Bandeira do Paraguai. Foto: iStock
Presidente havia solicitado 72 horas para preparar sua defesa, mas 39 senadores votaram contra a concessão do prazo
O Senado do Paraguai rejeitou nesta sexta-feira (6) o pedido do presidente Santiago Peña para adiar sua defesa no processo de impeachment. O presidente havia solicitado 72 horas adicionais, alegando que não tinha tempo suficiente para preparar sua manifestação.
A votação ocorreu após a retomada do julgamento, iniciado na quinta-feira (5). Dos 44 senadores que participaram da decisão, 39 votaram contra a extensão do prazo, três foram favoráveis e dois se abstiveram. Após o resultado, o presidente do Senado, Basilio Bacchi Núñez, anunciou um intervalo para que Peña compareça ao Congresso acompanhado de seus advogados.
O processo tem como origem o escândalo financeiro envolvendo o banco digital Ueno, que administrava US$ 850 milhões em recursos públicos. Peña enfrentou questionamentos após a divulgação de que permaneceu sócio do Grupo Vázquez, controlador do banco, até março de 2025. Na quinta-feira (5), ele apresentou uma carta de renúncia, mas a Câmara dos Deputados rejeitou o pedido. Assim, permanece no cargo até a conclusão do processo de impeachment.