Medicamento para tratar câncer de mama é incorporado ao SUS Fachada do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios Saúde

Medicamento para tratar câncer de mama é incorporado ao SUS

Portaria foi publicada hoje no Diário Oficial

00:00
  • O Ministério da Saúde incorporou ao SUS o Trastuzumabe Entansina, medicamento para tratamento de câncer de mama HER2‑positivo.
  • A inclusão foi aprovada pela Conitec e oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União em 12 de maio.
  • O fármaco será administrado em monoterapia, como única droga no esquema terapêutico.
  • A medida ocorre em cenário de alta incidência no Brasil, com cerca de 60 mil novos casos e mais de 16 mil mortes por câncer de mama em 2017.

Pacientes com câncer de mama podem contar com o medicamento Trastuzumabe Entansina. Indicado em monoterapia – método em que o processo de tratamento é realizado utilizando apenas uma droga ou procedimento – para tratamento de pacientes classificados no nível HER2-positivo da doença. A Portaria que incorpora o medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (12).

“A tecnologia recebeu recomendação favorável de incorporação ao Sistema Único de Saúde SUS após passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por assessorar a pasta nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS”, informou o ministério.

Números

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2018, mais de 620 mil mulheres morreram de câncer de mama em todo o mundo. No Brasil, o número total de novos diagnósticos ao ano chega a 60 mil, resultando em uma taxa de incidência de 60/100 mil habitantes.

Em 2017, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) reportou 16.724 mortes em mulheres. No ano de 2018, o Brasil foi o quarto país com a maior incidência em câncer de mama e o quinto em mortalidade. Estima-se que a incidência entre as brasileiras nos próximos 20 anos terá um aumento de 47%, diz OMS.

Edição: Valéria Aguiar

Compartilhar:

Relacionados