Arquivos Copom - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/copom/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 01 Nov 2023 10:10:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Copom decide nesta quarta corte dos juros básicos da economia https://canalmynews.com.br/brasil/copom-decide-nesta-quarta-corte-dos-juros-basicos-da-economia/ Wed, 01 Nov 2023 10:09:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40994 Segundo a edição mais recente do boletim Focus, taxa básica deve realmente cair 0,5 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (1º) o tamanho do corte na taxa básica de juros, a Selic. Mesmo com a recente alta do dólar e com os juros altos nos Estados Unidos, o órgão deve reduzir a Selic, atualmente em 12,75% ao ano, para 12,25% ao ano. Esse será o terceiro corte desde agosto, quando a autoridade monetária interrompeu o ciclo de aperto monetário.

Nos comunicados das últimas reuniões, o Copom tinha informado que os diretores do BC e o presidente do órgão, Roberto Campos Neto, tinham previsto, por unanimidade, cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos encontros.

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Mercado reduz previsão da inflação de 4,75% para 4,65% este ano

Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve realmente cair 0,5 ponto percentual, embora algumas instituições projetem corte de 0,25 ponto. A expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerre o ano em 11,75% ao ano. Nesta quarta-feira, ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão.

Inflação
Na ata da última reunião, em setembro, o Copom mostrou preocupação com a incerteza no mercado financeiro. O colegiado também apontou riscos de um eventual repique, perto do fim do ano, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial.

O Copom avaliou que parte da incerteza observada nos mercados, com reflexo nas expectativas de inflação, está em torno da capacidade do governo de executar as medidas de receita e despesas compatíveis com o arcabouço fiscal. No mercado internacional, a perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos e a guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas dificultam a tarefa do BC de baixar os juros em 0,5 ponto.

Para o BC, a redução das expectativas da inflação virá por meio de “uma atuação firme, em consonância com o objetivo de fortalecer a credibilidade e a reputação tanto das instituições quanto dos arcabouços econômicos”. Com a forte desaceleração dos índices de preços nos últimos meses, as expectativas de inflação têm caído.

Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2023 passou de 4,65% para 4,63%. Isso representa inflação dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de até 4,75% para este ano.

Em setembro, puxado pela gasolina, o IPCA ficou em 0,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a pressão dos combustíveis, o indicador ficou dentro das expectativas do boletim Focus. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 3,5% no ano e de 5,19% nos últimos 12 meses.

Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta
Para 2023, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior é 4,75%. Para 2024 e 2025, as metas são de 3% para os dois anos, com o mesmo intervalo de tolerância. A meta para 2026 será definida neste mês.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2023 em 5%, o que indica a possibilidade de leve estouro da meta de inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de dezembro.

Assista:
O que é estagflação? | Copom | Juros

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Meta fiscal demonstra seriedade com contas públicas, diz Haddad https://canalmynews.com.br/economia/meta-fiscal-demonstra-seriedade-com-contas-publicas-diz-haddad/ Fri, 22 Sep 2023 11:48:14 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39927 Ministro almoçou com presidente do BC um dia após reunião do Copom

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Perseguir a meta fiscal representa um compromisso do governo com as contas públicas, disse nesta quinta-feira (21), em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele não manifestou contrariedade com o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) da quarta-feira (20), que apontou a necessidade de cumprimento das metas fiscais para que o Banco Central continue a reduzir os juros.

“Perseguir a meta fiscal, como diz o comunicado, é uma coisa importante porque demonstra a seriedade do país com as contas públicas. E a situação do Brasil é mais confortável que a de outros países que estão em situação muito mais dramática desse ponto de vista e não estão conseguindo acertar as contas”, declarou Haddad, ao deixar o ministério.

No comunicado após a reunião que reduziu os juros básicos da economia para 12,75% ao ano, o Copom advertiu que uma eventual mudança da meta fiscal para o próximo ano teria impacto sobre a política de juros.

“Tendo em conta a importância da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária, o comitê reforça a importância da firme persecução dessas metas”, destacou o comunicado.

O novo arcabouço fiscal estabelece uma meta de resultado primário zero para o próximo ano, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, podendo chegar a um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) ou déficit na mesma magnitude.

Congresso
O ministro da Fazenda ressaltou que a parceria com o Congresso Nacional será importante para cumprir a meta estabelecida. Nos últimos meses, o Poder Executivo enviou uma série de medidas provisórias e projetos de lei que visam reduzir ou extinguir benefícios fiscais concedidos nos últimos anos e aumentar a arrecadação do governo, que precisará de R$ 128 bilhões no próximo ano para cumprir a meta de resultado primário zero.

“Com apoio do Congresso, tenho certeza de que vamos avançar no sentido correto de não aprovar novas despesas, não aprovar novas desonerações e fazemos o que precisa ser feito para corrigir as distorções tributárias que o Brasil acumulou ao longo dos últimos anos. São distorções, injustiças que não trouxeram nenhum benefício social e causaram uma erosão da base fiscal do Estado brasileiro”, afirmou.

Campos Neto
Horas após chegar de Nova York, onde participou da Assembleia Geral das Nações Unidas e promoveu a agenda de transição ecológica do Brasil a investidores, acadêmicos e autoridades, Haddad almoçou com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O ministro classificou o encontro como rotineiro.

“São almoços periódicos que a gente tem. Ou antes ou depois [do Copom], mas já estava marcado há algum tempo. Sempre trocamos informações técnicas. Em toda reunião, passo para ele a percepção que a Fazenda tem sobre a economia, do que está acontecendo, e ele faz a mesma coisa do ponto de vista do Banco Central. A gente tenta alinhar as informações para tomar as melhores decisões para o futuro”, disse.

Haddad afirmou ter conversado com Campos Neto sobre a turbulência no mercado internacional após o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) ter indicado que poderá aumentar os juros básicos nos Estados Unidos num futuro próximo, mesmo não tendo mexido nas taxas no encontro dessa quarta-feira. O tom do comunicado fez o dólar subir em todo o planeta nesta quinta-feira.

“Estamos sempre preocupados com o que está acontecendo no mundo. Hoje, tivemos nos Estados Unidos uma notícia ruim do ponto de vista dos juros de longo prazo. Ontem mesmo, falei com a Janet Yellen [secretária do Tesouro dos Estados Unidos] sobre esse tema. Então, estamos acompanhando as coisas que estão se passando e vamos construir o caminho”, comentou o ministro.

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BC dá “bom sinal” ao confirmar novas quedas na Selic, diz secretário https://canalmynews.com.br/economia/bc-da-bom-sinal-ao-confirmar-novas-quedas-na-selic-diz-secretario/ Thu, 21 Sep 2023 12:31:26 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39895 Dario Durigan, disse que Copom deu um bom sinal ao confirmar que continuará a reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 0,5 ponto percentual

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Ministro interino da Fazenda durante a viagem de Fernando Haddad a Nova York, o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, disse que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deu um bom sinal ao confirmar que continuará a reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 0,5 ponto percentual. Segundo ele, o comunicado emitido logo após a reunião traz previsibilidade para os agentes econômicos.

“Com a sinalização de que essa queda vai seguir nas próximas reuniões, isso dá uma tranquilidade grande para o mercado, uma boa sinalização”, disse Durigan ao comentar a queda da Taxa Selic de 13,25% para 12,75% ao ano.

O secretário-executivo ressaltou que o governo recebeu de maneira “muito positiva” a decisão do BC e que o governo continuará a trabalhar para controlar as contas públicas, enquanto a autoridade monetária prossegue com o ciclo de redução dos juros. “Esperamos seguir fazendo nosso esforço, harmonizando a política fiscal, para que a política monetária siga nessa tendência, que é muito positiva para o país”, comentou.

Para Durigan, outro fato que emite bom sinal ao mercado foi o Copom ter decidido de forma unânime pelo corte de 0,5 ponto. Na reunião de agosto, o colegiado reduziu a Selic na mesma magnitude, mas com placar de 5 a 4, com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, desempatando a votação.

Na ata do encontro do mês passado, o Copom explicou que os quatro membros que tinham votado por um corte de 0,25 ponto divergiam apenas em relação ao início do ciclo de corte dos juros. Eles queriam que a redução fosse menor em agosto, mas concordaram em seguir com cortes de meio ponto percentual nas próximas reuniões.

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Copom inicia sexta reunião do ano sob expectativa de corte nos juros https://canalmynews.com.br/economia/copom-inicia-sexta-reuniao-do-ano-sob-expectativa-de-corte-nos-juros/ Tue, 19 Sep 2023 12:28:26 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39795 Taxa Selic, em 13,75% ao ano, deve cair em 0,5 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa nesta terça-feira (19), em Brasília, a sexta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Por causa da forte queda da inflação nos últimos meses, o órgão deve reduzir a Selic, atualmente em 13,25% ao ano, para 12,75% ao ano. Esse será o segundo corte desde agosto, quando a autoridade monetária interrompeu o ciclo de aperto monetário.

No comunicado da última reunião, no início de agosto, o Copom informou que os diretores do BC e o presidente do órgão, Roberto Campos Neto, tinham previsto, por unanimidade, cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos encontros.

Segundo a edição mais recente do Boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica realmente cairá 0,5 ponto percentual, embora algumas instituições projetem corte de até 0,75 ponto. A expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerre o ano em 11,75% ao ano. Nesta quarta-feira (20), ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão.

Inflação
Na ata da última reunião, o órgão também informou que a evolução do cenário econômico e a forte queda da inflação permitiram “acumular a confiança necessária para iniciar um ciclo gradual de flexibilização monetária”. Após uma série de comunicados duros no início do ano, em que não descartava a possibilidade de elevar a Taxa Selic, o Copom mudou de tom por causa do comportamento dos preços.

Apesar do recuo da inflação, o Copom informou que alguns preços ainda estão subindo ou caindo menos que o previsto. De acordo com o órgão, a autoridade monetária reduzirá os juros de forma conservadora.

“Qualquer que fosse a decisão [corte de 0,25 ponto ou corte de 0,5 ponto na reunião passada], era consensual que um cenário com expectativas de inflação com reancoragem apenas parcial, núcleos de inflação ainda acima da meta, inflação de serviços acima do patamar compatível com a meta para a inflação e atividade econômica resiliente requer uma postura mais conservadora ao longo do ciclo de flexibilização da política monetária”, informou a ata da reunião de agosto.

Com a forte desaceleração dos índices de preços nos últimos meses, as expectativas de inflação têm caído. Segundo o último Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras, feita pelo BC, a estimativa de inflação para este ano passou de 4,93% para 4,86%.

Em agosto, puxada por habitação e saúde, o IPCA ficou em 0,23%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de acelerar em relação a julho, o indicador ficou abaixo das previsões por causa da queda do preço dos alimentos. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 3,23% no ano e de 4,61% nos últimos 12 meses.

Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta
Para este ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior é 4,75%. Para 2024 e 2025, as metas são de 3% para os dois anos, com o mesmo intervalo de tolerância. A meta para 2026 será definida neste mês.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária reconhece a possibilidade de leve estouro da meta de inflação neste ano. No documento, a estimativa é que o IPCA atingirá 5% este ano. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.

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Copom mantém novamente juros básicos da economia em 13,75% ao ano https://canalmynews.com.br/economia/copom-mantem-novamente-juros-basicos-da-economia-em-13-75-ao-ano/ Thu, 04 May 2023 09:33:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37425 Decisão divulgada após reunião nesta quarta-feira (3) foi unânime

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O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão divulgada após reunião nesta quarta-feira (3) foi unânime.

“O ambiente externo se mantém adverso. Os episódios envolvendo bancos no exterior têm elevado a incerteza, mas com contágio limitado sobre as condições financeiras até o momento, requerendo contínuo monitoramento. Em paralelo, os bancos centrais das principais economias seguem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas, em um ambiente em que a inflação se mostra resiliente”, destaca o comunicado divulgado pelo Banco Central (BC).

O documento também afirma que, em relação ao cenário doméstico, “o conjunto dos indicadores mais recentes de atividade econômica segue corroborando o cenário de desaceleração esperado pelo Copom, ainda que exibindo maior resiliência no mercado de trabalho”.

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Haddad considera “muito preocupante” comunicado do Copom

“A inflação ao consumidor, assim como suas diversas medidas de inflação subjacente, segue acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação. As expectativas de inflação para 2023 e 2024 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se marginalmente e encontram-se em torno de 6,1% e 4,2%, respectivamente”, acrescenta o comunicado.

A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a sexta vez seguida em que o BC não mexeu na taxa, que permanece nesse nível desde agosto do ano passado. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica, iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o comunicado, a manutenção da taxa considerou entre outros fatores, a persistência das pressões inflacionárias globais, incerteza sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser analisado pelo Congresso Nacional e uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada.

“Por um lado, a reoneração dos combustíveis e, principalmente, a apresentação de uma proposta de arcabouço fiscal reduziram parte da incerteza advinda da política fiscal. Por outro lado, a conjuntura, caracterizada por um estágio em que o processo desinflacionário tende a ser mais lento em ambiente de expectativas de inflação desancoradas, demanda maior atenção na condução da política monetária”, diz o comunicado.

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Haddad considera ‘muito preocupante’ comunicado do Copom https://canalmynews.com.br/economia/haddad-considera-muito-preocupante-comunicado-do-copom/ Thu, 23 Mar 2023 13:07:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36575 Ministro da Fazenda comentou manutenção dos juros em 13,75% ao ano

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O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) é “muito preocupante”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na noite desta quarta-feira (22). Ele comentou a decisão do BC de manter a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano e o tom do comunicado. Ao anunciar a manutenção da taxa, o Copom apontou a possibilidade de novas altas dos juros, se necessário.

“No momento em que economia está retraindo, o Copom chega a sinalizar uma subida da taxa de juros. Lemos com muita atenção, mas achamos que realmente o comunicado preocupa bastante”, declarou Haddad ao deixar o Ministério da Fazenda.

O ministro se disse surpreendido com o comunicado do BC, justamente em um dia em que o governo divulgou novas estimativas que apontam aumento nas receitas e redução do déficit primário em relação ao valor sancionado no Orçamento.

Para Haddad, a divulgação do relatório demonstra o compromisso do governo em reequilibrar as contas públicas. Segundo ele, essa seria uma razão para o BC começar a flexibilizar a política monetária, em vez de endurecer o tom no comunicado.

“Eu considerei o comunicado preocupante, muito preocupante, porque hoje divulgamos relatório bimestral mostrando que nossas projeções de janeiro estão se confirmando sobre as contas públicas”, comentou Haddad.

Harmonia
O ministro disse que repassará as constatações sobre o tom do comunicado do Copom nas próximas reuniões institucionais com o presidente do BC, Roberto Campos Neto. Apesar das divergências com a autoridade monetária, Haddad disse que a relação entre o Ministério da Fazenda o BC deve ser de harmonia e que continuará a ser pautada pela institucionalidade.

“Falei em harmonia desde a primeira entrevista e vou continuar perseverando com esse objetivo. Nunca faltei com respeito com diretor ou com presidente do Banco Central”, afirmou Haddad. “Nós temos relação institucional [com o Banco Central]. Somos órgãos de Estado. Temos satisfação a dar para a população. O BC tem mandato. A lei é clara a respeito dos objetivos do BC”, completou.

Na avaliação de Haddad, os juros altos travam o crédito. O ministro reiterou que a pasta enviará, em abril, medidas para estimular a concessão de empréstimos. “Devemos mandar ainda em abril para a Casa Civil um conjunto de medidas para melhorar o ambiente de crédito”, declarou.

Incertezas
Em comunicado, o Copom informou que o ambiente internacional se deteriorou desde a última reunião do órgão, com bancos em problemas nos Estados Unidos e na Europa e com a inflação na maioria dos países não cedendo. Na economia doméstica, a desaceleração continua, com a inflação acima do teto da meta. O texto menciona incertezas em relação ao futuro arcabouço fiscal em elaboração pelo governo, mas elogia a recente reoneração parcial da gasolina e do etanol.

“Por um lado, a recente reoneração dos combustíveis reduziu a incerteza dos resultados fiscais de curto prazo. Por outro lado, a conjuntura, marcada por alta volatilidade nos mercados financeiros e expectativas de inflação desancoradas em relação às metas em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária”, destacou o comunicado.

“O comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”, encerrou o texto.

Segundo Haddad, o Brasil está numa situação diferente das principais economias internacionais, o que não justifica um aumento da taxa Selic neste momento, mesmo com o Federal Reserve (FED, Banco Central norte-americano) tendo elevado os juros básicos em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (23).

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Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano https://canalmynews.com.br/economia/copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-1375-ao-ano/ Thu, 23 Mar 2023 12:06:17 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36564 Pela quinta vez consecutiva taxa permanece inalterada

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Apesar da desaceleração da economia e das pressões de parte do governo, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Em comunicado, o Copom informou que o ambiente internacional se deteriorou desde a última reunião do órgão, com bancos nos Estados Unidos e na Europa em problemas e com a inflação na maioria dos países não cedendo. Na economia doméstica, a desaceleração continua, com a inflação acima do teto da meta. O texto menciona incertezas em relação ao futuro arcabouço fiscal em elaboração pelo governo, mas elogia a recente reoneração parcial da gasolina e do etanol.

“Por um lado, a recente reoneração dos combustíveis reduziu a incerteza dos resultados fiscais de curto prazo. Por outro lado, a conjuntura, marcada por alta volatilidade nos mercados financeiros e expectativas de inflação desancoradas em relação às metas em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária”, destacou o comunicado. “Nesse cenário, o Copom reafirma que conduzirá a política monetária necessária para o cumprimento das metas.”

A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a quinta vez seguida em que o BC não mexeu na taxa, que permanece nesse nível desde agosto do ano passado. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

De março a junho de 2021, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto do mesmo ano, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro de 2021 até fevereiro de 2022. No ano passado, o Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica, iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o indicador fechou em 5,6% no acumulado de 12 meses. Desde o fim do ano passado, a inflação vem subindo por causa dos alimentos, da reversão parcial das desonerações sobre os combustíveis e de aumentos típicos de início de ano, como gastos com educação e saúde.

O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,75% nem ficar abaixo de 1,75% neste ano.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2023 em 5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras e divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,75%. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,89%.

Crédito mais caro
A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1% para a economia em 2023.

O mercado projeta crescimento menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 0,88% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

 

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Copom inicia sexta reunião do ano para definir juros básicos https://canalmynews.com.br/economia/copom-inicia-sexta-reuniao-do-ano-para-definir-juros-basicos/ Tue, 20 Sep 2022 11:54:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33836 Expectativa é que taxa Selic se mantenha em 13,75% ao ano

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa hoje (20), em Brasília, a sexta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic, e pode manter o aperto monetário com mais um aumento na taxa, mas em menor nível do que nos últimos encontros, quando foi elevada em 0,5 ponto. Amanhã (21), ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão.

Em comunicado após a última reunião, em agosto, o órgão informou que elevaria a taxa em 0,25 ponto nesse encontro de setembro, diante dos riscos de que a inflação fique acima da meta em prazos mais longos. A alta de juros dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa também pode forçar o BC a um novo aumento.

Entretanto, o colegiado está dividido entre uma elevação para 14% ao ano, ou a manutenção da taxa básica em 13,75% ao ano, como espera o mercado financeiro. De acordo com o boletim Focus, a expectativa é que a Selic termine o ano nesse patamar. Além da reunião desta terça e quarta-feira, o Copom tem mais dois encontros em 2022, em outubro e dezembro.

A queda da inflação nos últimos dois meses também reforçou a previsão das instituições financeiras pela manutenção da Selic. Em julho, houve deflação de 0,68% e, em agosto, de 0,36%. Com esse último resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) acumula alta de 4,39% no ano e de 8,73% em 12 meses.

Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Leia também:
Mercado financeiro projeta inflação de 6% em 2022

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, que é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta de inflação
Para 2022, a meta de inflação que deveria ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior é 5%. Para 2023 e 2024, as metas são 3,25% e 3%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária admitiu, oficialmente, o estouro da meta de inflação em 2022. No documento, a estimativa é que o IPCA atingirá 8,8% em 2022. O próximo relatório, já com a contabilização das últimas deflações, será divulgado na semana que vem, dia 29.

A projeção do mercado é de uma inflação fechando o ano em 6%, de acordo com o boletim Focus de ontem (19). Há 12ª semanas consecutivas as instituições financeiras vêm reduzindo a previsão.

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Copom faz sexta reunião do ano nesta semana https://canalmynews.com.br/economia/copom-faz-sexta-reuniao-do-ano-nesta-semana/ Sun, 18 Sep 2022 21:55:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33809 Expectativas se dividem entre manutenção e elevação da Selic

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz a sexta reunião do ano, nesta terça (20) e quarta-feira (21), para definir o destino da taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira. O órgão está dividido entre manter a taxa em 13,75% ao ano ou fazer uma nova elevação, para 14% ao ano.

As expectativas mais recentes das instituições financeiras serão divulgadas amanhã (19), quando o BC publicará a nova edição do boletim Focus. Na pesquisa da semana passada, os analistas de mercado acreditavam na manutenção da taxa até o fim do ano. No entanto, a alta de juros dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa pode forçar o BC a fazer uma nova elevação.

Em comunicado após a última reunião, no início de agosto, o Copom informou que os riscos de que a inflação fique acima das expectativas em prazos mais longos fez que o BC optasse por não encerrar o ciclo de alta da Selic, na ocasião. O texto, no entanto, informou que o Copom deverá reduzir o ritmo de altas, elevando a taxa em 0,25 ponto.

De lá para cá, o registro de duas deflações seguidas, em julho e em agosto, aumentou as expectativas de que o BC encerre o ciclo de alta. A queda dos preços de energia e dos combustíveis fez a inflação oficial ficar abaixo de 10%, nos 12 meses terminados em agosto. A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

Edição: Kelly Oliveira

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O menor risco de crédito com a mais alta taxa de juro, nova alta na Selic https://canalmynews.com.br/economia/tradicao-de-juros-reais-positivos/ Wed, 03 Aug 2022 23:46:11 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32488 Brasil é o paraído da renda fixa com uma longa tradição de juros reais fortemente positivos. Analistas acham que aperto monetário continua

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O Brasil tem uma longa tradição de juros reais fortemente positivos. A pandemia forçou a queda da Selic e rompeu esse hábito. Mas o Banco Central acelerou o passo e os juros certamente ficarão muito acima da inflação em 2023, diz o economista Luis Eduardo de Assis, autor do livro “O Poder das Ideias Erradas”, lançado pelo selo MyNews/Almedina. Nos gráficos abaixo é possível ver a forte queda da taxa Selic desde 1997 e sua volta ascendente a partir de 2021.

Nesta quarta-feira, 3,  o Comitê de Política Monetária (Copom) Banco Central (BC) continuou a apertar os cintos na política monetária. Por unanimidade elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 13,25% para 13,75% ao ano. Foi a 12ª elevação consecutiva da taxa Selic e já era esperada pelos analistas. A última vez em que a taxa ficou no patamar atual foi em dezembro de 2016 e início de janeiro de 2017

Esse foi o 12º reajuste consecutivo na taxa Selic. O BC manteve o ritmo do aperto monetário. Assim como na última reunião, a taxa foi elevada em 0,5 ponto.

Em comunicado, o Copom informou que os riscos de que a inflação fique acima das expectativas em prazos mais longos fez que o BC optasse por não encerrar o ciclo de alta da Selic na reunião desta quarta-feira. Mas o comunicado diz que o Copom deverá reduzir o ritmo de altas, elevando a taxa em 0,25 ponto no próximo encontro, no fim de setembro.

“O comitê avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião. Nota ainda que a incerteza da atual conjuntura, tanto doméstica quanto global, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação”, destacou.

O ciclo de aperto monetário voltou a colocar o Brasil como o paraíso das aplicações de renda fixa. No programa Tesouro Direto é possível garantir juros reais (acima da inflação) de mais de 5% o que é algo realmente bastante atraente quando se trata de uma aplicação tão conservadora como os Títulos do Tesouro Nacional.

 

 

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Mercado espera alta de 0,5 ponto percentual nas taxas básicas do Brasil esta semana https://canalmynews.com.br/economia/taxas-basicas-de-juro-em-alta-no-mundo/ Mon, 01 Aug 2022 16:03:34 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32379 Taxas de juro em alta em todo o mundo, com aperto monetário maior do que o previsto inicialmente, segundo análise publicada pelo Fundo Monetário Internacional

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Taxas básicas de juros: Esta é uma semana de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o mercado espera por uma alta de 0,5 ponto percentual na taxa básica brasileira. A expectativa é de que seja a última alta promovida pelo Copom neste ciclo de aperto monetário. Se confirmado =, a taxa brasileira ficaria em 13,75%. Mas no mercado ainda há quem espere que a taxa básica ultrapasse os 14% em dezembro. Já op Fundo Monetário Internacional publicou análise que mostra que as taxas de juro no mundo terão uma alta maior do que era previsto inicialmente.

“Há poucos meses, os bancos centrais das principais economias esperavam que pudessem apertar a política monetária de forma muito gradual”, diz a análise do FMI. “A inflação parecia ser impulsionada por uma combinação incomum de choques de oferta associados à pandemia e, posteriormente, à invasão da Ucrânia pela Rússia, e esperava-se que diminuísse rapidamente assim que essas pressões diminuíssem”, diz o texto assinado por Tobias Adrian, Christopher Erceg e Fabio Natalucci. 

LEIA TAMBÉM: Como calcular a inflação

Contudo, agora, com a inflação subindo para máximas de várias décadas e as pressões de preços se ampliando para habitação e outros serviços, os bancos centrais reconhecem a necessidade de agir com mais urgência para evitar o desancoramento das expectativas de inflação e prejudicar sua credibilidade. “Os formuladores de políticas devem prestar atenção às lições do passado e estar resolutos para evitar ajustes potencialmente mais dolorosos e perturbadores no futuro”.

O Federal Reserve, o Banco do Canadá e o Banco da Inglaterra já aumentaram acentuadamente as taxas de juros e sinalizaram que esperam continuar com aumentos mais consideráveis este ano. O Banco Central Europeu recentemente elevou as taxas pela primeira vez em mais de uma década.

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Taxa Selic sobe para 11,75% ao ano, maior patamar desde 2017 https://canalmynews.com.br/economia/taxa-selic-sobe-para-1175-ao-ano-maior-patamar-desde-2017/ Wed, 16 Mar 2022 23:27:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26648 BC aumenta taxa Selic, a taxa básica de juros pela 9ª vez consecutiva. Altas são tentativas de frear a inflação

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Em meio ao conflito no Leste Europeu e à disparada nos preços do petróleo, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu nesta quarta-feira (16), por unanimidade, aumentar a taxa Selic da economia em um ponto percentual, elevando de 10,75% para 11,75% ao ano (maior patamar desde abril de 2017).

A elevação já era esperada pelo mercado financeiro, que, em partes, projetava até mesmo um aumento maior. Esse é o nono registro consecutivo de elevação na taxa Selic e representa um ano do atual ciclo de subida dos juros, uma vez que o processo teve início em março do ano passado – em agosto de 2020 aferia-se a mínima histórica da taxa (2,00%), mantida até o início de 2021.

Para a próxima reunião (daqui a 45 dias), o comitê prevê um novo reajuste de um p.p. Como a alta e a sinalização estão de acordo com as previsões, analistas mantêm as estimativas de que a taxa básica encerre 2022 em 12,75% ao ano, maior nível em quase cinco anos.

Variação da taxa Selic desde 2017, em %.

Variação da taxa Selic desde 2017, em %. Foto: Reprodução (MyNews)

O Copom justificou o acréscimo com base em fatores externos e internos:

Na esfera internacional, houve uma deterioração “substancial” com a guerra entre Rússia e Ucrânia, levando a “um aperto significativo das condições financeiras e aumento da incerteza em torno do cenário econômico mundial”.

Já no âmbito doméstico, a inflação “seguiu surpreendendo negativamente. Essa surpresa ocorreu tanto nos componentes mais voláteis como nos itens associados à inflação subjacente”.

Em nota oficial, o Banco Central afirmou que “diante da volatilidade recente e do impacto sobre as projeções de inflação de sua hipótese usual para o preço do petróleo em dólar, o Comitê decidiu adotar também, neste momento, um cenário alternativo. Nesse cenário, considerado de maior probabilidade, adota-se a premissa na qual o preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura de mercado até o fim de 2022, terminando o ano em US$100/barril e passando a aumentar dois por cento ao ano a partir de janeiro de 2023. Nesse cenário, as projeções de inflação do Copom situam-se em 6,3% para 2022 e 3,1% para 2023.”

Mercado de ações

Na atual conjuntura, os ativos de renda fixa são os mais beneficiados, em especial os indexados à taxa básica e ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial de inflação.

Uma opção de investimento interessante concentra-se, então, na gama de fundos DI (Fundos de Renda Fixa Referenciados DI), que têm como objetivo acompanhar a taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário), instrumento empregado para realizar empréstimos de curto prazo entre bancos.

Outra classe de ativos que deve apresentar bom desempenho com o aumento dos juros compreende os Certificados de Depósito Bancário (CDB) pós-fixados, que possuem rentabilidade atrelada à taxa de juros ou ao IPCA. Nessa modalidade, o investidor empresta dinheiro para determinado banco que, por sua vez, utiliza os recursos para conceder empréstimos aos seus clientes. Como recompensa, o aplicador recebe parte dos juros cobrados do tomador do crédito.

Por fim, há os títulos públicos. Essa opção possibilita investir nos papéis disponíveis para compra Tesouro Direto, principalmente os vinculados à Selic e à inflação (Tesouro Selic e Tesouro IPCA+, respectivamente).

 

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No MyNews Investe desta quarta-feira, a alta da Selic e as opção de investimentos no atual cenário foram pauta do programa:

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Após ata do Copom, dólar opera em alta https://canalmynews.com.br/economia/apos-ata-do-copom-dolar-opera-em-alta/ Tue, 08 Feb 2022 23:15:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23591 Mercado brasileiro compreende que Banco Central pode continuar com política de ajustes mais agressiva

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Ata do Copom: O dólar avançou contra o real nesta terça-feira (8), enquanto os investidores ainda digeriam a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que elevou a taxa básica de juros a 10,75%, optando, apesar da sinalização discreta para uma diminuição dos ajustes, por não mencionar a magnitude de suas próximos correções na Selic.

Além de monitorar a movimentação doméstica, os players do mercado também acompanhavam a alta global do dólar, cujo índice avançava 0,3% já pela manhã, acelerando os ganhos em relação ao início do pregão.

Dólar avança após ata do Copom.

Dólar avança após ata do Copom. Foto: Reprodução

Às 10:30, após o lançamento da ata, o dólar à vista avançava 0,49%, a R$ 5,28 na venda. A moeda oscilou entre R$ 5,29 no pico do pregão (+0,63%) e R$ 5,25 na mínima (-0,04%). Na B3, às 10:30, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,34%, a R$ 5,30.

Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, afirmou que a ata do Copom reforça a perspectiva de altas nos juros “nas próximas reuniões”. Analistas dizem que o documento também sugere um viés da taxa básica inclinado para cima, fazendo com que os principais riscos sejam os custos dos empréstimos acabarem em um patamar mais alto do que o atualmente projetado.

Vale ressaltar que boa parcela do mercado brasileiro compreende os juros mais altos como positivos para a moeda nacional, uma vez que elevam o retorno oferecido nos ativos da Renda Fixa. No entanto, o Banco Central coloca um alerta para os riscos fiscais, fator responsável por manter a cautela entre investidores.

Questão fiscal

Yihao Lin, analista macro da Genial Investimentos, ressaltou que a ata do Copom reforça que políticas fiscais com impulso adicional na demanda podem elevar prêmios de risco”. E complementou: “Nesse contexto a aprovação da PEC [Proposta de Emenda Constitucional] dos combustíveis impõe uma pressão adicional para que a Selic avance ainda mais além do cenário base de 12% do BC.”

Rumores sobre a PEC que prevê a redução de alíquotas que incidem sobre os combustíveis (com possível capacidade de arrecadar entre R$ 54 bilhões e R$ 100 bilhões anualmente) têm ligado os alertas do mercado nos últimos dias.

Investidores apontam para os impactos do projeto sobre a credibilidade fiscal do país, que já foi abalada em 2021 com a aprovação da PEC dos Precatórios.

O senador Carlos Fávaro (PSD), autor da PEC dos Combustíveis, justifica a proposta: “Por se tratar de medida extraordinária, com duração até dezembro de 2023, financiada com fonte própria que nunca foi utilizada para realização de nenhuma despesa primária, não faz nenhum sentido estar subordinada ao teto de gastos, nem a qualquer outra medida de limitação de realização de despesas, seguindo o mesmo princípio adotado para o Auxílio Emergencial”.

 

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Íntegra do programa MyNews Investe desta terça-feira (8):

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Brasil é o país com maior taxa de juros reais no mundo https://canalmynews.com.br/economia/brasil-e-o-pais-com-maior-taxa-mundial-de-juros-reais/ Fri, 04 Feb 2022 00:14:13 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23534 Banco Central sinaliza que a última elevação da Selic foi a mais agressiva. No ranking de juros nominais, Brasil tem o terceiro maior índice do mundo

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Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar a taxa Selic para 10,75% ao ano, o Brasil passou a ser, novamente, o país com a maior taxa de juros reais no mundo, segundo ranking compilado pela plataforma MoneYou.

Com o aumento de 1,5 ponto percentual na taxa básica, os juros reais (descontada a inflação) atingiram 6,41% ao ano. A taxa real é calculada com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, sendo considerada uma medida melhor para comparação com outros países.

Ranking dos juros reais

Ranking dos juros reais. Foto: Reprodução (MyNews)

No entanto, ao considerar os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira firmou-se na terceira posição. A classificação mundial para a categoria está atualmente composta por:

  1. Argentina – 40,00%
  2. Turquia – 14,00%
  3. Brasil – 10,50%
  4. Rússia – 8,50%
  5. México – 5,50%
  6. Chile – 5,50%
  7. Índia – 5,40%
  8. China – 4,35%
  9. África do Sul – 4,00%
  10. Colômbia – 4,00%

Redução do ritmo

Apesar do Banco Central ter consolidado a oitava alta consecutiva na Selic – aumentos considerados mais agressivos –, a instituição sinalizou uma redução no ritmo dos ajustes já na próxima reunião, que será realizada em março.

Em relatório divulgado na noite desta quarta-feira (3), o banco europeu Credit Suisse afirmou que tanto a elevação de 1,50 ponto da taxa básica quanto a indicação de aperto de menor magnitude em março vieram em linha com suas projeções. Segundo o documento, a expectativa agora é de que a Selic seja elevada em 1 ponto percentual em março e 0,50 ponto em maio, chegando então a 12,25% ao ano.

O nova-iorquino Goldman Sachs também publicou um relatório condizente com o atual cenário, e que, a partir do próximo mês, espera elevações mais brandas.

“[Altas mais leves] dependem da evolução da inflação e dos respectivos balanços de risco, [fatores que] podem proclamar o fim do ciclo de alta de juros. […] [A desaceleração é justificada por] um perfil de crescimento real do PIB abaixo da tendência, pano de fundo incerto da covid, efeitos defasados do aperto monetário recente e uma taxa de câmbio mais bem ancorada”, afirmou Alberto Ramos, diretor de pesquisas econômicas para a América Latina da instituição norte-americana.

 

Impacto nos investimentos

O mercado acionário já havia precificado a mais recente alta na Selic, e vinha operando, desde o início do ano, sob a projeção desse cenário. O reflexo disso pode ser compreendido após o pregão desta quinta-feira (3): o Ibovespa se apoiou na boa recepção do mercado local à decisão do Banco Central e operou com certa estabilidade, apesar da queda de 0,18%.

Depois de o Copom confirmar quais serão suas próximas movimentações, a curva de juros passou por um forte ajuste de queda, principalmente na ponta mais curta, o que ajudou o principal índice da Bolsa brasileira a tentar seguir na contramão da aversão ao risco global.

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No MyNews Investe desta quinta, a economista da XP Tatiana Nogueira, a jornalista Mara Luquet, o co-founder e CFO da plataforma Gorila Leo Kalim e o jornalista Vitor Hugo Gonçalves falaram sobre a projeção de alta da Selic e os impactos do aumento da taxa básica de juros sobre o mercado de ações. Confira:

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Copom aumenta taxa básica de juros para 7,75% ao ano https://canalmynews.com.br/economia/copom-aumenta-taxa-basica-juros-775-ano/ Wed, 27 Oct 2021 23:04:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/copom-aumenta-taxa-basica-juros-775-ano/ Esse foi o maior aumento da taxa básica de juros desde 2017. A previsão do Copom é que na próxima reunião, a Selic também seja reajustada em 1,5%

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (27) aumentar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual. Dessa forma, a Selic passa de 6,25% para 7,75% ao ano – o maior aumento numa reunião do Copom desde 2002 e a maior taxa básica de juros desde setembro de 2017. A decisão tem como meta controlar a inflação no país – que alcançou os 10,25% em 12 meses – bem acima da meta de 3,75% prevista pelo Banco Central.

A justificativa do Copom é de que a decisão de mudar o cálculo do teto de gastos provocou instabilidade no mercado financeiro, elevando o risco de a inflação subir mais que o previsto. No comunicado, o comitê também diz que deverá elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual na próxima reunião, marcada para 8 de dezembro.

Este foi o sexto reajuste consecutivo na taxa Selic. De março a junho, o Copom elevou a Selic em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC aumentou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual. Em setembro, o reajuste foi de 1,25 ponto e agora, de 1,5 ponto percentual.

Com a decisão desta quarta (27), a Selic continua num ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegou em 6,5% ao ano, em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019, até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020 – o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

* Com informações da Agência Brasil


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Aumento da taxa Selic é tentativa de conter a inflação no país https://canalmynews.com.br/mynews-investe/aumento-selic-tentativa-conter-inflacao/ Thu, 23 Sep 2021 22:44:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/aumento-selic-tentativa-conter-inflacao/ Reajuste da Selic não tem sido eficaz, pois a inflação no Brasil não é decorrente do aumento no consumo das famílias, mas de fatores internacionais, agravados pelo cenário de instabilidade política

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Em entrevista ao MyNews Investe, a economista e professora do Insper Juliana Inhasz avaliou como o aumento da taxa básica de juros (Selic) impacta na economia e como as expectativas em relação a esse reajuste não estão sendo alcançadas. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou nesta quinta (23) o reajuste de um ponto percentual na taxa Selic, que passou de 5,25% para 6,25 ao ano. Este é o quinto aumento consecutivo e o maior patamar da Selic desde julho de 2019.

A decisão do Copom, que foi unânime, já era esperada pelo mercado, e dá sequência a uma tentativa de conter a inflação no país, que já está na casa dos dois dígitos. Para a professora Juliana Inhasz, a medida pretende a redução do consumo, a partir do aumento dos preços dos produtos. Entretanto, como a inflação no Brasil não é decorrente do aumento do consumo interno, mas de uma recuperação mais rápida da economia de outros países, num cenário pós-pandemia, o reajuste da taxa básica de juros não tem sido suficiente para conter a inflação.

Além de questões referentes à economia internacional, um cenário de aumento da cotação do dólar e desvalorização do real, torna os produtos brasileiros mais baratos no mercado internacional – estimulando as operações de exportação, especialmente de commodities, reduzindo a oferta de produtos dentro do país – ocasionando o reajuste de preços. Outro efeito deste cenário é a valorização dos importados – produtos prontos e matérias-primas – o que encarece também as cadeias produtivas que dependem de importação de insumos do exterior.

Juliana Inhasz pondera que aumentar a taxa de juros não é a única forma de baixar o câmbio. “O risco político no país está alto e isso influencia diretamente. Então o ideal seria baixar o risco político também, para ajudar a baixar o câmbio”, pontua.

Pelo menos por enquanto, a indicação do Copom é de manter a mesma estratégia. Em nota divulgada no anúncio da nova taxa Selic, o Comitê informou que “antevê outro ajuste da mesma magnitude”, ou seja, na reunião de outubro podemos esperar mais um aumento na taxa básica de juros do Brasil. A expectativa de investidores e analistas financeiros é que a Selic chegue ao final de 2021 em 8,5%.

MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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O que muda com a alta da taxa básica de juros para 5,25% pelo Banco Central? https://canalmynews.com.br/economia/alta-taxa-juros-banco-central/ Wed, 04 Aug 2021 23:41:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/alta-taxa-juros-banco-central/ Para conter inflação, Copom eleva Selic ao maior nível desde outubro de 2019. Até o fim do ano, taxa básica de juros pode chegar a 7%.

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Pela quarta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros da economia, a Selic. A alta veio dentro do esperado pelos analistas do mercado financeiro: de 4,25% para 5,25% ao ano – o maior nível desde outubro de 2019. Até o fim do ano, as projeções apontam para uma taxa Selic de ao menos 7%, em meio ao processo de subida de juros que começou em março deste ano.

A decisão do Banco Central (BC) vem na esteira das preocupações com a inflação, pressionada pelo aumento nos preços da energia elétrica e dos combustíveis. Em 12 meses, o IPCA, índice considerado a inflação oficial do país, registra alta de 8,35%. As projeções do mercado financeiro reunidas no relatório Focus, do BC, apontam para o IPCA em 6,79% até o fim do ano – acima do teto da meta do Banco Central, de 5,25%.

O objetivo principal do BC ao subir os juros é justamente conter a alta da inflação. No comunicado sobre a decisão, o Copom alerta que a inflação ao consumidor “continua se revelando persistente”. Essa é a primeira vez em 18 anos que o Comitê decide em uma reunião aumentar o patamar dos juros em 1 ponto percentual.

“Esse ajuste também reflete a percepção do Comitê de que a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços, em meio à reabertura do setor de serviços, poderia provocar uma deterioração adicional das expectativas de inflação”, diz o Comitê. O documento destaca ainda a preocupação com novas pressões nos preços, como uma nova elevação da bandeira de energia e novos aumentos nos preços dos alimentos, “ambos decorrentes de condições climáticas adversas”, informa o texto.

Para Fábio Passos, CIO da CA Indosuez, o momento atual é de normalização da taxa de juros, depois da pandemia fazer com a Selic atingisse a mínima histórica de 2%. “A redução que a gente teve que fazer [dos juros] para contrapor os efeitos negativos da pandemia foi muito forte. O que a gente está vendo agora é de certa forma uma normalização da taxa de juros”, avalia ele, em entrevista ao MyNews Investe.

O MyNews Investe é transmitido de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

Como ficam os investimentos com a alta da Selic?

Para Passos, diferente dos anos em que a taxa básica de juros girava em torno de 12% e 13%, o cenário ainda não é de uma migração dos investidores e gestores da renda variável (como ações) para o mercado de renda fixa (como CDBs e Títulos do Tesouro). “Porque mesmo com a taxa de juros a 5% ou 7%, você ainda tem uma expectativa de inflação muito alta. O investidor não deveria olhar apenas para a expectativa de alta da Selic mas também para a alta da inflação”, explica ele.

“Pensando para frente, mesmo os investidores que estão vendo essa alta como uma oportunidade de voltar para renda fixa, evitar a volatilidade do mercado, precisam ver isso com cuidado”, diz ele.

Ele destaca, no entanto, que títulos de renda fixa atrelados à inflação – como o Tesouro IPCA – são boas opções no momento é interessante para quem busca diversificação. Esse papéis, ao terem a rentabilidade atrelada ao IPCA, têm a vantagem de serem uma proteção da pressão inflacionária. “Eu acho que faz parte ou deveriam fazer parte do investidor comum, como todos nós”, afirma.


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Copom indica nova alta da Selic em agosto https://canalmynews.com.br/economia/copom-indica-nova-alta-da-selic-em-agosto/ Tue, 22 Jun 2021 22:14:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/copom-indica-nova-alta-da-selic-em-agosto/ Ata prevê novo elevação da taxa e cita inflação e crise hídrica

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central estima uma nova alta da taxa Selic na próxima reunião. A ata da reunião da última semana indica uma nova elevação de 0,75 ponto percentual na taxa de juros em agosto, para 5% ao ano.

Na semana passada, o Copom elevou a Selic de 3,5% para 4,25% ao ano. Este é o maior patamar em um ano e meio. A ata da reunião aponta que os últimos dados econômicos “continuam surpreendendo positivamente”, apesar da pandemia.

Copom mantém juros a 2% apesar da alta da inflação.
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Copom ainda afirma que a inflação tem sido maior que o esperado e cita ainda preocupações com a crise hídrica e o impacto na tarifa de energia elétrica.

A economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, explicou o que o Copom sinalizou na ata.

“Com a divulgação da ata, o Banco Central indicou que pode ser mais duro nesse processo de controle da inflação. Isso com o objetivo de ancorar as expectativas para 2022, quando a meta do IPCA é de 3,5% e as projeções estavam caminhando nas últimas semanas estavam caminhado para perto de 4%. O Banco Central entende que não vai entregar as metas de inflação para 2021, mas quer cumprir pra 2022”

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Mercado prevê Selic em 5% em agosto https://canalmynews.com.br/economia/mercado-preve-selic-em-5-em-agosto/ Mon, 14 Jun 2021 14:15:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mercado-preve-selic-em-5-em-agosto/ O Copom se reúne nesta terça-feira e analistas aguardam ata para entender como deve ser o ciclo da taxa de juros daqui para frente

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O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima terça-feira (15) e o mercado já espera um aumento de 0,75% na taxa básica de juros, a Selic. Com isso, a expectativa é de que ela saia dos atuais 3,5% para 4,25%. A grande expectativa, no entanto, é com a ata, que deve ser divulgada na quarta-feira (16), sinalizando como deve ser a política daqui para frente.

No âmbito do Banco Central, Copom deve anunciar aumento na taxa básica de juros.
No âmbito do Banco Central, Copom deve anunciar aumento na taxa básica de juros. Foto: Leonardo Sá (Agência Senado).

De acordo com o sócio da One Investimentos, Cássio Bambirra, a atenção está voltada para qual deve ser a Selic nos próximos meses, porque já há uma previsão de aumento de 0,75% em agosto também, elevando a taxa a próximo de 5%. “Então é muito importante ver qual vai ser o teor da ata. Se o Copom indicar que vai ter uma política mais estável, o mercado pode estressar porque está esperando mais aumento de juros”, explica.

A inflação vem pressionando a economia brasileira. O IPCA de maio, o último divulgado, veio em 0,83%, o maior para o período desde o início da série histórica.

Bambirra destaca também que algumas casas já projetam a Selic encerrando o ano de 2021 em 6,25%.

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Banco Central eleva Selic para 3,5% ao ano https://canalmynews.com.br/economia/banco-central-eleva-selic-para-35-ao-ano/ Wed, 05 May 2021 23:13:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/banco-central-eleva-selic-para-35-ao-ano/ Elevação de 0,75 ponto percentual já era esperada pelo mercado. Alta foi motivada pela inflação

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia de 2,75% para 3,5% ao ano.

A decisão de aumentar a Selic já era esperada pelo mercado financeiro. O Banco Central já havia indicado que o avanço seria de 0,75 ponto percentual nesta reunião de maio.

Fachada da sede do Banco Central, em Brasília
Fachada da sede do Banco Central, em Brasília.
(Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasi)l

Em um comunicado, o Copom informou que o aumento da taxa foi motivada pela inflação de alimentos e bens industriais. O Copom avalia que o ritmo de crescimento da economia brasileira ainda é incerto, mas acredita que a vacinação contra a covid deve impulsionar a recuperação da economia neste ano.

Na expectativa pela decisão, o Ibovespa subiu 1,57%, com 119 mil 564 pontos. Já o dólar caiu 1,26%, cotado a 5 reais 364.

Ao MyNews, a planejadora financeira do Grupo H, Beatriz Teixeira, afirmou que a renda fixa não é tão atrativa no momento.

Pensando numa taxa que chegou a 14%, ela ainda está baixa. Agora é um momento em que a gente vê o cenário de renda fixa não tão atrativo. Ver outras opções um pouco mais arriscadas como o mercado variável para ter uma rentabilidade melhor.

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Copom: o que significa a retirada do “forward guidance”? https://canalmynews.com.br/economia/copom-o-que-significa-a-retirada-do-forward-guidance/ Fri, 22 Jan 2021 12:42:33 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/copom-o-que-significa-a-retirada-do-forward-guidance/ Depois de quatro reuniões seguidas com taxa básica de juros mantidas a 2%, BC sinaliza para aumento da Selic na primeira reunião de 2021.

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A primeira reunião de 2021 do Copom, o Comitê de Política Monetária, teve o resultado que era amplamente esperado pelos analistas: a manutenção em 2% ao ano da Selic, a taxa básica de juros. O que muda, no entanto, é o recado do Banco Central para a trajetória dos juros daqui para frente. 

A reunião marca a retirada do “forward guidance”, que é a orientação futura do BC de não aumentar a taxa básica de juros no curto prazo. No comunicado, o Comitê cita que as expectativas para inflação estão mais próximas da meta estipulada pela autoridade monetária e estabelece que o “forward guidance” deixa de existir. 

Apesar da mudança na direção do Copom, o Banco Central deixa claro que a retirada do “forward guidance” não implica na elevação imediata da taxa de juros, que figura no patamar mais baixo da história.

Vista do edifício-sede do Banco Central, em Brasília
Vista do edifício-sede do Banco Central, em Brasília.
(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Mudança de tom

Daqui para frente, segundo o economista da Exame Research, Arthur Mota, o BC tem de volta o poder de surpreender o mercado nas próximas reuniões. “Enquanto no período de forward guidance o Copom dificilmente subiria os juros a solavanco e de surpresa, agora ele pode fazer alguma coisa diferente como estratégia de política monetária”, afirmou em entrevista ao Dinheiro Na Conta de quinta-feira (21).

Ele explica que se antes boa parte do mercado esperava uma alta na Selic para agosto, a mudança do comunicado desta quarta-feira (20) desloca essas expectativas para um período mais próximo. “A gente acredita agora que há chance de uma alta na Selic até antes de junho. Nossa projeção é que a taxa de juros encerre o ano aos 3,75%”.

Armando Castelar, coordenador de Economia Aplicada do IBRE/FGV, diz que o que mais marcou o comunicado foi a mudança de tom do Copom. “O comunicado certamente mudou a forma como os analistas estavam vendo e a expectativa agora é de uma subida mais rápida dos juros do que se falava antes”. A avaliação dele é que as projeções para alta da Selic sejam deslocadas para junho ou até maio, a depender da trajetória econômica.

 “Como o próprio comunicado deixou claro, isso vai depender dos dados e do que vai acontecer neste próximo um mês e meio. Não é uma coisa determinada, mas mostra que a preocupação com a inflação aparece no Comitê”, analisa. “Eu acho correto, até porque a inflação deve subir”, acrescenta Castelar. 

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Copom mantém taxa Selic em 2%, mas retira sinal de juro estável para o futuro https://canalmynews.com.br/economia/copom-mantem-taxa-selic-em-2-mas-retira-sinal-de-juro-estavel-para-o-futuro/ Wed, 20 Jan 2021 22:26:33 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/copom-mantem-taxa-selic-em-2-mas-retira-sinal-de-juro-estavel-para-o-futuro/ Comitê decidiu acabar com o chamado ‘forward guidance’ que manteve taxa em mínima histórica desde agosto

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Fachada da sede do Banco Central, em Brasília
Fachada da sede do Banco Central, em Brasília.
(Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasi)l

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (20) por unanimidade manter em 2% ao ano a taxa básica de juros da economia, a Selic.

É a terceira vez que o Copom mantém a taxa em sua mínima histórica, confirmando o que já era esperado pelo mercado.

Em comunicado, o Banco Central informa que  “o Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2021 e, principalmente, o de 2022”.

Quanto à economia nacional, o Copom avaliou que indicadores referentes ao final do ano passado “têm surpreendido positivamente”, mas não a ponto de compensar a recente alta no número de casos de Covid-19 no Brasil. De acordo com o comunicado permanece uma situação de incerteza na economia “acima do usual”, especialmente considerando o primeiro trimestre, em razão de fatores como o fim do auxílio emergencial.

Fim do forward guidance

Uma novidade do comunicado do Banco Central é a retirada da sinalização de forward guidance, instrumento implementado na reunião de agosto passado como uma sinalização de que manteria os juros baixos no futuro.

Em outras palavras, o fim do forward guidance deixa aberta a porta para um possível aumento dos juros na próxima reunião – que ocorre em 16 e 17 de março – , caso os movimentos da economia justifiquem esse ajuste.

Em vista das novas informações, o Copom avalia que “essas condições deixaram de ser satisfeitas já que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária. Como consequência, o forward guidance deixa de existir e a condução da política monetária seguirá, doravante, a análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva”, escreveu o BC.

Desde outubro de 2012, quando a Selic estava em 14,25% ao ano, a taxa sofreu cortes sucessivos que a levaram a 6,5% em maio de 2018. Depois de outras dez reuniões sem mudanças na taxa, o Copom voltou a reduzir os juros até chega a mínima histórica de 2%, em vigência desde agosto passado.

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Copom mantém Selic a 2%: e a alta da inflação? https://canalmynews.com.br/economia/copom-mantem-selic-a-2-e-a-alta-da-inflacao/ Fri, 11 Dec 2020 16:40:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/copom-mantem-selic-a-2-e-a-alta-da-inflacao/ Copom espera inflação elevada em dezembro mas avalia que pressão nos preços é “temporária”

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Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (09) manter em 2% a taxa básica de juros do país. Essa é a terceira reunião consecutiva em que o Banco Central (BC) mantém o nível da Selic neste patamar, o mais baixo da série histórica.

A decisão, que é a última do ano de 2020, acontece em meio ao avanço dos preços no país. Em novembro, o IPCA, índice que é considerado a inflação oficial, acumulou alta de 4,31% nos doze meses, acima do centro da meta estipulado pela autoridade monetária.

Para dezembro, a avaliação do Copom é de que a inflação “ainda deve se mostrar elevada”. Em nota, o comitê avalia que o cenário inflacionário sugere, em breve, uma mudança na manutenção do “forward guidance” – ou seja, nas intenções futuras do comitê de não elevar a Selic. 

Uma alta nos juros básicos, no entanto, não deve ser imediata. Apesar da inflação acima do centro da meta, os índices continuam dentro do intervalo de tolerância do Banco Central. 

Copom mantém juros a 2% apesar da alta da inflação
Copom mantém juros a 2% apesar da alta da inflação.
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A avaliação é que “a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade”. Sobre a pressão inflacionária, apesar de  reconhecer que as últimas leituras vieram “acima do esperado”, o Copom reforça a avaliação de que os choques nos preços são passageiros. 

“Apesar da pressão inflacionária forte no curto prazo, o Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários”. 

A manutenção dos juros pelo Banco Central já era amplamente esperada pelo mercado financeiro, segundo Fabio Passos, CIO da Indosuez. Em entrevista ao Dinheiro na Conta de quarta-feira (9), ele chama a atenção, no entanto, para a retirada da possibilidade de novos cortes na Selic, um indicativo presente nas últimas decisões. 

“Essa mudança é importante em relação aos comunicados anteriores”, diz. “Você deixa de ter uma política de tantos estímulos, para ser uma política que potencialmente, olhando para frente, abriria as portas para altas da taxa básica de juros”, explica.

Sobre a inflação para o ano que vem, a avaliação de Passos é que o fim do auxílio emergencial pode mexer na demanda e potencialmente reduzir a pressão nos preços. Outro ponto que deve aliviar o avanço da inflação é a mudança na trajetória do câmbio. O dólar, que chegou perto dos R$5,80 em outubro, passou as últimas sessões entre R$5,11 e R$5,18.

“Você tem muito menos pressão inflacionária vindo do câmbio. Então é possível que a gente tenha visto o ponto máximo da inflação neste final de ano. Tudo leva a crer que a inflação para 2021 esteja mais contida do que está agora”, explica Passos.

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Copom e cenário internacional levam dólar a menor patamar desde junho https://canalmynews.com.br/economia/copom-e-cenario-internacional-levam-dolar-a-menor-patamar-desde-junho/ Fri, 11 Dec 2020 12:30:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/copom-e-cenario-internacional-levam-dolar-a-menor-patamar-desde-junho/ Expectativa pela vacina também tem influenciado o mercado, de acordo com economista

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O dólar atingiu na quinta-feira (10) seu menor valor de fechamento desde 10 de junho, cotado em R$ 5,03.

Para Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, essa redução se deve a uma série de fatores no cenário internacional que trouxeram bom humor aos mercados, basicamente por reflexo do cenário internacional — como o vitória de Joe Biden na eleição presidencial e a chegada da vacina contra a Covid-19 no Reino Unido.

“Isso foi muito positivo para o mercado e gerou um apetite maior a risco, e como estamos em um cenário de muita liquidez mundial trouxe a taxa de câmbio de países emergentes [como o Brasil] para patamares mais baixo” disse ela ao Morning Call desta sexta-feira (11).

Além dos fatores externos, Fernanda citou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a taxa Selic em 2% ao ano como outro elemento que ajudou a puxar para a baixo a cotação da moeda americana.

“O mercado já esperava uma manutenção da taxa básica de juros em 2%, mas o comunicado pós-reunião foi numa linha de que deve ter alta da taxa de juros nos próximos meses. Isso acabou acelerando a queda do dólar no pregão de ontem”.

Cotação do dólar atingiu menor patamar desde junho.
Cotação do dólar atingiu menor patamar desde junho.
(Foto: Pixabay)

Os mesmos fatores que derrubaram a cotação do dólar também ajudaram no resultado positivo da Bovespa no fechamento de quinta-feira, com alta de 1,88%.

“A Bolsa teve um extra que foram os dados de vendas do varejo, mostrando que essa parte segue bastante aquecida, a despeito dos demais serviços estarem balançados pela crise”, disse a economista.

Expectativa por vacinas

Fernanda explica que as discussões e decisões em torno das vacinas contra Covid-19 seguem influenciando no mercado. O Brasil tem mais de 6 milhões de casos registrados da doença e 179 mil óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo ela, há dois cenários se desenhando a partir de janeiro: um mais otimista, com a vinda rápida de uma vacina, ou a necessidade de medidas mais duras de isolamento social para conter o avanço do vírus —em uma visão mais pessimista. E caso esse cenário adverso se confirme as consequências devem ser ruins para o Brasil.

“Possivelmente a gente deve virar o ‘patinho feio’ dos emergentes, porque isso vai acabar pegando mal para investidor e os recursos vão acabar saindo do país. Por outro lado, se tivermos uma vacina, vamos permanecer com o dólar perto de R$ 5, e aí outros fatores internos devem ganhar mais peso”, afirma a economista do Ourinvest.

Entre tais fatores domésticos estão as reformas tributária e administrativa, o Orçamento para 2021 e a inflação.

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Copom mantém Selic em 2%: o que se pode esperar para 2021, segundo economista https://canalmynews.com.br/economia/copom-mantem-selic-em-2-o-que-se-pode-esperar-para-2021-segundo-economista/ Thu, 10 Dec 2020 11:55:51 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/copom-mantem-selic-em-2-o-que-se-pode-esperar-para-2021-segundo-economista/ Manutenção da taxa em 2% é vista como importante para uma recuperação econômica mais eficiente no próximo ano

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Sem grandes surpresas, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 2%. O que mudou em relação às reuniões anteriores do comitê é o forward guidance [a orientação para os próximos meses], que sinaliza para manutenção da taxa nas reuniões seguintes, por conta das pressões inflacionárias no Brasil. Antes, era cogitada uma nova redução da taxa.

Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o Copom mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue monitorando sua evolução com atenção, em particular as medidas de inflação subjacente.

Para Igor Seixas, head de alocação da Inove Investimentos, a expectativa para o ano que vem é que o dólar se acomode, as indústrias aumentando sua produção e uma desaceleração da inflação bastante significativa.

“A manutenção dessa taxa em 2% é muito importante para poder surfar essa recuperação mais eficiente no ano que vem. A taxa de juros baixa e benéfica para setores que requerem financiamento, como imóveis e carros”, disse ele ao Morning Call desta quinta-feira (10).

Manutenção da taxa Selic em 2% é considerada positiva para a economia
Manutenção da taxa Selic em 2% é considerada positiva para a economia.
(Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

Sucessão na Câmara e Orçamento

Seixas também foi questionado sobre a sucessão na presidência da Câmara dos Deputados, prevista para o mês de fevereiro. Para ele, um candidato mais alinhado ao governo tende a gerar um ambiente mais favorável para as reformas.

“Tudo o que gera incerteza é ruim para o mercado. Certamente para o mercado como um todo o candidato do governo que vai viabilizar a votação das reformas e pautar as agendas do governo é o nome mais indicado”.

Por outro lado, Seixas vê negativamente o fato de ainda não haver uma ideia de como será o Orçamento de 2021. Segundo ele, todos os olhos estão voltados para a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] com a expectativa de que não haja um problema fiscal, um rompimento do teto de gastos, o que traria consequências muito ruins para a economia.

“Mesmo que fosse temporário [o rompimento do teto de gastos], isso afeta a credibilidade do Brasil. Seria como se ele não levasse a sério os próprios mecanismos de controle que ele impôs”.

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Apesar de alta em novembro, IPCA deve perder força nos próximos meses, diz analista https://canalmynews.com.br/economia/apesar-de-alta-em-novembro-ipca-deve-perder-forca-nos-proximos-meses-diz-analista/ Wed, 09 Dec 2020 12:48:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/apesar-de-alta-em-novembro-ipca-deve-perder-forca-nos-proximos-meses-diz-analista/ Analista também apostou em manutenção da taxa Selic em 2% por parte do Copom

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A inflação medida pelo IPCA, que teve nova alta e fechou o mês de novembro em 0,89%, já é sentida pelo consumidor. Mas essa trajetória deve se manter ao longo dos próximos meses, incluindo o ano de 2021?

Para Gabriel Machado, analista CNPI da Necton, a trajetória de alta do IPCA se deve a uma série de fatores – entre eles a alta do câmbio, o preço de commodities em elevação, a presença do auxilio emergencial e o aumento do consumo de itens como alimentação.

Ao Morning Call desta quarta-feira (9), o analista aposta que essa tendência de alta deve ainda ser notada em dezembro, mas que o índice deve perder força nos meses seguintes.

“Para o ano que vem, a expectativa especialmente a partir do segundo semestre é que o IPCA comece a ceder um pouco de novo. Há fatores da economia brasileira que nos levam a perceber isso”.

Entre tais fatores, Machado cita o desemprego ainda alto, o que deve diminuir a inflação sobre serviços, além de uma valorização do real em relação ao dólar e uma expectativa de recuperação da própria economia nacional ao longo do próximo ano.

O mercado está esperando para 2020 uma inflação de 4,20%, um pouco acima do centro da meta que é de 4%.

Inflação para o consumidor subiu em novembro, mas deve ser menor nos próximos meses.
Inflação para o consumidor subiu em novembro, mas deve ser menor nos próximos meses.
(Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

Expectativa para o Copom

Machado aposta em uma manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 2% pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). No entanto, ele chama a atenção para o que será indicado de orientação futura (o chamado forward guidance) no comunicado.

Isso porque ao atual patamar da Selic depende, entre outros fatores, de uma política fiscal que garanta o cumprimento do teto de gastos no Brasil

“A parte fiscal é o principal risco do Brasil hoje. E com o governo sinalizando medidas mais efetivas em relação a isso, um plano mais concreto de redução de gastos, creio que o BC mantenha o forward guidance em uma taxa mais estável”.

Uma proposta que estava em debate no Congresso Nacional e previa a flexibilização do teto de gastos gerou desconforto no governo quando veio a público.

O temor do mercado é que tais flexibilizações levem a dívida do Brasil a um patamar perigoso, o que poderia afastar ainda mais os investidores externos e prejudicar a economia. Isso em um cenário no qual ainda há incertezas sobre o andamento de questões como o Orçamento para 2021 e as reformas administrativa e tributária.

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