Arquivos França - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/franca/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 22 Jun 2022 14:00:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Macron vence Le Pen e é reeleito presidente da França https://canalmynews.com.br/internacional/macron-e-releito-presidente-da-franca-e-vence-le-pen/ Sun, 24 Apr 2022 19:08:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27853 Projeções apontam que candidata da extrema-direita Le Pen perde para Macron. Ela assumiu derrota após divulgação dos números.

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Emmanuel Macron foi reeleito presidente da França neste domingo (24). Ele disputava o segundo turno com Marine Le Pen, representante da extrema direita francesa. Projeções da imprensa francesa já anunciavam a vitória do atual presidente e cerca de 15 minutos após a divulgação desses resultados, Le Pen se pronunciou admitindo a derrota, mas ressaltando que considerava o resultado uma vitória para o seu movimento político.

De acordo com a projeção da TF1, a vitória de Macron será de 58% contra 42% de Le Pen. A projeção da Cnews considera a vitória de Macron com 57,9% dos votos, contra os 42,1% de Le Pen. Já a BFMTV aponta que Macron deve conquistar 57,6% dos votos, enquanto Le Pen fica com 42,4%.

Macron é o primeiro presidente a ser reeleito na França desde o conservador Jacques Chirac, que governou até 2007. O segundo turno foi o mesmo das eleições de 2017, quando Macron, do “República em Marcha” (LREM), de 44 anos, também encontrou  nas urnas Le Pen, do Reunião Nacional (RN), de 53 anos.

Assista aos comentários dos jornalistas Jamil Chade e Caio Blinder e do diplomata Paulo Roberto Almeida sobre as eleições francesas, ao vivo no MyNews a partir das 17h:

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Líderes e organizações mundiais se manifestam sobre conflito entre Rússia e Ucrânia https://canalmynews.com.br/internacional/lideres-e-organizacoes-mundiais-se-manifestam-sobre-conflito-entre-russia-e-ucrania/ Thu, 24 Feb 2022 14:50:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24553 Conflito mais recente entre Rússia e Ucrânia, que se desenhava desde o fim de 2021, teve início na noite da quarta (23). Figuras políticas repercutiram crise militar e diplomática sem precedentes na história recente europeia.

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O início do conflito entre Rússia e Ucrânia, na noite da quarta-feira (23), provocou reações de líderes e organizações mundiais. O conflito gerou uma crise militar e diplomática na Europa sem precedentes na história recente.

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou por meio de comunicado oficial publicado pela Casa Branca que a decisão do presidente russo Vladimir Putin representou a escolha de “uma guerra que trará perdas de vidas e sofrimento”. Biden também declarou que EUA e seus aliados vão “responder ao conflito de forma unida e decisiva”. “O mundo responsabilizará a Rússia”, disse ainda.

Em entrevista coletiva cedida nesta quinta-feira (24), o presidente da França Emmanuel Macron condenou a ação da Rússia e prometeu apoio ao território ucraniano. “A Rússia deve encerrar suas operações militares imediatamente. A França está trabalhando com seus parceiros e aliados para encerrar a guerra”, disse.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) António Guterres pediu para que Putin evitasse uma guerra na europa. “Por favor, senhor Putin, leve seus militares de volta. Não permita uma guerra na Europa. Esse conflito deve parar agora. Essa guerra não faz sentido e causará um nível extremo de sofrimento. Essas atitudes terão consequências”, afirmou.

De acordo com o colunista internacional do MyNews Jamil Chade, a grande preocupação dos órgãos internacionais é em relação à crise humanitária que pode acontecer devido ao conflito.

“É nesse trabalho que as agências da ONU já estão operando. Alguns cenários já apontam que existiria a possibilidade, se a guerra continuar, de nós termos 5 milhões de refugiados, algo absolutamente desestabilizador para vários países da região. Se a Hungria tinha problemas com alguns milhares de sírios em 2015, agora a crise é muito maior”, afirmou em entrevista ao Café do MyNews desta quinta-feira (24).

Confira a edição desta quinta-feira (24) do Café do MyNews:

Repercussão no Brasil

No Brasil, figuras políticas também se manifestaram sobre o conflito. O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, em frente ao Palácio do Planalto na manhã desta quinta-feira (24), que o Brasil não tem posição neutra sobre o conflito.

“O Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade”, declarou o vice-presidente.

Já o presidente do país, Jair Bolsonaro (PL), não se pronunciou sobre o conflito até a última atualização desta reportagem. Ele participou de um evento público em São José do Rio Preto (SP), na manhã desta quinta (24), mas não fez declarações sobre o assunto.

Na terceira semana de fevereiro o presidente do Brasil esteve na Rússia e chegou a afirmar que é solidário à Rússia, sem especificar sobre o que se referia exatamente.

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Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que “o governo brasileiro acompanha com preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia”.

O órgão também afirmou que o país é membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas e que permanece “engajado nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica, em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias”.

Causa do conflito entre Rússia e Ucrânia

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Crise acontece no leste europeu, mas afeta vários países do mundo. Foto: MabelAmber (Pixabay)

Ainda no fim de 2021, tropas russas começaram a ocupar territórios próximos à fronteira ucraniana. Na época, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que não havia intenção de invadir o país vizinho. No entanto, na segunda-feira (21) Putin reconheceu as regiões de Donetsk e Luhansk como repúblicas independentes da Ucrânia e também autorizou o envio de militares russos para áreas separatistas do país ucraniano.

As causas do conflito são múltiplas, mas o interesse da Ucrânia em fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar internacional liderada pelos Estados Unidos e composta por 30 países, é apontada por especialistas como uma das principais. Além disso, desde 2014 a Ucrânia sofre com embates separatistas entre as áreas de Donetsk e Luhansk e o resto do país.

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Pela primeira vez, Brasil perde a liderança no mercado mundial da bola https://canalmynews.com.br/economia/pela-primeira-vez-brasil-perde-a-lideranca-no-mercado-mundial-da-bola/ Fri, 14 Jan 2022 17:11:24 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=22978 Mesmo mantendo o maior número global de transferências, brasileiros veem franceses mais valorizados no futebol

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Ano após ano, por mais que as incertezas econômicas pesassem sobre o destino do país, havia uma certeza: o país lideraria em pelo menos um mercado, o mercado mundial da bola. Sócrates, Zico, Falcão, Careca, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Neymar fizeram parte de um êxodo que, ao longo das últimas décadas marcadas pela globalização do futebol, colocou milhares de brasileiros em clubes pelo mundo.

Mas, segundo um levantamento publicado nesta semana pela Fifa, 2021 presenciou algo inédito e uma reviravolta na geografía do futebol. Pela primeira vez, não são mais os jogadores de nacionalidade brasileira que lideram o total gasto por clubes no mercado de transferências. A nova posição de número 1 é da França, a atual campeã do mundo.

No total, times investiram em 2021 mais de US$ 643 milhões em jogadores franceses. No caso brasileiro, o valor foi de apenas US$ 468 milhões, seguido pelos espanhóis (US$ 307 milhões). De acordo com a Fifa, a perda da posição de liderança é resultado de três anos de queda no valor pago no mercado internacional por jogadores nacionais. Em 2018, por exemplo, clubes destinaram mais de 1,2 bilhão de dólares com atletas brasileiros.

Apesar de ter sido desbancado pela França, os dados revelam que os brasileiros continuam a ser os jogadores mais comercializados do mundo. No ano, foram 1,7 mil transferências envolvendo brasileiros, tanto na exportação de craques do país para o exterior como na transação entre clubes estrangeiros.
Os números superam de forma clara o restante do mundo. Na segunda posição estão os argentinos, com 896 transferências no ano, seguidos pelos ingleses, com 837. A França, líder na questão financeira, aparece apenas na quarta posição, com 772 jogadores. Na prática, isso significa que os jogadores franceses estão mais valorizados e acabam pesando de forma importante no mercado global.

Com a lista divulgada da FIFA, brasileiros ocupam segundo lugar nas transferências mundiais. Foto: Pixabay

 

Em 2021, 820 jogadores que atuavam por clubes nacionais foram vendidos ao exterior. No mesmo ano, 784 atletas chegaram ao país. Isso inclui tanto os brasileiros que retornaram do exterior como estrangeiros que foram atuar por clubes nacionais.

Analistas próximos às entidades internacionais do esporte indicam que, por diferentes motivos, o Brasil não se aproveitou de dois mega-eventos no país – Copa em 2014 e Olimpíada em 2016 – para ampliar o valor agregado de seus atletas. Diante dos 20 anos sem um título mundial e com clubes europeus atropelando os times brasileiros, o país vive uma desvalorização de um de seus maiores ativos.

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Lula se reúne com Emmanuel Macron, com protocolo de chefe de estado https://canalmynews.com.br/politica/lula-se-reune-com-emmanuel-macron-com-protocolo-chefe-de-estado/ Wed, 17 Nov 2021 23:57:55 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/lula-se-reune-com-emmanuel-macron-com-protocolo-chefe-de-estado/ Em viagem pela Europa, o ex-presidente Lula tem se encontrado com lideranças políticas tratando de temas como cooperação internacional, redução da pobreza e impactos das mudanças climáticas

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Cumprindo um cronograma de viagem pelo continente europeu desde o último dia 11 de novembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi recebido nesta quarta (17), com protocolos de chefe de estado, pelo presidente da França, Emmanuel Macron. O encontro aconteceu na manhã de hoje no Palácio Eliseu, sede do governo francês. A conversa entre os líderes políticos abordou a cooperação entre os países da Europa e da América Latina, inclusive um debate sobre acordos comerciais, superação da fome e da miséria e os impactos do aquecimento global e das mudanças climáticas.

Lula e Macron se reuniram em Paris
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, nesta quarta (17)/Foto: Reprodução Redes Sociais/Ricardo Stuckert @ricardostuckert

A França e o Brasil não vivem um momento de relações harmoniosas. Macron tem sido um crítico da política ambiental do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o qual acusou de “ecocídio” e vetou acordos comerciais do país com o Mercosul. Em sua conta no Twitter, o ex-presidente Lula disse que um dos objetivos da viagem à Europa é colaborar para uma mudança na imagem do Brasil no exterior. “Estou viajando para dizer ao mundo que o que o Brasil tem de melhor é o povo brasileiro. O Brasil não se resume a seu atual governante. Essa é a razão da minha viagem. Recuperar a confiança no Brasil”, publicou, pouco antes do encontro com Macron.

Ainda nesta quarta (17), Lula recebeu o prêmio “Coragem Política 2021”, concedido pela revista Politique Internacionale, especializada em política externa.

Na terça (16), o ex-presidente almoçou com a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, do Partido Socialista – primeira mulher a governar a capital francesa, em 2014, e reeleita no ano passado. Hidalgo é considerada uma forte concorrente para as eleições presidenciais na França em 2022. Também na terça, Lula palestrou no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), num evento que marcou os 10 anos do título de Doutor Honoris Causa concedido pela instituição ao político brasileiro.

Lula se reuniu com lideranças na Alemanha e na Bélgica

A viagem do ex-presidente Lula à Europa inclui Alemanha, Bélgica e Espanha. A primeira parada do político aconteceu na Alemanha. Lula se encontrou no dia 12 (sexta) por cerca de uma hora com Olaf Scholz, do Partido Social Democrata Alemão (SPD) – vencedor das eleições no país no mês de setembro e que substituirá a chanceler Angela Merkel. O futuro primeiro-ministro negocia a formação do governo com o Partido Verde e o Partido Liberal.

Também teve reunião com o presidente da Fundação Friedrich Ebert e ex-presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz. e com as deputadas do SPD Yasmin Fahimi e Isabel Cademártori, neta de José Cademártori – último ministro da Economia de Salvador Allende, presidente deposto pela ditadura de Augusto Pinochet no Chile, em 1973.

Na Bélgica, o ex-presidente encontrou-se, na chancelaria da União Europeia, em Bruxelas, com o vice-presidente da Comissão Europeia e Alto Representante da União Europeia para Assuntos Externos, Josep Borrel Fontelles. O encontro foi acompanhado pelo ex-chanceler brasileiro Celso Amorim e o ex-ministro Aloizio Mercadante. A conversa girou em torno da conjuntura da América Latina e da União Europeia e sobre a importância da cooperação para construir um mundo multipolar.

O ex-presidente brasileiro foi recebido pela líder da Confederação Sindical Internacional Sharan Leslie Burrow – sindicato que representa mais de 200 milhões de trabalhadores e trabalha em colaboração com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Eles conversaram sobre as desigualdades sociais no mundo.

Lula participou do Encontro de Alto Nível da América Latina no Parlamento Europeu em Bruxelas e discursou.

“(…) Cerca de 116 milhões de brasileiros, metade da nossa população, vive hoje em situação de insegurança alimentar, de moderada a muito grave. Desses, cerca de 19 milhões, quase duas vezes a população da Bélgica, chegam a passar um dia inteiro sem ter o que comer. Isso está acontecendo no Brasil, que é o terceiro maior produtor mundial de alimentos. E está acontecendo porque o Brasil, que em 2014 saiu do Mapa da Fome da ONU pela primeira vez na história, hoje copia o que o neoliberalismo trouxe de pior ao mundo: alta concentração de renda, baixa geração de empregos, destruição de direitos trabalhistas, desmonte das políticas sociais, ausência do Estado, abandono dos mais pobres à própria sorte. O resultado dessa trágica equação não poderia ser outro: miséria, fome, desesperança”, ressaltou o ex-presidente brasileiro.

Lula ressaltou metas ambientais cumpridas pelo Brasil entre 2004 e 2012 – quando o desmatamento da Amazônia foi reduzido em 80% e as políticas sociais de seu governo e do governo Dilma Rousseff que retiraram 36 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza. Ele criticou a atual política ambiental do Brasil e os países ricos – maiores emissores de gases do efeito estufa – por não cumprirem as metas ambientais, e disse que acreditar que um período de ascensão de governos de extrema direita no mundo está chegando ao fim.

Veja o Segunda Chamada e saiba quais foram os resultados da COP26 – a Conferência do Clima da ONU, que aconteceu na Escócia

“O Brasil voltará a ser uma força positiva no mundo. Voltaremos a ser criadores de políticas públicas capazes de mudar para melhor o nosso planeta. Acreditamos num mundo multipolar. (…) Vamos fortalecer o Mercosul, reconstruir a União de Nações Sul-Americanas, a Unasul, e ampliar nossas parcerias com a União Europeia. Vamos aperfeiçoar os termos do acordo Mercosul-União Europeia. Não queremos uma América Latina voltada exclusivamente para o agronegócio e a mineração. Temos total capacidade de sermos também países industrializados, tecnologicamente avançados”, discursou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi aplaudido de pé.

Ex-presidente negou que esteja discutindo vaga de vice para 2022

O ex-presidente concedeu uma entrevista coletiva no Parlamento Europeu, quando negou que esteja discutindo quem será o vice que comporá a chapa numa possível candidatura às eleições a presidência em 2022. A respeito das especulações de que o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin seria esta pessoa, Lula disse que não está discutindo ainda sua candidatura.

“Tenho profundo respeito pelo Alckmin. Eu não estou discutindo vice ainda, porque não discuti a minha candidatura. Quando eu decidir ser candidato eu vou sair a campo para procurar alguém para ser vice”, disse Lula. Geraldo Alckmin deve sair do PSDB num futuro próximo e entre as prováveis legendas que receberão o político está o PSB – que negocia a posição de vice numa chapa com o PT.

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Agenda na Espanha inclui encontro com primeiro-ministro Pedro Sánchez

Na Espanha, última parada durante esta viagem à Europa, o ex-presidente Lula se reunirá com lideranças políticas e participará de uma conferência. Lula se reunirá com primeiro-ministro Pedro Sánchez, no Palácio da Moncloa, em Madri. Ele participará também do seminário “Cooperação multilateral e recuperação regional pós-Covid-19”, promovida pelo CAF (Common Action Forum), na Casa América. Terá ainda um encontro com a secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Rebeca Grynspan, e com lideranças de confederações de sindicatos de trabalhadores da Espanha.


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Após acordo, França devolverá artefatos saqueados durante colonização africana https://canalmynews.com.br/mais/franca-devolvera-artefatos-saqueados-durante-colonizacao-africana/ Wed, 27 Oct 2021 17:29:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/franca-devolvera-artefatos-saqueados-durante-colonizacao-africana/ Será a primeira vez que a França reconduzirá objetos artísticos à África. Dos 5 mil artigos solicitados pela Nigéria, o governo francês retornará 26

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Autoridades do Benin, país da África Ocidental, firmaram um acordo com o governo da França para que a nação europeia devolva 26 artefatos históricos saqueados pelo exército francês durante os anos de colonização do continente africano, no século XIX.

Conhecidas como “Os Tesouros de Abomey”, as peças compostas por altares, ícones e estátuas foram roubadas em 1892, e estavam em exibição no museu parisiense Quai Branly há 18 anos. Com a decisão, a exibição da coleção será prontamente encerrada, e os itens seguirão para Benin, onde um museu está sendo construído na cidade de Abomey com auxílio do governo francês.

'Bronzes de Benin' em exibição no Museu Britânico de Londres.
‘Bronzes de Benin’ em exibição no Museu Britânico de Londres. Foto: Reprodução (Redes)

A universidade Jesus College, de Cambridge, também anunciou que devolverá uma escultura de um galo, retirada do Reino de Benin por tropas britânicas em 1897 – a obra faz parte do acervo de peças comemorativas criadas pelos povos Edo, grupo étnico da Nigéria descendente dos fundadores do Império Benin.

“Esta é a coisa certa a fazer por respeito à herança e história única deste artefato”, disse Sonita Alleyne, professora da instituição à Reuters. O governo nigeriano agradeceu o ato “pioneiro” e afirmou que está aguardando ansiosamente o retorno de outros artigos por parte de novas entidades.

Historiadores e especialistas em arte concluem que cerca de 90% do patrimônio cultural da África está na Europa. Como parâmetro, apenas o Museu do Quai Branly, abriga cerca de 70.000 objetos provenientes de terras africanas.

A entrega dos itens será realizada nesta quarta-feira (27) em uma cerimônia especial dirigida pela presidente da França Emmanuel Macron. As 26 peças fazem parte de uma lista composta por outras 5.000 solicitadas pela Nigéria.

Será a primeira vez que o país europeu devolverá objetos artísticos à África. Macron indicou que a iniciativa de devolução temporária ou permanente da herança africana teve início em 2017.

  • Peça do acervo ‘Os Tesouros de Abomey’. Foto: Reprodução (Domínio Público)

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Sem provas, embaixador brasileiro diz que África controlou covid-19 com cloroquina https://canalmynews.com.br/politica/sem-provas-embaixador-brasileiro-diz-que-africa-controlou-covid-19-com-cloroquina/ Wed, 14 Apr 2021 23:04:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sem-provas-embaixador-brasileiro-diz-que-africa-controlou-covid-19-com-cloroquina/ Luiz Fernando Serra defende tese bolsonarista de suposto “tratamento precoce” e critica a imprensa

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O embaixador do Brasil na França, Luiz Fernando Serra, afirmou em entrevista ao Almoço do MyNews nesta quarta-feira (14) que a imprensa usa critérios diferentes para divulgar notícias positivas e negativas sobre a pandemia no Brasil e disse, sem apresentar provas, que a África teria controlado a covid-19 com ivermectina e hidroxicloroquina.

Serra chegou a ser cotado para substituir Ernesto Araújo no ministério das Relações Exteriores, mas acabou preterido por Carlos Alberto França. Alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o embaixador do Brasil na França afirma que o suposto tratamento precoce é um “ponto de vista muito interessante”.

“Não sou médico e não sou cientista, mas me chama atenção o fato de que na África não haja essa hecatombe que se previa no começo da pandemia. Eu atribuo essa resistência dos africanos à covid ao fato de que eles tomam antiparasitários, tomam ivermectina e hidroxicloroquina há muito tempo. Eu não sou um cientista, mas estou dizendo que muitos cientistas sustentam que o tratamento precoce pode funcionar”, diz Serra.

O diplomata Luís Fernando de Andrade Serra no Senado, em 2016. Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O diplomata Luís Fernando de Andrade Serra no Senado, em 2016. Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Não há evidências científicas de que o continente africano teria controlado a pandemia e também não há fatos que sustentem que os remédios citados por Serra sejam efetivos para deter o novo coronavírus. Pelo contrário, seu uso sem supervisão médica pode causar graves efeitos colaterais.

Também em entrevista ao Almoço do MyNews, o jornalista Jamil Chade afirma que ficou fácil para governos europeus e de outros lugares do mundo criticarem o Brasil por conta da fragilidade causada pela pandemia, pela fragilidade da credibilidade internacional e pela fragilidade da própria diplomacia brasileira. “ Os diferentes governos brasileiros, inclusive durante a ditadura militar, eram conhecidos por dialogar com todos. Desde o começo do governo Jair Bolsonaro, essa não foi a realidade”.

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Ex-presidente da França Nicolas Sarkozy é condenado a três anos de prisão https://canalmynews.com.br/politica/ex-presidente-da-franca-nicolas-sarkozy-e-condenado-a-tres-anos-de-prisao/ Tue, 02 Mar 2021 14:54:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ex-presidente-da-franca-nicolas-sarkozy-e-condenado-a-tres-anos-de-prisao/ Sarkozy foi acusado de firmar um “pacto de corrupção” com advogado Thierry Herzog e ex-juiz Gilbert Azibert

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O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado a três anos de prisão. Ele é acusado de corrupção e tráfico de influência, mas ainda pode recorrer da sentença. O julgamento foi histórico, já que ele é o primeiro ex-presidente condenado.

O julgamento é referente a um caso de suborno no qual Sarkozy, em troca de informação privilegiada sobre uma investigação de sua campanha presidencial, ofereceu ao juiz Gilbert Azibert um cargo altamente cobiçado no Conselho de Estado de Mônaco.

Ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, é condenado a três anos de prisão por corrupção e tráfico de influência.
Ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, é condenado a três anos de prisão por corrupção e tráfico de influência. Foto: Moritz Hager (World Economic Forum).

O Tribunal Correcional de Paris, entretanto, decidiu que dois dos três anos da sentença estão isentos de cumprimento, sendo que os dois últimos semestres podem ser convertidos em prisão domiciliar ou até mesmo em vigilância com o uso de tornozeleira eletrônica.

O tribunal também declarou o advogado do ex-presidente, Thierry Herzog, culpado, impondo uma sentença semelhante, além de impedi-lo de exercer o ofício por cinco anos. O magistrado Gilbert Azibert, então membro do Supremo Tribunal, também foi igualmente condenado.

A deliberação do tribunal aponta que o episódio possui caráter de “gravidade particular”, tendo em vista que o ex-presidente usou seu cargo e seus relacionamentos para “seu interesse pessoal. Sobre Azibert, a condenação diz que o ministro desacreditou uma profissão cuja função é básica na democracia. A sentença do republicano ocorre duas semanas antes da abertura de um outro processo contra o francês, dessa vez por supostas irregularidades no financiamento de sua campanha presidencial de 2012.

Pacto de corrupção

Sarkozy foi condenado porque o tribunal de Paris entendeu que houve um “pacto de corrupção” entre o ex-presidente, seu advogado Thierry Herzog e o ex-magistrado Gilbert Azibert.

Quando presidente, Sarkozy solicitou ao então juiz da principal corte de apelação do país o repasse de informações confidenciais sobre o andamento de uma investigação que tinha o ex-presidente como principal investigado. Como recompensa, o juiz receberia ajuda para conseguir um cargo no Conselho de Estado de Mônaco, órgão simbólico que tem como função aconselhar o príncipe Alberto II em pautas relativas à segurança pública e à Justiça.

O caso envolve a empresária Liliane Bettencourt, herdeira da companhia de cosméticos L’Oréal, à época com 85 anos. Sarkozy foi acusado de se aproveitar da senilidade mental da gestora para obter doações acima do teto legal e, assim, financiar sua campanha eleitoral de 2007.

As provas foram obtidas por intermédio de grampos telefônicos em duas linhas pré-pagas, não oficiais, adquiridas com o nome Paul Bismuth. De acordo com a investigação, os telefonemas entre o ex-presidente e seu advogado revelaram a existência do acordo com Azibert.

Os promotores descobriram as conversas enquanto investigavam a acusação de que Sarkozy teria recebido auxílios financeiros do ditador líbio Muammar Gaddafi para financiar a campanha 2007— esse caso ainda não foi julgado.

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Macron insinua boicote à soja brasileira: entenda o que isso significa https://canalmynews.com.br/economia/macron-insinua-boicote-a-soja-brasileira-entenda-o-que-isso-significa/ Wed, 13 Jan 2021 19:19:23 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/macron-insinua-boicote-a-soja-brasileira-entenda-o-que-isso-significa/ Fala do presidente francês mistura protecionismo e pressão contra a política ambiental do governo Bolsonaro

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Nesta terça-feira (12), o presidente da França, Emmanuel Macron, em mensagem nas redes sociais, afirmou que “continuar dependendo da soja brasileira é endossar o desmatamento da Amazônia”.

Respaldando-se em ambições ecológicas, o mandatário alegou que é coerente ao ambientalismo fomentado no país, e que está lutando para “produzir soja europeia ou equivalente”.

Para analistas políticos e profissionais jurídicos, a declaração do francês externa interesses comerciais protecionistas, mas não deixam de refletir uma conjuntura diplomática que pressiona o Brasil acerca da postura federal frente à devastação florestal e o agronegócio.

Em entrevista para o Almoço do MyNews, o advogado e ex-deputado federal Airton Soares caracterizou a investida de Macron como metodologia de defesa, considerando as distintas condições naturais para a exploração de soja no Brasil, em detrimento da realidade agrária.

Colheita de soja em fazenda no Brasil
Colheita de soja em fazenda no Brasil. Política ambiental brasileira pode atrapalhar o agronegócio nacional.
(Foto: Pixabay)

“A soja é um pretexto. Na verdade, o Macron defende a agropecuária e os produtores de alimentos da França. Aí, então, entra a questão do frango que chega até lá, das laranjas, abacaxis, legumes… todos produzidos aqui no Brasil, afetando a produção francesa, além de concorrer, segundo ele, de maneira desleal”, explicou.

O vice-presidente Hamilton Mourão, na manhã desta quarta-feira, criticou o posicionamento do dirigente francês: “Macron desconhece a produção de soja do Brasil. Nossa produção de soja é feita no cerrado ou no sul do país […] Então, eu acho que nada mais, nada menos, ele externou aí aqueles interesses protecionistas dos agricultores franceses. Faz parte do jogo político”, completou.

De acordo com Soares, Macron se utilizou da preservação ambiental, de fato concebida como uma das principais agendas dos líderes europeus, para, indiretamente, potencializar o mercado doméstico. “É válida a primeira parte, ele tem mesmo que encampar – não é só o Macron que não tolera conviver com políticos como o Bolsonaro, mas também toda a realidade europeia e todos os democratas que estão no poder ao redor do mundo”, esclareceu.

Uma questão diplomática

Participando também da entrevista, o cientista político e professor da UERJ Christian Lynch rememorou o acordo de livre comércio engendrado entre os países do Mercosul e da União Europeia. Para ele, a resolução celebrada recentemente “foi muito difícil, sujeita ainda à ratificação, e que aqueles dados como vencidos certamente têm interesse de criar empecilhos para valorizar os próprios produtos”.

Em uma economia cada vez mais globalizada e interdependente, pautas progressistas ganham forças políticas por meio da adesão popular, delineando novos valores a práticas comerciais, principalmente àquelas atreladas às transformações e reformas sociais.

“Estamos em um ambiente de competição internacional, somos os únicos produtores de soja no mundo. O risco que a gente corre é que aconteça com a soja o mesmo que aconteceu com a borracha no começo do século XX: se você não se aplica a tentar vender bem o seu produto, a concorrência vai superá-lo”, elucidou Lynch.

Macron e Biden

Como toda nação, o Brasil também está sujeito às fiscalizações e regulamentações por parte da comunidade internacional. Além desse policiamento e das dificuldades naturais das transações, ainda “temos um presidente da república que dá todos os pretextos para boicotarem e imporem sanções econômicas. Temos que entender que o Macron está olhando o lado dele, mas nós, infelizmente, não estamos olhando o nosso. Quer dizer, a sociedade civil vê, mas quem deveria olhar por nós, na defesa dos interesses brasileiros em ambiente internacional, não está fazendo sua parte”, acrescentou.

A vitória de Joe Biden nos Estados Unidos estreita ainda mais o cerco contra o Brasil. Durante a campanha eleitoral, o democrata fez um alerta ao governo brasileiro: “Parem de destruir a floresta. Se vocês não pararem, sofrerão significativas consequências econômicas”. A questão diplomática, no entanto, ainda parece estar longe de ser definida.

“Diplomacia a gente tem, mas ela não está podendo falar nem agir. Esse governo tenta se impor por meio dos cargos de direção, colocando pessoas que não têm liberdade para fazerem o que querem mesmo sendo simpatizantes do próprio Bolsonaro. Em casos específicos, como o da pasta do Meio Ambiente, os ministros compram o pacote completo desse populismo reacionário radical. Diplomacia a gente tem, mas ela está impedida de atuar por causa dessa diretriz, existindo apenas para servir aos interesses da família presidencial. Os interesses do Brasil, como Estado, não importam, o que importa, na verdade, é tudo aquilo que se pode cacifar para esse projeto”, concluiu.   

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