Justiça restabelece mandado de prisão contra Tacla Duran Tacla Duran (Foto: Reprodução) POLÍTICA

Justiça restabelece mandado de prisão contra Tacla Duran

Duran diz que foi alvo de perseguição por não aceitar ser extorquido pelo senador Sergio Moro durante o processo em que é réu

00:00
  • O TRF4, em Porto Alegre, restabeleceu nesta quinta‑feira (13) o mandado de prisão contra Rodrigo Tacla Duran, acusado de lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato.
  • A decisão reverte a revogação feita pelo juiz Eduardo Appio (Curitiba) após recurso do MPF, que considerou indevida por se basear em suspensão do processo determinada pelo STF.
  • O mandado original fora expedido pelo então juiz Sergio Moro; Duran, que reside na Espanha e tem dupla cidadania, alegou perseguição e tentativa de extorsão durante o processo.
  • Após as alegações, Appio encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Federal, e o senador Sergio Moro afirmou que não teme investigação.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, decidiu nesta quinta-feira (13) restabelecer a ordem de prisão contra o advogado Rodrigo Tacla Duran, réu pelo crime de lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato.

Ao analisar um recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão do juiz Eduardo Appio, da 13ª Vara Federal em Curitiba, que revogou o mandado de prisão, os desembargadores entenderam que o magistrado não poderia ter tomado a medida em função de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que havia determinado a suspensão do processo contra Duran, que vive na Espanha e tem dupla cidadania.

O mandado de prisão foi expedido pelo então juiz Sergio Moro, que comandava os processos da Lava Jato antes de deixar a magistratura.

No mês passado, durante audiência com Eduardo Appio, Tacla Duran disse que foi alvo de perseguição por não aceitar ser extorquido durante o processo em que é réu.

Duran disse que foi procurado por uma pessoa que atuou como cabo eleitoral da campanha de Moro e um advogado ligado à esposa dele, Rosangela Moro, que teria oferecido um acordo de delação premiada durante as investigações.

A partir das menções, Appio decidiu enviar o caso ao Supremo, tribunal responsável pela análise de questões envolvendo parlamentares com foro privilegiado.

Após a divulgação do depoimento, o senador Sérgio Moro (União-PR) disse que não teme qualquer investigação.

“Desde 2017 faz acusações falsas, sem qualquer prova, salvo as que ele mesmo fabricou”, rebateu.

Relacionados