Senado da Argentina aprova imposto extraordinário sobre grandes fortunas Bandeira da Argentina, terceira maior economia da América Latina. (Foto: Pixabay) América Latina

Senado da Argentina aprova imposto extraordinário sobre grandes fortunas

Argentina aprova imposto único de 2% que vai incidir sobre patrimônios que superem o equivalente a R$ 14,6 milhões

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  • Senado argentino aprovou, em 4 de maio, imposto de 2 % sobre fortunas acima de 200 milhões de pesos (cerca de R$ 14,6 mi).
  • Medida, já aprovada pela Câmara dos Deputados em 18 de novembro, visa compensar a queda de arrecadação pela pandemia e financiar o combate à Covid‑19.
  • Estima‑se que 12 mil contribuintes serão atingidos, gerando arrecadação extra de 300 bilhões de pesos (≈ R$ 18,9 bi).
  • Projeto segue para sanção do presidente Alberto Fernández, enquanto oposição o chama de “confiscatório”.

Por 42 votos a favor e 26 contrários, senadores na Argentina aprovaram na última sexta-feira (4) a criação de um imposto que incide sobre grandes fortunas. A medida visa aumentar a arrecadação, afetada pela pandemia, e financiar esforços de combate à Covid-19 no país.

De acordo com o projeto aprovado pelos congressistas, haverá um imposto único de pelo menos 2% sobre pessoas físicas cujo patrimônio supere 200 milhões de pesos (algo em torno de R$ 14,6 milhões).

Antes do Senado, a Câmara dos Deputados já havia dado aval ao projeto, em 18 de novembro passado. Ele agora segue para sanção do presidente Alberto Fernández, favorável à taxa.

Bandeira da Argentina, terceira maior economia da América Latina
Bandeira da Argentina, terceira maior economia da América Latina.
(Foto: Pixabay)

A estimativa é que 12 mil pessoas na Argentina se enquadrem nessa nova tributação, gerando uma arrecadação extra de 300 bilhões de pesos (cerca de R$ 18,9 bilhões). Parlamentares de oposição classificam o novo imposto como “confiscatório”.

Terceira maior economia da América Latina, a Argentina sofre desde 2018 com uma recessão que acabou agravada pela pandemia. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima uma queda de 9,9% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional para este ano.

Em relação à Covid-19, a Argentina é o nono país com maior número de casos. São 1.454.631 ocorrências confirmadas, com 39.512 mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.