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Lula conta na chapa com Geraldo Alckmin (PSB) para integrar a chapa da vice-presidente, oficializada na última quarta-feira (29).
Ex-governador de São Paulo e adversário histórico de Lula em disputas presidenciais, Alckmin passou a integrar a chapa petista em 2022, movimento que simbolizou a construção da chamada frente ampla, articulada para reunir diferentes segmentos políticos em torno da candidatura de Lula contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Neste ano, Lula contará com o apoio da Federação PT/PV/PCdoB, além de PSB, PDT e da Federação PSOL/Rede, que integram a coligação formada para a eleição presidencial. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o fundo destinado para a campanha do PT é de R$615,3 milhões, um dos maiores fundos de campanha ao lado do PL.
Discursou no evento diversas personalidades do governo Lula, como o ex-ministro e atual candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. Em seu discurso afirmou que “Lula continuará governando o Brasil”, e afirmou que as pessoas associam o tempo de governo do Lula com Getúlio Vargas.
“Não é ser contra o rico, mas fazer ele perceber que ele faz parte de uma comunidade”, afirmou Haddad em seu discurso. “Sem botar o boné de outros países”, estendeu.
Em seguida discursou Geraldo Alckmin, do PSB, que elogiou a militância do PT: “partido sem militância pode ser catalogo de boas intenções, mas o que faz diferença é a militância”. Alckmin exaltou o PT, afirmando que o partido tem “democracia interna”.
“Quem não acredita no voto popular não deveria nem ser candidato”, afirmou Alckmin. E estendeu, afirmando que as urnas são tão competentes que não aceitam o voto de argentino e americano. Na convenção do PL, o candidato Flávio Bolsonaro subiu ao palco ao lado de Javier Milei, o presidente da Argentina que fez provocações à política nacional.
“Somos nós, mulheres, que vão te eleger de novo”, afirmou Janja para o presidente Lula. A fala veio após Janja saudar apenas as mulheres presentes na convenção em discurso em defesa da mulher.
Ainda na pauta de violência de gênero, Lula afirmou: “Ele vai ter que escolher, ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher”. Afirmando que a defesa da mulher é uma das pautas mais importantes da campanha.
O presidente inicia a campanha respaldado pela liderança nas principais pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno, nas quais aparece à frente do senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Um dos principais eixos da estratégia eleitoral adotada pelo petista é a defesa da soberania nacional, tema que ganhou espaço no discurso do governo em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. De acordo com integrantes do entorno presidencial, a adoção de uma postura mais firme diante do governo de Donald Trump, inclusive durante o agravamento das tensões diplomáticas, contribui para o desempenho político de Lula.
Sindicalista, Lula participou da fundação do PT em 1980. Seis anos depois, foi eleito deputado federal e integrou a Assembleia Nacional Constituinte, instalada em 1987, responsável pela elaboração da Constituição Federal promulgada em 1988. Desde então, consolidou-se como uma das principais lideranças políticas do país e, agora, buscará um novo mandato na Presidência da República.