Toffoli intercede por André Mendonça no PT André Mendonça, à esquerda, ao lado do ministro Dias Toffoli. Foto: Felipe Sampaio (STF) Vaga no STF

Toffoli intercede por André Mendonça no PT

Ministro do Supremo gosta de Mendonça desde que ele era advogado-geral da União e tem defendido sua indicação ao STF em conversas com senadores

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  • O ministro do STF Dias Toffoli tem intercedido junto ao senador Jaques Wagner (PT‑BA) para angariar apoio ao ex‑ministro da AGU André Mendonça na indicação ao Supremo.
  • Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro para substituir o aposentado Marco Aurélio Mello, conta com a avaliação de Toffoli de que é capacitado para o cargo.
  • Toffoli, que já foi advogado‑Geral da União no governo de Lula, destacou a experiência conjunta com Mendonça quando este chefiava a AGU.
  • Apesar de previsão de recomendação oficial contrária, a estratégia visa liberar a bancada petista para votar secretamente a favor da nomeação.

O ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) André Mendonça tem contado com o apoio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli na busca por votos para a nomeação na mais alta Corte do país. Toffoli tem conversado com os parlamentares e intercedeu em favor de Mendonça junto à bancada petista em conversa com o senador Jaques Wagner.

André Mendonça, à esquerda, ao lado do ministro Dias Toffoli.
André Mendonça, à esquerda, ao lado do ministro Dias Toffoli. Foto: Felipe Sampaio (STF)

Toffoli aprecia o trabalho de André Mendonça, com quem trabalhou mais proximamente quando um chefiava o STF e o outro a AGU. Toffoli também foi advogado-Geral da União durante o governo do ex-presidente Lula e considera o indicado pelo presidente Jair Bolsonaro capacitado para assumir a vaga aberta com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello. 

O ex-presidente do STF conversou recentemente com o senador Jaques Wagner (PT-BA) e defendeu a indicação de Mendonça. A expectativa é que, oficialmente, haja uma recomendação contrária à aprovação, mas que a bancada seja liberada. Como o voto é secreto, aliados do ex-AGU contam com votos petistas.

Mendonça reuniu-se virtualmente com a bancada na última quarta-feira (4). Reconheceu haver uma politização muito grande da sua indicação da sua atuação no governo Bolsonaro, mas justificou que desempenhou o papel que lhe cabia em função dos cargos que ocupou. Ele foi responsável, por exemplo, por determinar à Polícia Federal a abertura de inquérito contra um sociólogo que encomendou um outdoor dizendo que Bolsonaro não valia um pequi roído. Segundo afirmou aos parlamentares, como servidor público, tinha de seguir ordens. 

Por outro lado, assegurou que seu perfil é garantista, ou seja, em situações dúbias, ele é pró-réu, pró-defesa. Afirmou que essa deve ser sua postura no Supremo, Corte na qual os réus costumam ser os parlamentares.

Mendonça ainda enfrenta algumas resistências sendo a maior delas a do ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele pode pautar a sabatina para quando quiser e segundo interlocutores, não está com a menor pressa.

A intercessão de Toffoli por André Mendonça foi pauta do programa ‘Café do MyNews‘ desta sexta-feira (6).

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