PF mira esquema bilionário no Rio e investiga ligação entre política e crime organizado Polícia Federal (PF). Foto: Agência Pública de Jornalismo Investigativo

PF mira esquema bilionário no Rio e investiga ligação entre política e crime organizado

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Operação apura movimentações superiores a R$ 7 bilhões, suspeita de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis e conexões entre agentes públicos e lideranças políticas do estado

A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 7 bilhões em operações consideradas atípicas. Além disso, a PF suspeita que postos de combustíveis tenham sido usados para ocultar recursos ilícitos. A apuração também alcança agentes públicos e ex-integrantes da cúpula da segurança estadual.

Durante o Café do MyNews, o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ) afirmou que a investigação pode revelar o alcance da influência do crime organizado sobre a política fluminense. Entre os nomes citados por ele estão o ex-prefeito de Belford Roxo e ex-deputado Márcio Canella. O parlamentar também mencionou relações políticas envolvendo o governador Cláudio Castro, o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. No entanto, ressaltou que as investigações ainda estão em andamento.

PF mira políticos, pastor e esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado no Rio

Serafini destacou que um dos focos da operação é um ex-chefe da Polícia Civil e ex-presidente do Detran-RJ. Segundo ele, o órgão já esteve envolvido em outros casos de corrupção no estado. Para o deputado, a investigação representa um passo importante para esclarecer possíveis conexões entre estruturas do poder público e organizações criminosas. Ainda assim, ele reforçou que as informações divulgadas até agora são limitadas.

O avanço das investigações pode provocar impactos no cenário político do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, o desenrolar do caso poderá influenciar a reorganização das forças políticas e a percepção do eleitor sobre denúncias envolvendo agentes públicos e possíveis vínculos com o crime organizado.

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