O Dia D é hoje! Ou era, pelo menos… ELEIÇÕES 2022

O Dia D é hoje! Ou era, pelo menos…

Após crise interna no partido, PSDB pena para fechar apoio com o MDB e bater o martelo sobre candidatura de Eduardo Leite ao governo do RS.

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  • PSDB e MDB negociam aliança que depende da retirada de Gabriel Souza (MDB) e do apoio de Eduardo Leite (PSDB) ao governo do Rio Grande do Sul.
  • Em troca, o PSDB se comprometeria a apoiar Simone Tebet (MDB) na corrida presidencial.
  • O anúncio previsto para 8 de outubro não foi realizado; Germano Rigotto (MDB) afirmou que ainda não há data definida.
  • O jornal *Estado de São Paulo* informou que Gabriel Souza aceitou retirar seu nome, mas ele não se manifestou publicamente, apenas divulgou Gustavo Moraes como coordenador de seu plano de governo.

Depois de enfrentar uma crise interna por conta dos atritos em torno da pré-candidatura do ex-governador de São Paulo João Doria à presidência da República, o PSDB pena agora para oficializar a aliança com o MDB. Aliança que depende da desistência do deputado estadual Gabriel Souza (MDB) ao governo do Rio Grande do Sul, seu apoio à candidatura de Eduardo Leite (PSDB) ao Palácio Piratini, e quem sabe, o posto de vice do tucano. Em troca, o PSDB apoiaria Simone Tebet (MDB) na corrida presidencial.

O anúncio desse acordo estadual e nacional estava marcado para hoje, quarta-feira (08), mas ele não aconteceu. E segundo o ex-governador do Rio Grande do Sul (RS) Germano Rigotto (MDB), coordenador do programa de governo da pré-candidata à presidência Simone Tebet (MDB), não há data prevista para o anúncio. No twitter, Rigotto escreveu: “Vamos fazer isso no tempo adequado”.

Simone Tebet e Eduardo Leite

Apoio do PSDB à candidatura de Simone Tebet depende de acordos do RS, MS e PE. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

O jornal O Estado de São Paulo traz hoje (08) a manchete que Gabriel Souza aceitou retirar seu nome da disputa, mas ele não se manifestou publicamente sobre isso. No twitter, inclusive, ele compartilhou nesta terça-feira (07) uma matéria anunciando o nome do economista Gustavo Moraes como coordenador do seu plano de governo.

O MDB do RS também divulgou uma nota confirmando a pré-candidatura de Gabriel Souza ao governo do Estado. Inclusive reforçando que reiterou a decisão de ter candidatura própria durante a reunião que aconteceu ontem à noite com o Eduardo Leite.

Fato é que a decisão pode, sim, já ter sido tomada, mas por enquanto a cúpula do MDB gaúcho mantém seu posicionamento de março deste ano, quando lançou o nome do deputado estadual ao Palácio Piratini.

E enquanto o tempo de Rigotto não chega, Eduardo Leite aproveita para visitar feiras no interior do Estado e para divulgar seus feitos enquanto governador. Na última semana, por exemplo, ele compartilhou posts nas redes sociais sobre investimentos em saúde, redução de impostos sobre combustíveis e incentivo a programa de formação de jovens.

O ex-governador do Rio Grande do Sul, que prometeu não concorrer a um segundo mandato, está animado com as pesquisas internas do PSDB e com as pesquisas de intenção de voto, que apontam ele como o único candidato que venceria Onyx Lorenzoni (PL) ao governo do Estado. E por isso ele tem sido aconselhado também por aliados a quebrar a sua promessa. Lorenzoni foi ministro do Trabalho e Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PL) e deixou a pasta em março para concorrer ao Palácio Piratini.

Caso se confirme a candidatura de Leite, o próximo desafio é conseguir o feito inédito de ser o primeiro governador a ser reeleito no Rio Grande do Sul.

Nesta quinta-feira (09), uma reunião da executiva do PSDB deve ouvi-lo, e seu posicionamento quanto à confiança do apoio do MDB à sua candidatura pode ser decisivo para que os tucanos agilizem a oficialização do apoio nacional à Simone Tebet.

O MDB é o partido mais capilarizado do Rio Grande do Sul, por isso também a sua importância no palanque de Leite.

Lembrando que além do Rio Grande do Sul, o PSDB também aguarda a desistência dos pré-candidatos do MDB aos governos do Mato Grosso do Sul e de Pernambuco, e o apoio aos candidatos tucanos em ambos os estados. Tudo para alavancar a candidatura de Simone Tebet, que segundo a pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira (08), aparece com 3% dos votos no levantamento estimulado, com Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT) à frente.