Por blindagem à CPI, Pazuello deve ser punido, mas permanecer na ativa Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, durante depoimento na CPI da Covid. Foto: Leopoldo Silva (Agência Senado).

Por blindagem à CPI, Pazuello deve ser punido, mas permanecer na ativa

Solução que está sendo construída no Exército prevê advertência sem a ida do general para a reserva, para evitar ataque da CPI

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  • O Exército decidirá aplicar advertência a Eduardo Pazuello, mantendo‑o na ativa, após processo disciplinar por participação em manifestação política.
  • O comandante Paulo Sérgio Nogueira deve escolher a medida, apesar da pressão para enviá‑lo à reserva.
  • A decisão visa evitar a percepção de abandono do militar e reduzir riscos de ataques da CPI da Pandemia e do processo na Justiça do DF.
  • A manifestação ocorreu no último domingo, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro.

O Exército está costurando uma solução intermediária para o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, alvo de um processo disciplinar por participação em manifestação política. Apesar da pressão para que ele passe para a reserva, o comandante Paulo Sérgio Nogueira deve optar por uma advertência, mas mantendo o general na ativa. 

Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, durante depoimento na CPI da Covid.
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, durante depoimento na CPI da Covid. Foto: Leopoldo Silva (Agência Senado).

A intenção é evitar passar a imagem de que o Exército abandonou Pazuello e impedir um ataque dos senadores da CPI da Pandemia. Evita também deixá-lo fragilizado no processo já em curso na Justiça do Distrito Federal.

A pressão para que Pazuello passe para a reserva existe desde que o general assumiu o Ministério da Saúde. O objetivo seria, justamente, preservar a imagem da Força e não associá-la tão diretamente ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

No último domingo, Pazuello participou de uma manifestação ao lado de Bolsonaro no Rio de Janeiro. Sem máscara, o general esteve em aglomeração.

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