Arquivos crise mundial - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/crise-mundial/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 08 Jun 2022 16:39:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Ofuscar, distorcer e polarizar: como a narrativa da propaganda digital russa atingiu militantes ocidentais em cheio https://canalmynews.com.br/voce-colunista/ofuscar-distorcer-e-polarizar-como-a-narrativa-da-propaganda-digital-russa-atingiu-militantes-ocidentais-em-cheio/ Fri, 11 Mar 2022 14:10:23 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25232 Como a Rússia utiliza as redes sociais para disseminar uma narrativa própria sobre os conflitos do leste europeu e como isso influencia a forma que o ocidente enxerga o país russo.

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Nenhum internacionalista que se preze poderia negar que os Estados Unidos são um país imperialista, que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desrespeitou o acordo informal de não se expandir ao leste europeu e que existem nacionalistas extremistas (russos e ucranianos) na Ucrânia, alimentados pela guerra civil que acontece desde 2014. Porém, raramente uma propaganda política eficiente baseia-se em falsidades nuas e cruas e o exército digital russo sabe disso muito bem.

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Nenhum internacionalista que se preze poderia negar também que Vladmir Putin, presidente da Rússia, é um político autoritário de extrema direita, comandando um regime expansionista, conservador, capitalista, oligárquico, homofóbico e sexista. E que ele comanda a maior estrutura de guerra digital de nossa era. A ação de Putin não se baseia apenas em mísseis e ameaças nucleares: a Rússia trabalha incessantemente para que a opinião pública internacional relativize suas ações criminosas – a as narrativas oficiais são espalhadas com afinco nas redes.

Tendo por base as verdades do início deste texto, um exército de boots e “soldados” controlam uma infinidade de contas falsas, escrevem em várias línguas, trabalham para distorcer os fatos, ofuscar a gravidade do que faz a Rússia e polarizar a opinião pública. O objetivo é que um dos lados desta polarização apoie ou pelo menos relativize a gravidade das ações russas. A partir disso, as narrativas tomam forma e são espalhadas organicamente.

Pelo histórico de luta anti-imperialista e anti-fascista da militância de esquerda ocidental, especialmente na América Latina, é aí onde essas narrativas encontram campo mais fértil. Pois, na grande maioria, elas baseiam-se na responsabilidade dos EUA por conflitos ao redor do mundo e na existência de células supremacistas no exército ucraniano. É a partir daí que a opinião pública é polarizada, que a ação russa é ofuscada e as pessoas começam a relativizar os crimes de Putin.

ícones de redes sociais em dispositivo eletrônico. Foto: LoboStudioHamburg (Pixabay)

Os discursos geralmente são moralistas, impregnados de ódio e de ataques à Otan e aos EUA – e na maioria das vezes possuem falsidades embutidas. Uma falsa narrativa bem feita não cria uma realidade nova, mas distorce uma realidade existente. Militantes de esquerda amam criticar os EUA (com razão) e o efeito de “bolhas” nas redes sociais os fazem trabalhar no viés de confirmação. São nessas bolhas que as distorções russas criam raízes.

“E o PT hein? E o Lula?” A retórica bolsonarista que virou meme, alimentada de antipetismo, impede-os de entrar em contato com os vários crimes cometidos por Jair. Alguém negaria que houve corrupção no governo PT? Mensalão não existiu? Lula não sabia de nada do petrolão? Mas o orçamento secreto é dez vezes mais caro e os bolsonaristas fecham os olhos e respondem a crítica com o meme.

Para quem já entendeu a comparação, provavelmente vai considerar esdrúxula, é assim que funciona a polarização. Mas já em 2018 a ativista síria Leila Al-Shami publicou um artigo chamado “O anti-imperialismo dos 1D10T4S”, denunciando que 94% das vítimas na guerra da Síria foram mortas pela aliança Russo-Iraniana que apoiavam o governo. Porém, só quando ataques da Otan e dos EUA foram noticiados, os ativistas de esquerda tomaram as ruas com cartazes “Stop the Syrian War”.

Quando a opinião pública é polarizada, a revolta é seletiva. E a estrutura de guerra digital russa sabe disso, por isso trabalha incessantemente para manter essas bolhas de esquerda alimentadas por conteúdos cada vez mais radicais anti-EUA, anti-Otan que acabam virando pró-Rússia. E também para que os discordantes se radicalizem nas próprias diferenças. E é assim que ativistas anti-imperialismo passam a funcionar como apoio da ação de uma ditadura neofascista contra um vizinho mais fraco.

Eles não precisam que ninguém apoie a invasão, apenas que ela seja relativizada por milhares de usuários nas redes. E a relativização em massa funciona como apoio. As principais distorções que compõem esses discursos servem para que a relativização vire apoio literal. O “e os EUA hein?! E a OTAN?!” se transforma em “tinha que ser feito, a Ucrânia é ne0naz1” ou “Putin não tinha alternativa” – assim é a Guerra Híbrida na era digital.

*As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews

Quem é Walmir Estima?

Estudante de jornalismo, mestrando em Comunicação e Cultura Digital na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-graduado em relações internacionais. Seu tema de pesquisa é o uso geopolítico das redes sociais.


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Vai faltar fertilizante no Brasil? Entenda https://canalmynews.com.br/politica/vai-faltar-fertilizante-no-brasil-entenda-as-relacoes-de-comercio-brasileiro-com-a-russia/ Fri, 04 Mar 2022 15:47:13 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25398 Por causa do conflito entre Rússia e Ucrânia, governo Bolsonaro fala de desabastecimento e defende mineração em terras indígenas para extração de fertilizantes.

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O Brasil tem estoque suficiente de fertilizantes para manter as safras agrícolas nos próximos meses e há condições para construir autossuficiência desses produtos, afirmou o ex-ministro da Agricultura Francisco Turra. Em entrevista ao Café do MyNews desta sexta (4), Turra reforçou que não vai faltar fertilizante e que o Brasil não depende das vendas que faz para a Rússia.

O principal argumento usado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para se manter “neutro” em relação à invasão russa na Ucrânia é o de manter as relações comerciais e evitar prejuízos financeiros. Ele e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, falam especialmente sobre o risco de faltar fertilizante, já que o Brasil importa a grande maioria dessas substâncias para a produção agrícola nacional. Há nove dias, desde que a guerra no Leste Europeu começou, o chefe do Executivo já falou várias vezes sobre desabastecimento por causa do conflito, tanto no Brasil quanto no mundo. 

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Para Francisco Turra, o país não deve deixar de se posicionar contra a invasão pelo temor a possíveis sanções russas às exportações brasileiras. “Nós não temos nenhuma dependência [da Rússia]. Tudo o que no ano passado e nos últimos anos colocamos de proteína lá na Rússia nós colocamos em qualquer dos mercados existentes que a gente não consegue atender hoje”, explicou o ex-ministro. Ele ainda disse que a mesma lógica se aplica às transações com a Ucrânia.

Francisco Turra foi Ministro da Agricultura entre 1998 e 1999, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Também já foi presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Hoje é conselheiro da entidade. Foto: Francisco Turra (Divulgação)

A Rússia é a 12º economia do mundo, mas é muito mais relevante quando falamos da produção de petróleo e gás natural. Em 2021, comprou somente 0,6% de todas as exportações brasileiras, um montante de R$ 1,7 bilhão, segundo dados do Ministério da Economia levantados pelo UOL. De acordo com Turra, a dependência da Rússia dos produtos brasileiros vem diminuindo há alguns anos porque o país buscou a autossuficiência em relação aos alimentos. 

Consequências na logística 

O impacto imediato da guerra para o agronegócio brasileiro está relacionado às sanções econômicas impostas ao país de Vladimir Putin. Entre elas, o bloqueio dos bancos russos no sistema bancário internacional Swift e a suspensão de negócios com empresas russas. Mais de 40 empresas, incluindo gigantes como a Shell, Apple, Spotify e Renault anunciaram algum tipo de suspensão das atividades no país. 

O ex-ministro afirmou que “ontem nós ouvimos de alguns exportadores que têm cargas no mar, no porto, que já não há como reverter, eles estão bem preocupados. As perdas acontecerão. Mas como eu falei: significativa ao ponto de quebrar empresas do Brasil, ainda não temos notícias. Agora, é claro, essa reação do mundo de bloquear bens, de retirar do sistema bancário universal a Rússia, isso é óbvio que tem consequências imprevisíveis”. 

As sanções econômicas internacionais afetam inicialmente os pagamentos e as transações financeiras e o transporte das cargas, que passam por companhias internacionais.

Ex-ministro Francisco Turra em entrevista ao Café do MyNews desta sexta-feira (4). Foto: Reprodução (Youtube)

A questão dos fertilizantes 

A Rússia e a Bielorússia são fornecedoras essenciais de fertilizantes para o Brasil. Apesar do crescimento do agronegócio, não somos autossuficientes em relação aos fertilizantes. Por exemplo, o país importa cerca de 90% do cloreto de potássio – um dos principais fertilizantes utilizados no Brasil. Desse total, 20% vem da Bielorússia e o resto, da Rússia e do Canadá. A Associação Nacional para Difusão de Adubos informou que o Brasil ainda tem fertilizante para os próximos três meses.

Mesmo com a evidente dependência da Rússia nesse aspecto, Turra diz que o Brasil precisa “de mais coragem” para se posicionar contra o conflito, já que a nação europeia já suspendeu as importações brasileiras quando considerou necessário. “Quando veio a Operação Carne Fraca, vários países tomaram uma atitude contra o Brasil, na suspensão das importações [da carne brasileira]. Entre eles, a Rússia”, relembrou o ex-ministro. 

A Operação Carne Fraca foi feita em 2017 pela Polícia Federal para investigar supostas propinas pagas para a venda de carne sem inspeção em dezenas de frigoríficos brasileiros. 

Ministra Tereza Cristina, à direita, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes de entrar no ministério, era a líder da bancada ruralista na Câmara dos Deputados e crítica às legislações relacionadas ao meio ambiente. Foto: Reprodução (Facebook)

A autossuficiência em relação aos fertilizantes foi outro assunto que entrou em pauta desde que a invasão à Ucrânia começou. Na quinta (3), na live semanal do presidente Bolsonaro, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que o governo deve lançar ainda este mês um programa nacional para estimular a produção brasileira de fertilizantes. Segundo ela, o programa vem sendo estudado desde 2019. 

Desde o começo do conflito na Europa, Bolsonaro defende com mais força a mineração em terras indígenas para a produção de fertilizantes. No seu Twitter, ele enalteceu o PL 191/2020, que fala da criação de “condições” para o extrativismo hídrico e mineral em territórios dos povos nativos. Na live da quinta, Tereza Cristina citou as licenças ambientais como um dos problemas para a produção nacional dos adubos.

O ex-ministro da Agricultura Francisco Turra não acredita numa falta imediata dos adubos, mas concorda com o governo em relação à necessidade de autossuficiência do Brasil e afirmou que o extrativismo sem ferir regras ambientais é importante e pode até contribuir para a Amazônia. 

Para a geóloga e professora da Universidade de Brasília (UnB) Suzi Huff Teodoro, o presidente está usando a crise na Europa para tentar passar o PL. Ela explicou no Almoço do MyNews (assista acima) da quarta-feira (3) que estudos para mineração na Amazônia já foram feitos pela Petrobras, onde foram identificados outros entraves no início da mineração.

“Infelizmente ainda se mantêm problemas, desafios tecnológicos importantes para viabilizar a exploração. Tem problemas de logística e eu destaco como principal a oferta de energia adequada, então teria que construir um ramal a partir de uma das usinas do Norte”, contou a professora. 

O PL 191/200 quer mudar  a proibição constitucional de mineração em terras indígenas. Ainda que a exploração comece imediatamente, Teodoro reforçou na entrevista que qualquer resultado viria a longo prazo, não abasteceria o mercado em caso de uma falta dos fertilizantes causada pela guerra. Para ela, Bolsonaro está usando o conflito para incentivar a aprovação do Projeto de Lei, que aguarda criação de comissão temporária na Câmara dos Deputados.

Confira na íntegra a edição do Café do MyNews desta sexta-feira (4):

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Putin coloca arsenal nuclear da Rússia em alerta https://canalmynews.com.br/internacional/putin-coloca-arsenal-nuclear-da-russia-em-alerta-especialistas-discutem-potencial-poder-de-destruicao/ Tue, 01 Mar 2022 14:45:56 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25178 O presidente russo Vladimir Putin declarou que a Rússia colocou em alerta o seu arsenal nuclear. A notícia foi recebida com receio pela política internacional, que teme um possível desastre nuclear de grandes proporções.

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O presidente da Rússia Vladimir Putin colocou o arsenal nuclear do país em alerta. A notícia foi recebida com receio pelas instituições internacionais, que temem um desastre ainda maior do que o já visto nas terras ucranianas. 

Não se sabe ao certo quantas armas nucleares estão em posse do país russo, visto que o assunto é segredo nacional, no entanto há estimativas que apontam que a Rússia possui cerca de 6 mil ogivas nucleares, onde 4 mil são de arsenal ativo e o restante em desmantelamento. 

Para o professor de relações internacionais e criador do podcast Petit Jornal, Tanguy Baghdadi, as chances de um conflito nuclear são baixas, apesar de preocupantes. 

“O que é importante saber é que uma arma nuclear é capaz de fazer com que São Petesburgo e Moscou vire um grande estacionamento porque não sobra nada. Nesse ponto eu acredito em uma certa racionalidade até do Putin, porque existem certos limites que ele não vai ultrapassar. Pelo menos eu acredito”, declarou em entrevista ao Segunda Chamada do MyNews da segunda-feira (28). 

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Segundo o professor, o significado de colocar o arsenal nuclear do país em alerta tem a ver com a busca por uma resposta rápida caso a Rússia seja atacada. 

“Esse alerta quer dizer é que caso a Rússia seja atacada a resposta será imediata. Quando a gente fala em ataque nuclear a gente não está falando nunca ou pelo menos a gente espera assim, que alguém ataque primeiro. Mas o que a Rússia está dizendo é ‘Não tentem atacar a Rússia porque a Rússia vai ser capaz de responder antes mesmo de um míssil nuclear atingir o território'”, explicou. 

Segundo a Federação dos Cientistas Americanos (FAS, da sigla em inglês) o arsenal russo ao lado do arsenal norte-americano representa 90% das ogivas nucleares do mundo. Ou seja, assim como no cenário da Guerra Fria pós Segunda Guerra Mundial, ambos os países têm alto poder nuclear.

Sanções econômicas

Fortes sanções econômicas foram anunciadas contra a Rússia. Ainda na quinta-feira (24), data do início da invasão à Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou um pacote de restrições voltadas ao país russo. 

O pacote inclui limitação de negócios feitos em diversas moedas, limitação da capacidade de financiamento das forças armadas russas e bloqueio dos ativos de grandes bancos russos.

Democrata Joe Biden, presidente dos EUA, anunciou sanções contra Rússia na quinta-feira (24). Foto: Gage Skidmore (Domínio Público).

Posteriormente, a Rússia também foi banida da Swift, rede internacional de pagamentos bancários. As sanções econômicas têm sido a maneira do resto do mundo tentar barrar o conflito no país.

“Eu acho que  ponto agora é uma questão de tempo e essa parte a gente não tem como prever ainda. A intenção do Putin sempre foi ganhar a guerra da Ucrânia muito rapidamente. A gente viu que em um dia ele já tinha chegado muito próximo das principais cidades do país. E no segundo dia já tinha expectativa de conseguir tomar a capital”, afirmou Tanguy. 

Segundo ele, a Rússia deve tentar correr contra o tempo para atingir o objetivo de dominar o país ucraniano, em busca de menores consequências econômicas. 

“Se ele conseguir tomar [a capital da Ucrânia] no oitavo dia, no décimo dia [de conflito], ele consegue colocar todo mundo na mesa a tempo de não sofrer tanto assim com as sanções econômicas”, contou.

Confira na íntegra a edição do Segunda Chamada da segunda-feira (28):

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‘Tem militar em todo lado’, diz brasileira ao tentar sair da Ucrânia https://canalmynews.com.br/internacional/nao-conseguimos-tem-militar-em-todo-lado-diz-brasileira-ao-tentar-sair-da-ucrania/ Sun, 27 Feb 2022 18:40:28 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24799 A brasileira Vitória Magalhães fez um relato em suas redes sociais sobre a caminhada de mais de 10 horas que enfrentou ao lado do marido, filho e amigos. Eles tentam cruzar a fronteira com a Polônia, para fugir do país ucraniano.

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Brasileiros que querem sair da Ucrânia após as invasões russas seguem sem conseguir. Por meio das redes sociais, eles têm feito relatos sobre o drama de estarem presos no país, sem muitas alternativas para escapar do conflito nas ruas ucranianas.

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“A gente chegou até a última cidade para passar na fronteira, não conseguimos, tem militar em todo lado. Os meninos tentaram avisar que eram brasileiros, eles [militares] empurraram. Eu tentei também, eles [militares] empurraram. Não deixam a gente passar. A gente está em um posto, a gente não tem coberta, o Benjamim [filho] tá dormindo, a gente não tem como voltar para trás, não tem como ir para frente. A gente não sabe o que fazer”, disse Vitória Magalhães, esposa de Juninho, jogador do Zorya, time da cidade de Luhansk.

Junto com ele estão os também brasileiros e jogadores do mesmo time Guilherme Smith e Cristian Fagundes. De acordo com Vitória, o grupo caminhou por mais de 10 horas a pé, entre a cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, e a fronteira com a Polônia. Quando chegaram ao local, eles não conseguiram ultrapassar o limite do país ucraniano e precisaram retornar a Lviv. Na cidade, eles se hospedados em um hotel, custeado pela embaixada do Brasil.

Outro grupo de brasileiros que tenta deixar o país ucraniano está na capital Kiev. A brasileira Maria Paula Marinho, mulher do jogador de futebol Marlon Santos, registrou em suas redes sociais o momento em que um comboio de brasileiros buscava deixar Kiev.

Nas imagens, Maria Paula aparece bastante emocionada. “Estamos saindo daqui agora, está tudo muito assustador. Só queria dizer que estamos a caminho e pedir que orem muito pela gente”, disse na gravação.

O grupo estava indo em direção à estação de trem. “A embaixada informou que vai ter três trens saindo daqui. Estamos saindo em comboio com todos os brasileiros”, contou. O veículo em que eles estavam tinha a bandeira do Brasil na frente, em uma tentativa de mostrar que não faziam parte do conflito.

No sábado (26), a Embaixada do Brasil informou que existem trens que estão levando os civis para cidades próximas a fronteira. Os jogadores, no entanto, relataram que não é seguro ir de carro até a estação de trem e que existem poucas formas para se chegar a esses locais.

Ainda na quinta-feira (24), data do início das invasões russas, jogadores brasileiros que estavam reunidos em um hotel se juntaram e gravaram o vídeo de apelo, pedindo para que o governo federal os ajudasse no resgate.

A Força Aérea Brasileira  pretende realizar uma operação de resgate aos brasileiros que estão na Ucrânia na terça-feira (1º). De acordo com informações da TV Globo, documentos obtidos pela emissora aponta que uma operação com duas aeronaves KC-390 será dirigida até a Polônia, para repatriar brasileiros.

Dentro das fronteiras

No sábado (26), a ucraniana, tradutora e pesquisadora Olena Vladyka falou sobre o clima de apreensão dentro das fronteiras ucranianas. Ela mora na cidade de Kiev, mas decidiu ir em direção ao oeste do país para o local onde seus pais moram, desde o início da invasão na quinta-feira (24).

“Eu não me sinto segura, porque aqui a nossa vila fica perto de um posto de exército regular, a uns 30 quilômetros desse local. A noite nós escutamos o barulho de bombardeamento a cada duas horas”, disse a ucraniana em entrevista ao Canal MyNews.

A conversa foi interrompida após o marido de Olena avisar que aviões sobrevoavam a casa em que a família está abrigada. Posteriormente, ela postou em suas redes sociais imagens da família abrigada em um porão, esperando o sobrevoo das aeronaves.

Confira a entrevista na íntegra no Canal MyNews:

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‘Escutamos barulho de bombardeamento a cada duas horas’, diz ucraniana https://canalmynews.com.br/internacional/escutamos-o-barulho-de-bombardeamento-a-cada-duas-horas-diz-ucraniana-durante-entrevista-interrompida-por-sobrevoo-de-aeronaves/ Sat, 26 Feb 2022 15:55:17 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24765 Tradutora e pesquisadora ucraniana Olena Vladyka deu entrevista ao MyNews neste sábado (26), mas precisou sair da conversa de supetão. Ela está abrigada em uma cidade no oeste da Ucrânia ao lado família.

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“Eu não me sinto segura, porque aqui a nossa vila fica perto de um posto de exército regular, a uns 30 quilômetros desse local. A noite nós escutamos o barulho de bombardeamento a cada duas horas. […] A única coisa que me ajuda um pouco é que estou com a minha família, estou com os meus pais, os pais do meu marido. Isso me dá um pouco do sentimento de segurança, mas segurança física não há”. 

O relato acima foi feito pela ucraniana Olena Vladyka, que saiu da capital Kiev, onde mora há oito anos, em direção à cidade dos pais no oeste do país. Olena é tradutora e pesquisadora especializada na língua portuguesa e deu entrevista ao MyNews na manhã deste sábado (26). A conversa, no entanto, foi interrompida após o marido de Olena avisar que aviões sobrevoavam a casa em que a família está abrigada. 

“O clima aqui é muito intenso, meu marido me informou que em cima da nossa casa temos muitos aviões, não sei se nossos ou russos”, disse a ucraniana antes da sua conexão com a internet ser interrompida. Alguns minutos depois ela postou em sua conta no Instagram vídeos que mostram a família escondida no porão da residência, aguardando a saída dos aviões. 

Olena em entrevista ao MyNews deste sábado (26). Foto: Reprodução (Youtube)

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Olena tem feito relatos em português sobre a situação da Ucrânia. Ela contou que mora na capital Kiev, mas que decidiu ir em direção à casa dos pais porque entendeu que Kiev seria um dos principais alvos dos russos durante as invasões.

“Na quinta-feira eu acordei de madrugada com os barulhos de bombardeamentos. […] Decidimos sair d e Kiev porque entendemos que talvez será o alvo dos russos. Estamos na casa dos meus pais que fica no oeste da Ucrânia mais perto da fronteira com a Polônia”, contou. 

A tradutora já não estava mais na capital quando grupos militares russos começaram a invadir a cidade. Segundo Olena, as informações oficiais são de que o exército russo não ingressou na capital ainda, mas que pequenos grupos de soldados com cinco ou dez pessoas.  

Um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais na sexta-feira (25) mostrou um tanque de guerra russo passando por cima de um veículo de passeio. De acordo com a Lupa, agência de fact-checking, o vídeo é verdadeiro e foi gravado no distrito de Obolon na quinta-feira (24). O motorista que estava no veículo foi resgatado com vida, segundo a agência.

“Um tanque de guerra ultrapassou o carro da pessoa, é uma loucura. Os meus amigos tem instagram eles filmaram isso do apartamento deles também”, disse Olena.

Resposta ucraniana

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyym publicou diversos vídeos em suas redes sociais neste sábado (25). Nas gravações, feitas em frente ao seu escritório de Kiev, o ucraniano disse que o pais não iria abaixar as armas. “Vamos defender nosso Estado”, falou.

Segundo Olena, o sentimento de seus familiares e amigos é de proteção e luta. “Nós temos filas nos postos [do exército] onde há muitos homens que querem se inscrever como soldados e protetores. […] E sim muitas pessoas tem procurado, aqui na minha vila todo mundo já foi lá dizer que estão prontos”, contou. 

“A recomendação do governo local é a partir de 18h30 apagar todas as luzes de casa”, relatou. A tentativa, conforme explicou a tradutora, é para tentar manter a população em maior segurança durante o período noturno. “O sentimento dos homens, do povo, de todos é de luta. Até eu penso em ir para alguma cidade vizinha para ajudar, fazer um chá ou café, só para ajudar as pessoas”, contou. 

O governo ucraniano determinou, a partir do decreto da lei marcial ainda na quinta-feira (24) – que estabelece a instituição das leis militares em detrimento das leis civis do país – que ucranianos do sexo masculino com idade entre 18 e 60 anos não deixem o país. 

Confira a entrevista na íntegra no Canal MyNews:

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O que é Swift e por que há pedidos para Rússia ser banida da rede https://canalmynews.com.br/internacional/o-que-e-a-swift-e-porque-ha-pedidos-para-russia-ser-banida-da-rede/ Fri, 25 Feb 2022 19:25:37 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24719 Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (Swift, da sigla em inglês), principal rede de pagamentos internacionais do mundo. 

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As medidas anunciadas pelos países ocidentais para tentar impor limites à Rússia têm se concentrado em questões econômicas. Além das sanções já anunciadas pelo presidente norte-americano Joe Biden, há uma pressão na política para que a Rússia seja banida da Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (Swift, da sigla em inglês), principal rede de pagamentos internacionais do mundo.

Na quinta-feira (24), Biden afirmou que aplicaria o que classificou como “a maior sanção econômica da história” ao país russo, após a invasão ao território ucraniano, iniciada na noite da quinta-feira (24). Na mesma data, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, defendeu a exclusão do país russo da sociedade.

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Por meio de sua conta no Twitter, o chanceler, que já havia pedido à medida anteriormente, se posicionou mais uma vez à favor de sanções mais duras à Rússia após o ataque militar. “Não serei diplomático quanto a isso. Todos os que agora duvidam se a Rússia deve ser banida da SWIFT precisam entender que o sangue de homens, mulheres e crianças ucranianos inocentes também estará em suas mãos. Proibam a Rússia da Swift”, escreveu Kuleba.

A sede da Swift fica localizada na Bélgica, ou seja, é vinculada às regras belgas e da União Europeia. A sociedade funciona através de uma cooperativa de milhares de instituições membros que utilizam o serviço. Em 2020, o lucro da organização foi estimado em 36 milhões de euros.

Em situações anteriores nas quais houve pressão para banimento de outros países, a sociedade se descreveu como neutra e afirmou que não tomaria uma decisão de desconectar instituições como resultado de pressão política.

Sanções à Rússia

Em pronunciamento feito na tarde da quinta-feira (24), o presidente norte-americano Joe Biden informou que as sanções impostas à Rússia trariam consequências para a economia do país pelos anos seguintes. Segundo ele, as medidas foram debatidas em conjunto com os outros membros do G7, composto pelos EUA, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido

As principais sanções anunciadas por Biden foram:

  • Limitação de negócios feitos em dólares, euros, libras e ienes para a Rússia, em uma tentativa de barrar o país de fazer transações com a economia global;
  • Limitação da capacidade de financiamento das forças armadas russas;
  • Prejudicar a capacidade do país russo de competição na economia de alta tecnologia pelos próximos anos;
  • Sanções contra bancos da Rússia que detêm cerca de US$ 1 trilhão em ativos;
  • Bloqueio dos ativos de quatro grandes bancos russos, o que significa que todos os valores que eles têm nos EUA serão congelados.

As medidas, no entanto, são tidas como limitadas pelo especialista em política internacional Caio Blinder. “O que se chama de pacote de sanções raramente funciona. Um caso raro foi África do Sul durante o apartheid. […] O efeito é muito limitado. Muito mais punitivo e um certo show de diplomacia”, afirmou em entrevista ao Cruzando Fronteiras desta sexta-feira (25). Segundo ele, as medidas impostas têm um “papel muito mais punitivo do que persuasão ou de alteração de comportamento”.

Confira a entrevista completa na edição do Cruzando Fronteiras desta sexta-feira (25):

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Tropas russas entram em Kiev; presidente ucraniano é alvo https://canalmynews.com.br/internacional/tropas-russas-entram-em-kiev-presidente-ucraniano-afirma-que-e-alvo-numero-um/ Fri, 25 Feb 2022 15:31:32 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24727 Após madrugada com intensificação de bombardeios na capital ucraniana, tropas russas chegam por terra a Kiev. Governo recomenda aos cidadãos o uso de coquetéis molotov para se defenderem.

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No começo desta sexta-feira (25), segundo dia da invasão das tropas russas à Ucrânia, Kiev registrou aumento nos bombardeios vindos dos russos. A teoria de que a Rússia pretendia tomar a cidade ficou confirmada com a entrada das forças militares por terra, o que foi anunciado pelo The New York Times entre 9h e 10h – início da tarde na Rússia e Ucrânia. 

A Ucrânia ainda não confirmou essa entrada oficial, mas o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que a cidade está em fase defensiva. O governo confirmou a chegada de veículos militares ucranianos para defender a capital. 

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O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, está em Kiev e afirmou num pronunciamento na quinta (24) que é o alvo número um da Rússia, e que o número dois é a sua família. Ele também disse que a Ucrânia foi abandonada pelo ocidente e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Quem está disposto a lutar conosco? Não vejo ninguém”, questionou Zelensky.

O Ministério da Defesa da Ucrânia recomendou aos moradores da capital para que se defendessem dos russos com coquetéis molotov. Redes de televisão ucranianas têm transmitido instruções de como preparar os coquetéis em casa. Ainda antes do início dos combates, houve relatos de instruções feitas em escolas, nas quais os professores ensinaram os alunos a reconhecer bombas e se defender de situações de perigo.

 

Nenhum país ofereceu forças militares para lutar com a Ucrânia contra a Rússia, apesar de diversas reações internacionais contrárias à guerra. Nesta sexta, a França anunciou que pode oferecer segurança, “se necessário”, ao presidente Zelensky. A afirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian.

Ainda na quinta-feira (24), o presidente Joe Biden, em pronunciamento feito na Casa Branca, declarou que pretende enviar 7 mil soldados americanos à Europa, mas que eles não devem entrar no território ucraniano e que o objetivo é proteger as fronteiras dos países membros da Otan.

Sanções econômicas

Até o momento, as sanções mais significativas à economia russa partiram da União Europeia e dos Estados Unidos. As medidas, no entanto, são tidas como limitadas pelo especialista em política internacional Caio Blinder.

“O que se chama de pacote de sanções raramente funciona. Um caso raro foi África do Sul durante o apartheid. […] O efeito é muito limitado. Muito mais punitivo e um certo show de diplomacia”, afirmou Blinder em entrevista ao Cruzando Fronteiras desta sexta-feira (25). Segundo ele, as medidas impostas têm um “papel muito mais punitivo do que persuasão ou de alteração de comportamento”.

Num cenário de queda do governo ucraniano, o que já começa a ser cada vez mais palpável com a chegada dos russos em Kiev, o plano de Putin deve ser instaurar um líder pró-Rússia no país. É o que afirmou o professor de Relações Internacionais Faculdade Getúlio Vargas (FGV) Vinicius Rodrigues Vieira, em entrevista ao Café do MyNews desta sexta.

“Provavelmente alguém da Ucrânia  [a ocupar a chefia do país] para assegurar o mínimo de legitimidade, as aparências: por mais que a guerra seja brutal, isso acaba importando”, comentou o professor. 

Primeiro dia de conflito

A quinta-feira (24) começou para os ucranianos com a concretização do conflito que vinha se anunciando desde o fim de 2021. Diferente do que era esperado, os bombardeios não ficaram somente na região de Donbass, ao leste da Ucrânia, onde estão as autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Luhansk.

Esses territórios que se identificam como russos tiveram a independência reconhecida por Putin na segunda (21). Na ocasião, o presidente também anunciou que enviaria apoio militar à região, mas ainda afirmava que não tinha interesse em combate armado. 

Kiev, distante da região de Donbass, registrou ataques e orientou que os cidadãos se encaminhassem às estações de metrô – transformadas em bunkers – quando as sirenes tocassem. Mas os ataques aéreos não ficaram somente na capital e se estenderam por pelo menos 25 regiões, inclusive onde está localizada a Usina Nuclear de Chernobyl.

O ministério das Relações Exteriores da Ucrânia disse que se a Rússia continuar com a guerra, Chernobyl pode acontecer novamente em 2022, em referência à possibilidade de uma violação dos instrumentos utilizados para evitar uma exposição do material nuclear.

Segundo a Ucrânia, os ataques da Rússia nas primeiras 24 horas de conflito deixaram 137 pessoas mortas e 316 feridas. Esses números são incertos tanto do lado da Rússia quanto da Ucrânia, pela dificuldade de registro. A Organização das Nações Unidas (ONU) fala em pelo menos 25 civis mortos pelos bombardeios.

A Agência da ONU fala em cerca de 100 mil pessoas que precisaram deixar as suas casas e dezenas de milhares que se refugiaram em outros países, principalmente nos que fazem fronteira com a Ucrânia, a exemplo da Polônia. 

Para acompanhar mais análises, assista na íntegra à entrevista do Café do MyNews desta sexta-feira (25):

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Bolsonaro desautoriza Mourão e segue sem se posicionar sobre invasão russa https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-desautoriza-mourao-e-segue-sem-posicionamento-claro-sobre-invasao-russa-a-ucrania/ Fri, 25 Feb 2022 14:55:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24729 Em sua live semanal transmitida na noite da quinta-feira (24), Bolsonaro disse que Mourão não deveria ter se pronunciado em nome do governo federal sobre conflito entre Rússia e Ucrânia.

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Em sua live semanal, vinculada na noite da quinta-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro (PL) desautorizou o vice-presidente brasileiro Hamilton Mourão, que havia dito que o Brasil não está neutro no embate entre Rússia e Ucrânia.

Ao lado do ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, o presidente afirmou: “com todo respeito a essa pessoa que falou isso [que o Brasil não era neutro] e eu vi as imagens, falou mesmo, está falando algo que não deve. Não é de competência dela, é de competência nossa. […] Quando é que eu falo qualquer coisa sobre esse problema Rússia e Ucrânia? Eu falo depois de ouvir o ministro Carlos França, das Relações Exteriores, e o da Defesa, Braga Netto. Se for o caso, convido algum ministro”. 

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Apesar da declaração, ele continuou sem definir um posicionamento claro sobre o conflito entre os dois países no leste europeu. As únicas declarações públicas que ele deu sobre o assunto foram em sua conta do Twitter e em sua live semanal, ambas na quinta (24). Em nenhuma delas ele defendeu ou criticou a invasão russa.

“Deixar bem claro: o artigo 84 diz que quem fala sobre esse assunto é o presidente. […] Nós somos da paz, nós queremos a paz. Viajamos em paz para a Rússia. Fizemos um contato excepcional com o presidente Putin. Acertamos a questão dos fertilizantes para o Brasil”, concluiu Bolsonaro sobre o assunto.

A viagem à Rússia feita pelo presidente aconteceu na terceira semana de fevereiro. Na data, ele chegou a levantar a hipótese que havia sido “Coincidência ou não” o fato do suposto recuo russo nas fronteiras após seu encontro com o presidente russo Vladimir Putin.

No Twitter, o presidente falou que estava empenhado em proteger os cidadãos brasileiros que estão na Ucrânia. Um posicionamento começou a ser cobrado após a divulgação de um vídeo em que jogadores brasileiros de times ucranianos, moradores de Kiev, apelavam para uma ação da embaixada brasileira. 

Em entrevista ao Café do MyNews desta sexta (25), o professor Vinicius Vieira analisou a posição de Bolsonaro. Segundo ele, o Brasil depende das relações com a Rússia, mas isso não impede de tomar melhores decisões sobre a nossa política externa.

“Ainda que ele desse uma declaração que colocasse o Brasil em cima do muro, ou que conclamasse numa linguagem diplomática as partes a buscar a paz, esperar que o melhor aconteça, seria muito melhor do que ficar em silêncio como Bolsonaro fez”, afirmou o professor. 

Mas, para Vieira, há um alinhamento de Bolsonaro com os ideais de Putin, motivo que também o impede de se posicionar: “Putin e Bolsonaro são quase que gêmeos siameses quando o assunto é a globalização”. O professor explica que a guerra instaurada pelo presidente russo é um ataque direto ao globalismo, movimento ao qual os apoiadores do presidente – em especial sua ala ideológica, olavista – também são contrários. 

Pela ausência de uma resposta contundente do líder brasileiro, o país entra para a lista de nações que não condenaram os atos da Rússia, como a China. 

Para acompanhar mais análises, assista na íntegra à entrevista do Café do MyNews desta sexta-feira (25):

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Estados Unidos anuncia sanções econômicas para Rússia devido invasão à Ucrânia https://canalmynews.com.br/internacional/estados-unidos-anuncia-sancoes-economicas-para-russia-devido-invasao-a-ucrania/ Thu, 24 Feb 2022 20:57:45 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24691 Presidente norte-americano Joe Biden, em pronunciamento coletivo feito nesta quinta-feira (24), declarou que Rússia sofrerá 'a maior sanção econômica da história'.

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O presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou, em pronunciamento coletivo realizado nesta quinta-feira (24), o que classificou como “a maior sanção econômica da história” contra a Rússia. Os EUA e os outros países do G7 devem aplicar restrições ao país em resposta à invasão feita à Ucrânia. O anúncio aconteceu após reunião virtual com representantes do grupo de territórios mais industrializados do mundo, composto pelos EUA, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido.

“Temos um trilhão de bens congelados, um terço dos bancos russos serão cortados do sistema financeiro. […] Sempre expusemos os planos e falsos pretextos da Rússia. Putin é o agressor, Putin escolheu essa guerra e agora ele e seu país sofrerão as consequências”, declarou o norte-americano durante o pronunciamento feito na Casa Branca, em Washington.

As principais sanções anunciadas por Biden foram:

  • Limitação de negócios feitos em dólares, euros, libras e ienes para a Rússia, em uma tentativa de barrar o país de fazer transações com a economia global;
  • Limitação da capacidade de financiamento das forças armadas russas;
  • Prejudicar a capacidade do país russo de competição na economia de alta tecnologia pelos próximos anos;
  • Sanções contra bancos da Rússia que detêm cerca de US$ 1 trilhão em ativos;
  • Bloqueio dos ativos de quatro grandes bancos russos, o que significa que todos os valores que eles têm nos EUA serão congelados.

De acordo com Biden, soldados americanos devem ser enviados para Alemanha e Polônia. No entanto, ele afirmou que a intenção não é que os militares participem do conflito, mas sim protejam os aliados da Organização do tratado do Atlântico Norte (Otan), da qual os dois países fazem parte e os Estados Unidos são líder. A Ucrânia não faz parte da aliança, que estabelece que caso um dos países integrantes seja invadido, todos os outros devem contra-atacar.

“Nossas forças não estão, e não estarão, engajadas no conflito com a Rússia na Ucrânia. — Nossas forças não estão indo à Europa para lutar na Ucrânia, mas para defender nossos aliados da Otan e reassegurar nossos aliados no Leste. Vamos defender cada milímetro dos territórios da Otan. Vamos aumentar a capacidade da Otan para defesa coletiva”, declarou.

Razões do conflito

Ainda no fim de 2021, tropas russas começaram a ocupar territórios próximos à fronteira ucraniana. Na época, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que não havia intenção de invadir o país vizinho. No entanto, na segunda-feira (21) Putin reconheceu as regiões de Donetsk e Luhansk como repúblicas independentes da Ucrânia e também autorizou o envio de militares russos para áreas separatistas do país ucraniano.

As causas do conflito são múltiplas, mas o interesse da Ucrânia em fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar internacional liderada pelos Estados Unidos e composta por 30 países, é apontada por especialistas como uma das principais. Além disso, desde 2014 a Ucrânia sofre com embates separatistas entre as áreas de Donetsk e Luhansk e o resto do país.

Confira mais sobre a crise mundial no Almoço do MyNews desta quinta-feira (24):

 

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Posição do Brasil sobre conflito na Ucrânia é incerta https://canalmynews.com.br/internacional/posicao-do-brasil-sobre-conflito-entre-russia-e-ucrania-e-incerta-aponta-cientista-politico/ Thu, 24 Feb 2022 16:56:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24591 Professor do curso de Ciência Política na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Lucas Rezende criticou posicionamento do governo federal. 'O Brasil mantém uma postura em cima do muro em um momento extremamente grave da política internacional'.

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A posição do Brasil frente ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, deflagrado na noite da quarta-feira (23), ainda é incerta. O governo federal tem mantido uma postura que poder ser considerada dúbia para a política internacional, apontou o cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Lucas Rezende.

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“O Brasil se coloca em cima do muro em um momento extremamente grave. […] Por mais que haja diversas questões que impactam na causa dessa invasão russa, a gente tem que lembrar que estão quebrando o status quo político que foi definido desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, afirmou em entrevista ao Almoço do MyNews desta quinta-feira (24).

O vice-presidente do Brasil Hamilton Mourão disse, ao chegar no Palácio do Planalto nesta quinta, que o país não está se mantendo neutro em relação ao conflito. “O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade”, declarou o vice-presidente.

O presidente da república Jair Bolsonaro (PL), no entanto, não se pronunciou sobre a invasão, mesmo após participar de evento público no interior de São Paulo e discursar por cerca de 20 minutos.

Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “o governo brasileiro acompanha com preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia”.

O órgão também disse que o país é membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas e que permanece “engajado nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica, em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias”.

Para o professor da UFMG a declaração ainda não é o bastante para definir um claro posicionamento do país frente ao conflito.

“Há duas posições divergentes atualmente no governo brasileiro. De um lado a nota do Itamaraty que fica em cima do muro e do outro Bolsonaro que foi até a Rússia, esteve próximo do presidente Putin e se solidarizou com ele. Até o momento eu imagino que nos bastidores estejam acontecendo muitas discussões sobre qual seria o posicionamento que o Brasil deveria ter”, disse Rezende.  

Presidente da República, Jair Bolsonaro acompanhado do Presidente da Federação Russa, Vladmir Putin durante declaração à Imprensa.

Presidente da República, Jair Bolsonaro acompanhado do Presidente da Federação Russa, Vladmir Putin durante declaração à Imprensa em fevereiro de 2022. Foto: Alan Santos (PR – Planalto)

Na terceira semana de fevereiro Bolsonaro esteve com Putin e chegou a insinuar que havia sido responsável por suposto recuo da Rússia nas fronteiras com o território ucraniano.

“O apoio que o presidente Bolsonaro deu ao Putin no momento em que ele estava prestes a quebrar a soberania de um outro estado e quebrar com as bases do direito internacional, isso tem consequêncioas. A gente viu a porta voz do governo Biden [dos EUA] dizendo que o Brasil está se aliando ao lado errado, por exemplo”, afirmou Rezende. 

Outras figuras políticas se pronunciaram

Os pré-candidatos às eleições de 2022 que figuram na frente das pesquisas de intenção de voto se pronunciaram sobre a invasão russa. Ciro Gomes (PDT) criticou o governo atual e disse que “no mundo atual não existe mais guerra distante e de consequências limitadas”. “Precisamos nos preparar, portanto, para os reflexos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Muito especialmente por termos um governo frágil, despreparado e perdido”, completou em sua conta do Twitter.

Na mesma rede social, o ex-juiz Sérgio Moro disse repudiar a violação da soberania da Ucrânia. “A paz sempre deve prevalecer”, escreveu.

Por meio de nota, a pré-candidata e atual senadora Simone Tebet disse que “o governo federal precisa deixar claro que nosso respeito é à soberania e aos princípios de não intervenção territorial, e que estaremos lutando por uma solução de paz, por meio do diálogo e da diplomacia”.

Confira a entrevista completa do cientista político Lu

cas Rezende na edição do Almoço do MyNews desta quinta-feira (24):

 

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Líderes e organizações mundiais se manifestam sobre conflito entre Rússia e Ucrânia https://canalmynews.com.br/internacional/lideres-e-organizacoes-mundiais-se-manifestam-sobre-conflito-entre-russia-e-ucrania/ Thu, 24 Feb 2022 14:50:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24553 Conflito mais recente entre Rússia e Ucrânia, que se desenhava desde o fim de 2021, teve início na noite da quarta (23). Figuras políticas repercutiram crise militar e diplomática sem precedentes na história recente europeia.

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O início do conflito entre Rússia e Ucrânia, na noite da quarta-feira (23), provocou reações de líderes e organizações mundiais. O conflito gerou uma crise militar e diplomática na Europa sem precedentes na história recente.

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou por meio de comunicado oficial publicado pela Casa Branca que a decisão do presidente russo Vladimir Putin representou a escolha de “uma guerra que trará perdas de vidas e sofrimento”. Biden também declarou que EUA e seus aliados vão “responder ao conflito de forma unida e decisiva”. “O mundo responsabilizará a Rússia”, disse ainda.

Em entrevista coletiva cedida nesta quinta-feira (24), o presidente da França Emmanuel Macron condenou a ação da Rússia e prometeu apoio ao território ucraniano. “A Rússia deve encerrar suas operações militares imediatamente. A França está trabalhando com seus parceiros e aliados para encerrar a guerra”, disse.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) António Guterres pediu para que Putin evitasse uma guerra na europa. “Por favor, senhor Putin, leve seus militares de volta. Não permita uma guerra na Europa. Esse conflito deve parar agora. Essa guerra não faz sentido e causará um nível extremo de sofrimento. Essas atitudes terão consequências”, afirmou.

De acordo com o colunista internacional do MyNews Jamil Chade, a grande preocupação dos órgãos internacionais é em relação à crise humanitária que pode acontecer devido ao conflito.

“É nesse trabalho que as agências da ONU já estão operando. Alguns cenários já apontam que existiria a possibilidade, se a guerra continuar, de nós termos 5 milhões de refugiados, algo absolutamente desestabilizador para vários países da região. Se a Hungria tinha problemas com alguns milhares de sírios em 2015, agora a crise é muito maior”, afirmou em entrevista ao Café do MyNews desta quinta-feira (24).

Confira a edição desta quinta-feira (24) do Café do MyNews:

Repercussão no Brasil

No Brasil, figuras políticas também se manifestaram sobre o conflito. O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, em frente ao Palácio do Planalto na manhã desta quinta-feira (24), que o Brasil não tem posição neutra sobre o conflito.

“O Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade”, declarou o vice-presidente.

Já o presidente do país, Jair Bolsonaro (PL), não se pronunciou sobre o conflito até a última atualização desta reportagem. Ele participou de um evento público em São José do Rio Preto (SP), na manhã desta quinta (24), mas não fez declarações sobre o assunto.

Na terceira semana de fevereiro o presidente do Brasil esteve na Rússia e chegou a afirmar que é solidário à Rússia, sem especificar sobre o que se referia exatamente.

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Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que “o governo brasileiro acompanha com preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia”.

O órgão também afirmou que o país é membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas e que permanece “engajado nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica, em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias”.

Causa do conflito entre Rússia e Ucrânia

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Crise acontece no leste europeu, mas afeta vários países do mundo. Foto: MabelAmber (Pixabay)

Ainda no fim de 2021, tropas russas começaram a ocupar territórios próximos à fronteira ucraniana. Na época, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que não havia intenção de invadir o país vizinho. No entanto, na segunda-feira (21) Putin reconheceu as regiões de Donetsk e Luhansk como repúblicas independentes da Ucrânia e também autorizou o envio de militares russos para áreas separatistas do país ucraniano.

As causas do conflito são múltiplas, mas o interesse da Ucrânia em fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar internacional liderada pelos Estados Unidos e composta por 30 países, é apontada por especialistas como uma das principais. Além disso, desde 2014 a Ucrânia sofre com embates separatistas entre as áreas de Donetsk e Luhansk e o resto do país.

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Jogadores brasileiros que estão na Ucrânia pedem ajuda para deixar o país https://canalmynews.com.br/internacional/jogadores-brasileiros-que-estao-na-ucrania-pedem-ajuda-para-deixar-o-pais/ Thu, 24 Feb 2022 14:30:21 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24550 País ucraniano foi atacado por tropas russas na noite da quarta-feira (23). Em vídeo publicado em suas redes sociais, jogadores pediram as autoridades brasileiras que ajam na retirada dos atletas de Kiev

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Um grupo de jogadores brasileiros que atuam no futebol ucraniano publicaram um vídeo, nesta quinta-feira (24), pedindo ajuda para deixar o país após a invasão das tropas russas. Os atletas, reunidos com os familiares em um hotel em Kiev – capital da Ucrânia – relataram a tensão vivida no país e as complicações no acesso aos transportes, combustíveis e notícias.

No vídeo, Fernando, atacante do Shaktar Donetsk, pede as autoridades brasileiras que ajam na retirada dos atletas de Kiev. Uma das familiares dos atletas ainda relata um sentimento de abandono diante da falta de alternativas.

Embaixada do Brasil na Ucrânia se manifesta no Twitter

O Governo do Brasil ainda não se manifestou sobre o pedido dos jogadores ou sobre a situação de outros brasileiros na Ucrânia.
Em postagem feita no Twitter, a Embaixada do Brasil na Ucrânia indicou que os brasileiros que estão no país não saiam de casa. “Com relação aos desdobramentos dos últimos dois dias, a Embaixada reforça sua recomendação de atenção e para que sejam evitadas visitas às províncias ucranianas de Donetsk e Luhansk. Aconselha-se aos cidadãos que já estejam nessas regiões que considerem deixá-las sem demora”, escreveu. 

UEFA pode tirar final da Liga dos Campeões da Rússia
A final Liga dos Campeões está marcada para acontecer no dia 28 de maio, em São Petesburgo, na Grazpom Arena, que fica a cerca de 1.000Km da Ucrânia. Porém, o jogo pode ser transferido para outra capital europeia. Uma das possibilidades é que aconteça em Londres, na Inglaterra. A UEFA ainda não anunciou a decisão, que deve ser tomada pelo concelho nos próximos dias.
A final do campeonato de 2021 já deveria ter acontecido na Rússia, mas foi suspensa por causa das condições impostas pela pandemia de Covid-19.
Na Ucrânia, todas as competições de futebol, de todos os níveis e idade, foram suspensas. Os times se preparavam para voltar aos campos no próximo sábado (26), depois das férias de inverno. A decisão foi anunciada no site oficial da Federação Ucraniana de Futebol.
Confira mais informações sobre conflito na edição do Almoço do MyNews desta quinta-feira (24):

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Invasão da Rússia à Ucrânia: entenda razões do conflito https://canalmynews.com.br/internacional/invasao-da-russia-a-ucrania-entenda-razoes-do-conflito/ Thu, 24 Feb 2022 13:30:48 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24532 Crise mais recente entre dois países se desenhava desde o fim de 2021, quando tropas russas começaram a ocupar territórios próximos às fronteiras ucranianas. Na noite da quarta (23), Rússia começou invasão.

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A invasão da Rússia à Ucrânia começou na noite da quarta-feira (23). Há relatos de ataques com mísseis e explosões em diversas cidades ucranianas, inclusive na capital Kiev. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram os estragos iniciais causados pelo conflito. 

O espaço aéreo do país foi fechado para voos civis ainda na quarta, de acordo com a Empresa de Serviços de Tráfego Aéreo do Estado da Ucrânia. As estações de trem e metrô do país amanheceram com centenas de pessoas em busca de locomoção. Na capital, o trânsito está congestionado com centenas de veículos em busca dos acessos às saídas da cidade. As imagens mostram, ainda, postos de gasolina e supermercados com filas gigantes.  

O presidente russo Vladimir Putin, em anúncio do ataque vinculado em rede de televisão aberta do país, disse que “quem tentar interferir ou, ainda mais, criar ameaças para o nosso país e nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia será imediata e levará a consequências como nunca antes experimentadas na história”.

Na manhã desta quinta (24), o presidente ucraniano Volodymyr Zenlensky declarou em mensagem que o país adotou a lei marcial, que é quando as regras militares passam a valer em detrimento das leis civis comuns. 

Zenlesky também pediu calma aos ucranianos e disse que conversou com o presidente dos Estado Unidos Joe Biden. Apesar de não ter revelado o teor exato da conversa, o presidente ucraniano afirmou que “os EUA já começaram a unir o apoio internacional”.

Razões do conflito

A principal razão do conflito é o interesse da Ucrânia em fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A organização estabelece uma aliança militar internacional entre os países que fazem parte dela. Ao todo, 30 territórios compõe atualmente a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos e tem como membros países como Alemanha, Reino Unido, França e Itália.

“Essas invasões do presidente Putin à Ucrânia representam uma pá de cal definitiva na antiga ordem internacional que foi criada no mundo pós Guerra Fria”, afirmou o cientista político Pedro Costa Júnior, em entrevista ao Café do MyNews desta quinta-feira (24).

“O grande tremor do Putin é um dia abrir a janela do Kremlin e ver as tropas da Otan por lá. Isso é uma questão de segurança nacional, do ponto de vista do Putin. […] A Ucrânia é um país cuja fronteira com a Europa é mais crucial ainda para a Rússia. E Ucrânia, em 2014, sinalizou muito para a Europa com as chamadas revoluções coloridas”, declarou o cientista político.

Outro ponto relevante dessa crise são os embates separatistas dentro do território Ucraniano. Desde 2014, o país vive em conflito com territórios localizados no leste, nas regiões de Donetsk e Luhansk. Esses dois locais têm o apoio da Rússia na guerra com a Ucrânia. Nessa região do leste ucraniano fica localizada a bacia de Donbass, que é a mais importante fonte de energia e a maior região industrial do país, de acordo com a “Encyclopedia of Ukraine”, feita pelo Instituto Canadense de Estudos Ucranianos (CIUS).

O presidente russo Vladmir Putin havia dito que não tinha intenção de invadir o país vizinho, mas em 21 de fevereiro reconheceu as regiões de Donetsk e Luhansk como repúblicas independentes da Ucrânia e também autorizou o envio de militares russos para áreas separatistas do país ucraniano.

Confira abaixo entrevista completa sobre o tema no Café do MyNews desta quinta-feira (24)

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