Renan Santos. Foto: Poder360
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Pré-candidato chama políticos do Nordeste de “parasitas”, diz que fará reformas profundas e proibirá Bets e redes sociais para crianças
O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, abriu uma nova frente de polêmica ao afirmar categoricamente que os políticos do Nordeste agem de forma “parasitária”. Segundo ele, esses administradores aceitam passivamente a dependência econômica da região e tratam a situação como um dado imutável da realidade, em vez de trabalharem efetivamente para alterar o cenário de subdesenvolvimento.
O político destacou que aproximadamente 40% dos domicílios na região Nordeste vivem do Bolsa Família, o que ele considera um sintoma claro de um modelo de gestão que fracassou em gerar desenvolvimento sustentável.
Para Renan, esses políticos “vivem dos recursos coletados em outras regiões do país, sem focar no aumento da atividade econômica em seus próprios municípios”. Ele sustenta que existe um estímulo perverso no qual a manutenção da pobreza e da dependência é politicamente vantajosa para os prefeitos locais, que se beneficiam de uma população dependente do poder público para sobreviver, uma postura que, segundo o candidato, impede a emancipação real da população e sufoca a economia nacional.
Essas declarações somam-se a uma série de propostas drásticas de seu plano de governo, que inclui desde intervenções na infância e juventude até reformas estruturais profundas na economia e no Estado.
Entre as medidas mais comentadas do plano de Renan Santos está a proibição total e completa de redes sociais para menores de 14 anos. A proposta estabelece que crianças e adolescentes nessa faixa etária fiquem impedidos de criar ou manter contas em plataformas digitais.
O objetivo central é garantir que o uso das plataformas digitais não desvie a atenção dos jovens daquilo que é essencial para o seu crescimento intelectual e social. Renan Santos defende que o foco deve ser devolvido ao aprendizado, combatendo as distrações digitais que prejudicam o desempenho escolar.
A restrição às redes sociais faz parte de um pacote educacional mais amplo que prevê:
Celulares proibidos: Vetar o uso de aparelhos celulares dentro das salas de aula.
Autoridade do professor: Resgatar a centralidade e a autoridade dos educadores no ambiente escolar.
Ambiente protegido: Blindar as escolas de estímulos tecnológicos que dispersem os alunos.
Além das restrições tecnológicas e das críticas ao modelo assistencialista, o plano de governo do partido Missão estrutura-se em cinco pilares fundamentais:
A peça central de sua economia é a PEC do Equilíbrio Fiscal, que visa economizar R$ 3,3 trilhões em uma década. A proposta foca na desvinculação e desindexação do orçamento, eliminando gatilhos que aumentam automaticamente gastos com saúde, educação e benefícios como o BPC e aposentadorias, visando atingir um déficit nominal zero.
Inspirada em modelos de gestão do Japão e da China, essa lei estabeleceria metas de desempenho para estados e municípios. O repasse de recursos e emendas parlamentares ficaria condicionado ao cumprimento dessas metas, e prefeitos que falhassem sistematicamente poderiam ser declarados inelegíveis por oito anos.
Além da proibição de redes sociais e celulares, Renan defende o método fônico obrigatório para alfabetização e o fim da progressão continuada. Para incentivar o desempenho, propõe criar prêmios em dinheiro para os melhores alunos e suas famílias, buscando instituir uma cultura de excelência escolar.
O pré-candidato enxerga as reservas brasileiras de terras raras, que representam 20% do total mundial, como um passaporte para o sucesso geopolítico. Ele propõe utilizar esse recurso estratégico para negociar parcerias de longo prazo e transferência tecnológica com potências como EUA, Europa e Japão, posicionando o Brasil como um parceiro de primeira ordem no cenário global.
A estratégia para segurança envolve o endurecimento de penas e a reforma do sistema de inquéritos para garantir que as sentenças sejam efetivamente cumpridas. Renan também defende o uso intensivo de tecnologia de monitoramento (como o Smart Sampa) e a oferta de assistência jurídica estatal para policiais que atuam em operações.
O próprio Renan Santos admite abertamente que suas propostas e declarações são “altamente impopulares”. O candidato compara o impacto de suas falas e de medidas como o veto às redes sociais à sua visão rigorosa sobre o corte de gastos públicos e a desindexação de benefícios.
Em entrevista, o político classificou a postura como um “sincericídio” necessário, afirmando que prefere ser transparente sobre suas intenções de governo e visões políticas a omitir planos polêmicos apenas para facilitar a vitória nas urnas.