias mais pobres, se não houver mudanças na política de preços da Petrobras. Atualmente, os valores no Brasil seguem o mercado internacional.

Nessa quinta-feira (2), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que a empresa não ficará atrelada à política de preços de diesel e gasolina que tem como base a Paridade de Preços e Importação (PPI). Prates concedeu sua primeira coletiva à imprensa, no Rio de Janeiro, e disse pretender que a Petrobras pratique preço do mercado que atua.

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Desoneração
No ano passado, o então presidente Jair Bolsonaro zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a gasolina, o etanol, o diesel, o biodiesel, o gás natural e o gás de cozinha.

Em 1º de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória nº 1.157, que previa a reoneração da gasolina e do etanol a partir de 1º de março e a dos demais combustíveis, em 1º de janeiro de 2024.

Com a confirmação, nesta semana, da reoneração parcial dos combustíveis e anúncio de redução de preços pela Petrobras, a estimativa para a gasolina é de aumento de até R$ 0,34 nas bombas; e o etanol, R$ 0,02.

Políticas públicas
A economista chefe do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), Juliane Furno, lembra que PIS e Cofins são contribuições que têm vinculação constitucional obrigatória e são para o financiamento da seguridade social. Para ela, a decisão vai além do reequilíbrio das contas públicas: “é, sobretudo, reequipar a capacidade do estado de promover políticas públicas universais”. “A medida refinancia o caixa da seguridade social, o que vai garantir que todos nós possamos nos aposentar, acessar auxílios de natureza assistencial e também saúde, que é um ponto importante do sistema universal brasileiro”, acrescentou.

A economista afirma que a decisão é acertada ainda do ponto de vista da sustentabilidade, já que retira subsídios de combustíveis não renováveis, e mostra disposição do governo de seguir em direção a uma economia de baixo carbono. “Não faz sentido não onerar, em termos de tributos, combustíveis de origem fóssil, se o objetivo é rumar para transição da matriz energética”.

Estratégia
Juliane Furno ressalta que, no atual cenário econômico, há espaço para a reoneração dos combustíveis, já que o preço do barril de petróleo está em baixa, e a inflação dos alimentos apresenta sinais de arrefecimento. No entanto, ela discorda da maneira como o governo implementou a volta dos impostos.

“Acho que deveria ser uma estratégia gradualista. Tenho um certo desacordo com a reoneração total dos combustíveis em uma tacada só. Acho que isso vai ter um impacto inflacionário que pode atingir inclusive a popularidade do presidente, o que pode minar um pouco o meio de campo com relação à necessidade de levar adiante uma série de outras políticas importantes”, disse.

De acordo com a economista, a volta da taxação dos combustíveis e a permanência da política de preços da Petrobras poderão acabar penalizando os mais pobres. “Podem surgir impactos inflacionários na medida em que a retomada dos tributos, não modificando a política de preços [da Petrobras], vai seguir deixando o combustível mais elevado em um período de estagnação econômica, penalizando mais as famílias mais pobres, tendo elas ou não automóvel”.

O professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marco Antônio Rocha concorda com a reoneração dos combustíveis pelos impostos federais. Entretanto, ele afirma que o governo perdeu a oportunidade de colocar em debate a política de preços da Petrobras. Atualmente, a empresa precifica os combustíveis com base no valor internacional do barril de petróleo, e não no custo local de produção. O modelo é uma média dos preços estimados pela S&P Global Commodity Insights para gasolina, diesel, querosene de aviação e GLP.

“Acho que o primeiro passo importante seria o governo ter anunciado junto com isso [a reoneração] o que seria uma nova política de preços da Petrobras. Foi um tema caro durante a campanha [o debate sobre a política de preços da Petrobras], o governo poderia ter incluído toda essa discussão neste momento”, disse.

Rocha ressalva que a atual política de preços da Petrobras, em razão do valor internacional do petróleo estar estabilizado, não se apresenta como um problema imediato. Mas poderá se tornar, em uma mudança do cenário externo.

“Nesse momento, em que você teve uma certa estabilidade do preço internacional, isso não se torna um problema tão grande. Mas pode voltar a ser, dependendo do que acontecer no cenário internacional. E aí fica sempre a questão do que o governo vai fazer quando isso começar a pressioná-lo politicamente”.

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Ministério Público pede explicações a postos sobre aumento de preços da gasolina https://canalmynews.com.br/economia/ministerio-publico-pede-explicacoes-a-postos-sobre-aumento-de-precos-da-gasolina/ Thu, 05 Jan 2023 15:39:12 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35277 Medida pode resultar em punições, caso seja caracterizado abuso

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), notificou na terça-feira (3) e nesta quarta (4) oito entidades representantes de postos de combustíveis em três estados do país para explicar o aumento no preço da gasolina. Elas têm 48 horas a partir do recebimento da notificação para dar respostas ao ministério.

São cinco entidades no Rio de Janeiro, duas em São Paulo e uma no Paraná. Trata-se de associações, federações e um sindicato, todos representantes de proprietários de postos ou distribuidores de combustíveis.

A notificação foi feita através da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Após receber as respostas, a secretaria as analisará e, segundo o ministério, “adotará as providências que se fizerem necessárias”. O ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou a medida hoje em conversa com jornalistas. Para ele, livre mercado não significa “liberou geral” na definição de preços dos combustíveis.

“Houve uma notificação realizada ontem para que as entidades representativas do setor prestem informações sobre porque houve tais reajustes, as razões. Não há dúvida de que é um regime de livre mercado, mas liberdade no sentido jurídico da palavra, não é um ‘liberou geral’. Tem regras. E essas regras estão no Código de Defesa do Consumidor. Daí essa notificação preliminar”, defende o ministro.

Segundo Dino, a depender da resposta dessas entidades, processos podem ser abertos e resultar em punições, sanções, caso esteja caracterizado o abuso de poder econômico.

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Preço da gasolina nos postos volta a subir após 15 semanas https://canalmynews.com.br/economia/preco-da-gasolina-nos-postos-volta-a-subir-apos-15-semanas/ Tue, 18 Oct 2022 01:35:58 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34322 Pesquisa é da Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural

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O preço da gasolina nos postos de combustível do país teve alta de 1,47% segundo a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A última edição do levantamento, divulgada hoje (17), indicou que o consumidor brasileiro pagou em média R$ 4,86 por litro na semana de 9 a 15 de outubro.

O aumento foi registrado após 15 semanas de quedas sucessivas, e ocorre após nova alta da gasolina na Refinaria de Maritape, a maior do país sob controle do setor privado. A Acelen, empresa responsável pela sua operação, anunciou no sábado (15) um reajuste de 2%. Ela já havia corrigido os valores 7 dias antes em 9,7%.

Os anúncios da Acelen seguem a tendência das variações no mercado internacional. A cotação do barril de petróleo tipo brent, que registrou uma forte queda em setembro, chegando a custar US$ 82, voltou a subir acima dos US$ 90 neste mês. A alta foi influenciada pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de efetuar um profundo corte na produção.

A Petrobras, no entanto, não anuncia mudanças nos preços praticados em suas refinarias há mais de 1 mês. A última alteração foi uma redução de 7% anunciada no início de setembro.

Desde 2016, a Petrobras adota a Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula os preços praticados no país aos que são praticados no mercado internacional. A referência é o barril de petróleo tipo brent, cotado em dólar.

Com base no PPI, os combustíveis sofreram forte alta no primeiro semestre do ano, o que gerou manifestações de insatisfação do presidente da República, Jair Bolsonaro. Em maio, ele trocou o comando da estatal pela quarta vez durante seu mandato, nomeando Caio Mário Paes de Andrade. Bolsonaro também editou uma medida provisória, posteriormente aprovada no Congresso, desonerando tributos e contribuindo para a queda nos preços dos combustíveis.

Não houve, no entanto, nenhum anúncio de mudança no PPI. Nas redes sociais, parlamentares de oposição alertam que o governo vem pressionando a direção da Petrobras para segurar os preços em meio ao processo eleitoral. O segundo turno acontecerá no dia 30 de outubro. Em resposta, Bolsonaro tem feito publicações sustentando que a desoneração possibilitou a manutenção dos preços no patamar atual e permitiu consequentemente o barateamento dos alimentos.

Segundo cálculo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o valor médio da gasolina nas refinarias do país está defasado em R$ 0,30 por litro, ou 8%. A entidade monitora quase diariamente as variações levando em conta o PPI.

Diesel e gás

Os postos brasileiros também subiram os preços do etanol hidratado. É o segundo aumento consecutivo. O litro tem sido comercializado em média a R$ 3,46. O valor é 2,08% superior ao registrado no levantamento anterior.

A pesquisa semanal da ANP aponta ainda uma alta de 0,33% no preço do gás de cozinha. O botijão de 13 quilos tem sido vendido em média a R$ 110,99. Já o diesel se manteve estável, sendo comercializado a R$ 6,51 na semana passada, R$ 0,01 abaixo do último levantamento.

Edição: Fernando Fraga

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Petrobras: preço do querosene de aviação cai 0,84% a partir de sábado https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-preco-do-querosene-de-aviacao-cai-084-a-partir-de-sabado/ Wed, 28 Sep 2022 20:53:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33972 É a terceira queda seguida no preço de venda para distribuidoras

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Os preços do querosene de aviação (QAV) terão redução de 0,84% nos valores de venda para as distribuidoras a partir do próximo sábado (1º). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28) pela Petrobras.

Esta é a terceira queda seguida nos preços do combustível. Em setembro houve queda de 10,4% e no mês anterior, em agosto, o recuo foi de 2,6%.

Segundo a companhia, a prática dos últimos 20 anos indica que os ajustes de preços de QAV são mensais e definidos por meio de fórmula contratual negociada com as distribuidoras.

“Os preços de venda do QAV da Petrobras para as companhias distribuidoras buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal, mitigando a volatilidade diária das cotações internacionais e do câmbio”.

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras. Cabe às distribuidoras transportarem e comercializarem o produto para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores. “Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento”, completou.

“Importante ressaltar que o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência e não existem restrições legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas atuem como produtores ou importadores de QAV”, destacou a estatal.

Informações adicionais sobre os preços de venda da Petrobras podem ser acessadas no site da companhia.  “Conforme regulação da ANP, os novos preços de QAV estarão disponíveis nesse site a partir de 1º de outubro, data de início de vigência”, concluiu.

Edição: Denise Griesinger

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Governo federal zera imposto de importação do etanol https://canalmynews.com.br/economia/governo-federal-zera-imposto-de-importacao-do-etanol/ Tue, 22 Mar 2022 22:09:39 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26833 Medida deve permanecer até o final do ano. Além do etanol, outros seis produtos que compõem a cesta básica terão corte na alíquota de importação.

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A Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão associado ao Ministério da Economia, anunciou a retirada integral do imposto de importação do etanol até o dia 31 de dezembro deste ano. A medida entrará em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União (DOU) da quarta-feira (23).

Apesar da resolução compreender o etanol puro, a gasolina também pode ficar mais barata nas bombas de combustível, uma vez que, por lei, deve haver uma porcentagem de álcool na composição do produto.

Marcelo Guaranys, secretário-executivo da pasta econômica, afirma que a retirada da alíquota e o consequente barateamento dos combustíveis “é uma análise estática”, já que os preços “eventualmente podem continuar subindo”.

“Na prática, essa medida estaria diminuindo ou arrefecendo a dinâmica de crescimento numa magnitude da ordem de R$ 0,20”, explica Guaranys. De acordo com o governo, atualmente o imposto sobre o etanol é de 18% (cobrado somente nas transições com países que não integram o Mercosul).

Preço médio do etanol nas bombas desde janeiro de 2019 até janeiro de 2022.

Preço médio do etanol nas bombas desde janeiro de 2019 até janeiro de 2022. Foto: Reprodução (MyNews)

Combate à inflação

Atrelado ao ciclo de alta da taxa básica de juros, o Governo Federal vem inserindo algumas medidas para tentar arrefecer a escalada do preço dos combustíveis. O aumento nos valores vem se agravando desde que a Rússia invadiu o território ucraniano no final de fevereiro e as sanções internacionais sobre os produtos russos começaram.

Após o embargo ao petróleo produzido e exportado pela Rússia, o barril tipo brent, referência para o comércio global da commodity, anotou uma série de altas significativas – a média móvel dos últimos cinco dias é de US$ 115/barril. Consequentemente, mundo a fora, os produtos derivados da fonte energética, como a gasolina e o diesel, também dispararam.

Dessa maneira, os motoristas tendem a, cada vez mais, abastecerem seus veículos com o etanol puro. Repezza explica que “o preço dos combustíveis apresentou alta muito acelerada nas últimas semanas, em função do conflito no Leste Europeu. O objetivo dessa redução do imposto é permitir que um preço mais baixo no etanol, diluído ao combustível, ao petróleo, possa apresentar preço ainda mais baixo para população”.

Além da redução completa da alíquota de compra do etanol, a Camex anunciou o abatimento do imposto de importação sobre seis itens que compõem a cesta básica (selecionados por maior representação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC). São eles: açúcar cristal, café, macarrão, margarina e óleo de soja.

O governo optou ainda por cortar, a partir do dia 1º de abril, 10% da alíquota de importação sobre eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos.

De acordo com a Economia, os cortes dos impostos devem gerar uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 1 bilhão em 2022.

 

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Redução do imposto de importação do etanol, mercado do petróleo, inflação e investimentos foram pauta do MyNews Investe desta terça-feira (22):

 

 

 

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Apesar da crise petrolífera, Petrobras não deve aumentar preços https://canalmynews.com.br/economia/crise-petrolifera-petrobras-nao-deve-aumentar-preco-dos-combustiveis/ Fri, 04 Mar 2022 00:53:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25387 Analistas do mercado compreendem que mesmo com a delicada conjuntura mundial, estatal brasileira acompanha volatilidade internacional e deve optar por evitar perturbações no ambiente político doméstico.

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Crise petrolífera: Após os Estados Unidos imporem restrições às exportações de tecnologia no setor de refino de petróleo russo, o mercado da commodity vivenciou um dia agitado. Na manhã desta quinta-feira (3), o barril tipo Brent (referência para o comércio mundial) renovou sua máxima em mais de uma década, chegando a ser negociado por US$ 119,84 – ao longo do dia, no entanto, o movimento perdeu força, cedeu 2,18%, e passou a ser comercializado a US$ 110,46.

Em meio às incertezas, aversão à riscos e uma crescente aderência à denominada “velha economia”, o banco de investimentos UBS BB divulgou um relatório compreendendo a atual conjuntura petrolífera, com destaque para a companhia brasileira Petrobras.

Plataforma petrolífera da Petrobras

Plataforma petrolífera da Petrobras. Foto: Reprodução (Agência Brasil)

A instituição financeira elencou pontos de atenção para os investidores da estatal, ressaltando o mercado doméstico e a famigerada política de preços da empresa. Para o banco, o investidor deve se atentar a quatro principais pontos:

  • Ajuste de preços: novos reajustes não devem ocorrer de imediato, tendo em vista o ambiente político e a volatilidade dos preços internacionais;
  • Risco de escassez: por ora limitado, uma vez que, em parte, os volumes exportados geralmente são definidos com 30 a 45 dias de antecedência e estão a caminho de março;
  • Paridade: na paridade abaixo dos 20% negativos, espera-se que os players privados aguardem a estratégia da Petrobras antes de tomar decisões (se a estatal importará para abastecer o mercado ou se serão os distribuidores que importarão);
  • Preços domésticos: é preciso manter temporariamente os preços domésticos abaixo da paridade de importação (flutuação internacional), pois seria menos negativo do que uma possível queda de um aumento.

Quanto aos combustíveis, então, o UBS não espera aumentos no mercado nacional, uma vez que novas altas podem desencadear reações negativas do governo e da população, agravando ainda mais a atual conjuntura de incertezas. Além disso, a instituição estima que a gasolina já esteja cerca de 25% abaixo da paridade de importação e o diesel 20%.

Impactos do conflito no Leste Europeu

A forte participação da Rússia no mercado global de energia tem sido pauta para analistas econômicos, que tentam explicar os impactos diretos e indiretos das sanções impostas sobre a nação comandada por Vladimir Putin.

Para Hector Trabucco, CEO LATAM da Dover Fueling Solutions, o cenário agora é de total atenção, para que haja a compreensão acerca das próximas movimentações russas: “Estamos vivendo um momento complexo, com situações que não ocorriam em muitas décadas, e o mundo está em cautela, observando como isso vai evoluir. A questão da guerra na Ucrânia tem um impacto muito grande na energia como um todo, não só nos combustíveis, tendo em vista que a Rússia é um player relevante, detentora de 10% da produção de petróleo”, explica Trabucco.

Quanto à possibilidade de escassez da principal commodity energética, o gestor esclarece que há um o acordo generalizado entre as nações exportadoras e importadoras, que diz respeito ao abastecimento populacional e às necessidades primordiais da cadeia de produção.

Trabucco comenta que “esses contratos globais de fornecimento de petróleo têm um grau de cobertura de várias semanas, e os compromissos têm tido uma tendência histórica de serem cumpridos, mesmo em cenários de bastante dificuldade. A situação agora é nova, o mercado ainda procura compreender os impactos da evolução desse conflito, mas a expectativa é que esses compromissos de fornecimento sejam cumpridos… Particularmente, eu não vejo riscos quanto à falta de produtos; essa volatilidade será mais sentida no preço, na inflação, do que no fornecimento”.

Quanto a alta no preço dos combustíveis, o CEO coloca em contraponto lucro e necessidade, exemplificando a política de defasagem empregada atualmente pela Petrobras: “A última vez que a Petrobras operou com uma defasagem tão grande foi no período de 2011 a 2013, em que a diferença também estava na faixa dos 20% – essa foi uma época em que a Petrobras teve prejuízos financeiros muito grandes. Agora, a companhia está agindo com muita cautela, até porque ninguém sabe quanto tempo essa situação pode demorar… Caso seja resolvida rapidamente, a flutuação pode ser absorvida pelas empresas de uma maneira relativamente tranquila. Mas caso a situação demore para ser resolvida e o preço do petróleo se mantenha no médio/longo prazo, a Petrobras terá grandes dificuldades para manter essa política de absorção do gap”.

No fim, entende-se que a perspectiva econômica ainda busca compreender o grande objetivo dos russos, tentando ao máximo precificar as ações do conflito. No entanto, em confluência com governantes e civis, o mercado ainda vê a guerra no Leste Europeu com cautela e cercada de interrogações.

 

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A entrevista completa com Hector Trabucco e mais impactos macroeconômicos e na carteira de investimentos, você confere no MyNews Investe desta quinta-feira:

 

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Inflação chega a 10,74% no acumulado dos últimos 12 meses, a maior desde 2003 https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-chega-a-1074-no-acumulado-dos-ultimos-12-meses-a-maior-desde-2003/ Fri, 10 Dec 2021 20:38:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/inflacao-chega-a-1074-no-acumulado-dos-ultimos-12-meses-a-maior-desde-2003/ Segundo IBGE, mês de novembro registra aumento de 0,95%, mais alta variação para o período desde 2015. Setor de transportes ainda é o grande responsável pelo acréscimo nos preços

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação no Brasil, ficou em 0,95% em novembro, 0,30 ponto percentual menor do que o verificado em outubro (1,25%). Apesar da queda, essa é a maior variação para o mês desde 2015, quando a alta contínuo dos preços foi de 1,01% – para efeito de comparação, em novembro do ano passado a variação mensal foi de 0,89%.

No acumulado de 12 meses, a inflação atinge o patamar de 10,74%, valor muito acima dos 3,75% estabelecidos como meta para o ano pelo Banco Central (BC) – a atual porcentagem é a maior para o período desde 2003. Já no acumulado de 2021, o IPCA concentra uma alta de 9,26%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e possuem como referência as famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

A vilã da inflação: gasolina

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta nos preços durante o mês de novembro. A maior variação (3,35%) e o maior impacto (0,72 ponto percentual) vieram dos “Transportes”, puxados principalmente pelos preços dos combustíveis, em especial da gasolina (7,38%).

Altas também foram registradas nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%).

Os resultados aferidos em cada um dos setores foram:

  • Transportes: 3,35%
  • Habitação: 1,03%
  • Artigos de residência: 1,03%
  • Vestuário: 0,95%
  • Despesas pessoais: 0,57%
  • Comunicação: 0,09%
  • Educação: 0,02%
  • Alimentação e bebidas: -0,04%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,57%

Somado o resultado de novembro, a gasolina passou a acumular, em 12 meses, um aumento de 50,78%, o etanol de 69,40% e o diesel, 49,56%.

Energia elétrica

Dentro do conjunto “Habitação”, a maior contribuição, com 0,06 ponto percentual, veio da energia elétrica (1,24%). Desde setembro, a bandeira tarifária de escassez hídrica está em vigor, fator que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

No gás de botijão nova alta, dessa vez na ordem de 2,12% — nos últimos 12 meses o item já subiu 38,88%.

Sobe e desce nos alimentos

O instituto de pesquisa destacou que no grupo de alimentação e bebidas houve queda no leite longa vida (-4,83%), no arroz (-3,58%) e nas carnes (-1,38%).

No entanto, foram verificadas altas nos preços da cebola (16,34%) e do café moído (6,87%). O açúcar refinado (3,23%), o frango em pedaços (2,24%) e o queijo (1,39%) continuam a subir.

Controle da inflação

Para tentar conter o aumento contínuo dos preços, o Banco Central já realizou sucessivos aumentos na taxa básica de juros (Selic), e sinalizou que irá manter a tendência.

Na última reunião de 2021, ocorrida na quarta-feira (8), a taxa subiu de 7,75% para 9,25% ao ano, maior patamar desde julho de 2017.

A intenção ao subir os juros é de encarecer o crédito e desestimular a produção e o consumo, fazendo com que, de maneira forçada, os preços caiam. O efeito colateral negativo, contudo, é que essa tática segura o crescimento econômico do país.

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Petrobras anuncia novo reajuste nos preços do diesel e da gasolina https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-anuncia-novo-reajuste-nos-precos-do-diesel-e-da-gasolina/ Mon, 25 Oct 2021 20:42:17 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-anuncia-novo-reajuste-nos-precos-do-diesel-e-da-gasolina/ Nas refinarias, litro da gasolina terá alta de 7,04%, enquanto diesel sobe 9,15%

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A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (25) que subirá, mais uma vez, o preço dos combustíveis nas refinarias. O aumento será da ordem de 7% e do diesel de 9,15%. Com isso, o preço de média de venda do litro de gasolina na distribuidora passará de R$ 2,98 para R$ 3,19, ou seja, um reajuste médio de R$ 0,21. É o segundo aumento só em outubro, quando a gasolina subiu 7,2%, no dia 8.

Em nota oficial, a estatal afirmou que o reajuste entrará em vigor já nesta terça-feira (26). De acordo com a companhia, a correção nos preços é importante para assegurar que “o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento”. Como justificativa, a empresa assegura que e o fenômeno é “parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio”.

Gráfico "Preço dos combustíveis nas refinarias".
Gráfico “Preço dos combustíveis nas refinarias”. Foto: Reprodução (MyNews).

Para as distribuidoras, o valor a ser pago diretamente às refinarias será de R$ 3,19 (alta de R$ 0,21 por litro) na gasolina e R$ 3,34 (reajuste de R$ 0,28 por litro) no diesel.

Já para o consumidor, o valor praticado, no caso da gasolina, é acrescido por 27% de etanol anidro e 73% de gasolina mais impostos. Para o diesel, soma-se ao valor final a mistura de 12% de biodiesel e 88% de diesel – nos dois casos, há ainda a margem de lucro imposta pelas distribuidoras.

A alta já havia sido antecipada extraoficialmente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No domingo (24), durante um evento em Brasília, o chefe do Executivo informou que “infelizmente, pelos números do preço do petróleo lá fora e do dólar aqui dentro, nos próximos dias, a partir de amanhã, infelizmente teremos reajuste do combustível”.

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Governadores buscam Pacheco para barrar mudança no ICMS do combustível https://canalmynews.com.br/politica/governadores-buscam-pacheco-para-barrar-mudanca-no-icms-do-combustivel/ Mon, 18 Oct 2021 13:55:25 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governadores-buscam-pacheco-para-barrar-mudanca-no-icms-do-combustivel/ Chefes dos Executivos estaduais apostam na construção da imagem de Pacheco como candidato em 2022 para impedir alíquota única do tributo

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Os governadores querem se reunir com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nesta semana para discutir a mudança no ICMS dos combustíveis. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), encabeçou a aprovação de uma proposta de alíquota única fixa como forma de reduzir o preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Os gestores estaduais afirmam que perderão arrecadação e querem que Pacheco leve adiante proposta alternativa.

De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), Pacheco já conversou com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), na semana passada. Ele sinalizou que marcaria o encontro ainda esta semana, mas não confirmou data nem horário. Na conversa, se mostrou aberto ao diálogo e se disse sensível à demanda dos chefes do executivo estaduais. 

Rodrigo Pacheco disse que a Petrobras tem uma função social e precisa ter elementos para colaborar com um preço mais acessível dos combustíveis.
Rodrigo Pacheco disse que a Petrobras tem uma função social e precisa ter elementos para colaborar com um preço mais acessível dos combustíveis. Foto: Waldemir Barreto (Agência Senado)

A Câmara aprovou na última quarta-feira (13), por 392 votos a favor e 71 contra, um projeto de lei que estabelece uma alíquota fixa para o ICMS dos combustíveis. Seria determinado um valor fechado por litro de gasolina, levando em consideração o valor médio dos últimos dois anos. Hoje, o imposto é um percentual determinado por cada estado, que varia de acordo com a oscilação dos preços nas refinarias. Com a proposta, Arthur Lira pretende reduzir o preço final ao consumidor. A proposta depende agora da aprovação dos senadores.

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda Estaduais (Comsefaz), no entanto, o projeto deve reduzir em R$ 24 bilhões a arrecadação dos estados e municípios. O órgão também defende que a proposta é inconstitucional, pois envolve um tributo de competência estadual. O diretor-institucional do comitê, André Horta, disse na semana passada, em nota, que o projeto não vai resultar na queda do preço dos combustíveis, pois os reajustes da Petrobras vão “engolir” eventual redução no custo.

O que os governadores querem é que Pacheco dê prioridade à reforma tributária, que analisaria os recursos em conjunto. Parte da discussão está no Senado, sob relatoria do senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

Armistício no ICMS serve a Pacheco candidato

O diálogo aberto por Pacheco faz parte da estratégia para a construção de sua imagem como liderança capaz de construir consensos sobre assuntos delicados. Embora não tenha confirmado sua candidatura em 2022, é uma aposta do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que acredita que a presidência do Senado pode ajudá-lo a consolidar esse perfil. Também abre portas para futuras alianças.

Lideranças políticas vem buscando uma solução para o aumento do preço dos combustíveis, que tem impactado negativamente na inflação. Na quinta-feira passada (14), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queixou-se de ser responsabilizado pelos altos valores e disse que gostaria de privatizar a Petrobras.

Bastou aparecer o nome “privatização” no noticiário para os investidores se animarem e os papéis da companhia subirem. As ações blue chips (as mais negociadas) da Petrobras registraram ganhos. Pelo menos até a hora do almoço. As preferenciais estavam com alta acima de 1%. As ordinárias também apresentavam elevação, um pouco mais modesta, de 0,49%. À tarde, contudo, após a digestão, os preços caíram um pouco.

Não é só o ICMS, no entanto, que influencia o preço final dos combustíveis. Mesmo para quem não tem carro, o preço do combustível tem impacto no transporte de produtos e alimentos e acaba influenciando diversos setores da economia. A gasolina abastece pelo menos 60% dos carros que circulam no país e, apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, a política de preços adotada pela Petrobras desde julho de 2017 segue a flutuação do barril de petróleo no mercado internacional e a variação cambial do dólar americano.

Então, toda vez que o dólar ou o preço do petróleo internacional sobem, a gasolina no Brasil também sofre um reajuste. A política adotada pela estatal brasileira recuperou as contas da Petrobras, mas tem afetado diretamente a economia do país e o custo de diversos produtos – incluindo alimentos e itens de primeira necessidade. Apenas em 2021, a gasolina aumentou 51% nas refinarias e já foram nove reajustes aplicados ao produto, resultando num preço final 27,6% mais alto do que em dezembro de 2020.

Também influenciam o preço do combustível os impostos. São 15% de Cide, PIS/Pasep e Cofins e em média 29% de ICMS, dependendo do estado. Em Santa Catarina o imposto sobre combustíveis é 25%, enquanto no Rio de Janeiro, é 34%. Além disso, pesam também a alta do preço do etanol anidro – que no Brasil é adicionado à gasolina na proporção de 27%, o custo do transporte, a logística para o produto chegar aos postos de combustíveis em todo o país e os custos e os lucros das distribuidoras e dos postos.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews’ desta segunda-feira (18), que abordou a pressão dos governadores para barrar a alteração na cobrança do ICMS sobre os combustíveis.

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Bioeletromobilidade: o Brasil pode ser exemplo para o mundo https://canalmynews.com.br/voce-colunista/bioeletromobilidade-brasil-pode-ser-exemplo-para-mundo/ Mon, 18 Oct 2021 13:44:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bioeletromobilidade-brasil-pode-ser-exemplo-para-mundo/ O Brasil tem a peculiaridade de possuir matriz energética três vezes mais limpas do que a média mundial, o que não afasta a urgência de discutirmos os desafios da transição energética

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Como sabemos, o mundo está passando por um período de transição energética, diante de um cenário de mudanças climáticas com consequências trágicas. A cada dia, discute-se com ainda mais afinco qual será – ou deverá ser – ao futuro da matriz energética mundial.

O Brasil tem a peculiaridade de possuir matriz energética três vezes mais “limpas” do que a média mundial, o que não afasta, porém, a urgência de discutirmos como atuaremos em face dessa transição energética, que certamente nos trará enormes desafios.

Especificamente no setor de transporte, vemos uma transição rápida caracterizada pela substituição dos veículos a combustão interna para veículos elétricos. Isso exige que os países tracem a melhor estratégia para suprir essa nova demanda por eletricidade.

carro elétrico - Brasil pode ser exemplo de transição energética
Brasil pode servir de exemplo para o mundo na adoção de energias sustentáveis, a exemplo do biocombustível e dos carros elétricos/Foto: Pixabay

Mas como o Brasil fica neste cenário? Primeiramente, precisamos comparar a sustentabilidade de nossa matriz energética com a média mundial: Brasil 44% x 15% mundo. Isso mesmo, somos quase 30% mais sustentáveis que o mundo. Parte deste desempenho se dá pelo uso de biocombustíveis. Etanol, biodiesel, bioquerosene vêm sendo uma alternativa brasileira para a segurança energética, competindo com os derivados do petróleo.

Como falavam os desenhos animados dos anos 1990: se não podemos ganhar, juntemo-nos a eles (um tanto trágico, eu sei). Isso significa: não podemos dizer ao setor de transporte que usem veículos com biocombustíveis, mas podemos ajudar o mundo a tornar esse elétron sustentável.

Explico: o mundo precisa da transição energética porque sua matriz é extremamente emissora de gases de efeito estufa e precisa substituir sua atual matriz por um combustível de transição – o gás natural (fonte fóssil e não renovável). Nós, brasileiros, já utilizamos o etanol (fonte renovável) como alternativa viável (infelizmente elástica) à gasolina, por exemplo.

“E que horas o seu título vai fazer sentindo neste artigo?” – pergunta @ leitor(a) mais atento. Agora mesmo, precisamos fazer uma transição trágica como o mundo? Não! Precisamos, sim, entender o papel relevante do país e do agronegócio para a eletromobilidade que já está aí, queiramos ou não.

Por isso, pontuo que no Brasil deveríamos buscar a BIOELETROMOBILIDADE. Podemos gerar eletricidade (no posto de combustível) a partir do etanol, utilizando célula a combustível para veículo puramente elétrico. Com o mesmo etanol podemos produzir (no posto de combustível) hidrogênio verde para abastecer os veículos elétricos com célula a combustível. E sabe o que é melhor? A logística do etanol já está pronta, as questões de segurança já estão testadas e ainda podemos gerar créditos de carbono a partir do programa Renovabio, tornando o preço do kWh também sustentável.

O que precisamos é que o agronegócio veja a eletromobilidade como mais uma oportunidade de mostrar ao mundo que temos uma tecnologia viável e sustentável. E que o futuro poderá ser BIOELÉTRICO com o Brasil na vanguarda das tecnologias.


Quem é Davi Gabriel Lopes?

Engenheiro agrônomo (Universidade Federal do Ceará), com mestrado e doutorado em Planejamento Energético pela UNICAMP. Atualmente, é assessor técnico no projeto internacional que estuda o Hidrogênio eletrolítico a partir de fontes renováveis no Paraguai

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Alta da energia e preço dos combustíveis pressionam prévia da inflação https://canalmynews.com.br/mynews-investe/energia-combustiveis-pressionam-inflacao/ Mon, 18 Oct 2021 13:44:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/energia-combustiveis-pressionam-inflacao/ IPCA-15 tem maior alta para o mês de julho desde 2004, com pressão dos preços da energia elétrica e dos combustíveis

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Considerado a prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15 teve alta de 0,72% em julho, segundo divulgou nesta sexta-feira (23) o IBGE. O resultado veio acima da expectativa dos analistas, que apostavam em uma alta de 0,64%, de acordo com sondagem da Reuters.

O indicador foi puxado principalmente pelo aumento de 4,79% da energia. O custo adicional para os brasileiros veio com a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que está em vigor. Em junho, o governo reajustou em 52% o valor adicional da bandeira tarifária, que passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh.

Conta de energia pesou na prévia da inflação no mês de julho, com a bandeira vermelha patamar 2 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Pesou nas contas das famílias neste início do mês também o preço dos combustíveis. Apesar de uma desaceleração no ritmo de alta, o aumento da  da gasolina de 0,50% acabou pesando no resultado do IPCA-15. Em 12 meses, o combustível já subiu 40,32%.

Além da energia e da gasolina, o resultado da prévia da inflação foi pressionado também pela alta nos preços do gás de botijão (3,69%) e do gás encanado (2,79%). O combo fez com que a inflação do grupo Habitação subisse 2,14%. 

Outro destaque na pesquisa foi o grupo de Transportes. A alta foi de 1,07%, com a disparada dos preços das passagens aéreas em 35,64%, diante do início de recuperação do movimento aéreo no país.

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas dois tiveram queda: saúde e cuidados pessoais (-0,24%) e comunicação (-0,04%). O grupo de alimentação e bebidas teve alta de 0,49%, com destaque para as altas do leite longa vida (4,09%), do frango em pedaços (3,09%), das carnes (1,74%) e do pão francês (1,81%).

Impacto nos mais pobres 

Em entrevista ao MyNews Investe, a professora de finanças da FAAP, Virginia Prestes, destaca que a inflação afeta em especial a população mais pobre. “Principalmente porque a gente está falando da inflação de alimentos, no ano passado, e agora de custos de Habitação, que afeta todo mundo, mas em especial as pessoas de menor renda porque basicamente toda a renda é destinada aos custos de subsistência”, avalia.

MyNews Investe é um programa diário do Canal MyNews. O programa começa ao meio-dia, com apresentação de Juliana Causin e convidados

Com o resultado de julho, o IPCA-15 acumula alta de 8,59% em 12 meses. O nível de inflação eleva a pressão para a subida de juros pelo Banco Central, que trabalha com o teto da meta da inflação a 5,25%. “Se a inflação continuar acelerando a gente deve ver inclusive aumento das taxas de juros, inclusive além do que o mercado está esperando, que é em torno de 7% no fim do ano”, diz.


Leia também – Brasileiros vivem com saúde financeira ‘no limite’, aponta índice do Banco Central

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Depois de aumento de preços, brasileiro pode enfrentar desabastecimento de combustíveis https://canalmynews.com.br/economia/depois-aumento-precos-brasileiro-enfrentar-desabastecimento-combustiveis/ Mon, 18 Oct 2021 13:43:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/depois-aumento-precos-brasileiro-enfrentar-desabastecimento-combustiveis/ Entidade que representa as distribuidoras regionais de combustíveis diz que Petrobras tem feito cortes unilaterais na entrega de produtos pedidos para novembro

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Tom Jobim sempre esteve certo. “O Brasil não é para principiantes.” Os brasileiros, que já convivem com o litro da gasolina beirando os R$ 7 e o botijão de gás de cozinha bem acima dos R$ 100, agora podem ter que encarar um desabastecimento de combustíveis. O alerta foi disparado pela Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom), entidade que representa as distribuidoras regionais no país.

A Brasilcom divulgou um comunicado afirmando que a Petrobras tem feito cortes unilaterais na entrega de produtos pedidos para novembro. Os avisos dos cortes às distribuidoras teriam começado no último dia 11 e as restrições valeriam para a gasolina e o óleo diesel. Em alguns casos, as reduções nas entregas chegam a mais de 50% do volume solicitado pela distribuidora para a compra.

Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março.
Empresas distribuidoras dizem que Petrobras não está dando conta da demanda e tem feito cortes na entrega de produtos para o mês de novembro/Foto: Pedro França (Agência Senado).

As empresas dizem que a Petrobras não está dando conta de atender a demanda. A solução seria importar. Seria. De acordo com a Brasilcom, existe uma “impossibilidade de compensar essas reduções de fornecimento por meio de contratos de importação”. E a justificativa é simples. Os preços praticados pela estatal – altíssimos para os brasileiros – ainda estão defasados na comparação com o mercado internacional.

Um levantamento realizado pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) aponta que essa defasagem entre os preços nas refinarias da Petrobras e o que se cobra lá fora chega a 13% para a gasolina e a 17% para o óleo diesel. Em reais, a diferença seria de R$ 0,42 para o litro da gasolina e de R$ 0,60 para o litro do óleo diesel. Desta forma, os importadores simplesmente não trazem os produtos do exterior para não terem prejuízo.

A Abicom também passou a alertar para a possibilidade real de desabastecimento. Já a Brasilcom diz que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) foi comunicada do potencial problema. Para tentar contornar o problema, a Petrobras pode ter que partir para novos aumentos nos preços dos combustíveis no Brasil, na tentativa de igualar os valores aos praticados no exterior.

“A petroleira se vê cada vez mais pressionada para que abra a janela de importação através de aumento do preço (dos combustíveis)”, destaca o Panorama Pronto, boletim da Pronto Combustíveis, consultoria que monitora índices nacionais e internacionais, assim como o mercado de combustíveis para postos bandeira branca.

Gasolina já subiu 36% este ano e o diesel aumentou 37%

De uma forma ou de outra, com desabastecimento ou reajuste de preços, a conta deve acabar sendo paga pelos consumidores. Não custa lembrar que, somente em 2021, de acordo com dados da ANP, a gasolina já subiu 36%. O óleo diesel, por sua vez, aumentou 37% desde 1º de janeiro.

Petrobras nega problemas com a distribuição de combustíveis

Em nota, a Petrobras nega qualquer anormalidade na distribuição. “A Petrobras esclarece que as suas refinarias estão operando normalmente e segue atendendo integralmente os contratos com as distribuidoras, de acordo com os termos e prazos vigentes”, diz o comunicado da petrolífera.

A estatal enfrentou uma semana tumultuada. Na quarta (13), a Câmara dos Deputados aprovou o texto principal do projeto que fixa o ICMS incidente sobre os combustíveis. Teve também o ministro Paulo Guedes falando nos Estados Unidos que poderia vender ações da petrolífera e usar o ganho para custear programas sociais. E, na manhã desta quinta (14), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que “tem vontade de privatizar a Petrobras”.

Veja a íntegra do MyNews Investe, no Canal MyNews. De segunda a sexta, em três edições diárias, com apresentação da jornalista Thais Skodowski

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Que fatores influenciam o preço final da gasolina? https://canalmynews.com.br/economia/fatores-influenciam-preco-final-gasolina/ Mon, 30 Aug 2021 21:10:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fatores-influenciam-preco-final-gasolina/ A gasolina chegou a R$ 7 em alguns estados e está pesando no bolso do brasileiro. Mesmo para quem não tem carro, o preço do combustível tem impacto no transporte de produtos e alimentos e acaba influenciando diversos setores da economia

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A gasolina chegou a R$ 7 em alguns estados e está pesando no bolso do brasileiro. Mesmo para quem não tem carro, o preço do combustível tem impacto no transporte de produtos e alimentos e acaba influenciando diversos setores da economia. A gasolina abastece pelo menos 60% dos carros que circulam no país e, apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, a política de preços adotada pela Petrobras desde julho de 2017 segue a flutuação do barril de petróleo no mercado internacional e a variação cambial do dólar americano.

Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março.
Preço da gasolina já foi reajustado nove vezes em 2021. Alta tem impacto no índice de inflação do país (Agência Senado).

Então, toda vez que o dólar sobre ou o preço do petróleo internacional sobem, a gasolina no Brasil também sofre um reajuste. A política adotada pela estatal brasileira recuperou as contas da Petrobras, mas tem afetado diretamente a economia do país e o custo de diversos produtos – incluindo alimentos e itens de primeira necessidade. Apenas em 2021, a gasolina aumentou 51% nas refinarias e já foram nove reajustes aplicados ao produto, resultando num preço final 27,6% mais alto do que em dezembro de 2020.

Também influenciam o preço do combustível os impostos. São 15% de Cide, PIS/Pasep e Cofins e em média 29% de ICMS, dependendo do estado. Em Santa Catarina o imposto sobre combustíveis é 25%, enquanto no Rio de Janeiro, é 34%. Além disso, também pesam também a alta do preço do etanol anidro – que no Brasil é adicionado à gasolina na proporção de 27%; o custo do transporte, a logística para o produto chegar aos postos de combustíveis em todo o país e os custos e os lucros das distribuidoras e dos postos.

Assista ao vídeo sobre a composição do preço da gasolina no MyNews Explica, com Gabriela Lisbôa, no Canal MyNews

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Petrobras anuncia aumento do preço da gasolina nas refinarias https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-anuncia-aumento-do-preco-da-gasolina-nas-refinarias/ Thu, 12 Aug 2021 17:09:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-anuncia-aumento-do-preco-da-gasolina-nas-refinarias/ Medida corresponde ao nono reajuste de valor em 2021. Gasolina da Petrobras já subiu 51% este ano

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Passa a valer nesta quinta-feira (12) o reajuste de 3,3% no preço médio da gasolina, anunciado ontem pela Petrobras – o valor do litro do combustível nas refinarias subiu de R$ 2,69 para R$ 2,78.

Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, no Rio Grande do Norte.
Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, no Rio Grande do Norte. Foto: Divulgação (Petrobras)

O aumento corresponde à segunda correção realizada pela estatal em menos de cinco meses, período em que o general da reserva Joaquim Silva e Luna responde como presidente da estatal (a posse foi formalizada no dia 19 de março). No acumulado do ano, a gasolina produzida pela Petrobras já subiu cerca de 51%.

O preço médio do diesel, que em 2021 soma um crescimento de 40%, não sofreu alteração.

O repasse dessa revisão ao consumidor final não é garantido. O acréscimo nas bombas, no entanto, deve ser constatado por vias indiretas, como a margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.


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Petrobras anuncia reajuste de 39% no gás natural https://canalmynews.com.br/mais/petrobras-anuncia-reajuste-de-39-no-gas-natural/ Mon, 05 Apr 2021 17:40:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-anuncia-reajuste-de-39-no-gas-natural/ Novos valores estão ligados à cotação internacional do petróleo e à taxa de câmbio. Abegás critica alteração e diz entender “o desconforto dos consumidores”

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A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (5) que, a partir de 1º de maio, irá aumentar o preço de venda do gás natural para as distribuidoras, responsáveis por comercializar o produto para os consumidores na ponta. Em relação ao último trimestre, o reajuste será de 39% em R$ por metro cúbico – aferido em US$/MMBtu, a alta será de 32%.

Em nota oficial, a estatal explicou que a “variação decorre da aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio. As atualizações dos preços dos contratos são trimestrais. Para os meses de maio, junho e julho, a referência são os preços dos meses de janeiro, fevereiro e março. Durante esse período, o petróleo teve alta de 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais. Além disso, os preços domésticos das commodities tiveram alta devido à desvalorização do real.”

Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, gasoduto brasileiro que liga o Pólo Arara, localizado na região petrolífera de Urucu, à Refinaria Isaac Sabbá, em Manaus.
Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, gasoduto brasileiro que liga o Pólo Arara, localizado na região petrolífera de Urucu, à Refinaria Isaac Sabbá, em Manaus. Foto; Divulgação (Petrobras).

O gás é considerado um insumo fundamental para indústrias e termoelétricas, além de servir como matéria-prima, por exemplo, para produção de fertilizantes – em residências e comércios, é utilizado para o aquecimento ambiental e de água; nos automóveis, pode substituir os combustíveis gasolina, álcool e diesel.

O repasse ao usuário final varia de acordo com a legislação de cada estado, que é estabelecido por reajuste automático ou por revisões tarifárias aprovadas pelas agências reguladoras locais. De qualquer modo, o gás canalizado deve ser fortemente impactado pela taxa inflacionária de maio. Somente em 2021, a Petrobras já reajustou a gasolina em 46,2%, o diesel em 41,6% e o gás liquefeito de petróleo (GLP, utilizado nos botijões comerciais) em 17%.

Críticas da Abegás

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) divulgou uma nota, também nesta segunda, afirmando que o reajuste de preços ao consumidor não ocasionará “qualquer ganho” para as companhias, uma vez que o repasse será tabelado de acordo com a nova porcentagem, sem que haja margens para lucros.

“Os aumentos no preço do gás natural não trazem benefícios para as distribuidoras, ao contrário, acabam tirando competitividade do gás natural em relação a outras fontes de energia como a gasolina, óleo combustível, GLP e eletricidade”, explica a entidade em um trecho do informe, que complementa dizendo compreender “o desconforto dos consumidores com aumentos significativos como o que vai ocorrer em maio”.

A associação esclarece que, em média, 17% do preço pago pelo consumidor retornam às distribuidoras, percentual correspondente aos investimentos instaurados em expansão de rede e remuneração pela prestação dos serviços. O peso maior é o da molécula do gás vendida pela Petrobras, que, acrescido pelo transporte, representa 59% do total pago pelo consumidor na conta de gás canalizado – os 24% restantes são tributos federais e estaduais.

O comunicado diz ainda que “os aumentos no preço do gás natural não trazem benefícios para as distribuidoras, ao contrário, acabam tirando competitividade do gás natural em relação a outras fontes de energia como a gasolina, óleo combustível, GLP e eletricidade”, e que “para combater esse tipo de situação defende uma maior concorrência na oferta de gás e maiores investimentos no segmento de transporte e em toda a infraestrutura do gás”.

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Petrobras sobe preços de combustíveis mais uma vez https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-sobe-precos-de-combustiveis-mais-uma-vez/ Mon, 01 Mar 2021 16:12:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-sobe-precos-de-combustiveis-mais-uma-vez/ No ano, é a quinta alta da gasolina e a sexta do diesel. Elevações fizeram Bolsonaro trocar comando da estatal

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A Petrobras anunciou mais uma elevação nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. O reajuste entra em vigor nesta terça-feira (02). A alta foi de 4,8% no preço médio da gasolina, o equivalente a R$ 0,12 por litro. Já o diesel teve aumento de 5%, de R$ 0,13 por litro.

Esta é a quinta alta no preço da gasolina e a quarta do valor do diesel em 2021. No ano, a gasolina acumula alta de 41,3% e o diesel 34,16%. Em dezembro, o litro da gasolina custava em média R$ 1,84 e o diesel R$ 2,02. Agora, os valores são, respectivamente, R$ 2,60 e R$ 2,71 por litro.

Por decreto presidencial, postos de combustíveis devem informar a composição dos preços cobrados.
Por decreto presidencial, postos de combustíveis devem informar a composição dos preços cobrados. Foto: Roberto Parizotti (Fotos Públicas).

Além da elevação dos combustíveis, a Petrobras anunciou que o gás de cozinha também vai ficar mais caro. A alta é de 5%, média de R$ 1,90 para o botijão de 13kg, que chegou a R$ 39,69.

As consecutivas altas nos preços fizeram com que o presidente Jair Bolsonaro trocasse o comando da Petrobras. O presidente indicou o general Joaquim Silva e Luna para a vaga de Roberto Castello Branco, que fica no cargo até o dia 20 de março.

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Troca no comando da Petrobras será “suave e eficiente”, diz Castello Branco https://canalmynews.com.br/mais/atual-gestao-da-petrobras-contribuira-para-a-troca-de-comando-na-estatal/ Thu, 25 Feb 2021 19:38:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/atual-gestao-da-petrobras-contribuira-para-a-troca-de-comando-na-estatal/ Presidente da estatal disse que vai ajudar na transição para Silva e Luna, indicado de Bolsonaro

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A atual diretoria da Petrobras vai contribuir com a troca de gestão para que o processo transcorra de maneira “suave e eficiente”. A afirmação é do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, que fica no cargo até 20 de março.

A manifestação de Castello Branco foi a primeira após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicar o general Joaquim Silva e Luna para o comando da Petrobras. A decisão foi tomada após consecutivos reajustes nos preços dos combustíveis.

Atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que contribuirá para uma transição de poder "suave e eficiente".
Atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que contribuirá para uma transição de poder “suave e eficiente”. Foto: Tânia Rêgo (Agência Brasil).

Em videoconferência, o executivo disse que vai manter as estratégias adotadas até o fim do mandato no mês que vem.

“Nós continuamos a trabalhar normalmente pelo menos até 20 de março, o que estamos fazendo não mudará… inclusive no que diz respeito a paridade nos preços de importação”, afirmou.

A reunião foi convocada para apresentação dos resultados da empresa em 2020. Ao abrir o evento, Castello Branco falou que a estratégia traçada pela atual coordenação jamais deixou de ser a diretriz administrativa, defendendo, em seguida, a política de taxação de preços praticadas pela petroleira.

“Desde janeiro de 2019, quando eu tomei posse na presidência da Petrobras, nós começamos a implementar uma estratégia que foi seguida à risca. Rigorosamente. Não nos desviamos em nenhum momento dela”.

Destacando a necessidade de seguir flutuação mundial das importações referentes ao setor – tendo em vista que se trata de commodities internacionais e que grande parcela da dívida da Petrobras é em dólar –, o gestor afirmou ser “surpreendente, em pleno século 21, dedicarmos tanto tempo à discussão sobre regra da paridade de importação de combustíveis”. Segundo ele, os preços abaixo do mercado internacional produzem “consequências negativas”.

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Em críticas à Petrobras, Bolsonaro diz que vai zerar imposto sobre diesel https://canalmynews.com.br/mais/bolsonaro-critica-petrobras-e-retira-impostos-sobre-diesel/ Fri, 19 Feb 2021 14:53:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-critica-petrobras-e-retira-impostos-sobre-diesel/ Presidente criticou administração da petroleira e afirmou que nos próximos dias ‘alguma coisa vai acontecer na Petrobras’

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou a Petrobras pelas altas consecutivas no preço dos combustíveis, e afirmou que vai retirar, por dois meses, os impostos federais sobre o diesel e, por tempo indeterminado, sobre o gás de cozinha. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (18) durante uma transmissão do presidente nas redes sociais.

“A partir de 1º de março não haverá qualquer imposto federal no diesel. Nesses dois meses, vamos estudar uma maneira definitiva de zerar esse imposto até para ajudar a contrabalancear esse aumento excessivo da Petrobras”, declarou Bolsonaro.

Caminhoneiros articulam greve para requisitar a diminuição no preço do diesel.
Caminhoneiros articulam greve para requisitar a diminuição no preço do diesel. Foto: Pedro França (Agência Senado).

E acrescentou: “Hoje à tarde, reunido com a equipe econômica, tendo à frente o ministro Paulo Guedes, decisão nossa: a partir de 1º de março agora, não haverá mais qualquer tributo federal no gás de cozinha, ad eternum“.

O presidente reafirmou também a autonomia da petroleira referente à tomada de decisões administrativas, dizendo que não pode interferir na estatal. Na sequência, porém, indicou que pode operar mudanças na empresa, mas não as citou diretamente.

“Se bem que alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias. Tem que mudar alguma coisa. Vai acontecer”, afirmou.

Sem mencionar nomes, Bolsonaro acentuou sua desaprovação mediante a gestão da Petrobras, críticas compreendidas como alusões ao comando do presidente da empresa, Roberto Castello Branco, que, no começo do mês, se reuniu com os ministros Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), além do próprio presidente da República.

“Se você vai pra cima da Petrobras, ela fala: ‘opa, não é obrigação minha’. Ou como disse o presidente da Petrobras outro dia: ‘eu não tenho nada a ver com caminhoneiro, aumento o preço’”, queixou-se Bolsonaro. No final de janeiro, ao ser questionado acerca de uma possível greve dos caminhoneiros, Castello Branco alegou que “este é um problema que não é da Petrobras”.

Outra crítica mencionada pelo presidente foi dirigida à Agência Nacional de Petróleo (ANP), caracterizada como ineficaz: “Eu não posso chamar atenção da Agência Nacional de Petróleo, porque é independente, mas tem atribuição também. Não faz nada.”

A assessoria da Petrobras informou que não comentará as declarações de Bolsonaro.

Alta nos preços

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (18) um novo aumento nos preços médios de venda da gasolina e do diesel, que entrou em vigor nesta sexta-feira (19). O valor de distribuição da gasolina para as refinarias da empresa passará a ser de R$ 2,48 por litro (aumento médio de R$ 0,23), e do diesel, R$ 2,58 por litro (elevação de R$ 0,34).

É a quarta alta consecutiva nos preços da gasolina, e a terceira no valor do diesel. Com o reajuste, os combustíveis acumulam desde o início do ano, respectivamente, altas de 34,78% e 27,72%.

De acordo com a pesquisa semanal da ANP, nas bombas, a gasolina já está 5,8% mais cara desde a primeira semana de 2021, comercializada a R$ 4,833 na média; o diesel era vendido a R$ 3,875.

Em nota oficial, a Petrobras afirma que mantém o alinhamento dos preços em relação ao praticado no mercado internacional, fator “fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

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Petrobras sobe preço dos combustíveis mais uma vez https://canalmynews.com.br/mais/petrobras-anuncia-novo-aumento-nos-combustiveis/ Thu, 18 Feb 2021 20:09:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-anuncia-novo-aumento-nos-combustiveis/ Em 2021, preço da gasolina acumula altas que somam 34%. Já valor do diesel subiu 27%

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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (18) um novo aumento nos preços médios de venda da gasolina e do diesel, que entrará em vigor a partir desta sexta-feira (19). O valor de distribuição da gasolina para as refinarias da empresa passará a ser de R$ 2,48 por litro (aumento médio de R$ 0,23), e do diesel, R$ 2,58 por litro (refletindo alta de R$ 0,34).

É a quarta alta consecutiva nos preços da gasolina, e a terceira no valor do diesel. Com o reajuste, os combustíveis acumulam desde o início do ano, respectivamente, altas de 34,78% e 27,72%.

Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833.
Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833. Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

De acordo com a pesquisa semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nas bombas, a gasolina já está 5,8% mais cara desde a primeira semana de 2021, comercializada a R$ 4,833 na média; o diesel era vendido a R$ 3,875.

Em nota oficial, a Petrobras afirma que mantém o alinhamento dos preços em relação ao praticado no mercado internacional, fator “fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

Os preços internacionais do petróleo atingiram nesta quarta-feira (17) os maiores percentuais desde janeiro do ano passado. O barril do tipo Brent fechou em alta de 1,6% (US$ 61,14), enquanto o petróleo dos Estados Unidos – WTI – cresceu 1,8% (US$ 61,14).

“O preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 17% inferior à média global e ocupa a 56ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 111 países”, aponta a companhia. “Em ambos os casos, os preços médios no Brasil estão abaixo dos preços registrados no Chile, Argentina, Peru, Canadá, Alemanha, França e Itália”.

Inflação

Na segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de fevereiro, conduzida e publicada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a inflação da gasolina mais do que dobrou.

A crescente é notada tanto nos preços ao consumidor, que passou de 1,67% em janeiro para 3,65% em fevereiro, quanto ao produtor, que após sentir a alta de 5,46% no mês passado, enfrenta, agora, a subida de 13,47%.

Denominado ‘inflação do aluguel’, por ser empregado no reajuste da maioria dos contratos de locação imobiliária, o IGP-M ficou em 2,29% na segunda prévia de fevereiro, percentual abaixo dos 2,37% indicados em janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, o índice passou de 25,46% para 28,64%.

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Bolsonaro critica mercado financeiro por causa de preço dos combustíveis https://canalmynews.com.br/mais/bolsonaro-critica-mercado-financeiro/ Fri, 12 Feb 2021 19:12:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-critica-mercado-financeiro/ Em live, presidente afirmou que mercado fica “irritadinho” por “qualquer negocinho”. Ele aguarda um parecer do Ministério da Economia sobre preços

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou as reações do mercado financeiro frente à atuação do governo na taxação de preço dos combustíveis.

“Pessoal, se o Brasil não tiver um rumo, todo mundo vai perder. Vocês também, pô. Então vamos deixar de ser irritadinhos que não vai levar a lugar nenhum. A gente está buscando soluções. Uma das maneiras de nós diminuirmos o preço do combustível é se o dólar cair aqui dentro. Mas qualquer negocinho, qualquer boato na imprensa, está aí esse mercado nosso, irritadinho. Aí sobe o dólar. Todo mundo perde com isso, pessoal”, afirmou o presidente nesta quinta-feira (11) em uma live.

Presidente Jair Bolsonaro em live semanal.
Presidente Jair Bolsonaro em live semanal. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

De acordo com Bolsonaro, o Governo Federal aguarda um parecer do Ministério da Economia, previsto para esta sexta-feira (12), que apresentará um projeto referente à cobrança de ICMS (imposto estadual) sobre combustíveis. O mandatário disse ainda que planeja apresentar uma lei complementar capaz de definir a tributação de combustíveis e lubrificantes diretamente nas refinarias ou, com um preço fixo, na bomba.

“Tem um conselho fazendário aí, o Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária]. Queremos que o Confaz decida qual o percentual vai incidir em cima do litro dos combustíveis ou o valor fixo, em real, que vai constar para cada litro de combustíveis a título de ICMS”, explicou.

Sem previsão de data, o presidente confirmou que pretende editar um decreto demandando o detalhamento dos tributos que incidem diretamente sobre os combustíveis: “É um direito de todos vocês saberem quanto de imposto se paga em qualquer mercadoria. A gente vai exigir, via decreto, dos postos de gasolinas: você vai abastecer seu carro, seja diesel, álcool, gasolina, você vai olhar, vai ter uma placa lá dizendo o seguinte: ‘preço na refinaria’”.

​Na mesma live, Bolsonaro retomou sua disposição de reduzir o PIS/Cofins (imposto federal), que também recai sobre o preço dos combustíveis. Nessa fala, ele voltou a criticar a reação do mercado financeiro.

“Nós queremos tratar da diminuição dos impostos num clima de tranquilidade e não num clima conflituoso no Brasil. E o pessoal do mercado, qualquer coisa que se fala aqui, vocês ficam aí irritadinhos na ponta da linha, né. Sobe dólar, cai a Bolsa. Pessoal, se o Brasil aí não tiver um rumo, todo o mundo vai perder. Vocês também, pô”.

O chefe do Executivo reiterou ainda que o mercado nacional também protesta quando se fala em um possível retorno do auxílio emergencial. “Quando se fala em discutir por mais alguns meses, poucos meses, a prorrogação do auxílio emergencial o mercado ficar se comportando dessa forma que está aí. ‘Ah, vamos dar um sinal para eles de que não queremos isso’. Pessoal, vocês sabem o que é passar fome?”, questionou. “Vocês sabem a necessidade que esse povo passa para simplesmente não estender a mão numa hora de necessidade? Nós sabemos.”

Mercado doméstico e internacional

O economista da USP Paulo Feldman criticou a postura de Bolsonaro.

“O estilo do presidente é de criticar tudo e todos, quando o criticam. Mas na verdade, é uma hipocrisia muito grande tudo isso, porque o presidente tem feito exatamente o jogo do mercado, que, por sua vez, tem recebido tudo aquilo que almeja. Essa crítica, então, é mais para o público geral, porque se há um relacionamento muito bom nesse país, é o do mercado com o presidente da República – principalmente passando pelo ministro Paulo Guedes, herói mor do mercado”, afirmou.

Feldman destacou a configuração do mercado nacional e como é a composição do preço dos combustíveis.

“O preço do petróleo é internacional, definido pelos grandes produtores (países árabes, Venezuela, Rússia etc.). Logo no início da pandemia, houve uma queda brusca no movimento econômico mundial, que impactou fortemente o petróleo, derrubando radicalmente o preço do barril. Agora, o petróleo, acompanhando o crescimento mundial da economia, está voltando a ser procurado… O Brasil não pode ter um preço diferente aqui dentro do preço lá fora. Somos um importante produtor, mas importamos bastante também, temos que praticar o preço internacional aqui dentro”, finalizou.

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