Endividamento das famílias bate recorde durante a pandemia Crédito
  • du
  • 17 de fevereiro de 2021
  • 0 comentários
  • Economia

Endividamento das famílias bate recorde durante a pandemia


Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias bateu recorde em 2020. Os números de novembro, os mais recentes disponíveis, revelam que as dívidas com bancos chegaram a 51% da renda acumulada nos 12 meses anteriores. É o volume mais alto desde o início da série histórica, em 2005.

Fachada da sede do Banco Central, em Brasília
Fachada da sede do Banco Central, em Brasília. (Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasi)

Se for levado em consideração somente o mês de novembro, o comprometimento médio das rendas das famílias brasileiras ficou em 20,87%. Os percentuais levam em consideração todos os tipos de empréstimo, inclusive, financiamento da casa própria.

Segundo a economista e professora do Insper, Juliana Inhasz, esse resultado se deve em parte à pandemia do coronavírus, já que muitos ficaram sem renda e precisaram se endividar para honrar compromissos. Mas, ponderou a economista em entrevista ao Dinheiro na Conta, esse é um movimento iniciado ainda em 2009.

Juliana destaca ainda que os juros mais baixos também favorecem esse endividamento. “As pessoas a se endividam mais pq elas acabam programando mais suas contas daqui para frente”, afirmou.

O crescimento não representou um aumento na inadimplência. O percentual de pessoas com dívidas atrasadas em mais de 90 dias terminou 2020 em 2,8%, menor do que os 3,5% de 2019. Na avaliação da economista os motivos foram o auxílio emergencial, o esforço dos bancos para refinanciar as dívidas, em vez de executá-las, além da possibilidade que uma parcela pequena da população teve para economizar durante o isolamento social.

Relacionados