Moraes vota por condenar Bolsonaro por golpe de estado Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes | Foto: Gustavo Moreno/STF

Moraes vota por condenar Bolsonaro por golpe de estado

'Diante de todo o exposto voto no sentido da providência total da ação penal', disse o ministro

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  • Na terça‑feira, 9, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, organização criminosa armada e demais crimes.
  • A decisão também incluiu a condenação de Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto pelos mesmos delitos.
  • Moraes votou ainda pela condenação do deputado Alexandre Ramagem por organização criminosa e tentativa de golpe, com a parte da denúncia referente ao período pós‑diplomação suspensa até o fim do mandato.
  • No voto, o ministro rebateu a tese de defesa, afirmando que o grupo tentou tomar o poder até os últimos 45 minutos do segundo tempo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes votou nesta terça-feira, 9, por condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

“Diante de todo o exposto voto no sentido da providência total da ação penal”, disse o ministro. Além de Bolsonaro, Moraes também foi pela condenação de Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto pelos mesmos crimes. No caso do ex-presidente, também imputou a liderança da organização criminosa.

Leia mais: “Moraes rejeita preliminares, e Fux faz aparte“

Moraes também votou por condenar o deputado Alexandre Ramagem por organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de estado. A parte da denúncia referente a fatos ocorridos após sua diplomação como deputado federal, em dezembro de 2022, está suspensa até o término do mandato.

No voto, o ministro rebateu a tese das defesas de que não houve qualquer tentativa de dar um golpe no país e disse que “a organização criminosa tomou de assalto as estruturas republicanas para se perpetuar no poder”. O ministro afirmou ainda que o grupo “tentou dar o golpe até os 45 minutos do segundo tempo”.

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