MBL orienta militância a não engajar Pablo Marçal nas redes sociais MBL orienta militância a não engajar Pablo Marçal nas redes sociais (Foto: Reprodução; Inteligência LTDA. / Unsplash; Kaue Martins Bergamasco) Sem like

MBL orienta militância a não engajar Pablo Marçal nas redes sociais

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O Movimento Brasil Livre (MBL) tem orientado, nos bastidores, sua militância a não impulsionar conteúdos relacionados a Pablo Marçal, ex-coach que disputa a Presidência da República. A orientação foi compartilhada em um grupo destinado a avisos aos integrantes do movimento, e pede que eles evitem interações capazes de ampliar a circulação do nome de Marçal […]

O Movimento Brasil Livre (MBL) tem orientado, nos bastidores, sua militância a não impulsionar conteúdos relacionados a Pablo Marçal, ex-coach que disputa a Presidência da República. A orientação foi compartilhada em um grupo destinado a avisos aos integrantes do movimento, e pede que eles evitem interações capazes de ampliar a circulação do nome de Marçal nas redes sociais, inclusive quando a intenção for criticá-lo.

A recomendação inclui não compartilhar, comentar ou curtir publicações sobre Marçal, nem participar de discussões que elevem o alcance desses conteúdos. A estratégia do movimento é evitar que a repercussão nas redes sociais transforme o candidato em pauta.

Pessoal, só para deixar claro: não é para engajar, impulsionar ou dar visibilidade ao Pablo Marçal. Evitem compartilhar, comentar, curtir ou entrar em discussões que possam aumentar o alcance dele, mesmo que seja para criticar. A ideia é não alimentar o engajamento e não transformar o nome dele em pauta nas redes sociais“, escreveu o administrador do grupo.

Procurada por esta coluna, a campanha de Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, afirmou que “só comentamos sobre candidatos elegíveis“.

A coluna aguarda o contato de Marçal, deixando o espaço aberto para eventuais manifestações.

 

No grupo ligado a militância do movimento, a orientação "encaminhada" foi de "não engajar, impulsionar ou dar visibilidade ao Pablo Marçal."

No grupo ligado a militância do movimento, a orientação encaminhada foi de “não engajar, impulsionar ou dar visibilidade ao Pablo Marçal.” (Imagem: Reprodução)

Disputa judicial pela candidatura

Recentemente, a situação eleitoral de Marçal tem enfrentado reveses na Justiça. O Ministério Público Eleitoral pediu à ministra relatora Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impeça o registro da candidatura do ex-coach à Presidência e, em caráter liminar, suspenda a possibilidade de campanha. O órgão sustenta que Marçal permanece inelegível até 2032 em razão de uma condenação e questiona também a regularidade de sua filiação partidária.

A controvérsia sobre a filiação envolve o partido pelo qual Marçal pretende concorrer. Segundo a peça do MP Eleitoral, ele aparece como filiado ao União Brasil desde 6 de março, embora busque disputar a eleição pelo PRTB. Em 15 de agosto, o juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana de Parnaíba, concedeu liminar reconhecendo a possibilidade de filiação retroativa ao PRTB.

O Ministério Público Eleitoral questiona essa decisão. Na manifestação apresentada à Justiça, o órgão cita entrevistas concedidas por Marçal a veículos de comunicação e vídeos publicados por apoiadores nos quais ele aparece como integrante do União Brasil após a data-limite do registro. A liminar permitiu que Marçal apresentasse o pedido de registro de candidatura pelo PRTB, mas não eliminou os demais obstáculos jurídicos do processo. Entre as questões ainda em análise estão os efeitos da decisão sobre sua participação na campanha, o eventual acesso aos recursos do Fundo Eleitoral e a possibilidade de manutenção da candidatura até o fim do processo eleitoral.

Com a decisão sobre a filiação, o pedido de registro pôde ser protocolado, mas a candidatura segue sujeita à análise da Justiça Eleitoral e aos questionamentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral.

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