Foto: Jovem Pan
Análise do resultado do primeiro turno aponta que a estratégia petista priorizou o legado de Lula, enquanto Flávio Bolsonaro apostou na polarização e no discurso de mudança
O resultado das urnas no primeiro turno, realizado neste domingo (4), expôs, segundo análise do g1, um erro de cálculo da campanha de Lula (PT), que teria subestimado Flávio Bolsonaro (PL) e a força do antipetismo. Flávio terminou à frente de Lula e os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
Desde o início da campanha, aliados de Lula avaliavam que Flávio seria um adversário mais fácil de enfrentar do que outros nomes da direita. Com isso, a estratégia inicial evitou concentrar ataques no candidato do PL, sob a avaliação de que ele perderia força ao longo da disputa. O resultado contrariou essa expectativa.
A campanha de Flávio explorou o antipetismo e apresentou o candidato como uma alternativa diretamente associada à oposição a Lula. O sobrenome Bolsonaro também foi utilizado como elemento central da candidatura, reforçando a polarização com o atual presidente. A dinâmica contrasta com 2022, quando o antibolsonarismo teve papel relevante na disputa presidencial.
Outro ponto de contraste apareceu nas mensagens adotadas pelos dois candidatos. Flávio reforçou a ideia de que representa “a mudança”, enquanto Lula concentrou sua comunicação no legado e nas realizações de seus governos. Para o segundo turno, a disputa passa a colocar frente a frente essas duas narrativas: a continuidade baseada no histórico de Lula e a mudança defendida pelo candidato do PL.