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Deputada e relatora da proposta afirma que falsas informações e resistências no Congresso tentam travar o avanço do projeto de combate ao ódio contra as mulheres
Em entrevista ao canal My News, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) denunciou a resistência ao Projeto de Lei da Misoginia na Câmara. Ela é a relatora do projeto e apontou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) como um dos responsáveis por espalhar desinformação. O Senado já aprovou o texto por unanimidade. A proposta quer criminalizar o ódio contra as mulheres no Código Penal, que hoje pune apenas crimes de ódio ligados à raça, religião ou origem.
Tabata explicou que deputados opositores usam as redes sociais para espalhar pânico na população. Segundo ela, Nikolas Ferreira usou trechos de outro projeto para mentir sobre a pauta. Ele afirmou que gestos simples, como dar “bom dia” a uma mulher, virariam crime. O deputado apagou o vídeo após ser confrontado, mas as alegações falsas continuam circulando e prejudicam um debate sério.
A deputada defendeu que a aprovação da lei é urgente para conter a violência na internet. Hoje, influenciadores incitam o estupro e o feminicídio nas redes sem nenhuma punição. Além disso, esses criadores de conteúdo ganham dinheiro e curtidas com discursos violentos. Por isso, a proposta busca penalizar quem estimula a violência contra o público feminino.
O projeto conseguiu quase 300 votos a favor do seu regime de urgência. No entanto, o medo de ataques nas redes sociais em ano eleitoral trava a votação final. Tabata revelou que muitos parlamentares evitam apoiar a proposta por receio de campanhas de difamação. Mesmo assim, a deputada prometeu continuar as negociações para aprovar o texto antes do recesso.