Michelle Bolsonaro pode salvar a candidatura de Flávio? Foto: Poder 360

Michelle Bolsonaro pode salvar a candidatura de Flávio?

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Sem alianças e com rejeição entre as mulheres, Flávio Bolsonaro esbarra no desafio de encontrar um nome de peso para a chapa presidencial

A escolha do vice virou uma grande dor de cabeça para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Afinal, o pré-candidato enfrenta forte rejeição entre as mulheres. Essa resistência cresceu por causa de declarações e atitudes misóginas de alas radicais do seu grupo político. Por isso, os estrategistas buscam um nome capaz de suavizar essa imagem. Portanto, o objetivo principal é reduzir a vantagem do presidente Lula nesse segmento. Contudo, a falta de alianças partidárias dificulta bastante a busca por essa vaga.

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O fator Michelle Bolsonaro na chapa

Nesse cenário de isolamento, o nome de Michelle Bolsonaro surge como um forte trunfo eleitoral. Ou seja, ela possui grande apelo popular e carisma junto ao público feminino e evangélico. Além disso, uma composição com a ex-primeira-dama traria o fôlego necessário para a chapa. No entanto, os bastidores políticos consideram essa aliança interna como um movimento improvável.

Atualmente, Michelle constrói uma candidatura sólida ao Senado pelo Distrito Federal. Dessa forma, ela poderá atuar como cabo eleitoral nacional para vários aliados pelo país. Por outro lado, caso assuma o posto de vice, ela ficaria presa apenas ao palanque do enteado. Além disso, essa decisão evita o desgaste de recentes atritos familiares dentro do partido.

Impasses e nomes na disputa

Enquanto isso, outras opções dentro do próprio PL encontram forte resistência interna. Os bastidores citam frequentemente as deputadas Júlia Zanatta e Priscila Costa. Porém, a imagem radical de Zanatta e a rejeição regional a Priscila limitam essas escolhas. Por conseguinte, enquanto a oposição desenha novos movimentos, o PL busca saídas urgentes. Assim, Flávio precisa definir um nome capaz de atrair votos além da sua bolha tradicional.

O impacto histórico dos vices nas urnas

Por outro lado, a história das eleições brasileiras mostra que a escolha do vice nem sempre traz votos. Alianças do passado, como Collor e Itamar Franco, somaram pouca força nas urnas. De maneira semelhante, o mesmo ocorreu na chapa de Jair Bolsonaro com Hamilton Mourão. Em contrapartida, a união de Geraldo Alckmin com Lula em 2022 provou o oposto. Nesse caso, Alckmin ajudou a diminuir as rejeições no Sudeste e atraiu o setor empresarial.

Em suma, a definição do vice não representa um mero detalhe para Flávio Bolsonaro. Pelo contrário, essa decisão final dirá se ele conseguirá crescer ou se ficará isolado na disputa.

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