Mesmo preso, Bolsonaro articula disputa pelo Senado; Datafolha mostra cenário em SP Foto: Marri Nogueira/Agência Senado

Mesmo preso, Bolsonaro articula disputa pelo Senado; Datafolha mostra cenário em SP

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Levantamento em São Paulo aponta Marina Silva e Simone Tebet na liderança, enquanto o ex-presidente mantém influência sobre candidaturas do PL mesmo em prisão domiciliar

A disputa pelo Senado em 2026 ganhou novos contornos com a divulgação da pesquisa Datafolha para São Paulo. Além disso, as articulações do ex-presidente Jair Bolsonaro seguem movimentando o cenário político. Mesmo em prisão domiciliar, ele continua influenciando as decisões do PL. O levantamento mostra Marina Silva (Rede) na liderança, com 18% das intenções de voto. Em seguida aparece Simone Tebet (PSB), com 16%. Depois vêm Ricardo Salles (Novo), André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PL).

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Senado é visto como prioridade para 2026

Segundo analistas, o resultado em São Paulo representa uma boa notícia para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso porque Marina e Tebet podem fortalecer o palanque governista no estado. Ao mesmo tempo, o PT tenta evitar uma vitória do governador Tarcísio de Freitas ainda no primeiro turno. No entanto, os especialistas lembram que a pesquisa retrata apenas o momento atual da disputa.

Neste ano, os eleitores escolherão dois senadores por estado para mandatos de oito anos. Assim, dois terços do Senado serão renovados. Por isso, a eleição passou a ser tratada como estratégica pelas principais forças políticas. O PL, por exemplo, busca ampliar sua bancada na Casa. Enquanto isso, Bolsonaro continua participando das definições do partido, mesmo preso. Mudanças de domicílio eleitoral de aliados, como Carlos Bolsonaro para Santa Catarina e Hélio Lopes para Roraima, fazem parte dessa estratégia.

Disputa promete ser acirrada em vários estados

Além de São Paulo, estados como Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Alagoas também devem registrar disputas competitivas. Diferentemente das eleições para deputado, a escolha dos senadores ocorre pelo sistema majoritário. Ou seja, os dois candidatos mais votados em cada estado conquistam as vagas, independentemente do desempenho de seus partidos. Dessa forma, lideranças regionais ganham ainda mais importância, e a eleição para o Senado se consolida como uma das principais batalhas políticas de 2026.

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