Santiago Peña. Foto: EPA
Ex-presidente foi detido após decisão do Ministério Público; ex-presidente do Banco Central também recebeu ordem de prisão
Após ter o impeachment aprovado pelo Senado, Santiago Peña foi preso na noite desta sexta-feira (6). O Ministério Público do Paraguai havia determinado a prisão preventiva do Peña. Além dele, Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central do país, também recebeu uma ordem de prisão.
O caso envolvendo o escândalo e a quebra do banco digital Ueno provocou protestos em Assunção e aumentou a pressão sobre o governo de Peña. A instituição deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas.
A destituição de Peña foi aprovada por 44 dos 45 senadores da Casa. Um dos parlamentares não compareceu à votação.
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Com a condenação no julgamento político, Peña perdeu não apenas a chefia do Poder Executivo, mas também o direito à senadoria vitalícia, prerrogativa prevista no artigo 189 da Constituição paraguaia, negada a presidentes destituídos por impeachment.
Sem a imunidade do foro privilegiado, o agora ex-mandatário responderá diretamente perante a Justiça ordinária, onde enfrenta representações criminais por suspeitas de enriquecimento ilícito, tráfico de influência e gestão em benefício próprio, além de uma nova investigação penal aberta pela Procuradoria-Geral do Estado.