Chuvas deixam mais de 100 famílias em abrigos no Vale do Ribeira Foto: Agência Brasil

Chuvas deixam mais de 100 famílias em abrigos no Vale do Ribeira

Inundações e transbordamentos de rios atingiram cidades do sul de São Paulo; governo reforça ações de assistência e Defesa Civil monitora a região.

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  • Mais de 150 famílias ficaram em abrigos temporários no Vale do Ribeira após chuvas intensas entre 11 e 13 de outubro.
  • As precipitações causaram inundações e transbordamento de rios, isolando três bairros de Barra do Turvo e afetando cerca de 450 pessoas.
  • Defesa Civil do Estado enviou 16 barcos, dois helicópteros Águia e montou 19 abrigos, além de distribuir alimentos, roupas, medicamentos e apoio a agricultores.
  • Secretaria Estadual de Saúde enviou 159 mil frascos de hipoclorito e reforçou estoques de soros para tratamento de água e picadas de animais.

Ao menos 152 famílias permanecem em abrigos temporários no Vale do Ribeira, no sul de São Paulo, após as fortes chuvas registradas entre sexta-feira (11) e domingo (13). As precipitações provocaram inundações e o transbordamento de rios, deixando três bairros de Barra do Turvo isolados e afetando cerca de 450 pessoas. Ao todo, foram instalados 19 abrigos provisórios.

Barra do Turvo, Iporanga e Eldorado decretaram situação de emergência. O governo estadual enviou equipes da Defesa Civil para comunidades afetadas e anunciou o reforço das operações com 16 barcos e dois helicópteros Águia, além de alimentos, roupas, medicamentos e apoio para a recuperação de estradas e atendimento a agricultores.

A Secretaria Estadual de Saúde também encaminhou 159 mil frascos de hipoclorito de sódio para o tratamento da água nas residências e reforçou o estoque de soros contra animais peçonhentos e de soro antitetânico. Nas últimas 24 horas, a bacia do Ribeira de Iguape acumulou média de 38,8 milímetros de chuva. Entre as 29 estações monitoradas, cinco registravam extravasamento, oito estavam em alerta e uma em emergência.

Na capital paulista, a Prefeitura ampliou de 30 para 120 dias o afastamento de uma servidora que havia atestado, em 2024, a conclusão da demolição do prédio que desabou na Penha. O acidente matou seis pessoas, sendo cinco trabalhadores bolivianos. A Controladoria-Geral do Município determinou ainda o embargo de obras das construtoras relacionadas ao caso e a suspensão de pedidos de alvarás dessas empresas enquanto as responsabilidades pelo desabamento são apuradas.

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