Arquivos Eduardo Leite - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/eduardo-leite/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 23 May 2024 16:44:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Governo gaúcho tem dez dias para explicar mudança em código ambiental https://canalmynews.com.br/noticias/governo-gaucho-tem-dez-dias-para-explicar-mudanca-em-codigo-ambiental/ Thu, 23 May 2024 16:44:17 +0000 https://localhost:8000/?p=43397 Fachin determina rito sumário para julgamento de ação no Supremo

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo de dez dias para que o governo do Rio Grande do Sul e a Assembleia Legislativa gaúcha esclareçam as mudanças realizadas no Código Estadual do Meio Ambiente, em que foram flexibilizadas regras ambientais.

Fachin também enviou a ação direta de inconstitucionalidade (ADI) sobre o assunto para julgamento de mérito no plenário do Supremo, adotando assim rito sumário para avaliação. A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão cinco dias para se manifestar, após os esclarecimento das autoridades gaúchas.

A ação foi aberta pelo Partido Verde (PV), segundo o qual, as alterações, que foram sancionadas pelo governador Eduardo Leite em 9 de abril, tiveram o objetivo de flexibilizar as regras ambientais de modo a permitir a construção de reservatórios e outras intervenções, como a derrubada da vegetação nativa em áreas de proteção permanente (APAs).

O PV alega ter havido retrocesso ambiental, o que é vedado pelo Constituição, bem como que as mudanças na lei promoveram a “continuidade empírica da devastação no Rio Grande do Sul”.

A ADI foi proposta no contexto da tragédia ambiental que atinge o Rio Grande do Sul desde o fim de abril, quando fortes chuvas começaram a cair no estado, causando enxurradas e inundações. Até o momento, foram confirmadas 163 mortes e bairros inteiros em diversos municípios permanecem submersos.

Na decisão em que adotou o rito sumário para a ADI, assinada na última segunda-feira (20), Fachin escreveu que se trata de “matéria apresentada pelo partido [que] ostenta nítida relevância e possui especial significado para a ordem social e para a segurança jurídica”.

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RS anuncia plano para reconstruir o estado após as chuvas https://canalmynews.com.br/noticias/rs-anuncia-plano-para-reconstruir-o-estado-apos-as-chuvas/ Fri, 17 May 2024 17:42:05 +0000 https://localhost:8000/?p=43083 Iniciativa contará, inicialmente, com R$ 12 bilhões

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Publicado em 17/05/2024 – 14:28 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou nesta sexta-feira (17) a criação do Plano Rio Grande, iniciativa estadual destinada a reparar os danos causados pelas consequências das fortes chuvas que atingiram o estado nas últimas semanas.

Segundo Leite, o projeto é abrangente e destinado “à reestruturação e reconstrução do estado”, e que exigirá a união de amplos setores da sociedade, além do apoio federal e da coordenação de esforços.

“Queremos engajar o setor privado, a sociedade civil, as prefeituras, o governo federal, todos em torno de um grande plano de reconstrução do estado”, declarou Leite ao assegurar que, no âmbito estadual, a iniciativa envolverá a todas as secretarias e órgãos públicos, que atuarão sob a coordenação da nova Secretaria da Reconstrução Gaúcha.

“Este é um plano que não se limita a uma única secretaria. Não teremos divisões. A cooperação será fundamental, em todos os níveis”, acrescentou Leite, explicando que a nova secretaria será responsável por “gerenciar e revisar as soluções e instruir os processos das demais secretarias”.

“Não é o caso de termos um compartimento, uma unidade que, sozinha, responderá pela reconstrução do estado. Vamos ter o alinhamento das ações em cada uma das secretarias, mas haverá nesta secretaria, um escritório de projetos. E caberá a ela promover o alinhamento e a transversalidade dos projetos com as secretarias finalísticas”, detalhou o governador.

Para garantir a efetividade das medidas, será criado o Fundo Plano Rio Grande (Funrigs), com um aporte inicial de R$ 12 bilhões provenientes do valor que o estado pagaria de dívidas com a União. O fundo também poderá receber recursos federais e emendas parlamentares.

Frentes

O Plano Rio Grande prevê ações em três frentes. Uma, de trabalho emergencial, com ações focadas no curto prazo, prioriza a assistência social, como o atendimento às pessoas afetadas pelas chuvas, especialmente as mais de 78 mil que precisaram deixar suas casas e buscar refúgio em abrigos públicos ou de entidades assistenciais.

A segunda frente, de reconstrução, envolve ações de médio prazo, como empreendimentos habitacionais, obras de infraestrutura e iniciativas que promovam a atividade econômica gaúcha. De acordo com Leite, técnicos do governo estimam que, nos próximos meses, o governo estadual deve deixar de recolher aos cofres públicos ao menos R$ 14 bilhões em tributos, em consequência da retração da atividade econômica.

A terceira frente do Plano Rio Grande prevê ações de longo prazo, como um plano de desenvolvimento econômico mais amplo, e será coordenada pelo próprio governador. “Não basta cuidarmos das pessoas no curto prazo e reconstruirmos o que tínhamos da forma como era. Vamos precisar apontar um horizonte e o futuro do estado com a capacidade de animar os próprios gaúchos e o Brasil”, explicou Leite durante a entrevista coletiva no novo Centro Administrativo de Contingência, espaço adaptado para abrigar parte da estrutura e dos servidores do Poder Executivo estadual, deslocados do Centro Administrativo Fernando Ferrari, um dos prédios públicos da capital gaúcha atingidos pelas inundações e alagamentos.

“Temos um grande desafio de coordenação entre todos os agentes [públicos envolvidos], o setor privado, a sociedade civil, as prefeituras e o governo federal. Tenho absoluta confiança de que estaremos à altura do que o momento histórico nos exige. Assim como sempre falamos sobre a enchente de 1941, no futuro, nos livros de História, vão falar da enchente de 2024. E temos a obrigação de estarmos à altura do que o momento histórico nos exige”, afirmou o governador Eduardo Leite.

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Sobe para 47 número de mortes no Rio Grande do Sul https://canalmynews.com.br/brasil/sobe-para-47-numero-de-mortes-no-rio-grande-do-sul/ Tue, 12 Sep 2023 12:36:01 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39521 Há ainda 46 pessoas desaparecidas, segundo Defesa Civil

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Subiu para 47 o número de mortes em decorrência das tempestades que atingiram o Rio Grande do Sul. De acordo com balanço divulgado na manhã desta terça-feira (12) pela Defesa Civil do estado, há ainda 46 pessoas desaparecidas. O último óbito foi registrado no município de Colinas, que registra duas mortes até o momento.

A cidade com o maior número de mortes é Muçum, com 16 já confirmadas. Roca Sales contabiliza 11 mortos. Na sequência vem Cruzeiro do Sul (5), seguido de Lajeado (3); Colinas, Estrela e Ibiraiaras (com 2 óbitos, cada). Bom Retiro do Sul, Encantado, Imigrante, Mato Castelhano, Passo Fundo e Santa Tereza registraram até o momento um óbito cada.

Segundo a Defesa Civil, há 46 pessoas desaparecidas, sendo 30 em Muçum; 8 em Lajeado e 8 em Arroio do Meio. Até o momento, 3.130 pessoas foram resgatadas. Há 4.794 desabrigados e 20.517 desalojados em decorrência das chuvas que afetaram 97 municípios e 340.928 pessoas, além de deixar 925 feridos.

Meteorologia
Boletim meteorológico divulgado pela Sala de Situação do governo do Rio Grande do Sul alerta sobre “alto volume de chuva e temporais esperados para os próximos dias, sobretudo na metade sul” do estado.

Até sexta-feira (15) há, segundo boletim divulgado nessa segunda (11), “risco de tempo severo em grande parte das regiões. Os volumes de chuva podem variar entre 100 milímetros e 200 milímetros nas regiões sul, campanha, oeste, centro, sudeste, leste e noroeste e ultrapassar 250 milímetros em alguns pontos. Além disso, o risco é alto para queda de granizo, descargas elétricas e vento forte”.

O risco de “tempo severo” esperado na metade sul do estado deverá se espalhar pela maioria das regiões nesta quarta-feira (13), em especial na região dos vales e no leste, além de se manter na metade sul.

Na quinta-feira (14), a expectativa é de “chuva moderada a forte com vento, sobretudo na metade sul e nas regiões dos vales, noroeste, norte, leste e nordeste”, informa o boletim meteorológico divulgado pela Sala de Situação. “Não são descartados transtornos associados a temporais isolados e elevados acumulados”, acrescenta o boletim.

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Eduardo Leite promete acolher divergências e governar para todo o RS https://canalmynews.com.br/politica/eduardo-leite-promete-acolher-divergencias-e-governar-para-todo-o-rs/ Mon, 31 Oct 2022 17:30:11 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34453 Candidato do PSDB, Eduardo Leite obteve 57% dos votos válidos

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O governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), prometeu respeitar as divergências ideológicas e governar para toda a população do estado, em pronunciamento hoje (31), um dia após o segundo turno das eleições de 2022.

“Quero dizer a todos que votaram em mim e no Gabriel [Souza, vice-governador eleito ontem], que sou consciente de que seus votos não validam integralmente a nossa agenda, o que reforça a necessidade de fazermos um governo ainda mais aberto ao diálogo, à participação dos diversos setores da sociedade para representarmos a todos. E quero dizer aos que não votaram em nós que seremos um governo aberto a ouvi-los para, assim, construirmos soluções para o Rio Grande do Sul”, disse Leite em seu primeiro pronunciamento após a Justiça Eleitoral reconhecer sua vitória sob o adversário político, Onyx Lorenzoni (PL).

Vestindo uma camiseta branca com a frase “Agora Somos Todos Nós Por Todos Nós”, Leite atribuiu o sucesso de sua campanha à capacidade de mobilizar o apoio de um amplo leque de forças políticas, bem como a preferência do eleitorado moderado.

“Tenho a consciência de que, mesmo tendo fortes divergências com a nossa agenda [programática], muitos votaram em nós porque entenderam que, do nosso lado, estava o melhor espírito democrático. Não só do [espirito democrático] que respeita um resultado eleitoral, mas também que, durante o mandato, respeita a divergência, o contraditório, as opiniões diferentes.”

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Leite e Gabriel receberam pouco mais de 3,687 milhões de votos, obtendo 57% dos votos válidos. Já a chapa adversária, do ex-ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni e de sua vice, Cláudia Jardim (PL), recebeu 2,767 milhões de votos, alcançando 42,8% dos votos válidos.

No primeiro turno, no início do mês, Eduardo Leite terminou em segundo lugar na disputa

“O estado nos deu uma grande vitória, mas não somos, agora, o governo eleito para os 57% da população que votou em nós. Seremos governo para 100% dos gaúchos”, acrescentou o governador eleito, insistindo no discurso conciliatório que incluiu um agradecimento ao seu adversário, Lorenzoni, que ao telefonar para reconhecer a derrota, desejou boa sorte ao futuro governo.

“Vou dar o melhor de mim para honrar a expectativa de um povo que disse que quer um governo eficiente, carinho, respeito. Vou lutar para fazermos deste estado o que ele merece ser: o melhor estado do Brasil para se viver”, disse Leite, antecipando o desejo de se reunir com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua equipe para “conversar sobre temas de interesse do Rio Grande do Sul”.

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Devemos chorar a morte dos tucanos https://canalmynews.com.br/voce-colunista/devemos-chorar-a-morte-dos-tucanos/ Fri, 01 Jul 2022 12:58:43 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31010 Os tucanos  morreram. Nunca simpatizei com eles. Mas estão fazendo falta. Nunca adivinharia que sem eles a própria democracia corre risco de morte.

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Infelizmente os tucanos morreram. Talvez o PSDB sobreviva enquanto sigla, talvez até volte a ter a importância que teve, mas os tucanos morreram. E mesmo nunca tendo simpatia por eles, só posso lamentar esta morte.

O PSDB começa como uma dissidência do PMDB. Ou talvez como um resgate ao verdadeiro PMDB. Herdeiro do MDB da época da ditadura, o PMDB deveria representar a linha de esquerda democrática que tentou, dentro dos seus limites, ser a oposição oficial ao ditatorial Arena. Naquela época ainda estávamos em plena Guerra Fria, e ser uma esquerda democrática significava defender um estado de bem estar social nos modelos europeus, a famosa Social Democracia que acabou dando nome ao PSDB.

Mas durante a Assembléia Constituinte de de 1987 o PMDB acabou por se aliar ao “Centro Democrático”, o germe do que hoje chamamos de Centrão. Era nada mais nada menos que a ala civil da direita conservadora da época, que tentava impedir que a nossa Constituição fosse moldada demais a esquerda. O PMDB, quem diria, tinha se juntado aos conservadores.

É neste momento que o PSDB surge. Tentando ocupar o espaço entre a direita civil democrática e a esquerda trabalhista e sindicalista representada por Brizola e Lula, que flertava com um misto de marxismo cubano, teologia da libertação e trabalhismo sindical.

Mas o destino reservava outro papel para os tucanos. Apesar da enfervescência política da redemocratização, havia um problema que praticamente sequestrava o debate político: a inflação. Vários planos econômicos bastante heterodoxos foram tentados, desde o congelamento de preços até o sequestro dos investimentos dos cidadãos. E a inflação continuava monstruosa.

Com o impedimento de Collor, seu vice, Itamar, une uma equipe de economistas liberais para tentar um choque mais ortodoxo, apesar de moderno. E assim nasce o Plano Real. Sob a coordenação do Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, um tucano, o PSDB recebe os louros de conseguir estabilizar a moeda brasileira.

E devido a característica liberal na economia do Plano Real, os tucanos acabaram por caminhar levemente a direita. E assim surge a primeira polarização da Nova República, com o PT ocupando o campo da esquerda e o PSDB o da direita. E este paradigma perdurou quase 30 anos. Tucanos viraram aves que defendiam um estado pequeno, eficiente, e austero na questão fiscal. Apesar de muito longe da perfeição, foi uma receita de tanto sucesso que Lula teve que se tucanizar com a Carta ao Povo Brasileiro para conseguir ser eleito e tirar o PSDB do poder.

Toda esta rememorização foi para lembrarmos como os tucanos foram importantes para se criar as bases da atual democracia brasileira, fortificando o discurso majoritário dos economistas, empresários e analistas da mídia brasileira, que perdura até hoje.

Mas eles morreram. Morreram principalmente porque apesar de terem conquistado o pensamento do mercado, não conseguiram manter contato com as bases populares. O liberalismo a moda tucana pode ter comovido o mercado, mas falhou em reduzir as desigualdades brasileiras e conquistar o coração do povo.

No momento em que seus rivais PTistas começaram a perder o controle de seu próprio governo, os tucanos eram  tidos comos seus sucessores naturais. Afinal desde 1994 o Brasil era governado por ou tucanos ou PTistas. Mas infelizmente não foi o que ocorreu. E a morte tucana começa com a disputadíssima eleição de 2014.

Até então o debate político brasileiro era entre uma direita que afirmava que o equilíbrio econômico deveria ser a questão prioritária, e uma esquerda que aceitava um pouco mais de gastos do governo em troca de programas sociais mais amplos. Ou, de outra forma, a direita dizia que a esquerda era composta de administradores irresponsáveis, e a esquerda acusava a direita de serem economistas que não se importavam com a pobreza.

Em 2014 o debate se tornou mais virulento. As acusações morais ganharam o centro do debate. E de repente os políticos deixaram de ser ver como rivais, e passaram a se ver como inimigos. Agora ambos acusavam o outro lado se serem canalhas, ladrões, traidores da pátria.

E após as urnas darem uma vitória apertadissíma para Dilma, o já não tão tucano Aécio Neves recusa a aceitar o resultado das urnas e pede recontagem. Era o início de um novo PSDB. Um PSDB raivoso, moralista, acusatório. Não que fosse unilateral. O PT também passou a rosnar até para o próprio rabo. Mas a decisão destacar as instituições eleitorais por raiva política abriu um triste precedente.

Tudo continua piorando até o impeachment de Dilma. Diferentemente do impeachment de Collor, que uniu a classe política brasileira, a saída de Dilma criou um fosso intransponível, e todos começaram a cavar trincheiras para uma luta de morte. Mas havia uma grande diferença entre o PT e o PSDB. O PT manteve suas bases com o sindicalismo, o movimento estudantil, o MST, etc. Já o PSDB estava presente apenas no mundo político.

Quando o ódio político se torna o centro do debate, os tucanos se viram alvo do ódio que esperavam que o apoiassem. Se por um momento Lula tinha se tucanizado, agora para a turba enfurecida o PSDB se tornou demasiadamente parecido com o PT.

A tentativa de renovação com nomes como Doria fracassou. Eram PSDBistas sem a cor e o tamanho dos bicos tucanos. Fenômenos como o olavismo e o bolsonarismo se tornaram enormes. E mesmo o liberalismo, carro chefe dos tucanos, acabou sequestrado por pseudo-liberais como o MBL.

Os tucanos morreram. E com eles, a direita democrática brasileira. O que sobrou foi a direita fisiológica, e a extrema direita. A direita que se alia a qualquer governo que não mude as estruturas econômicas brasileiras, e o protofascismo que acredita que a liberdade dos cidadãos de bem deve ser imposta as custas de piorar as desigualdades dos marginalizados e excluídos. Que qualquer luta de diminuir as desigualdades é na verdade pedido de privilégios. E que os conservadores precisam impedir isto a força.

Neste cenário sem uma direita moderada, tudo o que não é aliado da extrema direita parece comunismo. Num cenário desequilibrado como este, não existe debate político, apenas combate. E com isto o Brasil vai morrendo.

Os tucanos  morreram. Nunca simpatizei com eles. Mas estão fazendo falta. Nunca adivinharia que sem eles a própria democracia corre risco de morte.

*As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews

Quem é Aniello Olinto Guimarães Greco Junior?

Servidor público concursado do Tribunal Superior do Trabalho, Aniello Greco passou tempo demais na universidade, sem obter diploma. Já fingiu ser jogador de xadrez, de poker, crítico de cinema, sommelier de cerveja. Sabe de quase tudo um pouco, e quase tudo mal.

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O Dia D é hoje! Ou era, pelo menos… https://canalmynews.com.br/sara-goldschmidt/crise-interna-o-dia-d-e-hoje-ou-era-pelo-menos/ Wed, 08 Jun 2022 22:35:36 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=29587 Após crise interna no partido, PSDB pena para fechar apoio com o MDB e bater o martelo sobre candidatura de Eduardo Leite ao governo do RS.

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Depois de enfrentar uma crise interna por conta dos atritos em torno da pré-candidatura do ex-governador de São Paulo João Doria à presidência da República, o PSDB pena agora para oficializar a aliança com o MDB. Aliança que depende da desistência do deputado estadual Gabriel Souza (MDB) ao governo do Rio Grande do Sul, seu apoio à candidatura de Eduardo Leite (PSDB) ao Palácio Piratini, e quem sabe, o posto de vice do tucano. Em troca, o PSDB apoiaria Simone Tebet (MDB) na corrida presidencial.

O anúncio desse acordo estadual e nacional estava marcado para hoje, quarta-feira (08), mas ele não aconteceu. E segundo o ex-governador do Rio Grande do Sul (RS) Germano Rigotto (MDB), coordenador do programa de governo da pré-candidata à presidência Simone Tebet (MDB), não há data prevista para o anúncio. No twitter, Rigotto escreveu: “Vamos fazer isso no tempo adequado”.

Simone Tebet e Eduardo Leite

Apoio do PSDB à candidatura de Simone Tebet depende de acordos do RS, MS e PE. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

O jornal O Estado de São Paulo traz hoje (08) a manchete que Gabriel Souza aceitou retirar seu nome da disputa, mas ele não se manifestou publicamente sobre isso. No twitter, inclusive, ele compartilhou nesta terça-feira (07) uma matéria anunciando o nome do economista Gustavo Moraes como coordenador do seu plano de governo.

O MDB do RS também divulgou uma nota confirmando a pré-candidatura de Gabriel Souza ao governo do Estado. Inclusive reforçando que reiterou a decisão de ter candidatura própria durante a reunião que aconteceu ontem à noite com o Eduardo Leite.

Fato é que a decisão pode, sim, já ter sido tomada, mas por enquanto a cúpula do MDB gaúcho mantém seu posicionamento de março deste ano, quando lançou o nome do deputado estadual ao Palácio Piratini.

E enquanto o tempo de Rigotto não chega, Eduardo Leite aproveita para visitar feiras no interior do Estado e para divulgar seus feitos enquanto governador. Na última semana, por exemplo, ele compartilhou posts nas redes sociais sobre investimentos em saúde, redução de impostos sobre combustíveis e incentivo a programa de formação de jovens.

O ex-governador do Rio Grande do Sul, que prometeu não concorrer a um segundo mandato, está animado com as pesquisas internas do PSDB e com as pesquisas de intenção de voto, que apontam ele como o único candidato que venceria Onyx Lorenzoni (PL) ao governo do Estado. E por isso ele tem sido aconselhado também por aliados a quebrar a sua promessa. Lorenzoni foi ministro do Trabalho e Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PL) e deixou a pasta em março para concorrer ao Palácio Piratini.

Caso se confirme a candidatura de Leite, o próximo desafio é conseguir o feito inédito de ser o primeiro governador a ser reeleito no Rio Grande do Sul.

Nesta quinta-feira (09), uma reunião da executiva do PSDB deve ouvi-lo, e seu posicionamento quanto à confiança do apoio do MDB à sua candidatura pode ser decisivo para que os tucanos agilizem a oficialização do apoio nacional à Simone Tebet.

O MDB é o partido mais capilarizado do Rio Grande do Sul, por isso também a sua importância no palanque de Leite.

Lembrando que além do Rio Grande do Sul, o PSDB também aguarda a desistência dos pré-candidatos do MDB aos governos do Mato Grosso do Sul e de Pernambuco, e o apoio aos candidatos tucanos em ambos os estados. Tudo para alavancar a candidatura de Simone Tebet, que segundo a pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira (08), aparece com 3% dos votos no levantamento estimulado, com Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT) à frente.

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Presidente do Cidadania admite que a terceira via não tem candidato https://canalmynews.com.br/sara-goldschmidt/presidente-do-cidadania-admite-que-a-terceira-via-nao-tem-candidato/ Sat, 04 Jun 2022 18:38:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=29111 Em entrevista ao MyNews, Roberto Freire diz que partidos tem vários candidatos, mas não tem nenhum.

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O ex-deputado federal e ex-senador por Pernambuco Roberto Freire, presidente do Cidadania, afirmou em entrevista ao Canal MyNews que existem várias candidaturas da terceira via, mas concretamente não existe nenhuma. E que a única mais forte, a de Ciro Gomes (PDT), tem dificuldade de crescer porque o seu partido fez parte de uma base do governo Lula (PT).

Freire também relembrou que fazia um exercício com integrantes dos partidos, na tentativa de eleger um nome que melhor representasse a terceira via. “Eu juntava os nossos companheiros e dizia: se viesse alguém de um instituto de pesquisa fazer uma pesquisa com qualquer um de nós, muito provavelmente iria sair muitos indecisos, porque nós somos desse campo e estamos indecisos. Qual é o nosso candidato? Não tem. Você só tem sua preferência.”

Roberto Freire, presidente do Cidadania

Ex-deputado federal Roberto Freire afirma que Simone Tebet (MDB) é unanimidade no Cidadania. (Foto: Divulgação)

Mas o ex-deputado garante que o nome de Simone Tebet (MDB) é unanimidade no Cidadania, e que a senadora “promove a unidade desse grupo político que estamos chamando de centro democrático”. Segundo ele, a partir do momento em que o nome de Tebet foi anunciado como a alternativa à polarização Lula-Bolsonaro, é natural que as pessoas comecem a se interessar por ela, por conhecê-la melhor, e somente a partir daí poderá se ter um termômetro quanto ao crescimento ou não de sua candidatura.

O PSDB, no entanto, adiou o anúncio do apoio do partido à candidatura da senadora à presidência da República. Roberto Freire explica o porquê desse adiamento: “Neste momento há uma opção por uma candidatura estranha ao partido. Ou seja, numa coligação [MDB-PSDB], e sem ser o principal protagonista. E isso cria, e é legítimo, alguns setores que pensam e admitem que é fundamental ter um candidato próprio [do PSDB]. E estes líderes tem que ser ouvidos, e é nesse sentido que nós temos tido ainda um certo adiamento de uma decisão. Mas eu, pra ser mais enfático, eu quero dizer que não tenho dúvidas de que o PSDB vai decidir, tal como havia sido indicado em reunião na sede do Cidadania, pela indicação de Simone Tebet.”

Quando questionado sobre a possibilidade de Eduardo Leite voltar à cena, seja como cabeça de chapa, seja como vice, o presidente do Cidadania foi enfático: “Eduardo Leite não será candidato. O PSDB apoia a Simone ou será outro candidato, mas não será o Eduardo Leite.”

Roberto Freire também falou sobre o que considera um desastre para o Brasil numa eleição: a escolha de um candidato com base no ódio do outro. Mas admite que a indefinição com um nome da terceira via contribuiu e ainda contribui para que Lula e Bolsonaro se retroalimentem e ajam como se só houvesse dois postulantes ao Palácio do Planalto.

“Muitos dos que hoje dizem que votam em Lula, claramente já dizem: eu voto em Lula não é porque acho bom, é porque não voto em Bolsonaro de jeito nenhum. E do lado de Bolsonaro – isso inclusive no segundo turno de 2018 já funcionou -, funciona o antipetismo: aqueles que votam em Bolsonaro porque não votam em Lula de jeito nenhum. E o Brasil não pode caminhar para uma decisão em que as pessoas estão decidindo o futuro do presidente pela raiva de um ou de outro. Quem é menos ruim. Essa escolha é um desastre para o Brasil”, pondera o ex-deputado.

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Muito barulho por nada: crise no PSDB acaba em abraços e beijos, mas acabou mesmo? https://canalmynews.com.br/paulo-totti/muito-barulho-por-nada-crise-no-psdb-acaba-em-abracos-e-beijos-mas-acabou-mesmo/ Tue, 05 Apr 2022 13:59:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27233 João Doria (PSBD) acabou por deixar o governo de São Paulo para disputar as eleições presidenciais de 2022. Decisão foi precedida de crise dentro do partido tucano.

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Na mais bem humorada de suas peças, “Much ado about nothing”, William Shakespeare conta a história de amor e intriga, de Claudio, Hero, Beatriz, Dom Pedro e Dom João, que depois de tantas paixões, mentiras e traições, acaba tudo bem e a vida recomeça sem mais novidades como dantes, em Messina, na Sicília de 1599.  Se o bardo vivesse em nossos dias e estivesse em São Paulo, poderia escrever para o Netflix “Muito barulho por nada II”, uma série baseada no que viu e ouviu no auditório do Palácio do Morumbi.

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A quinta-feira (1°), antepenúltimo dia para se fechar a janela partidária e encerrar-se o prazo das desincompatibilizações, começou com previsões de tormentas políticas capazes de provocar mudanças no panorama eleitoral do país e implodir de vez o partido que desde 1995 monopoliza o poder na pauliceia, o PSDB.

Já pela madrugada noticia-se que João Dória desiste de ser candidato à presidência da república e pretende continuar governador até o final de seu mandato, em janeiro de 2023. O vice-governador Rodrigo Garcia considera-se traído pois tinha a promessa de assumir agora o governo e candidatar-se à reeleição em 2 de outubro. Garcia, pede demissão do cargo de secretário de Governo, que teria mesmo que abandonar dois dias depois, e anuncia que vai se mudar para o União Brasil.

Ao meio-dia a crise está instalada. Dória é que se sente vítima de uma traição generalizada: o governador gaúcho, Eduardo Leite, a quem Dória derrotou (54% x 44%) em prévia realizada em 2021, declara que o resultado da consulta que custou R$ 10 milhões ao fundo partidário, não é uma corrente que amarra o partido ante novos  desafios e soluções.

O senador Tasso Jereissati e o deputado Aécio Neves aconselham Leite a recusar o convite de Gilberto Kassab para ser presidenciável pelo PSD e continuar tucano, pois até a convenção o PSDB perceberá que Dória não cresce nas pesquisas.  O presidente do partido, deputado Bruno Araújo, dá entrevista em que subscreve que o resultado da consulta de 27 de novembro do ano passado pode ser revogado pela convenção em julho.

Governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, que decidiu ficar no PSDB. Crédito: Itamar Aguiar (Palácio Piratini)

O vice-governador Rodrigo Garcia, que Dória trouxe do DEM para ser candidato à sua sucessão pelo PSDB, dá sinais de que, empossado no Morumbi, vai cuidar de sua própria candidatura e deixar Dória sozinho (Dória fez isso com Geraldo Alckmin na eleição de 2018, uma traição que o levou a apoiar Jair Bolsonaro). Candidatos do PSDB ao governo em outros estados não se entusiasmam com a candidatura presidencial de Dória e a Globonews informa que Raquel Lyra, de Pernambuco, recusa aparecer em fotos ao lado do governador paulista.

Pouco depois do meio-dia, o presidente do PSDB distribui nota de dois parágrafos em que afirma ser Dória o candidato do partido e que a consulta será respeitada, como convém a uma agremiação política que se preza e com lideranças de moral ilibada.

O governador e o vice se reúnem, a sós, por três horas e reaparecem aos abraços – houve beijos também – no auditório do palácio quase às 17 horas.  Segundo Dória, estão presentes 619 prefeitos dos 645 municípios de São Paulo. Dória discursa, lembra o pai, perseguido e exilado pela ditadura militar, faz um balanço (bom, reconheça-se) do seu governo, ergue o braço de Bruno Araújo (constrangido, percebe-se), e  brada à multidão de  funcionários do palácio e assessores de João e Rodrigo que a luta continua e que ambos vão ganhar as eleições que se avizinham. Tudo acaba em roda de samba e Dória sai nos ombros de assessores entusiasmados.

No mesmo dia, enquanto Jair Bolsonaro fazia seu comício na despedida dos ministros e secretários que disputarão eleição, e as forças armadas divulgavam manifesto que atribui propósitos democráticos e civilizatórios ao golpe civil-militar de 1964, Sérgio Moro desiste da candidatura presidencial pelo Podemos, muda de domicílio eleitoral para São Paulo e se declara soldado do União Brasil, o partido saído da fusão do DEM com o PSL. ACM Neto e Ronaldo Caiado declaram em nota que o ex-juiz é bem-vindo mas, como diria Romário, não dá para entrar no ônibus e querer, de cara, lugar na janelinha.

Cai a noite e a impressão que deixou entre os  observadores é que convém aguardar o próximo Datafolha para saber se Dória aparece com mais de 3%. E Eduardo Leite, mantido na lista por precaução, com mais de 2%.

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Pesquisa: Bolsonaro tem a maior rejeição entre pré-candidatos à presidência https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-tem-a-maior-rejeicao-entre-os-pre-candidatos-a-presidencia-diz-pesquisa/ Mon, 21 Mar 2022 18:47:23 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26784 De acordo com levantamento feito pelo Instituto FBS, atual presidente tem 59% de rejeição. Esse é o maior percentual entre os pré-candidatos.

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O Instituto FSB divulgou, nesta segunda-feira (21), uma pesquisa eleitoral encomendada pelo BTG Pactual que apontou Jair Bolsonaro (PL) como nome com a maior rejeição entre os pré-candidatos à presidência da República. De acordo com o levantamento, 59% dos entrevistados não votariam “de jeito nenhum” no atual chefe do Executivo Federal.

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No quesito “potencial de voto e rejeição” o ex-presidente Lula (PT) levou vantagem em relação aos possíveis concorrentes. Para 35%, o petista aparece como a única opção de voto; outros 22% apontam que poderiam votar nele e 41% o rejeitam.

Lula também liderou em todos os cenários de 1º e 2º turno, segundo o levantamento. O petista teve 43% das intenções de voto contra 29% de Bolsonaro, 9% de Ciro Gomes (PDT) e 8% de Sergio Moro (Podemos). Eduardo Leite (PSDB) e André Janones (Avante), somaram dois pontos percentuais. Já na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos pré-candidatos aos entrevistados, 38% citaram Lula e 27%, Bolsonaro. Ciro foi mencionado por 4% e Moro acumulou 3 pontos percentuais.

O ex-presidente Lula também levou vantagem em todos os cenários de segundo turno. Contra Bolsonaro o petista tem uma vantagem de 19 pontos percentuais (54% x 35 %).

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Pesquisa Ipespe: Lula tem 43% das intenções de voto contra 28% de Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/pesquisa-ipespe-lula-tem-43-das-intencoes-de-voto-contra-28-de-bolsonaro/ Fri, 11 Mar 2022 15:30:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26420 Levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (11) e apontou que petista manteve a liderança na intenção de votos em relação à pesquisa divulgada em fevereiro. Lula também manteve margem de 15 pontos percentuais à frente de Bolsonaro.

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O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) divulgou nesta sexta-feira (11) uma nova pesquisa que avalia as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2022. O levantamento apontou que Lula (PT) manteve uma vantagem de 15 pontos percentuais sobre Bolsonaro (PL) em relação à última pesquisa do instituto, divulgada no dia 25 de fevereiro.

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Enquanto o petista soma 43% das intenções de voto, o atual chefe do Executivo tem 28%, apresentando uma oscilação dentro da margem de erro em relação ao levantamento anterior feito pelo Ipespe.

Ciro Gomes (PDT) também apresentou uma variação positiva dentro da margem de erro, um ganho de um ponto percentual. Assim como Sergio Moro (Podemos), Ciro tem 8% das intenções de voto. João Doria (PSDB) (3%), Simone Tebet (MDB) (1%), Eduardo Leite (PSDB) (1%) e André Janones (Avante) (1%) também pontuaram na pesquisa.

De acordo com o instituto, 7% dos entrevistados disseram que votariam branco ou nulo e não escolheram nenhum dos candidatos. Outros 2% afirmaram não saber ou não desejar responder.

Nas simulações de segundo turno, Lula mantém ao menos 20 pontos de vantagem sobre seus principais adversários na corrida presidencial. O ex-presidente pernambucano tem 53% contra 33% de Bolsonaro; 51% contra 30% de Moro e 50% contra 25% de Ciro Gomes.

A pesquisa também aferiu a avaliação do presidente Jair Bolsonaro. Do total, 52% dos entrevistados avaliaram seu governo como ruim ou péssimo; 27% como ótimo ou bom e 20% como regular. O instituto ouviu mil entrevistados de todo o país entre os dias 7 e 9 de março de 2022. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou menos e o índice de confiança é de 95,5%.

A pesquisa também apontou a probabilidade de voto dos entrevistados de acordo com o gráfico abaixo:

Gráfico de probabilidade de voto apontado na pesquisa Ipespe desta sexta-feira (11). Foto: Reprodução (MyNews)

Na edição do Almoço do MyNews desta sexta-feira (11), especialistas comentaram sobre os números da pesquisa. Confira na íntegra:

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Sem Bolsonaro, governadores lideram posição do Brasil na COP26 https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/governadores-lideram-posicao-brasil-cop26/ Sat, 06 Nov 2021 00:46:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governadores-lideram-posicao-brasil-cop26/ Os governadores presentes na COP26 fizeram o lançamento oficial do Consórcio Brasil Verde – organizado pelo movimento Governadores pelo Clima

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Sem a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Conferência do Clima da ONU (COP26), os governadores têm assumido o protagonismo, liderando negociações em busca de recursos e se apresentando como representantes do Brasil na conferência. Os governadores presentes na COP26 fizeram o lançamento oficial do Consórcio Brasil Verde – organizado pelo movimento Governadores pelo Clima, na manhã desta quinta (4). Participaram do evento os governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) – presidente do consórcio; do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM).

COP26 - Governadores pelo Clima
Governadores estão liderando negociações em nome do Brasil na COP26 e lançaram o Consórcio Brasil Verde/Foto: Maurício Tonetto/Fotos Públicas/Palácio Piratini

Ao todo, 22 estados participam do Consórcio Brasil Verde: Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Segundo o jornalista Jamil Chade, que realiza a cobertura da COP26 diretamente de Glasglow, na Escócia, as lideranças estaduais tiveram reuniões com representantes de diversos países e blocos econômicos, incluindo Reino Unido, União Europeia, Estados Unidos, China e França, entre outros possíveis parceiros, em busca de formas de viabilizar projetos.

“Apresentando metas, mas tentando descolar a imagem do governo brasileiro. Um dos encontros nesta quinta (4) foi com o Príncipe Charles, do Reino Unido, um dos ativistas que trata das questões climáticas há alguns anos. Foi esse mesmo ativista monarca que no fim de semana foi esnobado por Jair Bolsonaro. No domingo, no final da reunião do G20, em Roma (Itália), o príncipe Charles fez um discurso sobre mudanças climáticas e sobre a necessidade de agir, e um líder não apareceu para ouvir o príncipe: Jair Bolsonaro”, destaca Jamil Chade.

 

Acompanhe os boletins diários de Jamil Chade direto da COP26, na Escócia, diariamente, no Canal MyNews

O Reino Unido tem liderado uma mobilização bilionária de recursos para financiar a proteção da floresta amazônica, com meta de reverter o desmatamento da floresta e também de proteger outros biomas brasileiros, como o cerrado. Entre os investimentos que estão sendo mobilizados aparecem iniciativas já existentes, como o Financiamento Internacional sobre o Clima (ICF), que deve receber mais 300 milhões de libras, e a Coalizão LEAF, com um aporte de mais 200 milhões de libras.

A iniciativa faz parte do acordo assinado pelos mais de 100 líderes mundiais para acabar com o desmatamento no mundo, com recursos que alcançam 8,75 bilhões de libras em financiamento público e 5,3 bilhões de libras em investimentos privados.

COP26 quer incluir mercado financeiro nos compromissos de conservação ambiental

A COP26 também tem discutido como atrair o mercado financeiro para as iniciativas de conservação ambiental, integrando compromissos entre governos e instituições financiadoras para criar novos critérios de investimentos em atividades produtivas sustentáveis.

O Brasil é um dos 28 países signatários da nova Declaração de Florestas, Agricultura e Comércio de Commodities (Fact) – que pretende colocar em prática um conjunto de medidas para permitir um comércio local e internacional sustentável, que reduza o impacto ambiental e ao mesmo tempo apoie a agricultura familiar e melhore as cadeias produtivas. Esses países representam 75% do comércio global de commodities com potencial de ameaçar a conservação florestal, entre as quais estão a soja, o cacau e o óleo de palma.

“A COP26 chegou à constatação que no setor financeiro está parte da solução para o debate ambiental. Para a COP26 só haverá uma solução quando governos, empresas e ambientalistas estiverem na mesma rota e que exista dinheiro para financiar novos projeto e novas tecnologias”, analisou o jornalista Jamil Chade, para quem o setor financeiro precisa de novos parâmetros para determinar seus investimentos, para não financiar – muitas vezes com dinheiro público, atividades que provocam danos ambientais.

“No caso brasileiro, a pecuária é subsidiada pelo Estado e vai precisar provar que é ambientalmente correta para continuar vendendo para a Europa. O financiamento público precisará ser repensado de forma que ajude a lidar com a questão climática e não aprofunde a crise ambiental”, pontuou Chade.

Agressões a jornalistas em Roma são denunciadas à ONU

O jornalista Jamil Chade e o jurista Paulo Lugon Arantes denunciaram as agressões sofridas por jornalistas brasileiros durante a viagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao encontro do G20 (grupo de países mais ricos do mundo), em Roma (Itália), no último domingo (31/10).

Foi entregue à ONU e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos uma petição para que as entidades cobrem explicações ao governo brasileiro sobre as agressões aos jornalistas que acompanhavam um passeio de Jair Bolsonaro pelas ruas da capital italiana. Os jornalistas tentavam fazer algumas perguntas ao presidente durante a caminhada. Um repórter da Rede Globo recebeu um soco e o jornalista Jamil Chade teve o celular retirado e o braço torcido, enquanto gravava as imagens da agressão por parte de supostos seguranças da comitiva presidencial.

“Não há explicação sobre quem cometeu as agressões. Não há explicações por parte das autoridades. Quem contratou, ou se são policiais oferecidos pelo governo italiano para garantir segurança de Jair Bolsonaro”, explicou Jamil Chade, que aguarda que as entidades cobrem do governo brasileiro respostas sobre as agressões aos jornalistas.

* A cobertura da COP26 do Canal MyNews está sendo realizada em parceria com a Vale

 

COP26 mira o mercado financeiro como parceiro estratégico para alcançar metas de conservação ambiental. Confira no Quarta Chamada, no Canal MyNews

* Com informações da Embaixada do Reino Unido

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Moro pode antecipar anúncio de candidatura de olho nas prévias do PSDB https://canalmynews.com.br/politica/moro-pode-antecipar-anuncio-candidatura-de-olho-previas-psdb/ Thu, 07 Oct 2021 08:20:27 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/moro-pode-antecipar-anuncio-candidatura-de-olho-previas-psdb/ Segundo a jornalista Juliana Braga, do Canal MyNews, Moro teria pedido até novembro para avaliar possibilidades, mas poderia antecipar prazo interessado numa aliança com PSDB

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Participando de vários encontros políticos desde a semana passada e tentando viabilizar uma candidatura à Presidência da República, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro reuniu-se na última semana com políticos de diversos partidos. João Dória (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e também com dirigentes do Podemos. Segundo a jornalista Juliana Braga, do Canal MyNews, Moro teria pedido até novembro para avaliar as possibilidades de se eleger presidente, mas poderia antecipar esse prazo interessado numa aliança com o PSDB e na possibilidade de ter o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como candidato a vice na chapa.

“A presidente do Podemos tem conversado inclusive com partidos do Centrão, tentando trazer uma chancela de político tradicional para Sérgio Moro – que teve uma postura na Lava Jato que foi amplamente criticada dentro do Congresso como uma antipolítica. […] (a intenção seria) não deixar para novembro, mas trazer para outubro, de olho nas prévias do PSDB. Moro estaria de olho em Eduardo Leite como possibilidade de vice porque o partido tem conversado com outras legendas do Centrão e o Centrão não quer saber de Sérgio Moro. Então, com Eduardo Leite ele viu a possibilidade de ter um partido tradicional ao lado dele”, revelou Juliana Braga, durante o Quarta Chamada desta semana.

Braga revelou que outras fontes do PSDB confirmaram que, apesar de Eduardo Leite já ter dito que não deixará o governo do Rio Grande do Sul para se candidatar, o partido poderia ocupar a vaga de vice de alguns possíveis candidatos, como o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta e a senadora Simone Tebet (MDB-MS), mas que a resposta sobre a possibilidade de ser vice numa chapa com Moro foi dada com um pouco de ironia, com ‘emoji’ de careta e tampando os ouvidos. “Moro está tentando a chancela de político tradicional, mas está com dificuldade de alguém que tope essa empreitada”, analisou a jornalista Juliana Braga.

Atuação de Moro na Lava Jato dificulta alianças partidárias e consolidação da candidatura

Para o ex-ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, a possibilidade de Sérgio Moro conseguir apoio político para a sua candidatura é difícil por conta da sua atuação na Operação Lava Jato.

“A Lava Jato tinha no seu horizonte proclamado uma posição virtuosa, que era o combate a corrupção. A corrupção gera desvio de dinheiro público, aumenta a exclusão social. Lembro de uma expressão de Montesquieu que diz ‘todo homem que tem o poder tende a dele abusar’. Essa expressão tem um complemento que é: ‘até a virtude precisa de limites’. Aqueles que se julgam muito virtuosos são aqueles que solapam outras virtudes e se tornam verdadeiros arbitrários. A Lava Jato conseguiu uma façanha de, a pretexto de combater a corrupção, incentivá-la historicamente”, analisou Cardozo, explicando que, ao condenar sem provas e promover o que chamou de “uma inquisição”, atuou contra o estado de direito no Brasil.

José Eduardo Cardozo acredita que a classe política vê o ex-ministro Sérgio Moro como “execrável”. “Os honestos veem ele como execrável, porque correram risco de serem condenados pelo simples fato de serem políticos; e os desonestos veem nisso uma armadura para poderem continuar se protegendo nas práticas que fazem. Então a Lava Jato fez um desserviço histórico ao combate à corrupção, ao contrário do que a gente pensa imediatamente. Ela conseguiu atingir empresas, e é perfeitamente possível combater o corrupto pessoa física sem pegar a pessoa jurídica. É perfeitamente possível fazer um monte de coisas que eles não fizeram na cruzada contra o Estado de Direito que eles fizeram”, completou.

Para Cardozo, Moro terá dificuldade de ter um partido político e de alçar voos na candidatura. “Terceiras vias se criam entre os polos A e B, porque crescem sem serem percebidas. Numa possível campanha, Moro seria alvo pelo que fez a Lula e pelo que Bolsonaro acha que ele fez. Então ele não teria o espaço para crescer desapercebidamente. Posso queimar minha língua, mas não vejo terreno para uma candidatura de Sérgio Moro. Quem embarcar na canoa de Sérgio Moro se afunda”, concluiu José Eduardo Cardozo.

Assista ao Quarta Chamada, no Canal MyNews, e fique por dentro dos principais assuntos sobre a política brasileira

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Rejeição a Bolsonaro cresce e Lula aumenta vantagem, aponta pesquisa XP/Ipespe https://canalmynews.com.br/politica/rejeicao-bolsonaro-cresce-lula-aumenta-vantagem-pesquisa-xp-ipespe/ Tue, 17 Aug 2021 23:30:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/rejeicao-bolsonaro-cresce-lula-aumenta-vantagem-pesquisa-xp-ipespe/ Vantagem de Lula aumentou para 16 pontos percentuais. Rejeição ao presidente Jair Bolsonaro alcança 61%

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A pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta terça-feira (17) mostra um crescimento das avaliações negativas do governo Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a intenção de voto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua em alta.

No cenário de primeiro turno, Lula (PT) tem 40% das intenções de voto. A vantagem subiu para 16 pontos percentuais para o segundo colocado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que agora aparece com 24%.

Planalto tem se furtado a enviar as informações solicitadas pela CPI da Pandemia, inclusive pelo gabinete pessoal de Bolsonaro.
Planalto tem se furtado a enviar as informações solicitadas pela CPI da Pandemia, inclusive pelo gabinete pessoal de Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom (Ag. Brasil).

Na sequência estão Ciro Gomes (PDT), com 10%, e Sérgio Moro (sem partido), com 9%. O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), têm 4% cada. Lula também lidera a pesquisa num segundo cenário, com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) no lugar de Eduardo Leite, com 5%; Datena (5%) e Rodrigo Pacheco (1%).

Nos cenários de segundo turno, Lula ampliou a vantagem e vence todos os demais candidatos. Contra Bolsonaro, a diferença subiu de 14 para 19 pontos percentuais (51% a 32%). O ex-presidente Lula também derrotaria Moro (49% a 34%), Ciro Gomes (49% a 31%) e Eduardo Leite (51% a 22%).

Já o presidente Jair Bolsonaro perde em todas as simulações de segundo turno. Além de Lula, a pesquisa questionou cenários: Bolsonaro (33%) X (35%) Eduardo Leite; Bolsonaro (34%) X (38%) Mandetta; Bolsonaro (32%) X (44%) Ciro Gomes; Bolsonaro (30%) X (36%) Moro; Bolsonaro (35%) X (37%) João Doria (PSDB).

Na pesquisa espontânea – quando não são oferecidas opções de voto para as pessoas escolherem – Lula aparece com 28% das intenções, enquanto Bolsonaro tem 22%.

61% dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto Lula tem 45% de rejeição

A pesquisa XP/Ipespe também mostrou uma alta rejeição de Jair Bolsonaro. O levantamento aponta que 61% disseram que não votariam de jeito nenhum no atual presidente, enquanto 23% declararam que votariam com certeza. No caso de Lula, a rejeição é de 45%, enquanto 38% votariam com certeza.

A pesquisa também mostrou um aumento da rejeição ao governo Bolsonaro. Enquanto 54% avaliam a gestão como ruim e péssima, 63% dizem reprovar a forma como Bolsonaro governa o Brasil. Apenas 23% consideram o governo bom ou ótimo – pior resultado desde o início da gestão.

O cientista político Antonio Lavareda explica que o quadro eleitoral do presidente Bolsonaro é muito difícil.

“Nós temos uma avaliação mais crítica da leitura pública do governo Bolsonaro desde o início do ano. Um governante precisa reverter, ou sinalizar uma capacidade de reversão, até o final do ano anterior à eleição. É muito difícil reverter quadros assim no ano eleitoral. Fazer isso em 2022 será muito difícil para o presidente. É possível reverter, mas não será fácil”, afirmou.

Foram realizadas mil entrevistas entre os dias 11 e 14 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Assista ao Jornal do MyNews, no Canal MyNews, de segunda a sexta, a partir das 18h40. Com apresentação de Hermínio Bernardo e Myrian Clark

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A contribuição de Eduardo Leite para a comunidade LGBTQIAP+ https://canalmynews.com.br/voce-colunista/contribuicao-eduardo-leite-lgbtqiap/ Thu, 05 Aug 2021 21:05:49 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/contribuicao-eduardo-leite-lgbtqiap/ A recente entrevista de Eduardo Leite, governador do RS, na qual assume publicamente sua homossexualidade ao jornalista Pedro Bial, repercutiu no país

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A recente entrevista de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul pelo PSDB, na qual assume publicamente sua homossexualidade ao jornalista Pedro Bial, repercutiu no país e de imediato gerou manifestações de solidariedade e apoio ao político. No entanto, não tardou para que críticas também lhe fossem direcionadas, principalmente pelo equívoco cometido em 2018, quando declarou seu apoio a Bolsonaro.

Imagem do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), no Fórum de Governadores, em Brasília/Foto: José Cruz/Agência Brasil

Nas redes sociais, o assunto ainda reverbera, com acusações de que sua recente declaração se trata de uma estratégia política visando às eleições presidenciais de 2022. Há os que também falam em falta de representatividade do governador junto à comunidade LGBTQIAP+. Para estes, só contam aqueles cujo histórico é de envolvimento direto com a causa e com a comunidade. Se existem críticas de alguns, por outro lado, desde que se manifestou publicamente, o número de seguidores de Leite nas redes sociais continua crescendo.

Cabe lembrar que assumir ou não a orientação sexual é uma decisão que só diz respeito àquele ou àquela diretamente afetado por tal decisão. Numa sociedade machista e homofóbica, com medo de represálias, das reações familiares e das incertezas profissionais, cada um tem seu tempo de maturação até decidir assumir-se publicamente ou não. E não são poucos os que só conseguiram assumir o que de fato são após transporem, tardiamente, as barreiras do medo e dos preconceitos.

Como político bem-sucedido, Eduardo Leite deve ter ponderado que chegara a hora de tornar pública uma questão de foro íntimo que já era de conhecimento de familiares e de amigos mais próximos. Penso que assim o fez não apenas para lidar com mais tranquilidade com o assunto, mas para inviabilizar ou neutralizar ataques que possivelmente viriam em algum momento.

Num país homofóbico como o Brasil, não enxergo na atitude do governador gaúcho uma estratégia política para catapultar sua candidatura e angariar votos. Ao contrário, na conjuntura política brasileira, na qual imperam as redes de ódio e de fakenews, vejo sua atitude mais como uma estratégia de defesa para que sua homossexualidade não viesse à tona por meio do jogo sujo de um adversário político, que poderia usá-la para atacá-lo de forma mais direta. De forma indireta, sabemos, já vinha acontecendo.

Orientação sexual não torna alguém melhor ou pior gestor. Essa é uma qualidade que se molda independentemente de questões de gênero. Mas, no tabuleiro político, sempre haverá mal-intencionados capazes de tudo para vencer um páreo eleitoral, trabalhando com a distorção de fatos e embaralhando a cabeça de eleitores e eleitoras suscetíveis ao submundo das redes, inclusive daquela parcela mais conservadora e ligada a determinados grupos religiosos.

A população LGBTQIAP+ há anos luta por espaço e representatividade nas mais diversas áreas. E o respeito às diferenças talvez esteja no topo daquilo que se almeja pelos que buscam igualdade. Aos membros da comunidade gay que não se sentem representados por Eduardo Leite, cabe lembrar que a própria comunidade é diversa e é justamente essa diversidade que está representada no conjunto das letras da sigla que cresce cada vez mais.

Para além do significado de cada letra, dentro de cada uma delas há um universo particular que precisa ser considerado e respeitado, e isso inclui a opção por não empunhar bandeiras e a opção por filiações político-partidárias distintas. Um direito individual inquestionável. Pensamentos divergentes sobre visão de mundo e de gestão pública precisam ser respeitados, desde que não representem perigo à existência, à extinção de direitos e às manifestações de liberdade das pessoas, principalmente das minorias.

Por isso, não se pode negar a contribuição que o governador deu à comunidade e à cultura LGBTQIAP+, ao assumir publicamente que é gay. Político e gestor público que se fez à margem das pautas do movimento, entendo que, ao se afirmar como homem gay, a partir de agora Leite contribui para inibir possíveis manifestações preconceituosas e homofóbicas de lideranças que transitam por seu espectro político, que comungam da sua maneira de pensar e de fazer política. Inclusive eventuais colegas de partido. E isso é sim um inegável avanço e uma grande conquista.

Não fosse assim, sua iniciativa não teria sido saudada também por importantes lideranças da esquerda nacional, que o parabenizaram, que com ele se solidarizaram e que comemoraram sua manifestação. Até mesmo essas lideranças foram criticadas e questionadas por parte de seus eleitores. Uma tremenda contradição para quem luta e defende as liberdades individuais dentro do campo democrático.

Embora não empunhe a bandeira da comunidade gay, nem dela tenha se valido para construir sua carreira, Eduardo Leite, mesmo que de forma discreta, vem privilegiando e dando especial atenção às pautas da comunidade. Depois de recriar a Secretaria Estadual da Cultura do Rio Grande do Sul, extinta por seu antecessor, nomeou Gabriella Meindrad para a Secretária Adjunta da Cultura, a primeira mulher trans a ocupar o cargo. Assim o fez atendendo à indicação de Beatriz Araújo, Secretária da Cultura do seu governo.

Aliás, na contramão do que acontece no governo federal, a pasta gaúcha vem recebendo especial atenção e cada vez mais significativos investimentos do governador – atitude reconhecida até mesmo por adversários políticos que dele divergem em outras pautas –, indicativo da sensibilidade de alguém que entende a importância da área para a identidade e o desenvolvimento de um povo.


Quem é Cristiano Goldschmidt?

Jornalista, doutorando e mestre em Artes Cênicas (UFRGS), conselheiro de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews

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Bolsonaro é “imbecil”, diz Eduardo Leite após presidente falar em “impor costume” https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-e-imbecil-diz-eduardo-leite-apos-presidente-falar-em-impor-costume/ Sat, 03 Jul 2021 14:09:56 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-e-imbecil-diz-eduardo-leite-apos-presidente-falar-em-impor-costume/ Governador do RS, político afirmou ser gay em entrevista recente e foi alvo de comentários de Bolsonaro

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que o comentário de Jair Bolsonaro (sem partido) sobre sua sexualidade mostra que o presidente é “imbecil”. Após contar ser gay em entrevista, Bolsonaro avaliou que o político do PSDB estaria “achando que é o máximo”.

O presidente também afirmou que o governador busca um “cartão de visita” para sua candidatura. “Ninguém tem nada contra a vida particular de ninguém, agora, querer impor seu costume, seu comportamento para os outros, não”, disse Bolsonaro, que já afirmou preferir um filho morto a um filho gay.

“O presidente é um imbecil. Onde está a tentativa de imposição de qualquer coisa para qualquer pessoa? Uma declaração sobre a minha orientação sexual. Não resta outra coisa a dizer senão que o presidente é um imbecil”, disse Leite em entrevista à Folha de São Paulo.

O governador, que votou em Bolsonaro em 2018, também diz que a eleição do ex-militar foi um erro. “Um erro que cometemos eu e milhões de brasileiros, mas que se deu em função de no outro lado haver um partido que errou na corrupção, errou na condução da economia.”

Pré-candidato presidencial, Leite afirma existir espaço para uma candidatura de um tucano do Rio Grande do Sul no PSDB, partido tradicionalmente conduzido por nomes do Sudeste. “Eu acredito nisso, por isso estou me lançando neste processo. Me sinto acolhido, estou no PSDB há 20 anos.”

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Tasso Jereissati admite disputar prévias do PSDB para ser candidato a presidente https://canalmynews.com.br/politica/tasso-jereissati-admite-disputar-previas-do-psdb-para-ser-candidato-a-presidente/ Sun, 25 Apr 2021 22:27:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tasso-jereissati-admite-disputar-previas-do-psdb-para-ser-candidato-a-presidente/ Senador tucano diz que pode participar de disputa interna com João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio

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O senador Tasso Jereissati. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou que pode participar das prévias para escolher o candidato a presidente da República de seu partido. O tucano acredita que existe um espaço entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Lula (PT).

“Está na hora do equilíbrio. Se dividir muito, ninguém vai ter (condições de chegar ao segundo turno). Se meu nome servir para unir, em algum momento, vamos trabalhar nessa direção”, disse Jereissati ao Estadão.

O governador de São Paulo, João Doria, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio são nomes que podem disputar com Jereissati a candidatura do PSDB à presidência da República.

Falando sobre o clima político no Brasil, Jereissati destacou alguns nomes que na sua avaliação podem “furar a polarização”: Luiz Henrique Mandetta, Leite, Doria, Ciro Gomes e Luciano Huck.

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Eduardo Leite: Surto de PM em Salvador está sendo usado para “desgastar governadores” https://canalmynews.com.br/politica/eduardo-leite-surto-de-pm-em-salvador-esta-sendo-usado-para-desgastar-governadores/ Tue, 30 Mar 2021 23:35:51 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/eduardo-leite-surto-de-pm-em-salvador-esta-sendo-usado-para-desgastar-governadores/ Governador gaúcho diz que episódio está sendo usado para “incendiar” a militância do bolsonarismo

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), avalia que o episódio que o possível surto do policial militar Wesley Soares, morto em Salvador após atirar contra seus companheiros de farda, está sendo utilizado para desgastar a classe política.

Soares foi baleado após passar horas dando tiros para o alto e gritando palavras de ordem no Farol da Barra. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que Soares aparentava ter um quadro de “surto psicótico” e que houve um uso progressivo da força.

Após o episódio, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, afirmou que Soares era um “herói” e disse sem provas que ele foi morto por se negar a cumprir supostas “ordens ilegais” do governador Rui Costa (PT). Kicis apagou a publicação posteriormente.

“Tudo se mistura. Uma lógica clara de narrativa, como aqui se falou, que é desgastar a classe política, desgastar governadores, desgastar as outras instituições e fortalecer esses grupos que sustentam o governo”, afirma Eduardo Leite em trecho do Segundo Chamada exclusivo para membros.

Para ele, a narrativa feita por políticos bolsonaristas do episódio é “nada responsável” e contribui busca “incendiar” a militância do bolsonarismo. Os membros do canal podem assistir a um conteúdo extra da entrevista de Leite.

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“Posso dar uma contribuição, se for o caso, como presidente”, diz Eduardo Leite https://canalmynews.com.br/politica/posso-dar-uma-contribuicao-se-for-o-caso-como-presidente-diz-eduardo-leite/ Tue, 30 Mar 2021 14:51:23 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/posso-dar-uma-contribuicao-se-for-o-caso-como-presidente-diz-eduardo-leite/ Governador do RS afirmou que tem conversado com outras lideranças; Leite declarou que a tarefa é unir o centro

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que conversa com outras lideranças de centro para articular um bloco nas eleições de 2022. Sobre o nome dele ser ventilado dentro do PSDB junto com o governador de São Paulo, João Doria, o gaúcho declarou que pode contribuir.

“Todo mundo tem que sentar à mesa com a disposição de abrir mão. Todos tem legitimidade para aspirar à Presidência da República. Eu estou na política no sentido de missão, quero contribuir e acho que tenho uma contribuição liderando o governo. Fiz isso como prefeito, faço como governador e acho que posso dar uma contribuição, se for o caso, como presidente”, disse ao Segunda Chamada do MyNews.

Governador do RS, Eduardo Leite, declarou que discute eleições de 2022 com outras lideranças de centro. Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Em entrevista ao Café da Manhã do MyNews, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que Doria larga na frente de Leite na disputa pela chance de concorrer ao Palácio do Planalto.

“Sei que tenho que sentar com diversas fontes para criar ambiente, criar sustentação para uma candidatura e depois para exercer o governo. Quem vai para a mesa pedir apoio entre outros possíveis candidatos, tem que ter disposição também para apoiar”.

No Segunda Chamada desta segunda-feira (29), Leite analisou o cenário eleitoral para o ano que vem. Além de João Doria, o governador gaúcho citou alguns nomes de centro que estariam no debate: o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro e o apresentador Luciano Huck.

“Acho que todos nós temos que sentar à mesa, esses nomes que estão no centro e pretendemos fazer isso, já temos conversado entre nós. Espero que a gente possa sentar com humildade, com desprendimento e sabendo que a tarefa é de unir o centro para enfrentar esses polos opostos, embora não sejam equivalentes, para uma candidatura que não fragmente os votos, o que deixaria de levar essa candidatura ao segundo turno”, afirmou referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ex-presidente Lula (PT).

Questionado sobre se candidatar em 2022 para buscar apoio e espaço para uma futura candidatura em 2026, Leite rechaçou a possibilidade.

“Nenhuma candidatura pode ser forjada em torno de ‘vou concorrer nessa para a próxima’. Se houver candidatura é para buscar em 2022 a vitória e mostrar à população brasileira que há alternativa de projeto de centro. Antes dos nomes, vêm os projetos”, disse.

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Ex-ministro da Defesa, Celso Amorim enxerga “contaminação” de militares com Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/ex-ministro-da-defesa-celso-amorim-enxerga-contaminacao-de-militares-com-bolsonaro/ Tue, 30 Mar 2021 00:50:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ex-ministro-da-defesa-celso-amorim-enxerga-contaminacao-de-militares-com-bolsonaro/ Presidente está criando uma trincheira com nomes de sua confiança, diz ex-ministro ao Segunda Chamada

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O ex-ministro Celso Amorim acredita que o comandante do Exército, Edson Pujol, pode perder o cargo por ter mostrado independência frente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), embora a ligação das Forças Armadas com o Palácio do Planalto não possa ser ignorada.

Com as seis trocas ministeriais desta segunda-feira (29), há especulação na imprensa de que os comandantes das Forças Armadas podem entregar seus cargos ou Bolsonaro pode substituir Pujol.

Amorim relembrou que Pujol ofereceu o cotovelo quando Bolsonaro tentou cumprimentá-lo em cerimônia militar em Porto Alegre, em abril de 2020. Quando o discurso de Bolsonaro era de que pandemia de covid-19 era uma “gripezinha”, o comandante das Forças Armadas disse, também em abril de 2020, que o novo coronavírus era “uma das maiores crises vividas pelo Brasil nos últimos tempos”.

“Eu tenho minhas ressalvas em dizer que as Forças Armadas mantiveram-se independentes [do Governo Federal] porque eu acho que há uma contaminação evidente com personagens como [Eduardo] Pazuello, o número de ministros que são militares”, avalia Amorim em entrevista ao vivo para o Segunda Chamada.

Amorim foi professor da Universidade de Brasília (UnB), ministro das Relações Exteriores em duas ocasiões, entre 1993 e 1995 e depois de 2003 a 2011. Seu último cargo ministerial foi na pasta da Defesa, de 2011 a 2015.

O ex-chanceler relembra que algumas trocas de comando no Exército tiveram sucesso, como quando o então presidente Ernesto Geisel removeu o representante da linha dura Sylvio Frota, em 1977. Já com Henrique Teixeira Lott, o desfecho não foi tão positivo.

“Eu acho que é uma coisa muito mais grave do que simplesmente colocar um aqui e ali para agradar esse e agradar aquele. Eu acho que isso tudo tem a ver com o impeachment e tem a ver, também, com o ressurgimento do Lula no cenário político”, afirma Amorim.

O ex-ministro acredita que Bolsonaro está criando uma trincheira com pessoas em quem confia e que o novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, é uma figura que o presidente acredita poder contar em um momento de “necessidade”.

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