Meta nega favorecer candidatos e afirma ter cumprido ordens do TSE Foto: Daniel Cole/Reuters

Meta nega favorecer candidatos e afirma ter cumprido ordens do TSE

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Empresa diz aplicar regras iguais às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, detalha medidas adotadas e pede reunião com ministro relator do caso

A Meta negou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (20), que esteja descumprindo ordens judiciais ou favorecendo candidatos nas redes sociais. A manifestação ocorreu após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusar a empresa de beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na distribuição de conteúdos eleitorais.

Em documento enviado ao tribunal, a empresa afirmou que Facebook, Instagram e WhatsApp aplicam as mesmas regras a todos os candidatos. Além disso, pediu uma reunião com o ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso. O objetivo é apresentar provas do cumprimento das determinações eleitorais.

Entre as medidas citadas estão restrições a anúncios eleitorais pagos por pessoas não autorizadas e revisão humana de bloqueios automáticos em até duas horas. A Meta também informou ter analisado 1.204 publicações feitas com inteligência artificial. Desse total, 720 foram suspensas por falta de identificação do uso da tecnologia ou de conteúdo sintético.

Na semana passada, o TSE proibiu a Meta de interferir na distribuição de conteúdo político-eleitoral das campanhas de Lula e Flávio até o fim do segundo turno, em 25 de outubro. Em caso de descumprimento, a empresa poderá pagar multa diária de R$ 500 mil. Segundo o ministro relator, a decisão busca prevenir desigualdades entre os candidatos. Até o momento, não há comprovação de manipulação intencional por parte da empresa.

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