Michelle Bolsonaro pede perdão pelos palavrões do marido Michelle e Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR) Eleições 2022

Michelle Bolsonaro pede perdão pelos palavrões do marido

“Também não concordo, mas ele é assim, tem gente que gosta”, disse a primeira-dama em pronunciamento

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  • Michelle Bolsonaro pediu perdão pelos palavrões de Jair Bolsonaro em discurso à base aliada no Palácio da Alvorada, 6 de outubro.
  • Ela disse não concordar com as ofensas, mas justificou o comportamento do marido e reafirmou apoio a um Brasil próspero e abençoado.
  • No almoço do MyNews, 7 de outubro, a cientista política Deysi Cioccari comentou que o pedido visa moderar a imagem do presidente e ampliar sua intenção de voto.
  • Cioccari alertou que, apesar de ataques a setores e minorias, a vigilância da sociedade impede a destruição da democracia no atual governo.

Michelle e Jair Bolsonaro – Foto: Alan Santos/PR

Enquanto Jair Bolsonaro não tem papas na língua, a primeira-dama Michelle Bolsonaro adota um diálogo mais contido, como no discurso que ela fez para a base aliada na última quinta-feira (6/10), no Palácio da Alvorada. “Perdão a todos pelos palavrões do meu marido, também não concordo, mas ele é assim. Tem gente que gosta, né?”, disse Michelle. “Seguiremos firmes e fortes não por um projeto de poder, mas crendo que nosso Brasil é prospero, a nossa terra é abençoada por Deus”.

No Almoço do MyNews desta sexta-feira (07/10) Myrian Clark recebeu a cientista política Deysi Cioccari, que comentou o episódio de Michelle: “Acho que têm motivos bem mais sérios para se pedir perdão nesse governo. Mas a ideia dela foi de fazer um discurso mais moderado, pois é a única forma que o presidente tem de ampliar suas intenções de voto.”

A cientista também falou sobre a possível tentativa de atacar a democracia no atual governo: “Arrisco dizer que só não destruíram porque a gente vigia. Há uma frase muito bonita que diz ‘o preço da democracia é a eterna vigilância’. Os ataques acontecem a todos os setores e contra todas as minorias, mas existe uma vigilância que nos permite viver em uma democracia.”

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