Arquivos Fernando Henrique Cardoso - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/fernando-henrique-cardoso/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 07 Feb 2025 21:40:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 De FHC, passando por outros nomes históricos, PSDB pode deixar de existir https://canalmynews.com.br/brasil/psdb-de-fernando-henrique-cardoso-marca-reuniao-e-pode-deixar-de-existir/ Fri, 07 Feb 2025 21:38:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50722 MDB e PSD disputam a fusão com os tucanos, que enfrentam crise e risco de debandada de deputados

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O PSDB, que governou o Brasil entre 1995 e 2002 sob o comando de Fernando Henrique Cardoso, pode deixar de existir. A legenda marcou para março deste ano uma reunião que definirá sua fusão ou incorporação a outro partido, o que pode decretar seu fim.

No entanto, existe uma disputa entre MDB e PSD, que tentam atrair os tucanos para ampliar suas bancadas e recursos partidários. A informação inicial é da Folha de S. Paulo.

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Contudo, o presidente do PSDB, Marconi Perillo, vem realizando reuniões com lideranças das duas siglas. Na última semana, ele se encontrou com Michel Temer e Baleia Rossi, do MDB, além de já ter mantido conversas com Gilberto Kassab, do PSD. O partido que vencer a disputa passará a ter a terceira maior bancada da Câmara, ganhando os 13 deputados tucanos eleitos em 2022 e aumentando seu fundo partidário.

Aliás, umas das crises do PSDB também se agravou pelo péssimo desempenho de Datena na eleição para a Prefeitura de São Paulo. O apresentador obteve apenas 1,84% dos votos e perdeu seus vereadores na capital. O PSD, de Kassab, deseja incorporar o partido, mas o tema ainda será debatido.

História do PSDB

“Há uma corrente que quer a continuidade do PSDB, enquanto outros defendem a incorporação ou fusão com um partido maior”, afirmou Marconi Perillo ao Estadão.

Todavia, fundado em 1988, o PSDB teve Fernando Henrique Cardoso como seu principal nome, com duas eleições presidenciais. Além disso, governou São Paulo por vários anos após a redemocratização, tanto na Prefeitura quanto no governo estadual.

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FHC: Ricardo Barros é “hábil”, mas um tipo de aliado perigoso https://canalmynews.com.br/politica/fhc-ricardo-barros-e-habil-mas-um-tipo-de-aliado-perigoso/ Tue, 29 Jun 2021 00:50:09 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fhc-ricardo-barros-e-habil-mas-um-tipo-de-aliado-perigoso/ Ex-presidente avalia que Bolsonaro deveria assumir responsabilidade por crise da Covaxin e que há uma “onda” em formação

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Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jair Bolsonaro (sem partido) perde tempo ao tentar menosprezar a crise da Covaxin porque as informações, cedo ou tarde, são tornadas públicas. FHC avalia que o atual presidente, portanto, deveria reconhecer suas falhas e que pode não saber nadar na crescente onda de descontentamento que está se formando na sociedade.

“Está se formando uma onda, o que é verdade e o que é falso, isso vai contar menos do que a onda, o tamanho da onda, quem adere à ideia, e vocês [jornalistas] são artífices dessa onda, junto com os outros, não são só vocês, toda a sociedade gosta da onda. E você, para poder ser presidente, tem que saber nadar, quando não sabe nadar, a onda te naufraga logo. Tem que saber nadar. Eu não sei se o presidente Bolsonaro tem a competência pessoal, não o conheço, para sobrenadar com tudo que está acontecendo aí, começando né, é o começo, não é o fim”, diz o ex-presidente ao Segunda Chamada.

Sobre o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder no Governo no Congresso e acusado de corrupção no caso da Covaxin, FHC diz que o congressista é um tipo de aliado importante, mas perigoso. Barros também foi líder do governo de FHC.

“Eu conheço o Ricardo Barros, ele foi líder de alguma coisa no meu tempo também, porque ele é hábil, sabe jogar as coisas no Congresso e tal. Você não tem muitas escolhas em situações parlamentares, eu fui parlamentar, sei como é aquilo, têm pessoas que tem capacidade, ficam do lado do governo qualquer que seja a situação. São aliados, entre aspas, necessários, mas perigosos porque também fazem coisas que o governo não gostaria de aparecer e surgem de repente”, avalia o ex-presidente.

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“Condução coercitiva era o padrão”, diz Moro após ser declarado parcial https://canalmynews.com.br/juliana-braga/conducao-coercitiva-era-o-padrao-diz-moro-apos-ser-considerado-parcial/ Mon, 29 Mar 2021 00:55:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/conducao-coercitiva-era-o-padrao-diz-moro-apos-ser-considerado-parcial/ A condução coercitiva de Lula foi um dos pontos considerados pelo STF na suspeição do ex-juiz; fala aconteceu em evento de empresários

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O ex-ministro Sergio Moro disse neste domingo (28) não se arrepender de nada do período em que comandou a Operação Lava Jato em Curitiba. Segundo ele, as críticas são feitas por “adversários do combate à corrupção” e ignoram os fatos. A fala aconteceu em um encontro virtual promovido pelo grupo Parlatório, que reúne empresários, banqueiros e economistas. O evento acontece na mesma semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou o ex-juiz parcial no julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na compra de um triplex em Guarujá. 

“Várias pessoas foram investigadas, foi provado que suborno foi pago e as sentenças foram aplicadas. Pode ter havido erros? Talvez. Mas, às vezes, os adversários do combate à corrupção colocam como se fosse uma conspiração entre juízes maldosos e procuradores ambiciosos e não foi nada disso”, afirmou.

Ex-juiz Sergio Moro, julgado pelo STF por suspeição no caso envolvendo o ex-presidente Lula.
Ex-juiz Sergio Moro, julgado pelo STF por suspeição em caso envolvendo o ex-presidente Lula. Foto: Lula Marques (Agência PT).

O MyNews teve acesso à sala virtual na qual Moro discursou. Também estavam presentes os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB), além de empresários como o Luiz Carlos Trabuco (ex-CEO do Bradesco), Flávio Rocha (Riachuelo), Marcelo Araújo (Ipiranga), Jorge Gerdau (Gerdau) e Carlos Tilkian (Brinquedos Estrela). Do Judiciário, participaram os ex-ministros do STF Eros Grau e Elen Gracie. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles estava presente, assim como os ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde), assim como o ex-porta-voz, general Rêgo Barros.  

No encontro, Moro negou ter havido “algo intencional” ou qualquer “abuso de decisão” e falou especificamente da condução coercitiva do ex-presidente Lula. Esse foi um dos pontos levados em consideração nos votos da ministra Cármen Lúcia e do ministro Gilmar Mendes para considerar que Moro não foi imparcial no julgamento do triplex. O ex-juiz pormenorizou as comunicações que teve com investigadores da força tarefa e disse que concedeu o pedido de condução coercitiva a pedido da Polícia Federal.

“Essas interações são corriqueiras e eu indaguei: ‘Precisa mesmo?’”, relatou. Segundo ele, a PF afirmou ter informações de que se planejava uma barreira humana em torno do ex-presidente e disse ter receio de como isso poderia evoluir. Havia uma preocupação, segundo disse, com a possibilidade de o prédio onde Lula morava ser cercado e haver tumulto. “Eu podia dizer: ‘a Polícia que se vire, não é problema meu’”, sustentou.

Moro defendeu ainda que esse tipo de diligência nunca foi feito para humilhar ninguém e lembrou que, na época, a condução coercitiva era algo corriqueiro. Somente depois o STF, por 6 votos a 5, decidiu restringir o expediente a somente quando o intimado se negasse a comparecer voluntariamente. Ele destacou ainda que não foram utilizadas algemas e pessoas ligadas a Lula teriam vazado a informação para a imprensa, não nenhum dos investigadores. 

O ex-juiz atacou ainda as críticas de que a Lava Jato teria criminalizado a política. “Quando se fala de abusos, erros, etc, precisamos ir aos fatos. Essa de que a Lava Jato criminalizou a política. As pessoas foram processadas e condenadas por suborno, não por opinião política. Se vários políticos tinham como natural receber suborno, eles criminalizaram a política.”

Moro ainda comparou o esvaziamento do combate à corrupção no governo de Jair Bolsonaro (sem partido) à agenda ambiental. “Penso que o setor privado tem um papel muito importante, não tem que ficar esperando o governo dizer o que tem que fazer. A gente vê isso hoje na área ambiental de uma maneira muito clara. As empresas, muitas delas, estão tomando a frente em adotar medidas consistentes de preservação ambiental. E a mesma coisa pode se dar em relação à corrupção”, declarou. O ministro Ricardo Salles, presente ao encontro segundo os organizadores, não se manifestou.

Antes do ex-ministro, falaram os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer. Para Fernando Henrique, o Brasil passou por uma fase de expansão então tudo se expandiu, inclusive a corrupção. Para Temer, há hoje certo terrorismo, um desserviço, ao se dizer que se esgotou em definitivo o combate à corrupção. “Operação Lava Jato, por exemplo, foi um título dado para uma das operações e que ganhou um efeito jornalístico bastante acentuado, mas ela não esgota o combate à corrupção”, sustentou.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, o general Santos Cruz criticou o uso do combate à corrupção como bandeira política. “Ela é usada como bandeira política mas depois as promessas não são cumpridas, as promessas demagógicas não se transformam em ações.”

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FHC diz ser contra impeachment de Bolsonaro: “É ruim para o país” https://canalmynews.com.br/politica/fhc-diz-ser-contra-impeachment-de-bolsonaro-e-ruim-para-o-pais/ Thu, 18 Mar 2021 18:36:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fhc-diz-ser-contra-impeachment-de-bolsonaro-e-ruim-para-o-pais/ Ex-presidente também fala sobre Lula, Ciro Gomes e João Doria em entrevista exclusiva ao Café do MyNews; Tucano afasta risco de “ruptura institucional”

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) faz críticas aos “arroubos militaristas” de Jair Bolsonaro (sem partido), mas não acredita que o impeachment seja a melhor alternativa para o país. FHC diz que prefere que Bolsonaro saia por escolha das urnas.

“Se o povo quiser a continuidade, vai votar pela continuidade. Vou fazer o que? Eu sou contra golpes, inclusive impeachments”, afirmou o ex-presidente em entrevista ao Café do MyNews. “Quando a população começa a se manifestar e os jornais começam a dar eco a essas manifestações e o governo paralisa. Esse é o timing [para o impeachment], quando o governo deixa de ter a capacidade de governar, não creio que seja o caso disso, ainda. Nem espero que haja, porque é ruim para o país”.

Em entrevista ao Segunda Chamada do MyNews, o ex-presidente Michel Temer (MDB) também disse ser contra ao afastamento de Bolsonaro.

Perguntado sobre seu voto em um possível segundo turno entre Lula (PT) e Bolsonaro em 2022, FHC afirma que prefere que este cenário não aconteça e que não tem “horror” a Lula, embora afirme que o petista tenha seus “pecadinhos, todo mundo tem”. “Se ficar entre ele [Lula] e o Bolsonaro, o que eu posso fazer? Espero que não, não é meu voto, meu voto para a volta do PT, porque já mostrou o que faz, não creio que seja o que o Brasil necessita hoje”, avalia o tucano.

Em entrevista à revista Época, FHC disse que sente “certo mal-estar” por ter votado nulo no segundo turno das eleições presidenciais de 2018.

Lava Jato

FHC afirma que não acredita que a prisão de Lula após condenação da Lava Jato tenha sido injusta. “Não creio que tenha sido injusta, eu acho que faltou o procedimento legal seguir, como agora vão seguir, mas ele vai ter que outra vez responder o processo, não sei o quê, enfim. Espero que a justiça se cumpra com objetividade, não é para perseguir porque foi presidente, não é isso não, não estaria certo. Mas eu acho que, no caso, houve coisas objetivas, eu não estava lá, não sou julgador da história, mas eu acho que houve, não foi um atropelo da justiça, o processo está formalmente errado.”

Brasília – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assiste a presidenta afastada, Dilma Rousseff, fazer sua defesa durante sessão de julgamento do impeachment no Senado ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Pandemia

O governo federal “não esteve à altura da simbolização desse momento, que é um momento difícil para o Brasil e para o mundo”, acredita FHC. O ex-presidente afirma que as constantes trocas no Ministério da Saúde não transmitem a segurança necessária para o momento.

O tucano afirma que não há uma dicotomia entre economia e vidas, e que é necessário salvar vidas “para salvar a economia”.

Ruptura institucional e armas

Para FHC, o Brasil não vive o risco de uma ruptura institucional, embora o tucano reconheça um cerceamento ao espaço de críticas ao presidente em episódios como a intimação do youtuber Felipe Neto. O ex-presidente criticou fala recente de Bolsonaro, quando o presidente afirmou: “Meu Exército não vai para a rua obrigar o povo a ficar em casa”.

“Eu acho que ‘meu exército’ é um exagero da parte de Bolsonaro, o Exército é nosso, não é dele, não é de ninguém. Meu pai foi general, foi marechal, não, nada contra, ao contrário, os militares. Agora, eu não vejo que exista risco de ruptura, porque eu não vejo que os militares estejam apostando em outra coisa senão na democracia.”

FHC também criticou a facilitação do acesso à armas de fogo, bandeira do Palácio do Planalto: “Eu não sou favorável a esses arroubos militaristas do presidente, nem creio que os militares tenham esse sentimento, eles sabem que a arma é perigosa, é para matar o inimigo, defender o amigo e matar o inimigo. Não é para ter em casa e usar na rua.”

Bolsonaro fala no Palácio da Alvorada
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala à imprensa.

Disputa entre Eduardo Leite e João Doria

FHC crê que o governador de São Paulo, João Doria, está na frente do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, na disputa para ser o nome do PSDB nas eleições presidenciais.

“Quem é governador de São Paulo tem mais condições, porque já chegou em um estado que é grande, tem mais eleitores. O sul tem capacidade, isso não quer dizer que Eduardo Leite não possa, de repente, surgir, mas depende da capacidade que ele tem de, primeiro, definir o inimigo. Veja o que fez o Lula agora ao sair: definiu logo o inimigo, é o governo. Atacou. Política não tem essa coisa de neutralidade, o centro não pode ser anódino.”

O ex-presidente ainda destacou que Ciro Gomes (PDT) “fala bem”, mas é “instável” e disse que outros nomes podem surgir, como o do apresentador Luciano Huck.

Para FHC, o Brasil tem um “dado positivo” de que “não há corrupção como houve em outros momentos”, mas falta ao país “acreditar que tem um caminho para o Brasil”.

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