PF deflagra terceira operação contra suspeitos de financiar garimpo ilegal em Roraima Foto: Divulgação BRASIL

PF deflagra terceira operação contra suspeitos de financiar garimpo ilegal em Roraima

Um dos suspeitos, o proprietário da microempresa de materiais para construção teria movimentado R$ 162 milhões

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  • Na manhã de 28/10, a Polícia Federal lançou a Operação Nau dos Quintos, terceira ação contra financiamento de garimpo ilegal em Roraima.
  • Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens, autorizados pela 4ª Vara Federal Criminal de Roraima.
  • Um proprietário de microempresa de materiais de construção teria movimentado R$ 162 mi, e outro suspeito, com renda declarada de R$ 40 mil, mais de R$ 12 mi.
  • A PF indica que o esquema movimentou R$ 271 mi em quatro anos, ligados à compra de ouro ilegal.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a operação Nau dos Quintos. O objetivo é investigar suspeitos de envolvimento no garimpo ilegal de receberem valores para a compra de ouro ilegal em Roraima. Ao todo, são cumpridos três mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início após uma denúncia anônima indicar que o proprietário de uma loja de materiais para construção no estado estaria utilizando a empresa para movimentar valores para a aquisição de ouro de origem criminosa.

Um dos suspeitos, o proprietário da microempresa de materiais para construção – que não teve o nome revelado – teria movimentado R$ 162 milhões.

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A empresa, que atua regularmente no mercado de construção civil, também seria utilizada para movimentar esses valores ilegais.

Outro suspeito, cujos rendimentos declarados são de apenas R$ 40 mil, teria movimentado em suas contas mais de R$ 12 milhões.

A PF diz que os envolvidos investigados no esquema teriam movimentado R$ 271 milhões em um período de quatro anos.

“Investigações preliminares indicaram a procedência das informações. Análises da movimentação dos envolvidos endossaram as suspeitas, de forma que eles receberiam valores de centenas de pessoas físicas e jurídicas relacionadas com o comércio de minerais. Algumas, inclusive, alvos de outras ações da Polícia Federal”, disse a corporação em nota.

O nome da operação faz menção à embarcação responsável pelo transporte da parcela do ouro retirado do Brasil destinada a Portugal durante o período colonial.

 

 

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