Produção industrial cresce 0,4% de julho para agosto Empresa RANDON. Fabricação de semi-reboque tanque de combustível. Caxias do Sul 24.04.2006 | Foto Miguel Angelo (CNI) LEVANTAMENTO

Produção industrial cresce 0,4% de julho para agosto

É o que revela pesquisa do IBGE

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  • Produção industrial subiu 0,4 % em agosto 2023 versus julho, após queda de 0,6 % no mês anterior, segundo a PIM divulgada pelo IBGE em 3 de outubro no Rio de Janeiro.
  • O índice registrou alta de 0,5 % em relação a agosto 2022, mas acumula queda de 0,3 % no ano e de 0,1 % nos últimos 12 meses.
  • A indústria permanece 1,8 % abaixo do patamar pré‑pandemia (fev 2020) e 18,3 % abaixo do recorde histórico de maio 2011.
  • Dos 25 ramos analisados, 18 cresceram – destaque para farmoquímicos (+18,6 %), veículos (+5,2 %) e eletrônicos (+16,6 %) – enquanto seis recuaram, liderados por extrativas (‑2,7 %) e produtos diversos (‑8,0 %).

A produção industrial do país cresceu 0,4% em agosto deste ano, na comparação com julho. O resultado veio depois de uma queda de 0,6% em julho. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira (3), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor apresentou alta de 0,5% na comparação com agosto de 2022. No entanto, ele soma quedas de 0,3% no acumulado do ano e de 0,1% no acumulado de 12 meses.

“Mesmo com o resultado de crescimento em agosto de 2023, a indústria permanece distante de recuperar as perdas do passado recente, estando, nesse momento, 1,8% abaixo do patamar pré-pandemia, ou seja, fevereiro de 2020, e 18,3% abaixo do ponto mais elevado da série histórica, que foi alcançado em maio de 2011”, disse o gerente da pesquisa, André Macedo.

Aumento de produção
Na passagem de julho para agosto, 18 dos 25 ramos industriais pesquisados pelo IBGE apresentaram aumento na produção, com destaques para farmoquímicos e farmacêuticos (18,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (5,2%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (16,6%).

Entre as seis atividades em queda, os principais recuos ficaram com indústrias extrativas (-2,7%), produtos diversos (-8,0%), couro, artigos para viagem e calçados (-4,2%) e de metalurgia (-1,1%). Celulose, papel e produtos de papel integram um segmento que apresentou estabilidade no mês.

Na análise das quatro grandes categorias econômicas da indústria, três tiveram alta: bens de consumo duráveis (8%), bens de consumo semi e não duráveis (1%) e bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (4,3%). No sentido oposto, os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo tiveram queda, de 0,3%.