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Em entrevista ao vivo, o governador de Goiás defendeu o ‘fim da polarização’, criticou o atual governo, alfinetou adversários da direita e apresentou suas propostas para a segurança e a economia
Em entrevista ao vivo, o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, fez uma declaração marcante. Ele afirmou que seu primeiro ato de governo será assinar uma anistia ampla para Jair Bolsonaro.
Segundo o gestor, o país precisa superar o atual cenário de divisão política. Para ele, essa medida é essencial para o Brasil voltar a focar na economia e nos serviços públicos.
Durante a conversa, Caiado deixou claro que seu objetivo principal é derrotar o PT no segundo turno. Contudo, ele também questionou a viabilidade de outros nomes do seu próprio campo político.
O governador comparou a dependência da rejeição mútua a uma síndrome de Estocolmo política. Além disso, ele defendeu que apenas um candidato com ficha limpa e experiência administrativa poderá vencer as eleições.
A segurança pública foi outro tema central da entrevista. Caiado usou os dados de sua gestão em Goiás para defender uma política de tolerância zero contra a criminalidade.
Ele propôs o fim das regalias nos presídios e defendeu punições mais duras contra o feminicídio. Entre as propostas, destacam-se o confisco de bens de agressores e o aumento do tempo de prisão.
Na área econômica, Caiado criticou a alta taxa de juros e o endividamento das famílias. Ele responsabilizou o excesso de gastos públicos e a emissão de créditos extraordinários por essa situação.
O candidato argumentou que o equilíbrio fiscal é fundamental para sustentar as políticas sociais. Segundo ele, o controle das contas públicas é o caminho para atrair investimentos e gerar novos empregos.
Por fim, Caiado abordou sua ligação histórica com o setor produtivo. Ele ironizou adversários sem vivência no campo, definindo a postura deles como “sabor agro”.
O governador reforçou que sua trajetória na medicina e no agronegócio lhe dá total independência. Assim, ele prometeu governar sem ceder a escândalos de corrupção ou pressões corporativas.